D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 103
Reino La Plata


Notas iniciais do capítulo

Boa Leitura.



— Astamon, o que você faz aqui? Por acaso está me perseguindo ou encurralou os meus amigos em um de seus planos? — perguntou Lúcia já desconfiada.

— Nossa, quanta desconfiança. Até parece que eu vou perder o meu tempo querendo fazer rixas com vocês. Eu tenho outros planos, e cheguei à este lugar ontem — disse ele bebendo o chá.

— Você conhece esse sujeito, Lúcia?

— Sim, Leomon. Ele já foi um grande inimigo nosso no passado, foi preso e acabou sendo solto não sei por quê. Nós nos encontramos na ilha Windows pouco antes de lutarmos com o governador de lá. Porém desapareceu.

— Leomon, continue servindo ramen para o pessoal. Acredito que eles não estão nada satisfeitos — os clientes estavam com raiva. Leomon voltou ao trabalho.

— O que você faz aqui?

— Ah garota, eu já falei, não é? Eu sei onde os seus amigos estão ou pelo menos tenho alguma ideia de onde estejam. O fato é que preciso da sua ajuda para um plano que estou orquestrando nesta ilha.

Lúcia deu uma risada um pouco alta, chamou a atenção dos cliente e pediu para o outro segui-la para fora do restaurante. Leomon ficou apenas observando os dois. Astamon e a garota ficaram sentados num banco do shopping enquanto conversavam.

— Seus amigos provavelmente estão nesta ilha, mas não na cidade. A ilha Linux é dividida em três partes: onde funciona um antigo ferro-velho, onde funciona o motor da cidade e a cidade em si. Eles provavelmente estão nos níveis mais baixos enquanto você aqui. Simples, não?

— Como eu chego nas partes mais abaixo?

— Agora é a minha vez de pedir ajuda.

— Eu não te pedi ajuda!

— Foi o mesmo que pedir. Enfim, sinto informar que vocês não terão chances nesta ilha. Tudo aqui é diferente de Windows. Lá as coisas aconteciam naturalmente, como numa ilha de verdade, aqui tudo é esquematizado. Por exemplo, os soldados do governador já sabem que vocês estão aqui e se posicionaram, as defesas da cidade aumentaram e os mísseis posicionados. O governador tem a opção de matar seus próprios cidadãos se se sentir ameaçado. Também o fato de vivermos numa verdadeira cúpula fechada. Não tem como sair ou entrar se não for pelos portais dimensionais.

— Como sabe de tudo isso?

— Porque sou Astamon — disse ele sorrindo. — Eu preciso destruir as defesas desta ilha para que assim ela enfraquece e se torne vulnerável. Eu colocarei um vírus de computador fazendo com que a fábrica de armas seja destruída de uma vez por todas. E é aí que entra você. Seu legacy guarda um potente programa que pode penetrar no sistema da ilha inteira e assim sabermos onde fica a base de operações. O lugar que o governador Locky fica é o lugar que eu preciso para colocar o vírus. E então? Vai topar?

Lúcia ficou pensativa por um momento. Não queria ficar sozinha apenas esperando, mas andar com Astamon não pode ser algo confiável. Mesmo assim, a menina aceitou fazer companhia a ele.

ALGUM LUGAR DO DIGIMUNDO

Depois da separação, Linx e Mona-sama pegaram o portal juntas, porém foram para fora dos domínios da ilhas. Ambas caíram no meio de uma estrada. Os Pagumons também foram juntos com elas, porém, o Goburimon havia entrada em outro portal.

— Parece que a nossa sorte não melhorou nem um pouco, não é mesmo? Aqueles moleques acabaram avançando, nós andamos para trás — disse Mona

— Espero que eles estejam bem. Vai ficar bem sem o seu filho?

— Aquele lá está em ótimas companhias — ela entregou o cartão de memória para a outra. — Aqui, pegue. Contem o discurso inflamado do Djinn que o Ruan gravara. Dê para o Gennai e assista ao governo do Chanceler implodir.

— Vai me dar isso sem ao menos me conhecer. Confia tanto em mim?

— Não é questão de confiança, mas de necessidade. A menos que queira o digimundo nesta calamidade, você pode entregá-lo. Concorda comigo?

— Sim.

As duas perceberam que a estrada era morta e quase não passava nenhum veículo. Elas ficaram esperando por um bom tempo.

...

REINO LA PLATA, PROXIMIDADES DO CASTELO

— O antigo rei de La Plata. O que ele faz por estas bandas? — disse um residente da cidade ao ver o homem caminhar na direção do castelo no alto da colina.

— Disseram que ele está sendo coagido pelo atual rei. Ouvi dizer que estão procurando alguma relíquia nas minas de prata — respondeu outro.

Cidade Del Plata era um centro industrial moderno, não tanto quanto a ilha Linux, porém. Todavia, era uma grande cidade com comércios, entretenimentos, população abundante e um rio com águas prateadas que passa bem no meio. Um pouco mais ao norte ficava a colina do rei, local onde foi construído o castelo há muitos anos e que foi usurpado por outra pessoa. As casas eram de concreto e pedra, o chão totalmente formado por paralelepípedos. Parecia uma cidade medieval, porém com carros e algumas aeronaves.

O antigo rei chegou à escadaria que levava para o castelo. O lugar era constantemente vigiado por guardas como KnightChessmons e Tankmons. A pessoa se identificou e subiu até chegar na porta de entrada. Foi recebido por um PawnChessmon. O lobby do castelo era todo revestido de ouro e prata. Pawn levou o homem para o salão do rei. Ele andou pelo tapete vermelho até chegar na frente do atual rei.

— Finalmente-chegou. Estávamos-à-sua-espera.

— Grand Locomon...

— Nhé! O Locky sempre direto, nhé. Hehehehehehe... Bem-vindo, Marsmon. Espero que não tenha se cansado muito, porque você nem carruagem tem mais. Nhenhenhenhenhen...

Marsmon ficou com muita raiva, porém tinha que engolir aquele sapo. Com o governador por perto era impossível se rebelar contra o atual rei.

DIGIMON: MARSMON

ATRIBUTO: VACINA

NÍVEL: MEGA

NPS (nível de poder dos dados): 1.200.000

— Nhenhenhenhenhe espero que tenha alguma boa notícia — o rei era rosado, bem grande, gordo, com braços enormes com luvas verdes, uma capa azul e uma cabeça muito pequena em relação ao corpo. Havia uma bocarra com dentes afiados no meio da sua barriga. Ele estava bebendo um barril de vinho. — Nhé! Queremos saber sobre a relíquia que é de um dos digiescolhidos... Tipo, parece que ela está em algum canto deste reino, talvez nas minhas...

— Ainda não tivemos tempo para averiguar, majestade — era difícil para Marsmon ver um usurpador e chamá-lo com esse título. — Mas acredito que esteja nas minas de prata.

— A partir-de-hoje-meus-soldados-irão-para-a-mina-averiguar-tudo. Não-confio-em-você. Ainda-acho-que-está-querendo-algum-motim-para-cima-do-rei.

— Eu garanto que não, senhor.

— Nhenhenhenhenhenhenhe... Vou acreditar em você. Mas se estiver me enganando, mandarei o Locky te apagar nhenhenhenhenhe... Eu sou o rei Bacchusmon e posso tudo nhenhenhenhenhe.

DIGIMON: BACCHUSMON

ATRIBUTO: VÍRUS

NÍVEL: MEGA

NPD: 1.310.000

 

CIDADE BAIXA

Rose e Hagurumon foram bem recebidos pelos empregados da princesa Minervamon. Eles foram levados para a sala de jantar. Trouxeram alguns pratos típicos com muita carne e frutas.

— Não vai comer? — perguntou ao ver o digimon parado.

— É que eu como energia ou peças metálicas. Não como comida orgânica.

— Não tem problema. Eu já imaginava isso — disse Minervamon com uma bandeja de porcas e parafusos. Hagurumon agradeceu e comeu.

— E então, Minervamon, pode nos falar qual o passado deste reino? Quero entender mais porque eu também faço parte da realeza. Meu pai é duque de Cardiff e ele é primo de 24º da rainha do nosso país.

— Vejo que somos parecidas. Bom, contarei. Há séculos existiam dois reinos nesta região do Digimundo: o Reino La Plata e o Reino Planalto. O nosso era o mais próspero e onde a industrialização vinha crescendo mais rápido, o Planalto era mais atrasado e mais pobre. Foi quando os líderes de lá resolveram tentar tomar parte da região da prata e do ouro, porém lá era nosso por direito, ficava dentro da nossa terra. Iniciou-se uma guerra entre os dois reinos. Como La Plata era uma potência, ganhamos e destruímos Planalto a ponto de seus moradores acabarem se refugiando nos outros locais e até aqui mesmo. O rei resolveu ir para a Ilha Arquivo escolher três digitamas para fazerem de seus filhos e assim caso ele morresse tomássemos posse do trono. Eu sou a filha do meio, meu irmão caçula é Grapp Leomon e está em Linux para ajudar os prisioneiros, a minha irmã está agora na ilha Tabuleiro obrigada pela governadora de lá.

— E como esses governadores se meteram nisso? — disse Rose.

— Tanto Locky quanto Queenye eram digimons oriundos de Planalto. Quando fugiram de lá, eram apenas dois digimons pequenos, mas depois que foram treinados por Weiz, ficaram poderosos e assim inibir todos nós. O atual rei é um digimon nojento que naquela época era o príncipe de Planalto. Os três invadiram o nosso país, tomaram o trono e agora reinam soberano em tudo e todos. Só em pensar que o Chanceler permitiu que isso acontecesse em troca de pratas... Estamos refém.

— Nossa, esse Chanceler é mesmo complicado. Nós o vimos quando derrotamos o Wisemon, mas logo depois fugimos.

Minervamon ficou preocupada com o seu pai naquele castelo.

 

ILHA LINUX

SEÇÃO 3: FERRO-VELHO

Ruan ouviu a história sobre o passado do reino e ficou indignado com a injustiça. Era muito injusto querer roubar recursos de outro país, criar uma guerra, perder e anos mais tarde dar um golpe de estado no rival.

— O que faremos, Ruan? — disse Palmon.

— Vamos ajudá-los a sair desta situação. Depois veremos como ir para o reino.

— Príncipe Grapp, temos uma notícia do nosso infiltrado. Ele afirma que o governador Locky se deslocou para para La Plata ainda mais cedo. Outro assunto de extrema urgência.

— Fala.

— O príncipe Pantro está na ilha.

Todos ficaram com medo da pessoa que foi citada. Ruan não entendeu muito, mas Arbomon avisou ao rapaz que Pantro era um dos três filhos do imperador Lucemon. Um dos três Cometas.

— Não sei o que um Cometa está fazendo por aqui — indagou Grapp.

— Provavelmente por outra coisa fútil. Aqueles lá nunca se interessaram pelas ilhas. Não precisamos ficar preocupados com ele — disse Arbomon.

— Ainda recebi essa mensagem da senhorita Minervamon. Ela disse que uma moça com um Hagurumon havia chegado na Cidade Baixa. Eles estão hospedados na casa do rei Marsmon.

— Esperem! São nossos parceiros que estão lá. Tem alguma maneira de irmos para lá e depois voltarmos?

Arbomon pediu para que Panjyamon trouxesse um monitor velho. O digimon avisou a Ruan que aquele era um antigo portal que ainda funcionava. O rapaz agradeceu a todos e jurou que voltaria rápido.

CIDADE BAIXA

As empregadas chegaram para a visar que mais dois visitantes chegaram. Minervamon, Hagurumon e Rose foram ver de quem se tratava. Ruan e Palmon chegaram sendo escoltados por Hanumons.

— Palmon!

— Rose!

Ambas ficaram abraçadas.

Ruan também foi ver como seu parceiro estava. Hagurumon ficou se esfregando no rapaz. Minervamon pediu para que todos ficassem reunidos até seu pai chegar do castelo.

...

ILHA LINUX

SEÇÃO 1: FORA DO SHOPPING

— Estou me sentindo péssima de ter deixado o Leomon e vim contigo. Ainda não estou totalmente confiante de que o que você disse era verdade.

— Vai saber na hora quando chegarmos lá — disse Astamon.

Lúcia estava caminhando quando foi surpreendida quando Astamon a segurou no braço e começou a correr e a pular sobre os prédios baixos. A garota ficou fula da vida.

— Se olhar pra baixo vai saber o motivo de eu ter feito isso.

Ela percebeu a presença de vários digimons máquinas e soldados. Foi difícil, porém agradeceu ao digimon por tê-la salvo. Astamon estava um pouco longe nem dando atenção para ela.

— Seja pelo menos cavalheiro e me escute!

— Isso você faz com seu irmãozinho Lucemon. Pode me agradecer, mas não vou criar uma cena de amiguinhos íntimos. E também não temos tempo para isso. Olha o dirigível com aquele telão.

— QUÊ?! NOSSA CABEÇA ESTÁ A PRÊMIO?!!!

Lúcia viu uma propaganda do governo que mostrava as fotos dos sete digiecolhidos que estavam na ilha anterior. Eles mostraram que a captura deles era premiada com uma recompensa de 1 milhão de dólares. O povo ficou alvoroçado.

— Sou Arukenimon, a repórter em busca da verdade. Será mesmo que os digiescolhidos é essa grande ameaça? Como eles conseguiram derrotar o governador de Windows? Veremos a opinião da população de Linux.

Momentos depois...

— Oh, muitas pessoas condenam as atitudes dos digiescolhidos. 72% veem como uma ameaça, 20% acreditam que eles não sejam ruins, 8% acham que o governador é ruim. Enfim, a maioria esmagadora acredita que os queridinhos digiescolhidos são maus, e você?

— Corta.

— Você foi perfeita, Aru.

— Cala a boca, Mummymon. Precisamos achar um jeito de dar um bom furo na reportagem, principalmente depois do anúncio do Chanceler para esta tarde. Acho que alguma coisa vai acontecer de diferente.

Voltando para Lúcia.

— Aonde vai?

— Chegar no quartel general da ilha não vai ser nada fácil. Espera aqui que eu vou buscar uma ajuda adicional.

Astamon deu um pulo do prédio deixando a garota sozinha. Lúcia ficou sentada no terraço enquanto esperava o digimon voltar.

 

CIDADE BAIXA

Minervamon saira de casa deixando apenas os quatro à vontade. Rose estava se deliciando sentada no sofá aconchegante enquanto bebia um chá. Fazia um tempo que não tinha uma mordomia dessa. Enfim, os empregados logo se agitaram. Os digiescolhidos se levantaram e viram que a mulher havia voltado mais rápido que imaginavam.

— Quero que conheçam o meu pai, o antigo rei de La Plata, Marsmon.

Marsmon era alto, bem alto. Ele tinha pelo menos uns cinco metros de altura, o que a princípio assustou os convidados. O rei agradeceu a presença deles e pediu para que fossem à sala de estar. A poltrona de Marsmon era enorme para uma pessoa comum, mas para ele era perfeita.

— Minha filha já deve ter falado a história do nosso país. Ela é sempre apressada, nem mesmo me espera para contar melhor.

— Papai, mas eu já contei tudo. O pessoal do ferro velho também já avisou.

— Verdade, senhor. Estamos aqui para ajudar. Nós conseguimos derrotar o primeiro governador, porém nos separamos a seguir. Eu acabei ficando no ferro velho da ilha, minha amiga caiu neste lugar. Nós queremos ajudar — disse Ruan.

— Hahahahahahahaha você tem fibra, garoto. Lembra a mim quando mais jovem e quando eu ainda era o rei deste país. Mas será que é o suficiente para derrotar dois governadores e mais um rei maligno?

— Confia na gente, rei Marsmon — disse Palmon.

— Isso, vamos acabar com eles. Temos a relíquia e podemos ficar mais fortes — disse Hagurumon.

Marsmon se levantou, se aproximou dos quatro, abriu o sorrisão e logo os abraçou. O quarteto ficou sufocado com o abraço de urso do maior.

— Eu sabia que os nossos salvadores iriam nos ajudar. Eu já gostei de vocês buahhhhh eu amo vocês!

— Meloso como sempre — disse Minervamon.

Momentos depois do rei Marsmon soltá-los, eles resolveram voltar para a ilha Linux, no entanto algo de muito estranho aconteceu. O legacy de Ruan começou a dar sinal pela primeira vez. A imagem de Aiko apareceu como um holograma.

— Aiko!

— Rose, não. Há um delay de duas horas nessa mensagem. Essas ilhas são perigosas, caso estejamos separados.

— Mia, Ruan, alguém? Só estou mostrando essa mensagem para dizer que algo estranho está acontecendo na ilha do Tabuleiro. O Wesley... o Wesley... o Wesl... ey... perdeu a memória, estava agindo estranho... Paulo, Lucas e Agumon foram capturados... não sei o que está acontecendo, mas a governadora já sabe que pisamos no território dela. Se estiver vendo esta mensagem, por favor, venha nos ajudar a derrotá-la... Procure pela Blastemon. Ela vai contar tu...

— Queenye já começou a agir. Seus amigos estão em sérios apuros — disse o rei.

— Droga! Logo agora que estávamos prestes a salvar aqueles digimons do ferro velho...

— Ruan, deixa comigo. Palmon e eu vamos para a ilha que o Aiko está, você e Hagurumon voltam para a segunda ilha. Acho que assim é melhor e vamos nos juntar mais uma vez.

— Sabe o que eu acho estranho?

— O que, Palmon?

— A Mia. Ele também pediu para a Mia salvá-los. Será que ela foi para uma ilha ainda mais distante? — a digimon deixou a dúvida no ar.

Minervamon mostrou um monitor dentro de um moinho. Era conectado com a ilha Linux, mas também havia uma conexão com a ilha Tabuleiro.

— Minha irmã mais velha está lá. Por favor, traga ela de volta. Este portal foi usado por ela, mas de algum modo ela não pode voltar.

— Por quê? — perguntou Rose.

— Porque a governadora ameaçou matar boa parte da população caso ela não fique por lá.

— Que cruel — disse Ruan.

Rose fechou a mão em punho, estava irritada com a tal governadora. Decidiu que traria seus amigos e a irmã de Minervamon de volta, além de não deixar que nada de mau acontecesse com o povo do país. A princesa lacrimejou um pouco e agradeceu a moça.

Ruan foi o primeiro a usar o portal com Hagurumon, seguido de Rose e Palmon. Prometeram que voltariam com reforços.

— O digiescolhido retornou!

Arbomon se levantou e foi verificar. Ruan estava acompanhado de seu parceiro. Os dois caminharam até o ferro velho para o encontro com os aliados. Arbomon, Grapp Leomon e Panjyamon queriam saber o que fariam a partir dali.

— Começa agora o plano "Saindo do ferro-velho" — disse ele bastante sério.

...

BASE SECRETA

Os guardas abriram os portões atrás da cachoeira para o barco que Gennai estava passasse. O homem desceu já na área secreta, entrou na base que era um prédio dentro de um rochedo enorme.

— Quais são as novidades? — perguntou o líder.

— A boa filha à casa torna — disse LinK.

Linx se levantou e foi dar um abraço no colega. A moça retirou o cartão de memória do bolso e entregou ao homem. Gennai entendeu o que aquilo poderia significar e agradeceu.

— Então isso é o núcleo que se separou da pedra? Que lindo — disse Nashi observando a pedra azulada.

— Também quero ver — disse Kotemon.

— Slash não conseguiu pegar a núcleo do deserto. Mas acredito que o Chanceler queria todos, porém não vai poder com isso estando aqui. Só falta mais um núcleo, o de metal.

— Gennai, vai me responder ou não?

— O quê?

— Conhecia a Mona-sama? Uma mulher excêntrica que vivia na ilha Windows?

— Isso é um assunto para outro momento. Agora vamos começar a transmissão. Descobri que o Chanceler vai fazer um anúncio para o Digimundo inteiro daqui a algumas horas.

 

LINUX, SEÇÃO 1: PERTO DO QUARTEL GENERAL DE LOCKY

— Acha mesmo que isso vai dar certo? Eles podem tentar abrir o Mechanorimon para ver se tem alguém estranho dentro.

— Vai dar tudo certo, se você manter a matraca fechada — disse Astamon.

Os dois estavam no mesmo Mechanorimon se aproximando do lago do meio da ilha, Lago Mecha. Havia pelo menos umas quatro pontes ligando o QG do resto da ilha. O QG era um prédio com várias torres em cima. Havia redes negras partindo das torres para dentro do lago.

 

ILHA DO TABULEIRO

REGIÃO DO TRAVESSEIRO

Rose e Palmon entraram na ilha por meio de um portal que abriu na parede de uma casa. As duas caminharam e sentiram que o chão era fofinho como um travesseiro. Inclusive era tudo colorido, bonitinho. Havia uma pequena vila naquele lugar onde as casas eram todas de almofadas.

— Que lugar é esse, Palmon?

— Estranho.

— Peguem essa maldita! — gritou alguém.

Rose e Palmon se esconderam num arbusto cor de rosa. Ambas ficaram observando a movimentação. Viram um digimon correr, pular sobre as casas e ficar em cima de uma árvore com folhas azuis.

— Vocês não me pegam!

— Sua gata malandra, desça daí — disseram os Pawnchessmons.

— Gyahhh não vou, não vou, não vou. Beijinhos — ela deu um pulo e voltou a correr.

Rose e Palmon saíram do esconderijo. Perceberam que os habitantes ali eram como se fossem brinquedos, todos eles. Era como a cidade de Monzaemon fora da antiga Ilha Arquivo.

— Olha aquilo, Rose!

— Mas que lugar é esse?

As duas viram no fundo um castelo idêntico o da Disney, porém negro. Haviam nuvens rosas ao redor do castelo. Era a Ilha do Tabuleiro, o mundo dos sonhos, dos brinquedos, dos jogos, da diversão e do amor.

Continua...





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