D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 101
A Ambição de Monodramon - Phelesmon


Notas iniciais do capítulo

Teremos um novo inimigo para os digiescolhidos, mas dessa vez de alguém muito especial. O título já diz quem é.

Aqui teremos a aparição de vários digimons novos e poderosos. E teremos o primeiro contato com a próxima ilha. Ah uma separação vai acontecer, graças ao Beelzebinho



CAPÍTULO 101

Recapitulação do que houve fora das ilhas...

O Imperador Lucemon ordenou para que o Chanceler pudesse juntar os cinco núcleos das antigas Pedras Sagradas destruídas por Barbamon no passado. O primeiro núcleo foi muito fácil, o que pertencia à pedra que ficava na antiga Zona Florestal; Chanceler apoderou-se do segundo ao enviar seus capangas até uma cidadezinha cheia de flores, mas Nashi E Kotemon tentaram protegê-lo das garras de Fatmon, porém em vão, o núcleo pertencia à pedra das flores; o terceiro e quarto núcleo ainda estavam para ser recuperados, porém uma série de eventos atrapalhou a conquista deles. Gennai resolveu ir pessoalmente buscar o do mar, porém teria que passar por um desafio; o do deserto estava no subterrâneo de uma pirâmide e é aí que as coisas mais interessantes estavam acontecendo.

Slash e Monodramon foram enviados ao deserto na busca do núcleo. Souberam que o artefato estava na pirâmide ali perto e foram investigar. Nesse meio tempo, uma caravana com várias pessoas se locomovia até o local, mas, ao entrar, apenas cinco personagens sobreviveram e souberam a verdadeira entrada. Slash e seu parceiro conseguiram derrotar Fatmon e Sanzomon, sendo o primeiro a ser morto pelo braço da justiça. Assim a mulher foi obrigada a recuar e o Chanceler obrigado a chamar o seu lacaio mais poderoso.

Dentro da pirâmide sobraram Derik, Romena, Meramon, Musyamon e Fraxus. Separaram-se, sendo que Fraxus estava interessado num artefato chamado Cubo de Pedra, e isso soubemos que tanto Derik e Romena também estavam interessados. No entanto, eles se depararam com HerculesKabuterimon, guardião máximo do local. Enquanto isso, Slash, Monodramon e Musyamon estavam frente a frente com Tactimon, o comandante do exército do Chanceler.

— Eu não vou repetir mais uma outra vez. Entreguem-me o núcleo do deserto e não haverá carnificina aqui.

— Hã? Quem você pensa que é? — disse Musyamon.

Slash observou Tactimon e logo percebeu que ele era diferente de Fatmon e Sanzomon, chamou Strikedramon e pediu para ele voltar à forma criança. Monodramon não entendeu do seu parceiro o chamar, Slash avisou que a qualquer momento poderiam mega evoluir.

Tactimon não esperou muito e retirou a espada da bainha. A arma era grande e aparentemente poderosa. Musyamon também decidiu lutar com a sua espada. O samurai digimon atacou o comandante várias vezes, Tactimon se defendia com a sua própria espada.

— Ataques fracos não me atingem. ICHI-NO-TACHI! — o digimon utilizou sua espada para criar um terremoto e abrir uma fenda no chão. A parede atrás de Slash se partiu em dois.

— Monodramon, agora.

— Ok.

— Digievolução da Alma. Paulo e Monodramon mega evoluem para... Justimon!

Musyamon não aguentou o golpe do outro por muito tempo e se afastou. Tactimon percebeu que seria difícil passar por eles dois. Utilizou mais uma de suas técnicas.

— Mu-no-tachi Rikudourin'ne! — um poderoso vendaval surgiu fazendo as paredes cederem.

Justimon não ficou para trás e fez seu braço ficar maior transformando-se num potente canhão. Soltou uma rajada de energia elétrica na direção de Tactimon. Ocorreu uma grande explosão.

Enquanto isso, Meramon aproveitou que os três estavam ocupados demais com o guardião e foi direto ao local onde estava o núcleo do deserto. O homem de fogo segurou o objeto ficando satisfeito com o achado.

Fraxus, Romena e Derik ainda se mantinham ocupados lutando contra o guardião. Fraxus fez sua marreta crescer mais ainda, Derik estava armado com o seu bastão e Romena disponibilizava-se de duas pistolas.

— Idiotas, fiquem ocupados aí. Eu vou embora.

— Vai não — disse Romena apontando a arma para o homem.

— Hehehehehe garota, você tá brincando com alguém errado. Não seja tão abusada — disse ele soltando uma energia escura.

Um raio de eletricidade foi na direção deles. Fraxus deu um pulo para não ser atingido. Derik correu até o monstro, pulou e se esquivou várias vezes até, com seu bastão, acertar a cabeça dele. HerculesKabuterimon foi derrubado com o golpe.

— Ele conseguiu? — indagou a mulher.

Uma explosão no teto aconteceu. Os três saíram de perto dos escombros. Viram uma pessoa cair em alta velocidade. Musyamon deu um pulo até cair no chão seguido de Justimon.

— O que está acontecendo aqui? — disse Fraxus.

— Mais uma vez eu me encontrei com vocês — falou o samurai.

Tactimon se retirou as pedras sobre o seu corpo e se levantou. O comandante observou que estava em outro lugar, e que havia mais um punhado de gente.

HerculesKabuterimon se levantou mais outra vez. Todos perceberam que o monstro havia despertado mais uma vez. Derik e Romena não sabiam mais o que fazer. Tactimon segurou a sua espada e literalmente voou na direção do guardião, co um golpe o comandante conseguiu ferir mortalmente o monstro transformando-o em dados.

— Mas quem é esse cara? — disse Romena.

— Aquele é Tactimon, um dos subordinados do Chanceler.

— Quem é você? — disse ela.

— Sou Justimon. Eu trabalho para Gennai e estou aqui para pegar de volta um dos núcleos perdidos. Sabem onde ele possa estar?

— Infelizmente não. Estávamos atrás de outra coisa — disse Derik.

Tactimon surgiu diante deles. Observou a todos, mas nenhum tinha o núcleo. Todos ficaram em silêncio até Fraxus começar a rir histericamente.

— Essa reuniãozinha não vai levar a lugar algum. Derik, aprenda a se meter com gente do seu nível — ele usou uma velocidade extrema para chegar perto do outro e dar um chute nele. Derik foi lançado contra a parede.

Fraxus surgiu na frente de Tactimon. O homem não tinha medo algum de ficar perto de um digimon tão perigoso quanto aquele.

— Fraxus, saia daí — disse Romena.

— Ele é idiota? — disse Justimon.

— Eu sei o que você quer e sei onde encontrar. O núcleo está numa sala perto daqui. Seguinte, o meu interesse não é o núcleo, mas este objeto. Esses fracassados vieram me atrapalhar, assim como estão te atrapalhando. Eu posso te ajudar a levar o que você quer se você me ajudar a sair daqui sem esses idiotas pegarem no meu pé.

Tactimon ficou observando o homem por algum tempo. Os dois se cumprimentaram e resolveram se ajudar mutuamente. Justimon, Musyamon e Romena foram pegos de surpresa.

 

Ilha Firewall

Horas depois dos acontecimentos, Gennai estava machucado segurando a espada. Ele levantou a arma e se auto-proclamou vencedor. Foram duas horas de intensas batalhas na arena com vários gladiadores e alguns digimons poderosos. Ele estava todo surrado, em cima do Megadramon que havia acabado de derrotar. Os espectadores estavam impressionados com a força do homem, até mesmo o prefeito da ilha ficou surpreso.

— E então? Tem mais alguém para me enrolar ou eu sou considerado vencedor? — disse ele ao prefeito.

— Certo. Eu declaro o Gennai vencedor desta edição da batalha — disse ele.

Gennai foi recolhido até a presença do prefeito. Este o levou para onde estava o núcleo do oceano.

— Gennai, você continua o de sempre, mesmo depois de tantos séculos. Não conseguiu perder a forma. O objeto era seu desde que eu te vi na minha ilha.

— Peraí, Pokuro. Quer dizer que você ia me dar de qualquer jeito, mas resolveu me testar no campo de batalha?

— Claro que sim, eu não ia perder tempo em te ver lutando. Enfim, a joia do oceano foi um presente que o nosso rei nos deu muito tempo atrás. O gesto de gratidão se deu ao fato de que havíamos sido invadidos pelo exército desse reino imundo que é governado pelo tal Chanceler. O nosso rei acabou com a influência deles e decidiu nos proteger.

— Que bom é esse rei, não? Gostaria muito de conhecê-lo.

— Ah não. O nosso rei é uma divindade. Ele é um ser muito superior para você simplesmente conhecê-lo. Não podemos sequer olhar nos olhos dele.

"Esse rei é cheio de frescura" — pensou. — Pokuro, gostaria de ficar mais um pouco, mas, com essa crise no digimundo, não posso. Na verdade o Chanceler quer o núcleo do oceano para arquitetar algum plano desconhecido, não sabemos que tipo de plano é esse, por isso que decidi vir pessoalmente.

— Eu entendo, Gennai. É, os tempos estão mudando. Espero que seja para melhor, mas acredito que antes de melhorar, vai piorar.

Assim aconteceu que Gennai conseguiu o núcleo do oceano. O Chanceler não poderá alcançar esse núcleo tão facilmente.

...

Os digiescolhidos tiveram momentos difíceis na batalha contra um dos governantes malignos. Estavam descansando, dormindo depois de um dia exaustivo. Os bons sonhos acabaram quando uma buzina ensurdecedora tocou na casa.

— Vamos acordar, cambada. Querem dormir até que horas? Meio-dia? O Digimundo não pode esperar mais nem um minuto por causa da preguiça de vocês. Querem moleza, sentem em cima de uma gelatina, seus porras!

— Aff... Pra que isso? Justo agora que eu estava sonhando que tomava banho numa banheira quente cheia de espumas — disse Rose colocando o travesseiro na cabeça. Palmon acordou ainda confusa.

Ruan não fez muita cerimônia, o mesmo para Mia que já estava acostumada a acordar cedo. Apenas seus parceiros queriam dormir mais. Aiko e Agumon acordaram um pouco antes da buzina tocar e Lúcia acordou cedo.

— Acorda, Paulo. Paulo, vamos logo!

— Só mais um pouquinho, mãe...

— Mamãe tá na Terra com o Ray, esqueceu?

— Hã? Lúcia? Ah, cara... Acordar cedo depois de um dia puxado como aquele. Eu me recuso a acordar.

— QUEM FALOU EM RECUSAR? — gritou Mona.

— Ninguém — disse Paulo em pé com o cobertor recolhido.

Linx estava do lado de fora da casa apenas observando as casas em ruínas e outras que sobraram em pé. A mulher ficou quieta por um momento até que sentiu algo estranho, uma presença que nunca sentira. Logo ficou olhando para os lados.

— Também sentiu? — perguntou Impmon que estava sobre uma árvore perto da casa.

— Senti. Alguém bastante poderoso está se aproximando. Nunca senti uma presença tão forte assim desde o governador.

— Você está errada. Djinn era uma presença forte, porém acredito que existam digimons ou criaturas ainda mais fortes que ele. O sujeito misterioso deve ter o dobro de nível de poder de dados.

— Isso chega a quase três milhões!

Impmon ficou tentando saber de quem era o poder enorme se aproximando.

Sobre a gigantesca árvore da vida, Beelzebinho, um dos governadores do império mundial, abriu imediatamente os olhos. Numemon pulou dos galhos até chegar no seu mestre. A lesma era a única de sua espécie que conseguia de alguma forma sentir a presença de outros digimons. No entanto, algo surpreendente aconteceu com Numemon.

— Já vai voltar ao normal? — disse Beelzebinho.

— Sniper-sama, não aguento ficar nessa forma ridícula. Eu tive até que gaguejar na frente daquele fracote do Lampmon — disse Numemon virando fumaça. Uma silhueta apareceu diante do governador. — É ruim ser uma lesma quando se é um pierrot.

DIGIMON: PIEDMON

ATRIBUTO: VÍRUS

NÍVEL: MEGA

NPD: IMENSURÁVEL

— Estou preocupado com o que vai acontecer agora. Alguém ainda mais forte que o Djinn acabou de pisar na ilha, e, com os digiescolhidos exaustos, não poderão vencê-lo numa batalha nem que se juntassem forças.

Mona se encarregou de explicar aos digiescolhidos o que pretendia fazer dali para frente. Enquanto eles tomavam um bom café da manhã, a mulher informou que o vídeo gravado por Ruan detonaria definitivamente com o império de Lucemon.

— Este vídeo que está no cartão de memória ficará comigo. Eu mesma entregarei ao Gennai, porém isso é outro assunto. Agora preciso levá-los até o local onde irão à segunda ilha. Em qualquer ponto de Windows você pode abrir um portal para o mundo externo, mas não para cima. Para subir, precisa-se de um local específico, um local que até mesmo o governador usava.

Momentos depois eles caminhavam pela cidade.

— Se abrir um portal dentro da árvore, vocês sairão em algum ponto da ilha seguinte. Não se preocupem, a árvore possui uma câmara para isso.

— Mona, como é a segunda ilha? — perguntou Jin.

— Não sei. Nunca fui lá. Mas olhem — ela apontou para o céu. Dava para ver a outra ilha mais distante ainda pois Windows havia desabado. — Aquela ilha se chama Linux e é governada por Locky. Nunca vi esse governador ou que elemento ele controla, mas dizem ser o que controla a maioria do exército. Vocês vão precisar ter muito cuidado e serem ainda mais discretos para não caírem numa outra armadilha.

— Impmon, eu vou ficar com saudade — disse Goburimon.

— Hehehe se bem que a gente se conheceu de um jeito nada amigável.

— Mas eu te perdoo. Você conseguiu ser mais forte que o governador. Depois me ensina esse truque?

— Claro. Um dia, quando acabar esses vilões, eu volto aqui e te ensino.

Linx parou a caminhada imediatamente. Impmon percebeu que ela já estava bem inquieta. Ele esqueceu completamente da presença que havia sentido antes. A presença desaparecera, porém naquele mesmo instante surgiu com se fosse, analogicamente, uma forte ventania.

Os digiescolhidos pararam para ver o que Linx estava sentindo. Foi a vez de Mona-sama sentir e os demais digimons. Por algum motivo a mulher também sentia a energia vital dos outros.

— O que foi? — perguntou Paulo.

— Tem alguém aqui — disse Impmon com os pelos arrepiados.

Uma fumaça preta surgiu do nada e ficou na frente de todos. Era uma fumaça tão preta que de longe parecia um buraco negro. Todos tentaram entender o que estava acontecendo. Os digimons ficaram na frente dos seus parceiros, menos Impmon e Lucas.

— Hahahaha será? Será mesmo que vocês conseguem me parar agora que estou plenamente perfeito?

A fumaça tomou forma até virar uma criatura humanoide que lembrava o próprio diabo. Da cintura para cima era vermelho, com o tórax e abdome com marcas brancas, um morcego dourado que prendia a gola preta e branca dele, atrás um par de asas vermelhas. Seus braços possuíam músculos, braceletes metálicos e luvas pretas que iam quase até o cotovelo e que tinham aneis dourados; na parte da cintura para baixo ele vestia uma calça preta bem colada ao corpo, com cintos nas coxas, botas pretas com bicos pontudos, além de apresentar uma cauda vermelha com a ponta semelhante a uma flecha. Seu rosto era quase humano com um moicano azul escuro, orelhas pontudas com dois brincos em cada um, um par de chifres com um par de algo que lembra dois pontos brancos na testa, marcas brancas que desciam dos olhos e iam por ambas as faces, além de ostentar uma barbicha pontuda; suas íris eram amarelas com o resto do olho azul. Ao lado da cabeça, abaixo do moicano, havia um número: 666.

— Hahahaha até que cheguei a tempo para a minha vingança — ele soltou um sorriso de ponta a ponta mostrando seus dentes afiados.

— Que tipo de digimon é esse? — perguntou Aiko.

— Ei, Jin, você é o encarregado de verificar o nível de força dos digimons. Pode ver?

— Sim, Mia... ISSO É BRINCADEIRA!!! — ele praticamente gritou e todos levaram um susto.

DIGIMON: PHELESMON

ATRIBUTO: VÍRUS

NÍVEL: PERFEITO

NPD: 2.700.000

PHELESMON É UM DIGIMON ANCESTRAL QUE NÃO ESTAVA PROGRAMADO PARA EXISTIR NESSES TEMPOS. NO PASSADO ERA CONSIDERADO O PRÍNCIPE DO INFERNO E DOS DIGIMONS CAÍDOS.

— O do... o do... o dob...

— Fala logo, Jin — disse Rose.

— Ele simplesmente tem quase o dobro de poder que o governador Djinn. São quase três milhões. Vai ser impossível vencê-lo, caso ele seja hostil. E pelo que o legacy informou, ele era o "príncipe do inferno", com certeza vai ser hostil.

Os digiescolhidos não puderam acreditar nisso. Pela primeira vez alguém havia ultrapassado o nível de 2 milhões. A tensão foi grande até Phelesmon começar a falar.

— Agora terei a minha vingança. Finalmente!

Impmon prestou bastante atenção nele e começou a encaixar as peças do quebra-cabeça. Aquele digimon apareceu assim sem mais nem menos, e provavelmente sem nenhuma conexão com o Chanceler. Falando em "vingança" ficou bem mais evidente que era o...

— Monodramon! — disse alto Impmon.

Todos se viraram para ele. Impmon acusou Phelesmon de ser Monodramon. O demônio soltou uma gargalhada sem noção e afirmou que era o próprio.

— QUÊÊÊÊÊÊ!!!!!!!!!

— Isso só pode ser brincadeira — disse Paulo.

— Não é não — disse uma voz. Era Weiz. Alguns alto-falantes voadores surgiram.

— Weiz — falou Impmon.

— Há quanto tempo, digiescolhidos. Olá, Paulo. Lembra-se que quando eu te sequestrei na Terra, eu estava do lado de um Cyberdramon? Pois é, ali era a forma da perfeição de Monodramon. Porém, como vocês irritaram-no bastante, sobretudo o Paulo, ele me pediu ainda mais poder. Foi quando aproveitei que estavam ocupados com o Lampmon para injetar vírus no corpo dele. Foi doloroso, mas consegui fazer dele um ser bastante poderoso. Aproveitem seus últimos momentos, principalmente você, irmão. Hahahahaha... — a transmissão foi cortada.

— Que ódio desse Blizzard — disse Impmon.

— Hehehehehehehehe agora entenderam que o que vocês fizeram comigo me fez chegar a esse ponto. E você, Paulo, é o culpado de tudo isso. Maldito seja. Mas estou feliz em ver essa sua cara de desesperado.

— Culpa minha uma ova. Eu não tenho culpa que um digimon como você tenha vendido sua alma por um preço tão baixo. Se eu te disser que o Lampmon era muito mais nobre que você, é porque estou certo. Ex-Monodramon, não importa o quão forte você seja, se enfrentar a mim e os demais digiescolhidos, vai ser derrotado. Entende o que eu falo, não é?

— Maldito — Phelesmon ficou tão puo que uma veia saltou da sua testa. Ele não esperou e começou a liberar energia de cor roxa.

Os digimons já estavam preparados quando viram algo no céu. Phelesmon parou o que poderia ser o seu ataque para observar algo acima. Era algo branco voando parecido com um Bakemon.

— Olha, Jin! Eu vi aquilo antes! Quando estávamos lutando contra o gordo de fogo, eu havia ficado num beco e tinha visto aquilo parado perto de mim — falou Rose.

Phelesmon também ficou observando o que poderia ser uma pessoa vestindo um lençol branco.

Beelzebinho desceu tão rápido quanto uma bala e, ao chegar uns cinco centímetros do chão, ficou flutuando. O Piedmon que o acompanhava estava de Numemon como de costume. O governador ficou entre eles.

 

Laboratório de Weiz

— D'arcmon? — chamou enquanto segurava seu casaco.

— Sim, chefe... Oh, vai sair?

— Claro que sim. Fique de olho em tudo e se o Phelesmon chegar, deixe-o entrar. Nem tente lutar com ele, pois no primeiro golpe você pode morrer.

— Está preocupado comigo, chefe?

— Estou preocupado como que ficará minha mordomia sem minha empregada. Não se engane, estou preocupado com o que você faz para mim, não com você.

— Certo.

— Informe ao Dracmon e ao Betsumon que reúna uns dez capangas. Precisamos ir em grupo pois existe uma certa pessoa que pode tentar nos queimar, mas se for alguns digimons comigo poderão me ajudar a detê-lo.

— Sim, chefe. A propósito, aonde vai?

— Fazer uma visitinha para uma uma pessoa muito querida que eu não via há eras: minha irmãzinha.

 

Voltando para a ilha...

Beelzebinho apareceu diante de todos num instante. Ninguém mais entendeu nada e os digiescolhidos não sabiam se ele era aliado ou vilão.

— Melhor ficarmos calado. Ambos que estão na nossa frente são mais forte que todos nós — disse Mona pela primeira vez cautelosa.

— O que você está fazendo no meu caminho? Saia da frente ou vai junto com eles para o inferno.

Beelzebinho caminhou e se afastou mais. Ele olhou para Phelesmon e começou a falar:

— Sou o governador Beelzebinho — nesse momento os humanos ficaram com medo. — Estou aqui para cumprir um propósito, não que me mandaram, mas que eu acho ser o certo. Tente, mas só tente atacar esses digiescolhidos para testemunhar 2% do meu poder.

— Tsc! Que blefe tremendo. Não me importo — Phelesmon ergueu o braço.

Beelzebinho fez espandir algo que parecia uma bolha ou campo de força que cobriu toda a ilha, fechou o punho, socou o chão... E tudo o que estava no chão, digiescolhidos, digimons, Phelesmon, casas, escombros, árvores, veículos, até mesmo a água do lago começaram a levitar. Tudo, exatamente tudo acima do solo, estava flutuando e girando ao redor de Beelzebinho. Este mexia o braço como se conseguisse manipular aquilo. Cinco portais foram abertos.

— Paulo!

— Lúcia!

Os dois irmãos se separaram. Paulo, Impmon, Aiko, Agumon e Lucas entraram num portal, Linx e Mona com os Pagumons entraram em outro, Mia e Betamon entraram em outro, Goburimon, Mushroomon e Jin no penúltimo e Ruan, Rose, Palmon, Hagurumon e Lúcia foram os últimos. Logo após, tudo caiu no chão.

Phelesmon pousou no chão com raiva por ter sido impedido.

— Vou te matar!

— Eu não faria isso se fosse você — Numemon voltou a ser o Piedmon assistente. — O meu chefe é extremamente poderoso e bastante experiente. Você pode morrer antes de notar.

— Escute aqui, menino, esta é uma luta de cachorro grande. Um pet como você não tem a mínima chance de se dar bem. Já viu a morte de perto? Ou já viu algo que te lembre a morte? — ele retirou a capa branca.

— Ahhhh — Phelesmon deu um berro aparentemente com medo do que viu. Ele até caiu de bunda no chão.

— Agora entende o que eu falo. Você não é um vilão, eu conheci muitos e posso dizer que sou um deles. Você não passa de um digimon novo, manipulado, que brinca de mau. Não passa de mais um entre muitos. Vamos.

— Sim, Sniper-sama.

Beelzebinho e Piedmon saíram de perto de Phelesmon e desapareceram como uma miragem. Já Phelesmon continuou impressionado com o que viu.

...

 

ILHA LINUX, CENTRAL DA BASE DE OPERAÇÕES

Muitos digimons máquinas trabalhavam no que pode ser chamado de uma grande fábrica de armamentos. Além das armas, estavam sendo construídos novos veículos terrestres e naves, além de fabricar novos digimons máquinas. Era realmente um local de produção industrial.

A base central de operações funcionava como fábrica e também como Quartel General de todo o governo das máquinas liderado pelo misterioso governador Locky. Toda a aparência do local lembrava muito o interior de naves de filmes de ficção científica.

— Precisamos enviar mais naves para os demais governadores. Não posso livrar a cara de vocês do governador se ele me perguntar — disse um dos lacaios que mais parecia um jogador de futebol americano com um pequeno vulcão nas costas, Volcamon.

DIGIMON: VOLCAMON

ATRIBUTO: DADOS

NÍVEL: PERFEITO

NPD: 500.000

— Sim, chefe. Por favor nos dê mais tempo — disseram os empregados.

Um toque de guitarra soou na fábrica. Volcamon já esperava por isso e sabia de quem se tratava. Uma luz e um palco foram montados e um digimon começou a falar no microfone. Era prateado, usava óculos escuros, musculoso, tinha um boneco de Warumonzaemon na cintura e era um macaco, MetalEtemon.

— Continua bonzinho com os subordinados, fracos, lesados. Não passam de escória, que não ficam na memória. Yeah Baby!

DIGIMON: METAL ETEMON

ATRIBUTO: VÍRUS

NÍVEL: MEGA

NPD: 550.000

— O que foi?

— Yeah baby, o chefe tá chamando. O pedido dele de irmos é incontestável. Você precisa comparecer, para não morrer e perder sua vidinha miserável.

Os dois foram até a sala de operações onde o governador Locky ficava a maior parte do tempo. Haviam muitas engrenagens girando, muitos metais, muita fumaça, um trilho de trem. Na frente um grande painel com vários monitores e radares. Dois Giromons ficavam na sala tomando a dianteira dos acontecimentos. Um alçapão abriu e um outro piso começou a se elevar com o governador. Volcamon e MetalEtemon levantaram a cabeça para verem o chefe já que ele era mais alto.

— Que-bom-que-vieram. Digiescolhidos-já-estão-na-minha-ilha.

— Como assim, chefe? Todos eles entraram sem a detecção do sistema anti-invasão? — perguntou Volcamon.

Os olhos vermelhos do digimon fitaram Volcamon.

— Eles-entraram-de-uma-outra-forma-que-ainda-não-sei. Porém-eles-assim-que-acabaram-de-sair-de-Windows-se-separaram-e-apenas-alguns-vieram-para-cá. Mas-se-pensam-que-eu-vou-fazer-truques-baratos-igual-o-idiota-do-Djinn-eles-estão-enganados.

Locky era metálico, tinha um corpo comprido e não era humanoide. Era o mais pesado de todos os governadores. Sua aparência lembrava uma grande locomotiva, porém mais moderna e ameaçadora. Esse era o Grand Locomon, ou governador Locky da ilha Linux.

DIGIMON: GRAND LOCOMON

NOME ALTERNATIVO: LOCKY

OCUPAÇÃO: GOVERNADOR

LOCAL: ILHA LINUX DO NOVO REINO DIGITAL E SUPOSTAMENTE A CIDADE DEL PLATA FORA DA ILHA

ATRIBUTO: DADOS

NÍVEL: MEGA

TIPO: MÁQUINA

NPD: 1.600.000

PODERES: UM GRANDE MESTRE DA DEFESA. SUA DEFESA É A MAIS IMPENETRÁVEL DE TODOS OS GOVERNADORES. SEU CHAKRA É O MAIS SÓLIDO DENTRE OS GOVERNADORES INCLUSIVE O CHANCELER

DESCRIÇÃO: O governador Locky apesar de ser idêntico a um trem e uma máquina, é um ser bastante inteligente e calculista que conquista tudo onde passa. Um líder sério, nunca apelando para truques ou algo do tipo. Confia muito na sua força militar e até anexou uma cidade fora da ilha como fazendo parte do seu governo, coisa que nenhum outro fizera.

 

...

EM ALGUM ILHA

Impmon estava deitado num aconchegante colchão branco sobre lençóis de seda. O digimon acordou e se deparou com o ambiente ao seu redor. A cama era enorme, possuía um véu rosa, as janelas era grandes e com cortinas brancas. O quarto era realmente grande, com móveis de ouro e de madeira. A porta abriu quando ele percebeu uma pessoa entrar.

— Você está bem? Ainda bem que te achei a tempo — disse a mulher.

— Escuta aqui. Sua hospitalidade foi boa mas eu tenho que... — ele percebeu que a mulher era uma loira vestida num vestido branco praticamente transparente pois dava para ver que ela usava uma calcinha branca quase fio dental. — Uoohhhhhhhhhhhhhh!

Impmon começou a espirrar sangue pelo nariz.

— NÃO, NÃO ESTOU BEM. PODE CUIDAR DE MIM, POR FAVOR?

— Claro que sim.

Pouco tempo depois Impmon estava deitado nas pernas dela. Ele se esqueceu dos filhos, parceiros, da missão e de tudo. Só queria estar ali naquela posição.

Continua...



Notas finais do capítulo

Só para constar: próximo capítulo será o último desse mini-arco da pirâmide.



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