Spacial Survival Program - Interativa escrita por Sarah Rockbell


Capítulo 7
Dark Side of Mind: Aru I


Notas iniciais do capítulo

Olá, leitores, eu sou a nova co-autora: Sarah Rockbell. A demora desse capitulo foi pelo fato de Winter e eu tentarmos escrever ele juntas e só ficou realmente decente porque ela ajudou! Espero que aproveitem e peguem leve, esse é o meu primeiro capitulo.



ARU NÃO SABIA COMO O CLIMA MUDOU TÃO RÁPIDO. Um minuto, todos estavam comendo animadamente comidas estranhas de quais ele nunca havia ouvido falar e agora o silêncio que os seguia enquanto iam para a sala de aula era assustador, como se alguém tivesse morrido. O clima do refeitório, depois do comentário de Mallu, estava praticamente o mesmo também.

– Então... – Ele falou, tentando cortar a tensão. – Como são as aulas daqui? – Por um momento, se perguntou se falou algo errado, mas Rosemary-san lhe mandou um olhar de gratidão.

– Na verdade, nem sempre temos professores para nos ensinar, Aru-kun, então as matérias podem variar bastante, assim como os professores designados, de gozaru. – A Angelunian explicou, tirando uma mecha de seus cabelos ruivos de seus olhos acinzentados, que tentavam transmitir confiança, mas pareciam confusos como uma tempestade. – Geralmente estudamos sozinhos, mas temos que estudar para os testes, de gozaru.

– Eu não entendo. – Aru disse, confuso. Como eles podiam esperar que tivessem prontos para esse tipo de coisa se não lhes ensinam? – Ele não podem simplesmente esperar que estejamos prontos para qualquer teste sem ajuda... – Ao ver o olhar dos amigos, ele recuou um pouco. –... Não é?

Mackinzie-san respondeu com uma risada seca.

– Eles nos ajudaram a sobreviver, Senhor Brilhante, claro que o mínimo que nós temos que fazer é estar prontos para lutar na guerra. – Ela disse, nadando um pouco mais rápido.

Todos pareciam meio desconfortáveis depois disso, menos Beatriz que estava continuamente olhando para a água a sua frente. Melany-san o deu um olhar triste, como se soubesse o que estava acontecendo, mas não pudesse dizer, então simplesmente pegou a mão de Beatriz e começou a puxa-la levemente em direção à sala. Shion lhe deu um sorrisinho antes de seguir Beatriz, estranhamente quieto desde o refeitório. Realmente, só ficaram ele e Rosemary-san.

– Não é bem assim, de gozaru. – Rosemary-san sussurrou, olhando para baixo. Aru deu um pulo, tinha quase esquecido que ela estava ali. – Nós que escolhemos lutar, de gozaru.

Ele apenas assentiu, já que a voz da menina estava bem frágil. Andando ao lado da ruiva enquanto ia em direção da sala de aula, ele não pode deixar de pensar o que teria feito Mackinzie-san ficar tão amarga em relação do Programa de Sobreviventes. Pensando melhor, ele não sabia quase nada sobre nenhum dos outros sobreviventes. De onde eles eram? Como eram seus planetas? Famílias?

Suspirando, Aru sabia que não tinha a resposta de nenhuma dessas perguntas e, com um sorriso amargo, também percebeu que não tinha nenhuma das respostas para suas perguntas. Como será que era seu planeta? Cheio de plantas? Tecnológico? Frio e chuvoso? Quente e árido? E sua... Família? Será que tinha os dois pais? Uma irmã mais nova ou mias velha? Um irmão mais novo ou mias velho? Avós? Tios? Será que tinha... Amigos? Uma namorada? Ele tocou sua cabeça, passando as mãos pelos cabelos azuis-claros, sua cabeça doía toda vez que pensava em memórias. Não conseguiu deixar de se perguntar se era efeito colateral de o que quer que os Dark Shell fizeram com ele para perder as memórias.

– Chegamos. – Rosemary-san falou, tirando-o de seus pensamentos.

Aru olhou para a sala, visível através da porta aberta. Suas paredes pereciam ser feitas completamente de vidro, mostrando o vasto universo através de suas paredes, ou pelo menos dava a impressão disso. Era como se estivesse entrando em uma grande bola de vidro, não havia quadros, nem cadeiras, nem nada como ele imaginaria que uma sala seria. Era em forma completamente circular, como uma bola de cristal, mas seu chão era completamente liso. Hesitante, Le pisou no chão da sala, entrando cuidadosamente.

Para sua surpresa, o chão não quebrou como ele esperava, não, ele era firme como o chão do corredor. Olhando ao seu redor, ele notou que Mallu, Beatriz e Melany já estavam lá, flutuando em seu rastro de água. Shion estava sentado no chão ao lado delas e, pela primeira vez, parecia não estar contemplando tirar sua roupa, apenas encarando as estrelas abaixo de seus pés com uma cara estranha. Rosemary-san continuava a olhar para todos os lados como se procurasse alguém. Quando estava a ponto de falar algo, uma voz exclamou para a sala.

– Eu não acredito nisso! – Veio uma voz irritada.

Aru se virou com um pulo, ele não esperava ouvir alguém gritar no silencio desconfortável no qual se encontravam. Quando se acalmou do susto, ele pode contemplar a garota que acabara de entrar: longos cabelos vermelhos com espinhos brancos, olhos violeta, pele branca e com uma corpete preto com fios verde claro, suas longas raízes avermelhadas a arrastavam pelo chão de vidro da sala, como se estivessem com fome. Ele a reconheceu como Dizzy, a garota que estava caçando Shion junto a Mallu.

– Dizzy-chan, o que houve, de gozaru? – Rosemary-san perguntou, parecendo hesitante. Aparentemente, ela estava tão surpresa quanto ele em relação ao humor de Dizzy.

– Como aquele conselheiro idiota ousa dar razão para a Circe em vez de mim? Meus argumentos eram impecáveis! Até os melhores juízes teriam que dizer que eu estava certa! – Dizzy gritou irritada, seus tentáculos reagindo e ondulando embaixo dela.

– Bem, bem, Dizzy-san, talvez seja pelo fato de dez testemunhas terem visto você pular em cima da Circe-san como um bicho. – Veio uma voz calma e pingando com honestidade.

Olhando para a porta por onde Dizzy havia acabado de entrar, ele avistou um menino encostado lá. Seus curtos cabelos de um tom de violeta estavam perfeitamente penteados, seu rosto com um pequeno sorriso era perfeitamente desenhado e levemente bronzeado, seu corpo forte e alto, cobertos por uma camiseta gola V cinza, calças pretas, cinto de couro, sapato social e uma jaqueta preta com o que pareciam machas de tinta vermelha e violeta, mas que combinava perfeitamente com ele.

– Daley, seu maldito... – A Hananian gruniu, o dando um olhar mortal. – Você ficou do lado da Circe! – Ela exclamou, parecendo completamente perigosa, mas “Daley” não parecia se importar.

– Eu apenas falei a verdade, deveria deixar de ser tão mimada, “princesinha”. – Ele respondeu com um sorriso e Mallu teve que segurar Dizzy para ela não pular no rapaz.

– Ah, você é tão enfurecedor... – Ela falou, praticamente tapeando as mãos de Mellu de seus braços. – Um dia eu ainda te pego...

– Não estou com um pingo de medo! – Daley respondeu sorrindo e Dizzy apenas gruiniu.

Apenas com isso, Aru já conseguiu notar dois fatos importantes sobre Daley:

Humor e Honestidade: É mais de oito mil!

Sensibilidade e Senso de Perigo: É menos oito mil...

Então, o rapaz se virou e passou um tempo os encarando, como se esperasse que Aru começasse a dançar valsa com Rosemary-san. Aru não conseguiu deixar de se sentir desconfortável ao sentir os olhos, que agora pode notar que eram de uma cor bem escura (ele não tinha certeza, podia ser azul escuro, ou violeta ou até preto mesmo, mas não tinha certeza), o encarando, como se estivesse tentando olhar em sua alma e tirar todos os segredos de seu passado.

Boa sorte, Aru pensou amargo, o meu passado é um segredo até para mim. Mas, por sorte ou não, Daley perecia não saber ler mentes, então continuou o encarando até que deu um sorrisinho. Ai seu sorriso cresceu. E mais um pouco. E mais e mais até ele estar sorrindo como um psicopata. E, antes que Aru pudesse piscar, Daley tinha Rosemary em um abraço de quebrar ossos.

– Rosie! – Ele exclamou, a apertando mais. – Minha doce, gentil, talentosa, linda, fofa, majestosa, bela, fabulosa, angelical , radiante, maravilhosa e adorável irmãzinha!

– Daley-kun, nós não... Somos irmãos... De gozaru... – Rosemary-san falou, tentando respirar, mas Daley não parecia se importar com isso.

– Eu passei tanto tempo longe de você, meu docinho... Oh, a dor! – Ela falou, pressionando sua bochecha nas mechas ruivas de Rosemary.

– Daley-kun... Só foi uma semana, de gozaru... – A Angelunian estava começando a ficar azul, quando finalmente o rapaz a soltou.

– Uma semana longa demais, meu bolinho de mel! – Ele disse feliz, então se virou para Aru. – Não vai me apresentar seu amigo? – O rapaz perguntou e Rosemary-san sorriu.

– Claro, de gozaru! Daley-kun, esse é o Aru-kun! – Rosemary-san disse sorridente, então se virou para Aru. – Aru-kun, esse é Daley O. Mattieys!

– É um prazer, Mattieys-san! – Aru falou, estendendo sua mão para o rapaz que a pegou e ficou o analisando por um tempo. – Mattieys-san? Há algo de...

Ele foi interrompido pelo fato de ter sido puxado com força para frente, caindo bem nos braços de Daley que o segurou em um abraço caloroso.

– Você é tão fofo! – Daley falou com um sorriso que logo se tornou sedutor. – Mas pode me chamar de Daley apenas, ou melhor, Da-kun pra você!

–... O que? – Foi tudo o que veio a mente confusa de Aru, mas sua tentativa de processar os acontecimentos logo foi interrompida por Beatriz, que arrancou Aru dos braços de Daley.

– Daley, seu pervertido, pare já de flertar com o Aru! Ele é novato! – Apesar de sua emoção ser raiva e estar canalizada em um garoto que acabara de flertar com ele (e também acabara de dar uma piscada muito sugestiva), era bom ver a amiga demonstrar emoções novamente.

– Daley-kun, ~Nyah! – Shion veio se juntar a discussão, o que fez o sorriso de Daley aumentar e Beatriz ficar pálida, nadando em frente ao Antaris.

– Nem pense em tocar no Shion, seu Watercolian pervertido! – Beatriz gruniu e ele podia jurar que seus olhos azulados estavam ficando vermelhos.

– Nossa, vocês realmente gostam de um barraco. Mas parem já a discussão e comecem a se engalfinhar no chão logo, já está muito chato. – Veio mais uma voz desconhecida da porta (Era impressão dele, ou Aru estava conhecendo muita gente nova naquele dia?)

A menina que entrara na sala parecia irradiar calor, apesar de não ser um calor confortável e agradável, não, era como o calor de alguém que iria entrar em batalha. Seus longos cabelos lisos pareciam ouro derretido caindo por suas costas, olhos de uma cor dourada alaranjada pareciam fosforescentes, assim como tinha uma pele pálida. Ela vestia uma simples calça preta, botas de combate e jaqueta preta com camiseta branca por baixo. Sua feição mais marcante era a estranha tatuagem que marcava sua bochecha esquerda e testa na mesma área, com um desenho que Aru não tinha certeza do que era. Ela parecia... Perigosa.

– O que foi? Shion comeu suas línguas? – Ela perguntou com um sorriso sarcástico, notando o silencio que causara na sala.

– Circe... – Melany sussurrou, o que fez Aru dar um pulo, já que tinha esquecido que ela também estava aqui. Mallu parecia estar segurando Dizzy para ela não dar um pulo na menina.

Quando notou que ninguém iria falar mais nada, Circe apenas caminhou para um dos cantos da sala, se encostando na parede. Aru começou a se perguntar o que todos teriam tanto contra essa garota para que a mera presença dela afetasse todos tanto assim. Por um tempo, ele ficou calado, apenas ouvindo o barulho de uma planta se arrastando no chão, presumindo que era apenas Dizzy irritada. Quando finalmente iria abrir a boca para cortar o silencio, ele sentiu uma mão cobrir sua boca.

– Nem ouse abrir essa boca, rapazinho, na minha aula só permito duas coisas: disciplina e silencio. – Ele ouviu uma voz seria falar perto de seu ouvido e não só ele, como toda a sala, deram um pulo.

Atrás dele estava uma bela mulher. Ela tinha pele pálida e longos cabelos negros que pareciam mais um belo tecido do que cabelo. Ela usava calças e jaqueta de couro sobre seu corpo desenvolvido (não que Aru estivesse olhando para o corpo dela, ah, que nada) e também estava com botas de cano longo pretas. Seus olhos azuis claro brilhavam dentre a escuridão de seu visual.

Todos pareciam estar apenas encarando a mulher, que apenas sorriu e seguiu para a frente da sala, seus passos sendo o único som ouvido. Chegando na parede da frente, ela murmurou algo e pó começou a subir dos cantos da sala. Logo, a poeira havia formado um quadro na parede: um quadro de um azul claro como o céu. Aru ficou de queixo caído, mas não era o único que estava assim, mas sentia que por motivos diferentes.

– Hum, eu poderia até usar hologramas, mas Melinda insiste que eu use esses, nunca entenderei... – A mulher murmurou e isso parecia tirar os outros de seu transe.

– Eu não acredito que ela está aqui, de gozaru... – Rosemary-san sussurrou, deixando Aru confuso, mas isso foi interrompido pela fala forte de uma mulher.

– Bem vindos, alunos, ao programa de treinamento da nave S.P.P. Ship. – Ela falou com uma voz forte. – Eu serei sua professora, Julia Stromcrow.




Notas finais do capítulo

Ai, eu amo os personagens que apresentamos...
Daley criado por M Lollo, assim como a Dizzy (ela é muito diva)
Circe criada por Alice Coutinho
Julia criada por Winter Rockbell (eu só criei o Aru...)
Bom, até a próxima!