Stay With Me escrita por Pandora, Bella Guerriero


Capítulo 17
Wherever You Will Go


Notas iniciais do capítulo

Nossas vidas nunca são como desejamos,passamos por barreiras,declínios e tristezas,mas sempre haverá alguém que irá nos salvar,esse alguém mesmo que morto,estará ao nosso lado para nos reviver quantas vezes necessárias...



PDV – Christopher


Estava prestes a entrar no avião e seguir para os Estados Unidos, deixaria meus amigos para trás por um tempo, daria um tempo nas brincadeiras e até me afastaria um pouco da faculdade – pelo menos, era a parte boa - mas nada disso doía tanto quanto me afastar de Ashley... Ainda mais brigados... Depois que perdi Brenda parecia que não havia mais vida dento de mim, parecia que eu era apenas um morto vivo, mas com ela tudo era diferente. Ela me mostrou como as aparências enganavam e a garota prepotente e egoísta que pensei que ela fosse era uma garota sensível, cheia de sonhos e que zelava pelos amigos.

Não conseguia tirar da cabeça a imagem daquelas lagrimas escorrendo incontrolavelmente pelo seu rosto angelical tampouco esquecer aquela conversa que tivemos antes dela entrar no carro e voltar para o sitio.

– Ashley, por favor, acredite em mim! – Quase implorei de joelhos, mas nada que dissesse iria mudar o que aconteceu nem o que ela viu.

- Chega Christopher! – Gritou comigo. Ela tentava conter suas lagrimas passando a mão em seus olhos – Eu já vi o bastante! – Tentei colocar minhas mãos em seus braços para acalma-la – Me deixe em paz! – Ela me empurrou para longe, entrou em seu carro e passou a chave no contato com dificuldade devido as suas mãos tremulas.

- Ashley me de uma chance! – Supliquei em meio algumas lagrimas que escorriam pelo meu rosto.

- Vai atrás da sua ex e vê se me esquece! – Ela pisou fundo no acelerador saindo cantando pneu. Cai de joelhos em meio a um mar de lagrimas. A dor dentro de meu peito crescia sem fim e me dilacerava por dentro.

A moça do balcão de informações interrompeu meus pensamentos informando-me que o portão de embarque para o voo para os Estados Unidos 901-0 estava aberto. Carreguei minha mala de ombro de má vontade até a esteira e logo após mostrei meu documentos e fui para o embarque. Algo dentro de mim gritava para eu não ir, dizia que algo muito ruim estava para ocorrer e que eu precisava ficar para ajudar meus amigos, na fase mais difícil de suas vidas. Não Christopher, é coisa de sua imaginação, Kristen precisa de você... Quando passei pelo último portão não me contive de olhar para trás e ver se Ashley apareceria gloriosamente se jogaria em meus braços falando que ela me perdoava que nós conseguiríamos passar por todas estas barreiras...Juntos...Mas isso não aconteceu, e nunca aconteceria ,ela não iria me perdoar, eu não me perdoaria. Acorde para a vida Christopher, isso só acontece em filmes... Virei às costas e fui para o meu país, o meu futuro...


PDV Isabella

A vida no sítio estava virando um porre, eu não suportava mais todos ficarem pelos cantos choramingando pedindo a um ser superior traze-la de volta, e por isto e por eu não aguentar ver tanto Sthefan sofrer, quanto vê-lo sofrer por Alice, me afastei ainda mais de todos e praticamente me tornei uma sem teto, migrando entre festas e mais festas. Mas apesar de tudo, meus desejos haviam sidos atendidos, Alice foi afastada para sempre de minha vida e mais cedo ou mais tarde Sthefan iria se recuperar e iria precisar de alguém para consolá-lo e eu estaria lá para fazê-lo, tradução, estava de bem com a vida.

Enquanto os dias iam e vinham e uma semana se tornou duas, estava chegando ao meu auge de alegria com todos naquela casa chegando a faze do suicídio, mas antes que Sthefan fizesse isso, eu seria seu anjo da morte, mas que o deixaria vivo. Naquela manha de domingo estava saltitante com a agitação que percorria livremente por meu corpo e já previa que seria um dia para se lembrar .Passei o dia só provocando Sthefan que me rejeitou de todas as formas humanamente possíveis ,mas não desisti. Ele ainda será meu, e muito em breve.

O dia se foi rápido demais para meu gosto, mas apesar de tudo foi bom, eu via em minha bola de cristal que esta noite, Sthefan teria uma noite inesquecível... Mas para acabar com todas as minhas expectativas ,Alice chegou tirando a casa daquelas trevas perfeitas e a enchendo de alegria e amor ,fazendo-me quase vomitar, e assim fui marchando para o meu quarto.

Passei a noite toda fazendo desenhos em meu quarto que me fizeram relaxar e colocar meu novo plano em prática. Pela manhã ,tive mais um ataque de raiva isso me custou abrir uma grande parte do futuro para Felipe ,algo que me traria problemas em breve ,mas não me importava ,hoje seria o dia que mudaria o futuro de todos naquele sítio amaldiçoado...

~~ ♥ ~~

Meu plano estava com todos os nós amarrados, não havia como errar, todos estavam distraídos, ninguém iria perceber uma movimentação estranha no porão. Todos haviam ido para festa ,só meu alvo estava em casa. Coloquei a roupa apropriada para aquela situação. –Estava usando um espartilho de renda preta com o forro pink e uma calcinha fio dental da mesma cor. -Parti para minha vítima com unhas e dentes e o fiz ficar desnorteado e fazendo-o perder o controle de seus movimentos. Depois de uma agitação naquele quarto, ele dormiu e já havia arrancado suas roupas e eu já estava desnuda, então me deitei ao seu lado colocando seus braços em volta a minha cintura e deixando um pouco o lençol de seda para fora da cama deixando parte de nossos corpos a mostra. Demorou um pouco de tempo-E eu estava quase dormindo até então .-Para eu escutar o ranger da porta ,me aconcheguei mais ainda nos braços de Felipe-Que não posso negar ,eram aconchegantes.- E depois de alguns logos minutos sentindo o fuzilamento dela atrás de minhas costas ,ouvi novamente um leve ranger da porta-indicando que ela não se importou de fecha-la novamente ,pois estava abalada demais para se preocupar em nos dar privacidade .-E depois de escutar leves tropeços na escada escutei o ronronar de um motor na frente da casa e sua partida .Coloquei um grade sorriso no rosto de vitória e quando estava chegado levemente em meu subconsciente ,escutei novos barulhos de carros que seria em frete a casa ,pois o sítio era muito longe da rodovia para ser ouvidos ,mas não me importei .Quando entrei em meu mundo imaginário dos sonhos ,senti alguma coisa me puxando violentamente da cama e me jogando no chão.


PDV Alice

Congelei no batente da porta e pude sentir uma coisa quente borbulhando dentro de mim e tomando conta de meu ser. Senti as lágrimas se formarem no canto de meus olhos ,mas eu não sabia distinguir se eram de ódio , tristeza ,raiva ,tortura ou de tudo junto-O que era o mais provável .Não consegui me mexer chocada pela aquela cena grotesca ,depois de intermináveis minutos ,consegui mover minhas pernas que ficaram ainda mais bambas. Desci às escadas as presas enquanto uma cascata de lágrimas banhavam minha face, cai diversas vezes. Entrei em meu carro e fiquei ali encarado o volante por alguns segundos soluçado ainda mais. O que aconteceu para ele fazer isso comigo?

Enquanto tentava associar todas as milhares de possibilidades e tentava em vão conter meus soluços pulei no banco ao sentir a porta do motorista sendo aberta. Não conseguia me mexer, muito menos virar a cabeça e ver quem estava ali ou me esquivar dele. Ele me pegou o colo e me deitou na grama úmida e afastou meus fios de cabelo que estavam grudando em minha bochecha por causa do choro .Sthefan pegou meu rosto em suas mãos e vi seus olhos cinzentos angustiados e cheios de dor.

–O que aconteceu Ally?!O que você está sentindo?! -Comecei a chorar mais ainda e comecei a tremer em seus braços. Ele abraçou e olhou para a casa obscura pela qual eu nunca queria mais voltar .-O que você viu lá ,Ally ?O que você sentiu na festa que fugiu de lá?!

Afastei-me de seus braços ainda em estado de choque e olhei dentro de seus olhos cinza que estavam quase perdendo a alma de tanta raiva mesmo sem saber do motivo.

–Veja você mesmo, com seus próprios olhos... -Minha voz estava rouca e estava sentindo minha garganta se fechar ,dificultado a fala .-Se eu te contar ,nunca irá acreditar ,assim como eu...-Olhei para o lado sentido o buraco de meu peito se abrindo novamente. Quando Sthefan se levantou para encarar novamente a casa e ver os prós e os contras de entrar lá, eu me levantei rapidamente e voei para dentro do carro trancando as portar ao entrar. Sthefan voou em minha direção e bateu freneticamente no vidro e pedindo para eu abrir a porta .Demorou um pouco ,mas consegui dar a partida no carro e cantei pneus ao sair e vi pelo retrovisor Sthefan levando as duas mãos a cabeça e batendo em tudo que vinha pela frente .Sai da área do sítio e entrei na rotatória 64 da auto –estrada para ir em direção a cidade-Não me perguntei porque cargas d’água eu fui para o centro ,pois foi a primeira saída que eu vi e queria fugir dali o mais rápido possível.

Dirigia feito uma louca pela estrada atingindo facilmente a faixa dos 150 KM/H. Estava com as duas mãos coladas no volante e acelerava a cada segundo com os faróis dos carros que iam à direção contraria me cegando, as lágrimas ainda escorriam por minha face e minha mente, não me dava descanso repassando varias e varias vezes como m fleches aquelas cenas diante meus olhos: Eu parada em frente ao quarto de meu namorado com sua cueca jogada no chão bem a frente da porta, em seguida veio uma calcinha micro mínima, seguida pelo paletó de Felipe, sua camisa social branca que nela havia a marca de um botão vermelho na gola, sua calça do lado direito da cama e em cima da cama um espartilho sensual. Virei o rosto tentando não ver o que se via a seguir ,mas meu corpo não me obedecia mais aquela altura do campeonato ,minha cabeça se virou lentamente e vi em mais um fleche a última cena de minha lembrança antes de minha vista ficar preta ,Felipe deitado na cama totalmente nu com Isabella em seus braços dormindo calmamente depois de uma noite de amor .Enquanto tentava recuperar minha vista e minhas peras se acalmarem um pouco ,pude imaginar Felipe e Isabella um sobre o outro fazendo um amor selvagem enquanto Isabella geria e Felipe sugava seu pescoço com total desejo ,e lhe sussurrava coisas lhe seduzindo.

Sacudi minha cabeça incansavelmente tentado tirar aquelas imagens de minha cabeça. Olhei para o velocímetro que marcava 180 KM/H, arregalei os olhos ao me deparar com aquela velocidade e de que estava na maior Avenida de Veneza chegado ao cruzamento principal. Olhei para meu celular que me avisava que havia 2 chamadas perdidas :Uma de Sthefan e outra de Ashley, peguei o celular para desliga-lo ,não queria falar com ninguém queria...Morrer. Escutei uma buzina estrondosa e levantei o olhar assustada, só vi uma luz branca ofuscando minha visão e atendendo minhas preces.



PDV – Sthefan


Sofri incansavelmente durante todos aqueles dias em que Alice estivera longe do sítio. Aqueles, com toda certeza, foram os piores momentos de minha vida, ao menos, era o que eu pensava. Isabella tentava de tudo para me ter em seus braços, desde roupas extravagantes a atitudes ousadas, mas as ignorava deixando-a irritada. Ela realmente não era mais a garota que havia conhecido, ela se transformou em um monstro diante dos meus olhos.

Com o retorno dela, pensei que tudo voltaria ao normal e que finalmente iria poder viver ao seu lado sem problemas, mas, foi em uma noite qualquer que ela surge ao lado de Felipe com a noticia de que eles estavam juntos e felizes. Foi naquele instante que perdi noção dos meus pensamentos e movimentos, sendo guiado apenas pelas emoções. Comecei a gritar com ela, coisas que jamais pensei que diria. Ashley como sempre, se intrometeu no meio e nos levou para fora e então, alguns instantes depois, Felipe e eu saímos rolando pelo chão.

Desde então andei mantendo uma distancia saudável deles mantendo contato apenas com Christopher e Ashley que insistiam em me confortar e descobrir o que realmente havia acontecido àquela noite, mas isso era um assunto a ser cogitado mais tarde, uma vez que ninguém iria me entender. Então desistiram de me entender e me convidaram a festa da faculdade que não sentia a menor vontade de ir, mas que faria um esforço apenas para cuidar de Alice, mesmo que de longe, já que Felipe se importava mais com seus trabalhos de escola.

Usei as pessoas a minha volta como camuflagem e mantive uma distancia considerável da mesa em que meu amor estava. Meu coração pedia para ir até ela e, pelo menos, ver suas orbitas verdes brilharem e, se possível, sentir sua pele calorosa e aconchegante. Queria me aproximar dela e tentar ter uma conversa amigável, já que a ultima não foi do jeito que queria, mas Ashley não quis sair do pé dela e notei ambas tendo uma pequena discussão. Alice estava com uma aparência terrível, parecia que não havia vida dentro dela. Até que, depois de muito tempo, sua amiga finalmente saiu de seu pé.

Marchei até ela o mais rápido que pude, queria também ver se ela estava se sentindo bem, esquivando-me com dificuldade de todos que dançavam ali. Chegava a ser deprimente e ridícula a cena que alguns faziam ali. Eles já estavam bêbados demais para ter noção de seus movimentos e do que acontecia a sua volta então simplesmente se entregaram ao barulho insuportável.

Entretanto, no instante que cheguei à mesa mais afastada de todas, a qual meu alvo estava, ela não se localizava mais ali e não havia nenhum sinal de onde ela poderia ter ido. Procurei por todos os cantos, se quer saber, até na mesa subi para ter uma noção melhor do ambiente, mas era impossível enxergar qualquer coisa que fosse além das luzes piscantes que me chegaram naquele instante. Mas, não havia nenhum sinal de vida dela ali dentro. Decidi por fim procura-la lá fora.

Por sorte, observei-a entrando de um taxi indo em direção ao sul. Corri para o meu carro, derrubando algumas pessoas que estavam na minha frente bloqueando o caminho e dirigi feito um louco atrás do outro veiculo. As ruas pelas quais ele estava passando, eram as mesmas que eu passava quase todos os dias quando voltava da faculdade. Ela estava indo para o sítio.

Entrei em um atalho que somente eu conhecia e acelerei ao máximo exigindo toda a força que havia dentro do meu carro. Olhei para a esquerda e notei os faróis do outro carro acessos iluminando vagamente aquela estrada deserta e escura, tomada por um breu total. Ultrapassei-o sem muita dificuldade, uma vez que meu carro era um dos mais atuais e com um motor 2.0. Estacionei-o um pouco afastado da entrada do sítio, não queria mostrar minha presença no local, e aguardei a chegada de Alice.

Ela saiu do taxi cambaleando de um lado para o outro e entrou na casa com dificuldades utilizando tudo a sua volta como um apoio. Ela estava visivelmente pálida e fraca como se estivesse prestes a cair de joelhos e se entregar as suas dores. No meio do caminho, quase entrando na residência, Alice saiu correndo com muitas lagrimas nos olhos. Ela quase tropeçou em seus próprios pés e caiu, mas se apoiou em seu carro – cujo veiculo fora obtido há poucos dias – e entrou no mesmo.

Ela pulou no banco do passageiro quando entrei em seu carro para tentar acalma-la e entender o que estava acontecendo ali. Peguei-a no colo e levei-a para a grama, ela estava terrivelmente tremula e um pouco mais pesada do que antes. Você está comendo chumbo?

-O que aconteceu Ally?! O que você está sentindo?! – Ela estremeceu ainda mais com a minha pergunta. Tirei alguns fios de cabelo de suas bochechas que outrora foram coradas. -O que você viu lá, Ally? O que você sentiu na festa que fugiu de lá?!

–Veja você mesmo, com seus próprios olhos... – Sua voz estava muito grave e falha. -Se eu te contar, nunca irá acreditar, assim como eu... - Levantei-me para encarar a casa e decidir se iria entrar nela para entender o que estava se passando com ela ou ficar ao lado dela apenas em silencio. Mas, antes que pudesse fazer alguma coisa, Alice saiu correndo para o carro e trancou a porta. Comecei a bater incontrolavelmente no vidro, se tivesse que quebra-lo, o faria uma vez que ela se encontrava fora de controle e sem capacidade para dirigir. Ela poderia sofrer um acidente já que seus reflexos estavam afetados.

Estava prestes a dar um soco no vidro, não importa se os cacos varassem minhas mãos, precisava acalma-la e protege-la assim como prometi a mim mesmo que faria. Se ela se machucasse, iria me sentir culpado pelo resto de minha vida. Ela poderia estar com outro, mas eu sempre seria seu anjo protetor, custe o que custasse. Mas, antes que pudesse concluir meu pensamento, mais uma vez ela se adiantou e acelerou seu carro, derrapando algum tempo na lama, e seguiu para fora do sitio esquecendo-se até mesmo de ligar os faróis.

– Eu mato a Alice! – Ashley chegou gritando em seu carro – Ela deveria ter me esperado, e porque toda aquela pressa? – Saiu do veiculo e bateu a porta com força – Queria que um caminhão a esmagasse por ter me desrespeitado! – continuou gritando em minha direção – você sabe para onde ela foi? – disse rápido demais esperando uma resposta minha pronta. Mas não fiz nada disso, apenas invadi o carro de Ashley e virei às chaves que estavam no contato. Fiz uma curva brusca sentindo os pneus escorregarem na lama molhada devido à chuva que acabara de começar.

– Eu vou atrás dela! – Gritei engatando as marchas em sequencia e seguindo para a única estrada que nos levava a rodovia.

Os faróis apenas possuíam a capacidade de iluminar um palmo a minha frente e nada mais. A estrava estava terrivelmente obscura, com milhares de arvores por toda sua extensão impedido a lua de aparecer ali, deserta e o único som ali era do motor e das gotas que batiam violentamente contra o asfalto e a lataria passando uma sensação macabra.

Cheguei à rodovia e olhei para todos os lados, mas não havia nenhum sinal dela, na verdade, não havia ninguém ali. Estava deserta. Sabia que precisava escolher um dos dois caminhos e o mais obvio seria virar para a esquerda, pois me levaria para a casa de seus pais, mas algo dentro de mim me fez optar pela direita e seguir atrás de um caminhão que corria pela pista em uma velocidade surpreendente.

Dobramos uma pequena curva que nos levara em um cruzamento, consegui ultrapassar o veiculo gigante, - sabia que era errado, pois ele poderia me jogar para fora e me matar ali mesmo, mas não importava – finalmente fiz contato visual com o veiculo de Alice, mas senti dificuldade de acompanha-la já que ele estava completamente apagado. Puxei o freio de mão forçando o carro a dar um 360º na pista e parar de frente para o cruzamento.

De repente, fui cegado por uma forte luz branca que corria na minha direção. Ela machucou meus olhos e me confundiu por um longo momento, até que, por um instante, tudo retornou a escuridão enquanto um barulho horrível de uma forte colisão quebrou seguida de pedaços rolando pelo asfalto destruiu o silencio da noite.

O carro de Alice não estava mais em lugar nenhum, o caminhão havia parado de lado na pista e alguns pedaços de vidro e para-choque, até mesmo uma porta – foi o máximo que consegui identificar daquele pedaço de metal torcido – trilhavam um caminho até perto de uma ribanceira. Fiquei imóvel vendo aquela cena inacreditável. Não sabia o que fazer, nem como faze-lo. Minha mente não era capaz de processar mais nada.

Meu celular começou a vibrar freneticamente dentro do meu bolso perturbando-me. Não sabia mais como respirar, meu coração batia apenas por ser um musculo involuntário, caso o contrario, estaria congelado, assim como eu. Em uma reação impensável, tateei meu bolso, peguei meu celular e o atendi ouvindo a voz de Ashley ao fundo. Era incompreensível o que ela falava.

– Ashley... - Sussurrei sem ter coragem nem forças de dizer o que meus olhos acabaram de presenciar até porque, eu estava morrendo... Assim como ela, se ela não existisse, eu não existiria, eu era um morto vivo e mortos não podem falar... -Acabou Ashley...É o fim de nós dois...- Senti as lágrimas se formarem em meu rosto e algumas começarem a cair.- Alice...Não está mais comigo, em com ninguém.- não aguentei a dor em meu peito em admitir aquilo só pude escutar o barulho do celular de Ashley caindo o chão e eu morrendo aos poucos dentro daquele carro com o martelar da chuva e a morte ao meu redor.




Notas finais do capítulo

Nem sempre o amor é capaz de nos proteger de tudo.Ele pode ser o mais forte e verdadeiro,a alma gêmea,mas ele não pode mudar as linhas da vida,e nós temos que viver com esse peso,e rezar para onde quer que você vá,o amor que se foi,possa voltar para te salvar de todas as trevas da vida...



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