Chasisty escrita por piinllify


Capítulo 7
Capítulo Seis - Dia 01 (?)




Acordei com disposição para enfrentar o dia, Rosalya ainda dormia calmamente. Aproveitei e corri no banheiro para pegar alguns curativos e cuidar do machucados dela, seria um problema se alguém percebesse. Não estava com fome mas queria colocar algo no estômago, desci até a cozinha:

– Sim, eu juro!

– Jura mesmo?!

Na ''virada'' do corredor duas empregadas cochichavam, parei por um momento para escutar:

– Quando fui arrumar o quarto vi ela de sutiã!

– Deitados na mesma cama?

– Pois é...

Eu soltei um suspiro e apareci diante das empegadas, com um tom sério comecei a falar:

– Com licença, não tem nada o que fazer?

– S-sim!

– D-desculpe patrão!

As duas saíram em disparada, eu continuei meu caminho até a cozinha. Ao chegar na mesa me sentei, a governanta me serviu um café:

– Bom dia - era Rich.

– Bom dia, senhor...

Eu fui me levantando para me curvar mas ele logo soltou:

– Sem formalidades, por favor! - ele deu uma risada.

Eu voltei ao meu lugar e continuei com o meu café, ele pegou um óculos do bolso e logo depois um jornal:

– Igarashi-san, por acaso você viu Rosalya? - perguntou lendo as notícias.

– Oh... Na verdade ela veio até o meu quarto de noite, nós conversamos bastante e acabamos pegando no sono. Ela ainda está dormindo.

– Conversaram é...

– Não coloquei um dedo na sua sobrinha, Richard.

– Senhor, por favor.

Ele largou as coisas na mesa e saiu, batendo os pés. Não pude evitar e estampei um sorriso na cara. Peguei uma bandeja e lá coloquei algumas fatias de pão e uma xícara de café, peguei o potinho de geleia e uma faca, saí ela porta de trás da cozinha para o jardim e peguei uma rosa branca no viveiro (que ironia) e enfeitei a bandeja com ela. Entusiasmado subi a escadaria e fui para o meu quarto, Rosa estava sentada de cabeça baixa:

– Bom dia - cumprimentei enquanto fechava a porta com uma mão, e com outra segurava a bandeja.

– Ah, bom dia...

Sentei e coloquei o ''banquete'' na cama estendi a mão e peguei a rosa, coloquei-a em seu cabelo:

– Uma rosa, para uma Rosa.

– Oh, que engraçado!

Ela sorriu e pegou a xícara com café, gole por gole a porcelana foi ficando vazia:

– Chegou a hora de você explicar o que aconteceu ontem.

Ela suspirou e pousou a xícara sobre a mesa de cabeceira:

– O que passou, passou.

– Não Rosalya, não passou não! Olhe só para o seu braço...

– E você se importa?

– Você vai começar de novo?

– ...

– Porque fica na defensiva o tempo inteiro, que saco!

– Então me diga, porque você se importa?

Essa pergunta me pegou de surpresa, eu sabia o porque me importava mas... Não sabia como dizer ou muito menos como explicar porque eu simplesmente não conseguia:

– Eu sabia.

– Vamos, fale de uma vez o que aconteceu!

– Não interessa!

– Você esqueceu o que aconteceu ontem?!

– Não aconteceu absolutamente nada, pare de fantasiar!

– Se... - hesitei por um minuto - Se fosse o Usui, você diria?

Ela arregalou os olhos, de repente ela soltou uma gargalhada que invadiu o quarto inteiro:

– Hã?

– Hahahaha!

– E-ei, me responda!

– Eu não acredito... Você me surpreende a cada dia, Tora!

Eu suspirei, ela continuou rindo:

– Uma hora você se abre para mim e na outra quer me jogar pela janela... Eu não te entendo!

– ... Me abrir? Isso não é se abrir Sr. Igarashi.

– Hã?

– Você realmente não sabe lidar com as pessoas...

Ela pegou a rosa de seu cabelo e colocou no meu, deu um tapinha nas minhas costas e foi andando. Eu sorri:

– Você está errada - ela se virou surpresa, eu fui em sua direção e devolvi a rosa para o seu cabelo - Eu não sei lidar com você...

Ao sair dei um tapinha nas costas dela, pude sentir um sorriso vindo dela. Saí sem olhar para trás, fui para fora e peguei o celular já discando o número desejado:

– Alô?

– Usui?

– Quem é?

– ... - respirei fundo - Tora, Igarashi Tora.

– Geez.

– Tu, tu, tu, tu...

– Hm?

Sem sinal, como assim sem sinal? Olhei o visor do telefone:

– Chamada encerrada... Mas que.... Que cretino! Desligou na minha cara?!

Liguei novamente, zangado e batendo os pés. Mas que idiota, ele me tirava do sério:

– Alô! - gritei.

– Quem é?

– Quem será que é?

– O que você quer, está me incomodando... - a voz dele era monótoma.

– E-eu...

– Vamos, diga logo.

– Fiquei desconfortável com o que você me disse naquela noite...

– Hu, hu...

– E-ei! - desgraçado - Que seja, o que quis dizer com isto?

– Porque quer saber?

– Não sei se devo te contar... Mas já que é do meu interessa também, vou lhe dizer.

– Tic, Tac... Você está demorando.

– Rosalya apareceu toda machucada essa madrugada.

– O quê?!

Sua voz finalmente saiu do normal, estava preocupado:

– O que houve?

– Eu não sei, ela não me diz.

– Aquele cara...

– Quem?

– Aconteça o que acontecer, não a deixe só. Vá passear com ela hoje, que seja!

– Hã?

– Tenho que ir.

– E-ei, espera...

Ele desligou. Bati o pé mas iria obedecer, subi para o quarto de novo. Escutei a voz de Rosalya estridente, apertei o passo e me encaixei entre a volta do corredor para o ver o que estava acontecendo:

– Me deixe em paz!

– Quem você pensa que é para dormir com um homem? Alguma prostituta?

– Ele é meu noivo, não?

– Não importa, estavam sob meu teto!

Eu logo fui entrando, interrompi antes de entrar já gritando:

– Rosalya!

Abri a porta, no mesmo instante ele a soltou. Ela correu para minha direção, já havia se trocado:

– Com licença, senhor. Hoje gostaria de levar sua sobrinha para um passeio.

– Ah, certo... - ele estava bravo.

– Obrigada... - ela cochichou.

– Vai custar caro.

Saí de braços dados com ela até a garagem. O motorista nos deu carona até o parque central, a viagem foi tranquila até lá. Saí antes de Rosa e abri a porta para ela, a moça brincou e se reverenciou com o vestido. Nós entramos no parque e começamos o passei cruzando a ponte:

– Agora pode me conta, já te salvei duas vezes!

– É complicado...

– Sou capaz de entender o complicado - sorri - sou tão capaz que lido com você...

– Ah, já aprendeu?

– Quase...

Ela riu:

– Bom, vamos dizer que meu tio... Tem métodos pouco ortodoxos para me educar.

– Eu suspeitava...

Ela estava mais radiante hoje, eu arrisquei e peguei sua mão. Ela me encarou um pouco mas cedeu. Comprei uma casquinha para ela e sentamos no banco:

– Acho que você está melhorando nessa coisa de marido...

– Então você vai aceitar minha proposta? Ou melhor... A dos nossos pais.

– ...

A expressão dela mudou, eu já esperava... Me aproximei dela:

– Vamos fazer assim...

– Hã?

Me ajoelhei no chão e peguei sua mão, ela riu:

– Meu nome é Tora Igarashi, prazer.

– O prazer é todo meu...

– Se me permite perguntar, qual é o seu nome?

– Rosa, Rosalya...

– Encantado.

Peguei seu braço e fomos caminhando pela trilha, de um arbusto recolhi um lírio e entreguei a garota, ela cheirou e o colocou na cabeça:

– Tsc, tsc...

– O que foi?

– Gosto de lírios mas... Prefiro rosas, de preferência as brancas!

– Oh, me desculpe! - eu ri.

– Você ainda tem muito o que aprender sobre mim...

– Concordo.

Ela sorriu.