Chasisty escrita por piinllify


Capítulo 6
Capítulo Cinco - Dia 05




O clima estava tenso entre nós, Rosa não havia olhado para minha cara por um só minuto sequer.

Voltamos ao hotel para pegar nossa malas, e Takumi pagou pela hospedagem sem me dar uma chance de fazê-lo. Rosalya demorou, mas se despediu do primo com dificuldade. Eles realmente se amavam, eu o invejava por tê-la, apesar de serem só primos mas mesmo assim eu tinha esse tipo de sentimento. Estávamos no táxi, indo em direção ao aeroporto e logo iriamos retornar a Inglaterra:

– Ei, você - iniciei a conversa com a menina.

Ela continuou a olhar fixo para fora:

– Ei!

Eu me aproximei dela estendendo a mão para tocá-la, quando a pousei sobre as suas mãos senti uma tremedeira, ela não se moveu. Rosalya permaneceu de boca fechada, eu segurei seu rosto e o virei para mim, ela tinha uma expressão que me surpreendeu; era triste e ao mesmo tempo zangada, estava quase chorando:

– Você pode fazer o favor de me dizer o que houve com você?

Suas mãos tremeram mais ainda, eu queria abraça-la mas não me senti no direito de fazer tal coisa. Afinal, quando aceitei isto tudo foi com uma intenção tão egoísta e suja... Eu me arrependia profundamente por isso no momento:

– P-por favor, me solte...

– Eu continuo sendo seu noivo.

– De que isto vale? Me diga, pois você continua um estranho para mim.

– Vamos logo, me diga!

Ela abaixou a cabeça rapidamente, algo quente tocou minha mão e escorreu ao decorrer dela:

– Rosa...

– P-por favor...

Eu suspirei e a deixei, fiquei do meu lado do veículo. Isso não me cheirava nada bem, e posso dizer que consigo farejar quando algo não está certo.

A viagem inteira foi horrível, ela ficou só e eu me contorcia por isto. Eu queria tato segura-la nos meus braços, queria consola-la, e isso me deixava zangado demais pelo fato de que nunca havia sentido esse tipo de coisa por nenhuma outra pessoa. Nem pelo meu próprio pai, bom... Na verdade uma só vez, quando mamãe morreu e ele ficou desolado. Mas ele mudou muito depois da morte dela, nunca mais deu atenção para o seu filho e só para sua empresa idiota...

A viagem foi longa e cansativa, ao chegarmos na mansão Usui os adultos vieram correndo em nossa direção, meu pai atropelou todos e veio aos gritos:

– Tora Igarashi, se explique agora mesmo!

– Eu...

– Não só a mim, mas aos tios de sua noiva! Onde foi parar sua responsabilidade, os valores que lhe passei?

Eu senti vontade de ironiza-lo naquele momento, mas seria inconveniente demais:

– Desculpe - me curvei a todos - Desculpe, não vai se repetir....

– Rosalya, venha cá - o tio dela a chamou, estava sério - Quanto a você, Igarashi-san... Fique tranquilo, reconheço sua inocência no ocorrido.

Eles caminharam em direção ao escritório, fiquei desconfiado, Rosa estava o acompanhando de cabeça abaixada. Os funcionários saíram do local cochichando e a tia da menina apenas sorriu, triste, mas sorriu (eu percebi pelos seus olhos) e se retirou do recinto.

Meu pai foi comemorando até o quarto, tinha escapado, mas... E Rosa? Fiquei preocupado com aquela atitude estranha do homem. Me incomodou a noite inteira. Meu celular começou a vibrar, Argh! Eu desliguei ele imediatamente, já era de madrugada e a idiota da Megumi ficava me enchendo, vesti meu casaco para cobrir meu peitoral e desci até a cozinha. Estava chovendo demais, e uma ventania forte tocou minha pele. Abri o armário e peguei um copo:

– Ah, Ah... Ah...

Alguém estava gemendo, estava vindo do banheiro. Descansei o copo na pia e fui em direção ao local em passos bem leves para não fazer barulho. Lentamente me aproximei do feixe de luz que vinha do banheiro e abri a porta delicadamente, Rosa estava diante da pia aberta passando um pano em sua pele que estava inteiramente machucada e sangrando, eu entrei imediatamente e tranquei a porta:

– O que houve?!

– O-o que faz aqui?

– O que aconteceu?!

Ela começou a chorar mais ainda, correu para os meus braços, eu fiquei desconfortável pelo fato da moça estar apenas de sutiã e saia mas retribui. Envolvi-a forte, senti sua lágrimas escorrerem pelo meu peitoral, a coloquei em cima da pia e tirei o pano de sua mão passando ele em sua pele para limpar o sangue. Ficamos calados durante esse tempo, ela começou a gemer de novo e eu levei minha mão até seu rosto para enxugar sua lágrimas:

– Ei, olhe para mim...

– Ah, ah...

– Está tudo bem, certo?

Ela estava pálida, com olheiras fundas. Seu celular deu um toque, ela saiu com esforço e foi até a cozinha, eu a segui. Ela tirou uma caixa do armário e pegou um comprimido, abriu a torneira e levou a boca até lá para engolir o conteúdo:

– O que é isto? - perguntei.

– N-nada...

– Está doente?

– P-por favor, só me deixe ir dormir com você esta noite...

– Hã? - me surpreendeu.

– P-por favor...

– Só se você me prometer não me empurrar para fora da cama.

Ela riu, eu a fiz apoiar nos meus braços e subi as escadaria com ela até meu quarto. Rosa se jogou na cama e caiu no sono rapidamente, eu afaguei seu longo cabelo por um bom tempo; observei sua calma expressão em quanto dormia... Linda, ela era linda. Não percebi quando fechei os olhos, mas meu sono foi perfeito naquela noite.






Notas finais do capítulo

Desculpem pela ''pobreza'' no texto,mas escrevi correndo. Não vou ter tempo de nada por um booom tempo, até qualquer hora ':) espero que gostem...
Qualquer erro me desculpem, eu sou muito desligada.