Chasisty escrita por piinllify


Capítulo 5
Capítulo Quatro - Dia 04


Notas iniciais do capítulo

Desculpe pela demora, esse capítulo sofreu váriaaas modificações ao decorrer da semana :) Mas enfim, está pronto (e meio longo) mas espero que curtam. Estou aumentando um pouco o vocabulário e se estiver confuso ou ''chato'' de ler podem dizer.
Ah sim, desculpem a demora... A ideia do capítulo já estava pronta, só faltava colocar a mão na massa sendo que já havia escrito trilhões de vezes e a página fechava e eu perdia toda história... Foi horrível.



Havíamos chegado no hotel de madrugada, tive que carregar Rosa do carro até o quarto.

A luz havia ocupado todos os cantos do quarto mesmo com as cortinas fechadas, tinha despertado á um tempo porém estava deitado esperando a moça acordar. Escutei uns gemidos vindo dela:

– Bom dia...

Ela se virou para tentar identificar o dono da voz, no mesmo momento soltou um grito estridente e me empurrou para fora da cama em um instante:

– Como se atreve?! Deitar comigo na mesma cama, tarado!

– E-ei...

Ela não me deu atenção, levantou e se trancou no banheiro. Eu me recuperei do soco e voltei para a cama, peguei meu celular que começou a vibrar:

– S-sim?

– Tora? Tora! Vocês estão bem?

– Estamos...

– Onde você está com a cabeça...

– Eu te explico depois...

– Tora!

Desliguei para evitar que nos rastreassem. Coloquei uma roupa limpa, enquanto isso, Rosalya saiu do banheiro indo em direção a porta e foi girando a chave, eu me apressei e impedi sua passagem:

– Onde vai?

– Estamos atrasados!

Forcei a porta para frente e obstruí sua passagem. Ela me olhou feio:

– Para onde vamos Rosalya?

– Venha logo!

Ela abriu a porta e me puxou pela mão para fora, eu tranquei o cômodo e Rosa saiu em dispara pelo corredor enquanto eu andeava tranquilamente. A moça olhou para trás e voltou bufando, agarrou meu braço e foi me arrastando pelo extenso corredor. Ao sairmos do prédio ela chamou o táxi e nós dois entramos, Rosa se inclinou e cochichou algo no ouvido do motorista, eu relaxei no banco e abri a janela para me refrescar:

– Você não respondeu minha pergunta - mantive meu olhar fixo para fora.

– Eu já disse que você vai ver! - ela parecia exaltada.

– Você sabe muito bem que o que vai fazer não for permitido ou pelo menos dito á sua família, não?

Ela ignorou e se virou para o outro lado, suspirei e fechei a janela. As construções passavam, passavam, passavam... O dia estava meio nublado porém bem calmo, sem trânsito percorremos a rota sem quaisqueres problemas.

O carro brecou de maneira estúpida, o motorista se virou e rosa foi lhe entregando o dinheiro. Eu segurei sua mão e tirei as notas da minha carteira o entregando antes que ela pudesse fazer, saí do carro e olhei adiante. Dito e feito... Ou melhor, pensado e realizado pois eu tinha certeza do que essa garota ia fazer. Colégio Seika, exatamente na hora da saída do colegial:

– Aqui estamos... - ela disse enquanto saía do veículo.

– Isso vai ser rápido, já lhe dei uma trégua.

O táxi foi embora, ela veio para o meu lado e cutucou meu ombro:

– Ei, espere aí! - parecia nervosa - Você não manda em mim... Não tem o direito de dizer isto!

– Tenho direito e o dever. - minha voz permaneceu monótona.

– Você não é nada meu, porque não me deixa de uma vez?!

– Sou seu noivo!

– Ah, é? Não me lembro de estar dopada o suficiente para permitir que pessoas como você toque um dedo em mim!

– Acontece que quem manda aqui sou eu!

– Em pleno século vinte e um você quer pagar de machista? Ainda mais comigo?! Vocês está pensando o quê?!

Eu perdi a postura, agarrei seus pulsos os colocando contra o muro externo do colégio. Ela começou a agitar-se, eu a apertei mais ainda:

– Você não vai estragar meus planos, garota!

Ela parou de lutar, arregalou os olhos. Me dei conta da situação e me afastei:

– Argh, você me deixa fora do sério! - escondi o rosto com a mão.

Ela continuou de cabeça abaixada, houve uma enorme pausa entre a discussão. Ela não apresentava expressão, pior, não estava ao menos olhando na minha cara. Eu havia arruinado tudo... Quantos contratos eu já devia ter perdido por causa disto mesmo? Chacoalhei a cabeça, droga... Não devia estar pensando neste tio de coisa, afinal, era isso que a irritava; ser tratada como um documento:

–TRIIIM

O alarme (e muito barulhento por sinal) tocou, escutei a multidão se aproximando e recuperei minha posição. A garota permaneceu de cabeça abaixada, sem dizer nada:

– Misaki-chan! Mais devagar...

– Sakura, vamos! Se apresse.

– Calmem, sem brigas!

Ayuzawa vinha vindo, ao encontrar seu olhar com os meus a garota corou e começou a soar. Fez uma cara lavada e começou a entrar em pânico quando viu meu sorriso:

– Ora, Ayuzawa-chan... Quanto tempo! - me inclinei e beijei sua mão, provavelmente as amigas ficaram impressionadas... Quem não ficaria?

– S-sim, S-sim! V-amos logo...

– Misaki-chan, você não vai esperar Usui-kun?

Ao escutar isso, Rosa, levantou a cabeça. Vidrou nas meninas mas permaneceu quieta, deu meia volta e driblou-nos entrando na escola:

– Se me dão licença garotas, preciso ir andando...

Quando dei um passo adiante senti algo me puxando:

– Espere aí presidente, - ela franziu as sobrancelhas, uma aura peversa se formou em sua volta - não pode entrar sem autoriza...

– Ótimo, venha comigo - puxei ela pelo braço e fui adentrando o colégio.

– E-ei!

Corremos o pátio, avistei o cabelo platinado de Rosalya e fui nesta direção. Um alto garoto loiro conversava com ela, Usui:

– Uh, Usui? E...

– Rosa... Rosalya.

– Er...

– Não tem o que temer, se está pensando nisso...

– E-eu não disse nada!

– Não precisa ter ciúmes do seu namoradinho, idiota. Eles são primos, se conhecem desde pequenos.

– Ah...

Ela suspirou, pareceu aliviada:

– Sim, deve ser difícil ser tão pouco atraente e ter um namorado que dá de 10 a 0 em você.

– N-namorado, hã?!

– Fala sério, vocês vivem se pegando por aí. Todos já perceberam!

– Ora, não espalhe coisas pevertidas sobre nós!

Paramos no meio do pátio, eles estavam conversando. Usui percebeu minha presença e me cumprimentou visualmente com desprezo, Rosa abaixou a cabeça e se entregou nos braços do garoto, ele sorriu e veio em nossa direção:

– Misa-chan...

– N-não me chame assim...

Ele riu e passou a mão na cabeça dela, ela corou. O garoto abaixou o olhar e viu nossas mãos dadas, com um puxão separou nosso contato e a levou ao outro lado:

– Hoje tenho algo importante para resolver, minha prima veio de muito longe me visitar e tenho que dar atenção a ela.

– Está tudo bem.

– Te vejo amanhã, Misa-chan.

– Não me chame assim...!

Tarde demais, ele lhe roubou um beijo, Rosa deu um sorriso. Eu não pude evitar de encarar aquela expressão... Misaki ficou vermelha mas retribuiu, se despediram e nós três (eu, Rosa e Takumi) fomos andando. Chamamos outro Táxi e quando chegou Rosalya entrou primeiro, Usui fechou a porta:

–Você ainda não foi embora?

– Minha noiva, minha responsabilidade... Ainda mas se ela estiver ao seu lado.

– Pelo que eu sei ela não aceitou seu honrado pedido de casamento ainda, Igarashi.

– Ela vai ter de aceitar, e eu vou junto com ela nesse táxi!

Ele deu os ombros, sentou com a menina atrás e eu fui na frente. Eles passaram a viagem inteira conversando sobre o passado, inclusive, observei as reações de Takumi pelo espelho... Eu admirava o seu jeito de só se abrir para poucos, nem para os parentes mais próximos que Rosa, ele só demonstrava aquele sorriso espontâneo para sua prima que tanto amava, e Misaki, o outro amor de sua vida.

O carro parou e Usui pagou o transporte, descemos subimos de elevador ao quarto. Ele destrancou a porta e todos entraram, o clima estava pesado mas era possível suportar:

– Rosa, tem toalhas limpas no banheiro. Pode ir se limpar...

– Obrigada.

Ele continuou imóvel na sala, me encarando, quando Rosalya entrou no banheiro ele abriu a boca e o som se propagou:

– O que você quer para deixar minha prima em paz?

– Eu vou me casar com ela, você sabe muito bem, não vou desistir sob hipótese alguma.

– E por saber, que estou lhe perguntando isso...

– E já respondi.

– Você não entende, não é? - ele mudou a expressão, relaxou as sobrancelhas.

– O quê...

– Você não é homem para ela... - ele passou por mim - Ela merece mais que isso e você não é tudo que ela precisa...

– E-ei!

– Vai entender no futuro.

Ele se trancou no quarto, o prédio inteiro estalou com aquela batida. Aquele olhar seguido daquela frase me tiraria o sono por esta noite, não entendi o que estava acontecendo nessa família. Mas algo estava errado, pelo simples fato de estar desconfiado desde o começo:

1- Uma linda garota (e rica... E com uma família rica!).

2- Solteira.

3- Casamentos que não deram certo.

Isso estava me deixando inquieto, eu precisava de respostas... E urgentemente. Isso ocupou meus pensamento o decorrer da noite inteira; era como estar na areia movediça sem conseguir sair, eu só afundava mais ainda.

Aos poucos meus olhos fecharam e minha cabeça concordou em me dar um merecido descanso, se é que era possível descansar naquele sofá duro no qual estava deitado enquanto os dois estava debaixo das cobertas. Pelo menos ele estava aproveitando o gostinho da vingança só pelo fato de eu ter me divertido um pouquinho com Misa-chan...

Só acho que estava me humilhando demais por essa garota... Porque? Só senti que ela iria valer tudo isso que eu estava pagando.