Chasisty escrita por piinllify


Capítulo 3
Capítulo Dois - Dia 02




Depois da cansativa viagem de avião, chegamos na mansão Usui. Eu e meu pai fomos bem recebidos, o que era o esperado, e nos acomodaram em um quarto para cada.

Logo que entrei no quarto fui para o banheiro direto para um banho quente. O vapor já havia invadido o local:

Triiim, Triiim

– Será que eu não posso ter um descanso? Argh - resmunguei e me estendi para pegar meu celular, em cima da minha muda de roupas que estava sobre o vaso sanitário - O quê?!

– Eh... Igarashi-san?

– Quem é?!

– H-Hideko, é a Hideko...

– Ah, me desculpe Hideko-chan - ''droga'' pensei, mudei a voz rapidamente - Eu estou meio ocupado no momento.

Me levantei da banheira e peguei a toalha para me cobrir, com o celular, me joguei na cama:

– D-desculpe, eu só queria escutar a sua voz senpai... - a voz da garota estava trêmula - Estou atrapalhando?

Sim, você em si me atrapalha garota:

– Claro que não Hideko-chan, pode me chamar de Tora... Não precisa de tanta formalidade.

– Haha, sério?

– Claro que sim, vamos... Quero escutar você me chamando.

– A-agora?

– É...

– T-Tora...

– Você e muito fofa Hideko-chan!

– S-senpa... Tora! Na verdade queria confirmar nosso encontro amanhã...

Droga, tinha me esquecido. Foi uma tremenda sorte ter contato com essa Hideko, o pai dela é um grande empresário e poderia ter uma parceria com as empresas Igarashi, mas creio que a família Usui é mais poderosa e a qual devo me concentrar no momento... Vou guardar essa menininha para depois:

– Oh, Hideko-chan! Havia me esquecido completamente... Podemos remarcar? Tive que viajar de última hora por causa de negócios da família.

– Ah... - ela parecia desanimada - Tudo bem, quando voltar me procure!

– Como não procurar pela garota mais bonita do Miyabigaoka?

– A-assim você me deixa sem graça...

– Bom, agora tenho que desligar Hideko-chan.

– Boa noite...

– Boa noite.

Cancelei a chamada e me dirigi ao banheiro para me trocar, coloquei uma roupa social porém não muito ''arrumado''. Ao sair meu pai me esperava do lado de fora:

– Vai me explicar porque estamos aqui agora?

– Não temos tempo!

Ele foi me arrastando pelo braço, caminhando pelo enorme corredor do local ele começou a falar:

– Você vai se casar.

– Hã?!

Me segurei no chão com os pés o fazendo parar, meu pai se virou para falar comigo:

– Vamos!

– Como assim casar?!

– A moça é linda, e o mais importante: tem dinheiro. Se casarmos você com uma das herdeiras dos Usui estaremos dando um grande passo, Tora!

– Ela sabe disto tudo?

– Sabe... Vamos, dê uma chance! Pode funcionar.

– Se ela é isso tudo, porque não está casada ainda?

– Todos os noivos que arranjaram anteriormente foram rejeitados ou desistiram. Posso dizer que ela não é tão fácil assim, você terá que se esforçar para conquista-la. Pelo menos tente, por nós.

Soltei um suspiro e continuei caminhando, consegui sentir a euforia do meu pai vindo atrás de mim. Havia dois guardas protegendo a porta, quando paramos á frente dela os dois abriram para passarmos. Andamos um pocado até chegarmos á mesa; não havia moça alguma, apenas um dos chefes executivos dos Usui e sua esposa. Ao lado um lugar vago:

– Bem-vindos.

– Muito prazer, Usui-dono.

Nós nos curvamos e sentamos á mesa:

– Perdoe o atraso de nossa filha, ela está se aprontando.

– Sem problemas.

Os cozinheiros entraram com bandeijas enormes e as colocaram sobre a mesa, serviram comida típica japonesa: uma grande variedade de sushis. Pegamos os rashis e começamos a refeição. Como ordem do meu pai, eu sempe ficava quieto e ele sempre conversava com os anfitriões; só podia falar se dirigissem a palavra á mim:

Entre logo!

– Eu não quero!

– BAM -

A sala imensa evitou que eu conseguisse ver a garota com clareza, mas foi bem rápido, ela veio batendo os pés até a mesa e se sentou. Como prometido; era linda. Tinha um lindo cabelo platinado, um par de olhos cor-de-mel bem claros (chegavam até a ser amarelados), vestia um vestido acinzentado até os joelhos:

– Cof Cof - seu tio lançou um olhar ameaçador.

– O quê é? - retrucou a moça.

– Não tem nada a dizer, Rosa?

Ela bufou e deu um sorrisinho de canto irônico para mim:

– Boa noite excelência.

– Rosa! - Janeth, a esposa de Rich (seu tio) parecia irritada.

Rosa, era o nome dela? Bom, a garota não tocou na comida. Sentou-se de forma inadequada e não abriu a boca uma vez sequer, com uma cara fechada, foi o comportamento dela durante o jantar.

Em vez de me amedontrar, a tornou bem atraente vista pelos meus olhos. A refeição inteira meu pai conversou com Richard sobre negócios... Era cansativo, eu não aguentava mais. Quando acabamos a moça foi a primeira a sair da sala, Janeth atrás dela e o homem nos pediu desculpas pelo comportamento da menina. Enquanto meu pai permaneceu no local, eu fui para o meu quarto.

Rosa... É melhor se preparar...





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