Meu Príncipe Às Avessas escrita por Puella


Capítulo 50
Capítulo 50 - Ruivo cenorinha


Notas iniciais do capítulo

Oi gente.... ai está aí, o último capítulo, embora ele não tenha uma cara de último, pois como vocês sabem, a fic tem uma linha meio louca, enfim.... o epílogo está pronto e eu estou quase postando também, mas vou deixar para amanhã de tarde ou domingo.... o capítulo não é grande... e também não posso mais adiar o fim da fic muito devido a algumas obrigações minhas (tipo o TCC) então eu não consgui fazer tudo o que eu realmente queria mais, fiz este capítulo da melhor maneira que pude... espero que gostem sinceramente... e obrigada desde já pelos 617 comentários, os 233 acompanhamentos, os 85 favoritos, as 8 recomendações (que podem aumentar *-*) e as mais de 22 mil visualizações.... sério mesmo gente, obrigada de verdade, nunca pensei que chegaria tão longe com uma fanfic.... deve isso a você estimadas leitoras (e as fantasminhas também)



Ser pai e mãe é a coisa mais estranha, cansativa e maravilhosa que existe na face da terra. A vida muda completamente depois que esse pequeno ser chamando filho chega e rouba a cena por completo. Nós tornamos mais bobos do que tolos apaixonados. Bobos ao fitar aquela coisinha pequena de três quilos, feita de carne, lagrimas e saliva que faz xixi e cocô.

Nem Freud pode explicar. Ninguém pode. Simplesmente acontece. O pequeno está bem ali diante de você. Como resistir?

Se eu fosse resumir os nossos primeiros meses como pais de Lena, definiríamos em uma única palavra: cansados.

Extremamente cansados.

Nessa fase era comum que eu me perguntasse quando foi a última vez que havia escovado meus dentes, ou penteado o cabelo. Dormir. Nem pensar. Eu e Loki ficávamos revezando de lá para cá com a pequena Lena nos braços. Até mesmo no mais extremo silencio ela chorava. Por fome, por sono, por atenção. Ou, simplesmente chorava para que Loki cantasse no seu berço. Era tiro e queda. Um breve sossego de duas horinhas de sono para nós dois e logo tudo começava de novo. Lena era inicialmente carequinha, e seus olhos eram iguais ao do pai, o mesmo tom indefinido entre o verde e o azul.

Eu estava muito cansada. Mas ao mesmo tempo parecia ignorar isso até que Loki me encarou com suas olheiras.

– Descanse um pouco hoje, eu fico com ela depois da amamentação.

Isso foi nas primeiras semanas. Embora eu fosse meio teimosa ele me mandava dormir. Às vezes eu levantava com meu pijama todo amarrotado só para vê-lo cantando baixinho para ela. As vezes ele conversava um monte de coisas com ela, eu me escorava na parede e sorria de lado fitando aquela cena engraçada. Quando não estava no berço com ela, Loki sentava na “poltrona da mamãe” com ela no colo. Ás vezes eu pegava os dois dormindo nela.

Depois de três meses começaram a aparecer os primeiros fiozinhos no cabelo dela. Eles eram ruivos como uma cenoura, combinando com a pele rosada dela. Era a coisinha mais linda mundo na minha opinião, eu sei que sou suspeita para falar disso. Loki brincava dizendo que todas as cenouras que comi haviam ido para o cabelo de Lena. Talvez fosse verdade.

A jornada de pai e trabalho fez Loki perder alguns quilos e a ganhar algumas olheiras a mais. Balder disse em uma das visitas que fez com Nanna em nossa casa que Loki estava dormindo nas reuniões. Eu fiquei preocupada lógico. E mandei ele se cuidar melhor, mas não parecia muito ligado nisso, e eu via que apesar disso ele parecia feliz. Mas só para não me preocupar, ele disse que iria se cuidar.

Em questão de algum tempo conseguimos nos ajustar na nossa rotina de família. Loki fez uma planilha elaborada e colocou em um quadro na cozinha, com todos os horários de amamentação, sono, os horários dele no trabalho, entre outros detalhes. Como eu estava de licença ainda teria um tempinho para organizar minha rotina.

Algum tempo depois....

Nunca pensei que um dia seria pai. Acho que todo mundo que nunca teve um filho deve pensar assim também. Hoje sou um jovem executivo na casa dos trinta e poucos anos bem casado e com uma linda filhinha de cinco anos.

Loki Odinson tinha apenas olhos para o seu trabalho.

Hoje, o mesmo Loki Odinson tem olhos apenas paras as duas garotas mais importantes da sua vida. Ah, vale-se mencionar que eu ainda gosto muito do meu trabalho, só não como antes. As coisas tem dado muito certo para mim eu acho.

Hoje a Yggdrasill Corporation está entre os dez melhores grupos corporativos da Europa, e eu continuou como seu presidente. Minha esposinha continua com diretora financeira, agora mais confiante ela deu uma amadurecida e Heimdall finalmente voltou para a chefia do departamento contábil. Smila se aposentou há umas duas semanas, a funcionária mais antiga da empresa depois de meu pai, Odin. Balder e Nanna vão ter outro rebento, ou melhor uma menina. É Phil, seu reinado está com os dias contados.

Thor e Amora casaram na última primavera, agora os dois vivem numa casa confortável perto do centro. Além de produtor musical, nas horas vagas meu irmão trabalha como voluntário para entreter as crianças do departamento de oncologia do Hospital Central. Eu mesmo já fui lá algumas vezes com Lena para contar algumas histórias para elas. Confesso que gostei muito da experiência, penso até em fazer de novo. Em parte a história dos meus pais biológicos me impulsionou a desenvolver na empresas alguns programas sociais para crianças e pessoas que sofrem algum tipo de câncer.

De vez em quando ainda releio as páginas do diário de minha mãe. As vezes ainda não acredito na coragem em que ela teve para me ter. O fato de ter interrompido os remédios e tratamentos por causa da gestação. Ela poderia ter morrido, e eu também. Mas, a vida tem dessas coisas, dessas explicações misteriosas. Se ela não tivesse feito isso, eu teria existido. Não estaria aqui, não teria conhecido Sigyn e não seria o pai de Lena.

E Lena não teria existido.

E por falar em Lena...

Certo dia eu estava arrumando minhas coisas do trabalho e então ela entrou sorrateiramente. Apenas senti um corpo pequeno abraçando minha perna esquerda. Apenas encarei aquele mesmos olhos curiosos que eu tinha, com seus cabelinhos de cenoura amarrados em duas fitas azuis. Ela sorria faceira com seus dentinhos.

Eu a coloquei em meu colo.

– O que papai tá fazendo?

– Arrumando umas coisas do trabalho.

– Hum... parece chato – ela fez um biquinho desinteressado e então seus olhinhos passearam pela minha mesa até parar nos retratos que tinham ali. Notei que ela fitava especificamente a foto dos meus pais biológicos.

– Quem são eles papai?

Deu fraco sorriso para a foto.

– São meus pais.

Lena me encarou confusa.

– E o vovô e a vovó?

– Também – respondi com um meio sorriso.

Lena me encarava ainda mais confusa e insatisfeita. Do mesmo jeito que eu fazia.

– Eu tenho dois papais e duas mamães.

– Como?

– Sabe, talvez seja meio complicado de entender, mas quando você for maior vai entender o que estou dizendo. Algumas pessoas tem um pai e uma mãe, já outras tem dois ou mais – eu ri um pouco – no meu caso eu tive os meus pais que me deram a vida e o vovô e a vovó que cuidaram de mim.

– Por que eles não cuidaram do senhor?

– Por que eles tinham uma missão muito importante, eles tiveram que vira anjos, e então pediram para que seus avós cuidassem de mim.

– Isso quer dizer eles estão no céu? Então quer dizer que eles morreram...

– É.

– Mas... – ela fez uma expressão pensativa – eles são meus avós também! Por que o senhor é filho deles!

Eu sorri.

– Sim. Pense só. Você tem o vô Odin, a vó Frigga, a vó Freya, o vô Ivaldi... e mais eles dois!

– Nossa, é muito avó! – e então ela perguntou – Mas pai, qual era o nome deles?

Peguei o retrato segurando ele bem perto de nós dois.

– Ela se chamava Lena, que nem você, e ele se chamava Ferbauti. Sabia que o seu nome veio dela?

– Que legal! Eu tenho o nome de um anjo! É um prazer vó Lena e vô Ferba! – Lena acenou para a foto.

Ainda bem que eu sabia controlar minhas emoções, havia uma lagriminha querendo escapar.



Notas finais do capítulo

Amanhã o epílogo e o meu bendito discurso de fim fic T-T.... e sim, trarei umas notas paroquiais sobre a agenda de projetos da Puella para este ano.... o que posso adiantar são duas coisas boas....
Clandestinos (para quem acompanhava) poderá sair do longo período de hiatus
E... O Contrato, amanhã entrarei em detalhes sobre essa futura fic ;)

Bjs na bochecha de vocês!