Meu Príncipe Às Avessas escrita por Puella


Capítulo 1
Prólogo - A garota de Oslo


Notas iniciais do capítulo

Antes de mais nada, essa fic vai ser publicada mensalmente, mas primeiro preciso ver se vou ter alguns reviews...

Boa Leitura....





Qualquer um deve imaginar que a vida de um recém-formado não é nada fácil, caminhar por conta própria e procurar uma ocupação no mercado, tendo que enfrentar outras pessoas na mesma situação e com mesmo e almejado objetivo, como se a vaga de emprego fosse uma gorda e deliciosa carne suculenta. Bem, essa era a minha situação, tinha acabado de me forma em administração e não conseguia nenhuma vaga de trabalho no que eu exatamente queria, só arranjava bicos e empregos de vendedora e garçonete, acabei tendo dificuldades de me manter sozinha morando em Londres, não me sobraram alternativas, tive de voltar para Oslo – que nem por isso deixava de ser tão cara quanto à cidade britânica -, para perto dos meus pais.

Frustrante, por um lado, confortável por outro. Frustrante, pois eu perdi a minha falsa independência, e confortável por não me preocupar mais com alugueis. O estranhamento foi muito, já que eram cinco anos longe de casa, minha mãe me olhava com os olhos chorosos:

– Meu bebê voltou! O minha querida Sigyn, como você emagreceu! – ela me abraçava de maneira tão apertada que por um momento achei que iria morrer asfixiada.

– É impressão sua mamãe.

Meu pai achou a mesma coisa, minha irmã Nana apenas me abraçou e me perguntou sobre muitas coisas, inclusive se eu havia me apaixonado por algum inglês enquanto estive em Londres, mas não, não tive ninguém, nunca fui de me apaixonar, e quase não tinha amigos na Inglaterra, sempre me voltei para os estudos e trabalho. Nana ao contrário de mim era segura e talentosa e namorava um rapaz que trabalhava em um renomado grupo empresarial muito conhecido na capital, ao saber que eu procurava um emprego ela me prometeu que veria com ele uma vaga para mim na empresa, o que eu recusei com educação porque queria conseguir um por mérito próprio.

Fiquei em busca de trabalho por quase três meses, até que um dia Nana me apresentou ao seu namorado, Balder que me convidou para uma vaga de trabalho como assistente pessoal de seu irmão caçula. Minha irmã literalmente me empurrou para dizer sim a tal proposta, e dois dias depois eu estava lá para fazer a entrevista e foi lá que eu conheci a sra. Fairfax e acabei por cair no gosto dela, e para minha surpresa estava praticamente abocanhando aquela vaga de emprego, só me restava conhecer aquele com quem eu teria que trabalhar.

A curiosidade tomou conta de meus dedos que se coçavam involuntariamente em minhas mãos, quem era ele, seria uma boa pessoa?

– O Sr. Loki não costuma ser uma pessoa muito agradável – a senhora Fairfax falou – mas não se preocupe, ele não morde – ela disse rindo – as outras meninas que trabalharam com ele não duraram nem uma semana.

– É mesmo? – falei sentindo um leve desconforto.

– Não quero lhe deixar insegura minha cara, mas, achei que deviria estar ciente disso.

A imagem de um homem mau, frio e autoritário surgiu na minha cabeça, esse tal de Loki deveria ser um daqueles caras feios de óculos e duas rugas na testa e um sorriso sardônico no rosto.

Quando estávamos as duas de frente para a porta do escritório ela educadamente abriu a porta e se apresentou.

– Sr. Loki, trouxe a nova candidata para a vaga de assistente.

Houve apenas um breve silêncio.

A sala era levemente escurecida, e bem ao seu centro estava à mesa dele, sua cadeira estava virada de costa para nós, que em um giro rápido acabou se revelando a figura do dono daquela sala. O que ele realmente era não tinha nada a ver com o que a minha imaginação havia descrito. Ele era muito agradável aos olhos, tinha os cabelos escuros e muito bem arrumados para trás, a pele era alva e sua testa não tinha nenhuma ruga, seus olhos eram de um verde meio azulado, charmoso e intimidador.




Notas finais do capítulo

E então o que acharam?