Um Sopro De Felicidade escrita por Mihara


Capítulo 17
Capítulo 17 - Rotina


Notas iniciais do capítulo

Ola gente, estou de volta! Me desculpem pela demora, não tenho desculpas dessa vez kkkkk, por favor não me odeiem! Mais um capitulo de Um sopro de felicidade pra vocês! Bom café da manha com chuva pra vocês e boa leituraRotina



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Capitulo 17

Rotina

Sakura ouvia o tic tac do relógio. Ela olhou em volta, estava no jardim da casa dos Lis, era onde Lieng havia tentado beija-la e Syaoran chegou para socorrê-la. O banco em que estivera sentada estava desgasto, como se a madeira estivesse apodrecendo, as flores do lugar murcharam e as arvores ao redor estavam mortas - apenas galhos secos – a grama também estava morta, em um tom amarelado. Era como se o tempo tivesse passado naquele lugar, ele era tão bonito. Sakura podia ouvir o som do tic tac do relógio de algum lugar, mas de onde viria?

_ Syaoran? – ela chamou por ele, mas parecia não ter ninguém.

Voltou correndo para a casa, e teve uma surpresa. Ela estava destruída. Lembrava-se, perfeitamente, que a casa era velha, mas estava em boas condições e era muito bonita. Esta não, ela estava aos pedaços, à madeira estava velha e podre, onde perdera a pintura. As janelas estavam destruídas e havia imensos buracos no telhado. Ela olhou para as arvores cantantes, estavam todas mortas, com suas folhas secas caídas no chão. Sentiu um peso no coração, vê-las mortas dessa maneira a deixava muito triste.

Pode ouvir o som do relógio mais uma vez, dessa vez, mais alto. Vinha de dentro da casa. Deu alguns passos a frente, deveria entrar? Talvez Syaoran estivesse lá. Antes que desse um passo a frente, ela reconheceu uma figura na entrada da porta. Ele sorria abertamente com sua capa escura e seus óculos meia lua. No cenário, a única coisa que não se encaixava era a pessoa ali em pé, tudo estava morto e velho, como se o tempo tivesse passado para eles, mas o mago Clow sorrindo para Sakura era o que estava de errado.

O relógio bateu e a badalada soou alto, ecoando por todo o ambiente. Sakura teve que tampar os ouvidos. Ela viu o mago Clow falando-lhe algo, mas as badaladas abafavam sua voz. Doze badaladas, doze horas? O vento soprou estranhamente forte, levando Sakura ao chão e lhe cobrindo com as folhas secas das arvores mortas, ela se debateu e então abriu os olhos.

Seu coração batia tão rápido que poderia ter um enfarte, não estava no jardim, estava em seu quarto. O frio que sentiu fora substituído pelo quente do cobertor, mas a lembrança do corpo gelado ficou em sua mente. Ainda podia ouvir fortemente as badaladas do relógio pulsando em seus ouvidos. Respirou fundo, foi só um sonho, apenas um sonho estranhamente real.

Sentiu uma pequena dor em seu peito direito, tentou levantar, mas estava presa. Olhou para baixou e viu uma mão agarrando fortemente um dos seus seios. Um outro braço agarrava sua cintura, impossibilitando sua saída.

_SYAORAN!!!! – gritou Sakura em seu ouvido.

O rapaz acordou sonolento, irritado pelo grito da menina. Sentiu algo macio sem sua mão, muito macio mesmo. Porem, não pode ver o que era, pois Sakura lhe socara no queixo retirando-lhe da cama.

_Voce é doida? – disse ele com a mão no lugar acertado.

_Seu...seu – ela rosnava para ele, com os braços abraçados em volta do próprio corpo, tentando protege-lo.

_Que foi?

Ela atacou os travesseiros da cama nele, ele levantou-se e ela atacou-lhe o cobertor. Somente não atacava outra coisa porque não tinha mais nada em seu alcance.

_Ora sua... – ele levantou-se e pulou na cama, tentando agarra-la. Ela correu para fora do quarto – É assim que você me da bom dia?!

Tomoyo e todos os empregados da casa ouviram a costumeira gritaria e corre corre do andar de cima. Ela riu, sentia falta daquela barulheira toda. Sabia que eles desceriam com fome, então faria algo caprichado para o café da manha.

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_Vocês tem certeza de que não querem ficar? – disse Yeilan para Fay.

Eles estavam na entrada do portão. Kurogane exigia que partissem, ele não poderia ficar muito tempo longe do trabalho, pois vidas dependiam dele. Fay o acompanharia, ele também precisava olhar alguns livros de magia.

_É muita gentileza de sua parte, mas creio que temos muitos afazeres – ele riu para Yeilan – tenho certeza que você também!

Ela estava de cabeça cheia, cansada e precisando de férias. Tinha que resolver assuntos do clã e investigar o caso de Syaoran, mesmo que não tivesse envolvimento com Sakura – porem pouco provável, pois tudo começou a acontecer após a chegada da menina – ainda era um atentado ao herdeiro do clã.

_Vocês deveriam ficar, logo nessa época!

_Ah! Como eu queria das um presente para Sakura chan – disse Fay – mas eu também não posso deixar uma amiga minha sozinha!

_E eu tenho muitos afazeres, não comemoro esse tipo de coisa! – bufou Kurogane.

_Acho arriscado dar uma festa, o que você fará, Yeilan? – perguntou Fay

_Você tem razão, em tempos como esse é costume a família Li fazer uma cerimonia com as outras famílias, mas dessa vez será apenas com o pessoal da mansão.

_Diga adeus para Sakura e Syaoran por mim, e me desculpem por não ter tempo para me despedir. – Disse Fay, já se afastando com Kurogane.

_Vão com cuidado, eu lhes manterei informado caso descubra alguma informação.

_Eu digo o mesmo.

Yeilan sentiu pena dos dois por uns instantes, eles eram muito ocupados – mas olha só de quem ela estava falando?! – Ver as costas de dois bons amigos era meio angustiante, não queria ficar sozinha no meio dessa confusão.

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_NATAL? – Gritou Sakura para Tomoyo.

_Você se esqueceu, Sakura?

_Uma cabeçuda como ela provavelmente esqueceria! – Disse Syaoran.

Todos estavam tomando café da manha, menos Tomoyo, que não era permitida ficar na mesa.

Sakura lançou um olhar fuzilante para o chinês, este apenas bebeu seu café.

_Eu me lembraria se não fosse por um menino mimado e cara de pau, TARADO! – Syaoran engasgou.

_EU NÃO FIZ NADA! – ambos se fuzilaram com o olhar.

_Mas enfim, hoje começaremos os preparativos. A véspera será daqui a dois dias, e todos serão dispensados para ficarem com suas famílias. - disse Tomoyo.

A alegria de Sakura passou por uns instantes. Ela sempre passava o natal com a família dela, esse era o primeiro que ficariam longe. Lembrou-se da visão que teve de seu pai e seu irmão antes de voltar ao passado. Como eles estariam? Estava com tanta saudade. Ela teve uma ideia de repente, mas antes de se levantar, Syaoran a cortou.

_Mas deixando isso de lado, Sakura! – ela assustou-se com o tom e bateu continência. – Nos iremos retomar os treinos, infelizmente.

_ah, não! – choramingou a menina.

Tomoyo riu da cena.

_Mas eu quero ajudar nos preparativos! – disse a menina.

_Depois do treino!

_Mas esta perto do natal, da uma folga! – implorou a menina.

_Mais do que você já teve? – disse Syaoran. – Nem pensar!

_Que menino mais ranzinza! – bufou Sakura.

_Não se preocupe, Sakura. Você poderá enfeitar a arvore de natal. - Tomoyo segurou as mãos de Sakura, reconfortando-a.

Ela abriu um imenso sorriso e pulou em Tomoyo, sempre enfeitava a arvore de natal em sua casa.

_Chega de papo, vamos! – Disse Syaoran arrastando Sakura.

_Mas agora? Tão cedo?

_Nos acordamos muito tarde, cedo nada!

_Syaoran!

_Tenham um bom treino! – Gritou Tomoyo ao os ver saindo pela porta.

Ela respirou fundo e alongou-se. Tinha muito trabalho pela frente. Precisava se apressar para comprar o presente de sua mãe e de Sakura, também era uma das responsáveis para cuidar dos preparativos da casa.

Ultimamente estivera trabalhando muito, mas com o natal chegando, seu animo foi recuperado. Quando se tratava do natal, trabalhar duro valia a pena.

_Mas primeiro, eu tenho que limpar essa bagunça! – disse ela olhando para a pia cheia de louça.

–----****------

O dia passava devagar para Sakura. Ela encontrava-se no jardim, fazia tempos que não treinava naquele lugar junto com Syaoran. O mesmo estava com seu guardião, Lucan, era a primeira vez que Sakura o encarava tão de perto, ele era imponente como seu dono, então sentiu vontade de rir quando se lembrou da frase que seu irmão sempre lhe falava, “todo animal se parece com seu dono”.

_eu já tive a impressão de ouvir ele falar! – disse a menina.

_Sim, ele fala. Mas não é de seu costume, não gosta muito de conversas. – Syaoran apontou para Sakura – Agora, invoque seu guardião.

_Mas como? – disse a menina espantada.

_Faça do mesmo jeito que te ensinei antes, concentre-se e chame-o.

Sakura respirou fundo e concentrou-se, não demorou muito para seu grande símbolo, com uma marca de estrela no centro, surgir. Uma rajada de vento saiu do circulo, e uma bolinha felpuda branca caiu nas mãos de Sakura, era Mokona.

_Paku!

_Quanto tempo Mokona, você sumiu. – disse Sakura o abraçando.

_Uma hora mokona tem que sumir! – Disse o coelho branco. – ele olhou para Syaoran, escapou dos braços de Sakura e saltitou para Syaoran, antes que ele subisse em sua cabeça novamente, Syaoran o segurou – Paku, menino muito rabugento.

_Não é?! – apoiou Sakura.

Syaoran achou inacreditável, esse era o guardião mais patético que já vira na vida, muito pequeno e irritante comparado aos outros. Ele apertava as bochechas do coelho branco, imaginando as de Sakura, esperava que ela também sentisse a dor.

_Isso é ridículo!

_Não faça isso com ele! – disse Sakura tomando-lhe Mokona dos braços de Syaoran. – Ele não é ridículo!

_Mas também não parece ser muito ultil. – disse ele cutucando a testa de Mokona, ele se irritou e mordeu o dedo de Syaoran. – Ah!

Sakura retirou Mokona do dedo de Syaoran e lhe deu língua. Ele não merecia perdão.

_Enfim - disse Syaoran sacudindo a mão – Sakura, preste atenção! Isto pode salvar sua vida um dia, um guardião é como nosso companheiro, encarregado de nos proteger! Ele é uma forma que parte de nosso poder para não ser consumido rapidamente e se torna uma autodefesa.

_Mokona é encarregado de me proteger?

_Teoricamente, mas... – ele olhou para o tamanho do guardião de Sakura, que mais parecia um bicho de pelúcia, a menina lhe olhou feio ao ver o que ele estava fazendo. – Porem, não é apenas ele!

_Como assim?

_Ele é encarregado de nos proteger, mas também é uma parte de nós. Também devemos protegê-los. – Syaoran acariciou a cabeça de seu guardião. – Eles não podem fazer tudo sozinho, é um protegendo o outro.

Sakura olhou para Mokona, este apenas sorriu para ela. Syaoran tinha razão, ele era incrivelmente pequeno, mas sabia que tamanho não era documente, mas sentiu que não conhecia muitas coisas de Mokona, assim como ela própria.

_Já houveram casos que muitos feiticeiros roubaram o guardião de outra pessoa para roubar-lhe poder – disse Syaoran – tome cuidado então, não chame ele se não for preciso. Ele é um modo de autodefesa, mas é um ponto imensamente vulnerável, já que neles estão acumulados quase metade do nosso poder.

_Entendi! – disse Sakura, batendo continência mais uma vez. Syaoran riu da menina, era como se o treinamento dele fosse do exército.

_Você não tem pleno domínio em seus poderes Sakura...

_Na verdade, não tenho domínio algum! – disse a menina honestamente.

_Que seja! Para saber se defender com seu guardião, você deve conhecer seus poderes 100%.

Sakura se perguntou sobre o passado, será que retornar para o passado era o poder dela? Estava faltando algo, mas ela não sabia o que era. O que Mokona poderia fazer então?

Ele pulou mais uma vez dos braços de Sakura, e montou em Lucan, o guardião de Syaoran. Este deixou, não lhe incomodava, depois apenas saiu caminhando até encontrar a sombra de uma arvore para descansar. O chinês ficou sem palavras, era a primeira vez que via Lucan se comportar tão calmamente com animais pequenos, principalmente coelhos, que geralmente eram seus brinquedos prediletos. Não ousaria falar para Sakura que a emoção do guardião é um espelho das emoções do dono.

_Traidor! – resmungou o menino, Sakura riu.

O restante do dia, Sakura e Syaoran se encaminharam para uma biblioteca. Ele passava coisas teóricas para a menina, que sempre cochilava. Ela sempre imaginava, furtivamente, uma cena romântica na biblioteca:

Syaoran jogou o livro longe, não queira mais saber de livros, apenas de sua amada. Ele gentilmente segurou o pulso de Sakura, que suspirou. Encostou-a sobre a mesa, reclinando-se dobre a menina. Seu coração batia rápido, o por do sol entrava pela janela e iluminava o ambiente, formando a cena perfeita. Era como em seus sonhos.
Ele chegava mais perto, cada vez mais perto, estava quase lá.

_Eu te amo, Sakura! – sussurrou o garoto.

_Syaoran!

_Acorda, Sakura! - disse o menino batendo os livros na mesa.

A menina pulou de susto, quase caindo para traz. Ela olhou para a montanha de livros que Syaoran carregava, o por do sol entrava pela janela iluminando o ambiente, mas aquilo não era a cena perfeita, nem em como seus sonhos. Foi arrastada para a realidade pelas mãos de Syaoran.

_ Syaoran chato! – bufou a menina.

_A partir de agora, estarei te ensinando mandarim!

_Que?

_Chinês!

_O que?! – reclamou a menina. – eu não tenho capacidade para isso.

_ Então eu não tenho capacidade para ser professor, se eu não conseguir te ensinar, ninguém consegue. – ele sentou-se frente a ela – eu vou te ensinar, nem que tenha que abrir essa cabecinha de vento e enfiar tudo ai dentro.

_Mas...

_Mas nada! Você ainda não acabou o ensino médio, não é? – ela se encolheu, nunca foi boa nos estudos – o motivo de o clã não te mandar para a escola era porque você iria aprender primeiramente o básico de magia, depois voltaria os estudos cotidianos, porem com professor particular.

_E por que você?

_Somente eu para te botar na linha!

_Mas você também não tem idade para terminar os estudos, ainda deveria estar estudando!

_Sakura, querida – ele riu, ironizando o “querida” – você se esquece de que eu aprendi desde pequeno – e além do mas, te ensinando estarei revisando tudo também.

_Syaoran malvado! - Ele deu um peteleco na testa da menina.

_Não me trate como um cachorro!

–------****------

Chegou à noite e Tomoyo correu atrás de Sakura para enfeitar a arvore de natal. Porem, quando chegou à biblioteca, teve uma surpresa. Sakura dormia profundamente juntamente com Syaoran, ele com a caneta na mão e ela segurando um livro sobre a cabeça. Tomoyo abafou o riso, nunca esperava poder ver essa cena. Uma Sakura estudiosa e um Syaoran cansado.

Ela olhou para o relógio, passava das 9h da noite. A arvore ficaria para a amanha. Em suas mãos, Tomoyo carregava uma linda estrela de cristal, igualmente a estrela de magia de Sakura. Este era seu presente de natal.

Da janela do recinto, Tomoyo podia ver as estrelas brilhando no céu, faria sol amanha. Olhou para o casal dormindo a mesa, eles pareciam perfeitos. Uma estrela cadente cortou o seu e a menina desejou poder encontrar alguém assim um dia. Queria se apaixonar. Mas quem sabe se o destino não reservou algo especial para ela? Acreditaria nisso por um tempo. Abriu as persianas, e sentiu o cheiro da noite adentrar o lugar, o som dos grilos. Olhou para as estrelas e sentiu vontade de cantar.


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Notas finais do capítulo

Mais um capitulo terminado! Só espero nao demorar para terminar outro kkkk Agora, eu vou me embira minha gente e até a próxima, espero que tenham gostado e deixem comentários, quem quiser, recomende a fic para amigos. Até mais