In Wonderland escrita por Cigarette Daydream


Capítulo 2
Caindo, caindo, caindo.


Notas iniciais do capítulo

Oi oi!
Olha, eu esqueci de falar nas primeiras notas iniciais, mas eu imagino a Alice como a Avril desde o momento que vi o clipe dela.
http://letras.mus.br/avril-lavigne/1625965/traducao.html
Enjoy,
xoxo




 Caindo, caindo, caindo. Alice já não sabia o que sentir; estava fraca demais para pensar em algo. “Então é assim que termina”, Alice pensara antes de cair. O vento batia no corpo ainda nu de Alice.

 Mas o fato é que aquela não era uma queda normal. O tempo passava e passava e nunca chegava. De fato demorou tanto que Alice havia se recomposto e decidido abrir os olhos. Alice os arregalou de espanto, mas não conseguia sentir curiosidade no momento. A menina ainda estava lutando com toda a força para não chorar; é uma promessa que fez a si mesma aos 13 anos e desde então nunca mais chorou.

 Objetos de todo tipo caiam junto com Alice. De fato ela viu inclusive uma mesa de jantar pronta caindo ao seu lado, e por pouco um abajur não a acertara. Alice constatou que ou o poço era muito fundo, ou se caia muito devagar. Alice aproveitou ao ver um guarda-roupa passar por ela e pegou o primeiro vestido que conseguiu. Era preto e longo.

 “Ora, é como estar de luto”, pensou Alice, “Só que por mim mesma”. De fato a menina sentiu que algo quebrou dentro dela quando seu cunhado fizera o que fizera.

 Assim, Alice pensava com os seus botões se de fato estaria morta quando a queda acabasse, mas logo ela chocou-se contra um monte de folhas e gravetos. A menina avaliou-se, não pareciam ter novos machucados sem contar os que Edward provocara.

 A menina olhou para cima, se sentindo perdida. Afinal o que iria acontecer agora? A menina olhou em volta; havia um longo corredor comprido e o Coelho Branco ainda estava à vista, andando ligeiro por ele.

 – Por minhas orelhas e bigodes! Como está ficando tarde! – o Coelho Branco exclamou.

 Alice soltou uma pequena exclamação de pavor. O Coelho Branco se virara e encarara Aice com ar curioso, mas logo se virou e recomeçara a andar apressado.

 – Estou atrasado, estou atrasado! – ele continuava exclamando, agoniado.

 Alice teria pedido para o Coelho a ajudar, mas tamanho vou seu espanto ao ver um Coelho se falar! Por um minuto Alice se perguntou se de fato estava louca. Os joelhos da menina cederam com a ideia. A loucura não era permitida ou falada em sua casa desde que sua mãe fora mandada para o sanatório.

 “E será que de fato sentirão minha falta?”, Alice se perguntou. A menina estava apavorada com a ideia de ficar sozinha naquele lugar obscuro.

 – Espere! – Alice finalmente gritou.

 O Coelho Branco já não estava mais a vista e Alice decidiu que não iria ser fraca a ponto de ficar parada sentindo medo. A menina tomara uma decisão: Alice iria voltar a sua casa e terminar com a vida daquele desgraçado; de um jeito um pouco pior do que ele pretendera que a vida dela acabasse.

 Alice seguiu pelo corredor, tão apressada quanto o Coelho fez antes. “Acho que agora eu poderia cantar e deixar meu pai orgulhoso”, pensou Alice, “Finalmente tenho sobre o quê cantar!”.

 Mas de fato ela não encontrou o Coelho, mas viu-se num salão comprido e baixo, iluminado por uma fileira de lâmpadas penduradas do teto. Havia portas ao redor do salão inteiro e uma mesinha num canto em que havia uma pequena portinha. Como todas as grandes portas estavam trancadas Alice decidiu tentar a pequenininha.

 Alice se agachou e espiou pela fechadura da porta, pois certamente essa era a única porta em que a pequena chave sobre a mesa serviria. A menina espiou o pequeno frasco em cima da mesa. Havia uma pequena etiqueta onde estava escrito claramente: beba-me.

 A menina franziu o cenho; afinal, é difícil imaginar pessoas escrevendo em etiquetas em uma toca de coelho. Alice virou delicadamente o bilhete e espiou o quê estava escrito. “Para passar pela porta”, Alice leu.

 A garota geralmente teria desconfiado de tal coisa, mas devido aos acontecimentos Alice achava que nada podia ficar pior. Ingenuidade da pobre Alice se quer saber.

 Alice deu apenas um gole na garrafa, e se surpreendeu gostando. Era uma espécie de sabor misto de torta de cereja, creme, abacaxi, peru assado, puxa-puxa e torrada quente. O corpo inteiro da menina começou a formigar. “É impressão minha”, pensou Alice, “Ou essa mesa está crescendo?”.

 Com uma exclamação de horror – e Alice se desesperou ao notar que inclusive sua voz estava mais baixa – Alice notou que estava ficando cada vez mais pequenininha. E no final, ora, só sobraram oito centímetros de Alice. A menina chutou o pé da mesa de raiva, mas isso só fez provocar ainda mais dor do que Alice já sentia.

 De repente a menina não aguentou, suas pernas cederam. “E agora?”, pensou Alice, “Como vou voltar para casa com este tamaninho?”.

 Mas a menina notou um bolinho ao pé da mesa e sem nem pensar comeu um pequeno pedacinho dele. Alice começou a crescer novamente, e atingiu a altura de uma criança. “Só espero que eu consiga voltar ao meu tamanho normal depois!”, a menina pensou aflita.

 Desta vez Alice pegou a chave e colocou no chão, antes de encolher de novo. Assim que teve poucos centímetros novamente, Alice enfiou um pouco do bolo no bolso e abriu a porta. A menina se viu em um jardim encantador e que ela julgou ter arvores, flores e cogumelos gigantes.

 Só depois de algum tempo Alice se lembrou de que havia encolhido e foi comendo o bolo pouco a pouco até ter seu tamanho normal de novo.  A menina caminhou pelo jardim se perguntando o que havia além dele, mas como vê ela não teria podido seguir em frente; Alice caiu em uma armadilha.

 A menina esbravejava, com os cabelos loiros roçando o chão. Perto dali olhos verdes a observavam curiosos e uma mão bem-treinada segurava uma adaga. Raphael se aproximava cautelosamente, calculando cada passo.

 – Fique parada – Ele rosnou encostando a adaga no pescoço de Alice, de modo que ela não pudesse vê-lo.

 O sangue de Alice congelou e a menina estava estática. Era a segunda vez naquele dia que estava inutilizada por um homem cujas intensões não eram das melhores, e o medo de Alice da cena anterior se repetir aumentava a cada minuto.



Notas finais do capítulo

Esse foi só um pequeno capítulo, afinal ele é como uma ponte inevitável para os próximos capítulos! Espero que tenham gostado!
xoxo