Learning To Breath escrita por lininhaaa


Capítulo 38
Capítulo 37 - Cada Um Tem O Que Merece...




 

Sasuke não acreditava no que estava vendo. Ela estava viva, bem na sua frente... e o mais importante: estavam juntos.

Conseguiram passar por cima de todas as brigas, discussões e tragédias, e finalmente seriam felizes. O moreno tinha a certeza de que agora nada, nem ninguém iria separá-los.

Ele a encarou com um olhar de ternura e percebeu que ela também o fazia.

- Eu... tô com medo, Sasuke-kun... – murmurou Sakura com os olhos entreabertos. Depois passou seus orbes por todo o quarto, tentando entender o que fazia ali. – Onde e-eu tô?!

- No hospital... – respondeu calmamente. – Não precisa ter medo... Agora está tudo bem, mas você precisa descansar.

Sakura tentou dizer mais alguma coisa, mas Sasuke a interrompeu.

- Vou deixá-la descansar, está bem?! – disse ele acariciando a mão de Sakura.

- Não... – murmurou. – Não quero ficar aqui sozinha...

O médico que estava cuidando de Sakura estava no quarto a poucos minutos e só agora tinha sido notado.

- Sinto muito, senhorita Haruno, mas ele não pode ficar... – pronunciou-se o médico.

Sakura sentia-se fraca e não tinha forças para discutir, por mais que quisesse o moreno ao seu lado.

- Você precisa descansar... – comentou o médico, direcionando seu olhar para o Uchiha. – Preciso que o senhor saia para que eu possa examiná-la.

- Tudo bem... – concordou Sasuke. Depois voltou-se novamente para Sakura que o encarava. – Eu vou estar lá fora... Está tudo bem!

Sasuke apenas deu um beijo casto na testa da rosada e saiu do quarto.

Logo, pôde ver seus pais que pareciam apreensivos.

- Como ela está?! – perguntou Fugaku.

Ele, em resposta apenas deu um sorriso e respondeu:

- Ela acordou... – finalizando com um suspiro de alívio.

- Que bom, Sasuke... – murmurou  Mikoto. Depois, deu um leve cutucão em Fugaku . – Filho... precisamos conversar!

Sasuke pareceu confuso e Fugaku estava com a feição “torcida”.

- O que houve?!

- Nos ligaram da polícia... – começou Fugaku. – Acabaram de prender aquela governanta... Margot, eu acho.

Os olhos do Uchiha menor se arregalaram.

- A Margot?! Mas... – disse ele balançando a cabeça algumas vezes. – Ela...

- Segundo Sai, ela ajudou aquela garota, a Karin, a matar o Fazu! – disse Fugaku.

- Não... é... possível! – murmurou o Uchiha menor.

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Enquanto isso na cadeia...

Karin já estava na cela da prisão, que por sinal não era nada confortável. Era extremamente estreita e o pouco espaço que tinha, tinha que dividir com uma privada, um beliche feito de blocos  cimentados e uma cadeira caindo de velha, além das paredes serem todas rabiscadas e sujas...

E lá estava ela... sozinha, deitada naquela cama desconfortável... Numa cela minúscula! Será mesmo?!

- Ei, ruiva sem graça! – Chamou uma mulher com o dobro do tamanho de Karin. – Saia da minha cama já!

Karin apenas deu uma risada estridente.

- O que você disse, sua velha!? – desafiou Karin. – Quem é v...

Karin não pôde completar a frase, pois sentiu ser preensada na parede pela “velha”, que de velha, não tinha nada.

- O que você disse, sua vadia?! – gritava a mulher rangendo os dentes. – Você é muito das folgada, sabia?! (N/A : Linguagem popular gente! xD)

Karin debateu-se nas mãos da mulher, mas esta tinha uma tremenda força.

- VAMO, MANO! REPETE!

- Me larga! – disse a ruiva empurrando a mulher. Depois arrumou sua roupa, como se o simples toque da mulher a tivesse “contaminado”. – você não passa de uma criminosa pobretona e desdentada!

A mulher virou-se dando as costas, fazendo Karin dar um sorriso. “Eu venci!” pensou ela.

Mal terminou seu pensamento e sentiu suas costas baterem na parede e seu rosto arder.

- Mas que merda! – reclamou Karin ao notar que a senhora havia dado um forte soco na cara da ruiva, a jogando contra a parede.

Na queda, Karin acabou caindo sobre a cadeira e o peso do seu corpo quebrou a mesma, machucando ainda mais as costas da ruiva.

- Briga! Briga! Briga! Briga! – Gritavam loucamente as outras presas, devidamente presas em suas celas.  – Vai Hana!! Acaba com essa vadia! – gritou uma delas!

Karin olhava a cena incrédula. Onde ela tinha ido se meter?!

- OLHA O QUE VOCÊ FEZ, SUA RUIVA DO INFERNO! – Gritava a mulher. – VOCÊ VAI ME PAGÁ!

Na mesma hora, a ruiva arregalou os olhos, principalmente quando percebeu que a mulher vinha descontroladamente por cima dela... Tudo o que ela sentiu foi ser jogada no chão e as dores em todas as partes de seu corpo, devido aos chutes e socos que a presidiária dava na ruiva.

- Já chega disso! Vocês duas! – gritou um guarda aproximando-se da confusão.

Mais dois guardas chegaram e apartaram a briga. Karin precisou ser levada para uma pequena enfermaria no presídio, já que apresentava sinais de hemorragia e estava perdendo a consciência.

....

Passadas algumas horas, Karin acordou numa maca desconfortável. Sentia dores por todo o seu corpo. Tentou levantar-se, mas as dores eram praticamente insuportáveis.

- Finalmente acordou! – disse uma “enfermeira” furiosa. A mulher puxou Karin pelo braço, fazendo-a sair de onde estava deitada. – Vamos, queridinha... vazando daqui!

Logo, Karin foi enxotada da sala, onde foi escoltada por dois policiais até sua cela.

Quando chegou no seu novo “dormitório”, percebeu que havia uma espécie de marmita em cima da cama. Olhou para os lados e percebeu que a presidiária e companheira de cela não estava lá.

- Finalmente paz... – murmurou para si mesma.

Karin realmente estava com muita fome e não exitou de pegar aquela pequena marmita e abri-la. A comida não era a das melhores, pelo contrário: tinha um aspecto horrível e nojento.

- Fazer o que... – Karin deu os ombros. Antes aquilo do que nada, certo?!

Quando a ruiva ia se “deliciar” com sua refeição, alguém para bem à sua frente.

- Ei ei ei... Tá com fome, queridinha!?

A ruiva arregalou os olhos quando deu-se conta que Hana ( a detenta), tinha retornado à cela.

- FIZ UMA PERGUNTA! – gritou Hana

- S-sim... – murmurou a ruiva.

- Mas... essa comida parece um pouco seca, querida! Não quer algo para beber?! – perguntou docemente a mulher...

Karin estranhou a reação da mulher e apenas assentiu com a cabeça. Realmente, a comida parecia uma massa grudenta e seca.

- Ok! Darei um jeito nisso...

Hana fez que procurava um tipo de copo ou algo para colocar água, sendo seguida apenas pelos olhos de Karin

- Que pena... – murmurou a mulher. – Eu dô um jeito nisso... – disse a mulher sorrindo.

Karin percebeu que Hana pegou a marmita de sua mão e sem entender muito, não teve qualquer tipo de reação. De repente, Hana despeja toda a comida na privada imunda da cela e sorri para a ruiva.

- Pronto! Resolvido! – respondeu com um sorriso sínico.

- O que você fez?! Sua idiotaaa! – indagou Karin totalmente histérica. – Sua vagabunda!

- Vamos, gracinha! Hora de papar! – E dizendo isso, Hana puxa Karin e a faz ajoelhar em frente a privada.

O cheiro era horrível. A privada, que provavelmente era branca, estava totalmente marrom devido a falta de limpeza do lugar...

- Me largaa! – gritava a ruiva, sentindo aquele odor horrível. – Soc...

Karin não pôde terminar a frase, porque a mulher havia afundado o rosto da ruiva na água imunda.

- Coma! – ordenou Hana, vendo a garota debater-se. – AGORA!

A ruiva começou a chorar desesperadamente... Nunca tinha sido tão humilhada em toda a sua vida.

Hana puxou Karin pelos cabelos e sussurou no ouvido da mesma:

- É melhor você começar a comer, senão vou ter que te moer na porrada! – Hana afundou novamente o rosto da ruiva na privada. – AGORA COMA!

Sem pestanejar, Karin tomou coragem e abriu de leve a boca, sentindo um gosto horrível invadir sua boca... Ficou um tempo assim, claro que sem engolir nada pois provavelmente não agüentaria. Pouco a pouco, sentiu seus cabelos serem soltos e finalmente percebeu que Hana havia a soltado.

Levantou-se e percebeu que a presidiária a olhava sarcasticamente.

- Seu rostinho tá sujo! – murmurou  a presidiária.

Karin sentiu um ódio tomar conta do seu corpo e sem pensar duas vezes, foi para cima da mulher, que gritava.

Duas carcereiras que estavam passando, viram o tumulto e rapidamente conteram a ruiva, totalmente desorientada.

- Acabou de chegar e já começou com brigas?! – indagou uma das funcionárias. – Temos que dar uma liçãozinha nessa daqui!

- Acho que passar uns dias na solitária, vai fazer bem à ela! Quem sabe ela não acalma os nervos!? – comentou a outra.

- Não! Eu não quero ir... ela começou! – debatia-se Karin. – Me solta!

As súplicas de Karin era em vão e quando menos esperou, estava dentro de um quarto  sem janelas, apenas tendo a fresta da porta para ver a luz.

...

Karin ficou ali por três dias. Não comia, não bebia... Apenas tirava leves cochilos.

Sempre era acordada pelos pequenos animais que habitavam o quarto minúsculo. Ratos! Quando a ruiva descuidava-se alguns filhotes chegavam sorrateiramente e mordiscavam os dedos dos pés da garota.

Aquilo era uma verdadeira tortura para a ruiva, mas cada um tem o que merece!

...

Os três dias tinham se passado e  Karin sentia-se doentia. Tudo porque os seus “companheiros de cela” acabaram por machucar de tal forma seus dedos, que a ruiva desenvolveu uma infecção, porém, ninguém sabia...

- Vamos, queridinha! – disse uma das carcereiras puxando Karin. – Seu castigo acabou! Pode voltar para sua cela!

Ela andava fracamente pelos corredores das celas e ouvia os insultos das outras presas...

Não demorou muito e ela já se encontrava deitada em sua cela, quando Hana apareceu.

- Olha só quem deu as caras!

Karin apenas fechou os olhos... Não tinha forças para discutir, além de sentir-se muito mal.

- O que foi?! Resolveu ficar mais calminha agora?! – comentou Hana. – Eu tenho um remédio muito bom te dar energia...

Hana foi aproximando-se de Karin que na mesma hora, arregalou os olhos e percebeu que a presidiária tinha algumas lâminas de giletes na mão...

- Como você conseguiu isso?! – murmurou a ruiva assustada.

- Eu?! Isso é seu! – Hana aproximou-se da ruiva, parando em frente à ela. Com uma das mãos, puxou o rosto da ruiva e com a outra, enfiou as lâminas na boca de Karin. – Toma!

Karin sentiu sua boca sendo cortada aos poucos pelas lâminas.

- Mastigue! – ordenou a presidiária. – JÁ!

Com lágrimas nos olhos, a garota obedeceu... Sentiu suas vísceras se rasgando aos poucos e uma dor horrivelmente forte no estômago.

De repente, sentiu que alguma coisa voltava pela sua garganta e sem pestanejar, inclinou sua cabeça para o lado, vomitando sangue... e mais sangue!

- Socorrooo! Socorro! – gritava Hana. – Essa garota tentou se matar!

Karin viu tudo girar e a última frase que ouviu foi a de uma carcereira.

- Olha o que essa vadia fez! Vai nos dar o maior trabalho!

....

Karin teve que ser levada para o hospital com urgência. Na noite daquele mesmo dia, Karin não resistiu e morreu no hospital.

Causa do óbito?! Hemorragia interna!

....

Margot, não muito diferente de Karin, também tinha sido presa, só que esta não havia sofrido tanto quanto a ruiva.

Seu destino também não foi diferente dela: Margot morreu com um tiro!

Exatamente na cabeça, assim como Fugaku...

Morreu por um desentendimento bobo de duas presidiárias... Uma delas tinha “contatos” que forneciam drogas e armas para ela, fazendo-a ficar “famosa” na cadeia.

Quem deveria ter morrido era a outra presa, mas na hora, umas das amigas da “devedora”, avançou por cima da “famosa presidiária”, fazendo disparar a arma que a mulher tinha em punho.

Margot que estava próxima da cena, recebeu o tiro fatal, morrendo na hora!

Algumas pessoas merecem  a felicidade...  Outras, apenas plantam o que colhem durante toda a vida...

 

Continua...

 



Notas finais do capítulo

Adivinha quem é?! Siiiim! Sou eu!

*Cri Cri Cri*

¬¬

Ok, ok! Demorei demais na atualização! Peço minhas mais sinceras desculpas... A facul anda tomando a maior parte do meu tempo! Mas o importante é que eu postei! ^^

Aí está o capítulos que as duas V***s recebem seus devidos castigos! Muahaaaa! Não ficou uma coisa muito boaaa.. mas sabe como é, né?! *-* Espero que gostem!

Gente, eu fiquei tãããooo feliz pelos reviews do capítulo anterior! Fiquei emocionada por vcs terem gostado! ^^ Obg aos reviews super carinhosos e incentivadores que vocês me deixaram! T.T

A música do capítulo anterior chama-se Learning To Breath do Switchfoot!

Ahh sim! Um beijão para a erika_watson que recomendou essa fic! ^^ Obg queridaa!

Olhem isso -> 23411 leitores! O.O Caraaaaaambaaaaa!!! Capotei aqui a hora que eu vi esse número! ^^ Obgg genteee!
Agradeço novamente os reviews e as recomendações! Vcs são lindos!
Perdoem a demora! :(
Bom, é isso..
Críticas, sugestões e elogios -> Mande um review e façam uma autora feliz! ^^
Quer recomendar a fic?! Fique a vontade! ^^
Bjoooooo!

Ps.: Quem acompanha minhas outras fics, atualizarei esse fim de semana, ok?! :D