Os Homens De Nossas Vidas escrita por Sansan


Capítulo 7
Um bicho de sete cabeças chamado carência


Notas iniciais do capítulo

Oi galerinha, desculpa ter atrasado um dia para postar, afinal o combinado é quarta ou quinta, porém ontem tive a oportunidade incrível de conhecer a USP, através da FEBRACE. Foi incrível.
Agradeço por estarem acompanhando a história, e espero que gostem desse capítulo, no qual Nina retrata algo que já virou elemento do dia-a-dia feminino.



São Paulo, 15 de março de 2013

Caras leitoras,

Alguma de vocês sabem quem disse que matemática era um bicho de sete cabeças? Se sim, avisem-no que ele errou. Monstruosidade mesmo é um detalhe do dia-a-dia chamado carência, e provavelmente não deve ter nenhuma cabeça, já que vive impedindo que sofre dela de raciocinar, escolhendo o ideal.

Entretanto, não sou uma pessoa com a moral elevada nesse quesito, na verdade, acho que ninguém tem, alguns só tem maior controle do que outros. Quantas vezes ficamos com algum garoto que nem era bonito, nem inteligente, nem engraçado, nem nada, só por carência? Só porque estamos sentindo-nos abandonadas, ignoradas e tristes?

E quando se vai numa festa e todo o lugar tem um casal? Parece que é de propósito, ficam por perto com todo aquele mimimi - O que eu odeio. - se abraçando, trocando beijinhos apaixonados e juras de amor. Pergunto-me se é algo natural, feito inconscientemente, ou pura exibição de felicidade, algo comum no mundo capitalista, nada mais normal que exibir tudo de positivo que sentimos.

O pior momento é quando a carência faz você olhar de forma arrependida para aquele moleque sem graça que você deu um fora, e pensar, por carência, que deveria ter ficado com ele, tentado algo. E quando estamos nesse mar de complicações e o ex-namorado resolve aparecer? Meu Deus, é horrível! Parece que o erro - ou acerto - fica mais possível de ocorrer.

Até as mais duronas passam por esses momentos, indo desde as mais santas até as mais safadas, porque no fim todas as mulheres, de todas as idades, sempre precisam de um pouco de amor, carinho e abraços. Na medida certa, é claro! Sei como é difícil para o mundo masculino entender quando uma mulher quer mais carinho, ou quando quer praticidade, porém uma dica: Vão tentando, uma hora vocês acertarão.

Para concluir, sabemos que sentir-se carente é péssimo. Digo isso por que é como estou me sentindo agora, e como perceberam nas últimas cartas, qualquer garoto que eu ache suficientemente bonito já acaba por me encantar, criando um pouco de ilusão para minha cabeça. Todavia, acredito que esses momentos de solidão, de ouvir músicas tragicamente infelizes fazem a cada mulher mais forte, mais engraçada e poderosa, criando cada vez mais uma potencialidade em nós para lidar com o amor. 

Acho que é isso por hoje, um desabafo, de todos os sentimentos que estão dentro de mim e não conseguem mais se controlar. Só espero que não haja uma acumulação máxima, fazendo-me explodir, porque quando isso acontece, as melhores histórias, contendo as maiores loucuras, nascem.

                                                             Beijos carentes,

                                                                              Nina



Notas finais do capítulo

Bem, por hoje é isso. Algo bobo para uma reflexão fútil.
E outra coisinha, eu não sou de cobrar comentários, mas de vez em quando é bom receber algo, mesmo sendo crítica, por isso, façam um esforcinho e deixem um comentário.
Perguntaram-me o porquê das cartas serem pequenas. Bem, estou seguindo gênero textual de carta, que diz que cartas são mais "comprimidas", seguindo poucas informações, apenas o necessário para a comunicação.
Aguardo os reviews.
Beijos, e até quarta ou quinta.