Felícia escrita por The Phantom Queen


Capítulo 1
Capitulo único


Notas iniciais do capítulo

Inspirada em musicas de Ed Sheeran



Eu acordo não me sentindo muito bem. Além do pesadelo estranho com uma luz branca, umas pessoas em volta de mim, e sangue foi uma semana meio ruim na faculdade; semana de testes. Não que isso mude alguma coisa porque, ao invés de estudar, passei o mês inteiro repetindo e repetindo a quadrilogia do Shrek.

Me olho no espelho e vejo que preciso ir um pouquinho na praia, estou meio pálido, quase meio doente. Escovo os dentes, me penteio me despenteando, caminho até minha arara de roupas e escolho a primeira calça, e uma camisa velha da “The Duffer of St. George” que achei na liquidação há 2 anos atrás. Já moro sozinho a mais ou menos 2 anos e meio quando resolvi fazer faculdade de História, e me mudei do interior para uma quitinete para lá de velha, mas barata e bem localizada.

Desço a escada puída do prédio chegando em um hall meio renascentista. Saio para rua e viro a esquerda. Quando estou a meio caminho me lembro que meu carro está no mecânico. Aquela lata velha que mais estraga do que anda. Então dou meia volta e faço o caminho andando; mexo no bolso da frente da mochila jeans vagabunda de 15 reais.

6h 30min, acho que dá pra tomar um café se eu for pra faculdade andando. Na segunda esquina tem uma cafeteria com bebidas boas e baratas.

Ela está movimentada hoje; umas pessoas bem arrumadas de terno estão sentadas em uma mesa, um bando de jovens da minha idade em outra. Olho pro relógio, 8 :47, já deveria estar na faculdade há 47 minutos. Escuto o sininho avisando que o segundo caixa está aberto e, como seria o próximo, vou até ele.

E então me assusto.

Os olhos dela são verde-oliva, sua pele tão branca quanto a minha; seu cabelo castanho avermelhado caindo pelos ombros, e ela sorri pra mim. Me sinto um pouco tímido na mesma hora.

– Bom dia, senhor. O que o senhor vai querer?

Ela tem a voz doce.

– Senhor?

Percebo que estou paralisado, com cara de idiota olhando para ela, e sinto meu rosto ficando vermelho.

– Ahm, eu quero... eu quero.... – esqueci o nome daquele troço que gosto e sempre bebo, como era mesmo? - CAFÉ! Desculpa, eu quero um café expresso pequeno. Por favor. - digo meio sem graça.

Eu nunca a vi por aqui. Era nova funcionária? Deveria ser.

–Ahm... Eu... Ahm... Eu nunca te vi por aqui. – começo meio sem jeito. - Você é nova?

Ela sorri.

–Sou, comecei ontem.

– Ah.

Ela me entrega o comprovante de pagamento e vou para o outro lado esperar meu café, mas não consigo tirar os olhos dela.

Quando meu pedido chega me sinto mal por ir embora sem dar tchau à ela. Eu sei, é meio estranho.

Chego na faculdade e não consigo me concentrar em nenhuma das aulas, só consigo pensar naqueles olhos verdes.

Quando as aulas finalmente terminam, eu saio e vejo a Victoria no corredor aos beijos com o novo namorado. Terminamos a mais ou menos dois meses e ela nem esperou minhas feridas secarem para estar com outro. Não deu um tempo para mim. Eu a procurei, a chamei e, no fim, afundei meu sangue no álcool. Não quero mais sofrer por ela. Quero alguém que seja minha, que me dê amor como ela, alguém que eu possa abraçar e que deixe sentir o que o beijo dela permite.

Saio decidido. Volto andando para casa por uma boa causa. Paro na porta da cafeteria, tomando um pouco de coragem e entro decidido. Agora já está mais vazio e a vejo no balcão. Vou até lá pisando firme, paro em frente do caixa e, quando ela me vê, vem até mim.

–Pois não, senhor. O que vai querer?

Por um momento penso algo e, sem querer, não consigo deixar que isso fique preso só em meus pensamentos.

– Você.

E nós paramos. Meu rosto fica quente e sinto que estou vermelho como um tomate. Minha vontade é esconder minha cara em qualquer lugar e sair o mais rápido dali.

Ela parece meio confusa, com a sobrancelha franzida e a boca semiaberta.

– Eu quero dizer... Ahm... Você... Você tem café?

Ela abafa um riso.

– Temos, senhor. Qual o senhor vai querer?

– Expresso pequeno.

Eu pago e ela me responde.

– Está faltando dinheiro.

– Coloca na conta que eu passo amanhã e pago.

Ela me olha desconfiada e alguém grita de dentro da cozinha.

– É o Cristiano?

– É. – respondo.

– Pode deixar, Felícia, o Edimar deixa esse mané pagar depois.

– Valeu, Miguel.

Ela me olha e sou hipnotizado por aqueles olhos verde de novo.

– Então... Cristiano né? – diz ela com a caneta, pondo-se a anotar num caderno ao lado do caixa.

– Prazer. Felícia, não é? – e eu estico minha mão para apertar a dela

– Isso.

Ela sorri e aperta minha mão; sinto que estou meio suado, e fico um pouco sem graça.

Eu estou tentando encontrar algo para prosseguir com a conversa quando meu café chega.

– Obrigada, Cristiano. – diz ela entregando-o e sorrindo

Eu o pego e, meio desanimado, vou saindo. Quando vou girar a maçaneta da porta, me lembro da Victoria e de seu namorado. Não. Não mesmo. Vamos lá, garotão.

Então volto e paro em frente à ela, que me olha sem entender direito.

– Olha, eu... Eu iria te chamar para tomar um café, mas... Eu acho que você deve estar meio que de saco cheio de cafés, então... Ahm... Quem sabe, Felícia, você talvez, sem obrigação nenhuma, claro, quem sabe você queira, sei lá, talvez tomar uma cerveja comigo quando sair do trabalho... Quem sabe.

Ela me parece um pouco surpresa, e até um pouco assustada. Depois de um tempo sem resposta me sinto meio arrasado e vou me encaminhando para fora. Um pouco antes de chegar a porta escuto a sua doce voz.

– Eu saio às 19h.

Me viro com o sorriso mais idiota no rosto.

– Às 19h, tá legal... Eu passo aqui às 19h.

Chego em casa em questão de segundos, me olho no espelho. Estou com cara de boboca. E daí?! Ela aceitou!

São 18h 30min e já estou nervoso. Desço as escadas torcendo para parecer ao menos decente, casual, nem muito largado e nem muito arrumado. Esqueci que ela trabalha a 5 minutos da minha casa e chego lá cedo demais. Como não quero entrar muito cedo, pego um maço de Black sabor menta e, em 10 minutos, já fumei 5.

Às 19h me olho no reflexo de vidro, arrumo meu cabelo desarrumando, respiro fundo e entro.

A cafeteria está vazia, Miguel está no caixa e me dirigi um olhar brincalhão.

– Pode parar! – digo.

E ele dá uma gargalhada.

– Ela tá se trocando. Senta ai que ela já vem.

Me sento e olho pela a janela. A noite vem e, assim mesmo, a cidade ainda está agitada.

Ela para do meu lado e quando a vejo meu coração dá um salto.

Felícia usa uma calça jeans, regata branca, e uma jaqueta de couro. Me levanto, um pouco sem graça, e a cumprimento com dois beijos.

– Você está cheirando a menta, e cinzas. - ela comenta.

– Desculpe, é o cigarro. - aperto minhas mãos - Então, vamos?

– Vamos. - ela sorri – Tchau, Miguel. Até amanhã.

– Tchau, docinho. Até. Se você a irritar, Cris, te dou uma surra, escutou?!

Nós rimos, mas no fundo me sinto um pouco apreensivo. Miguel é gigantesco, cheio de cerveja e cigarro. Não duvido que ele me dê uma surra.

Penso em pegar na mão dela, mas acho que pode ser cedo demais. E se ela tirar a mão? Vou perder toda a confiança que acabei ganhando, e não quero estragar a noite.

Chegamos em um barzinho agradável, pergunto se ela quer pegar uma mesa, mas despensa e diz que prefere o bar. Dou uma risada e nos sentamos no seu local de escolha.

Felícia.

Felícia e as horas passam sem perceber.

Felícia é um nome bem diferente. Ela me diz que a mãe deu a ela esse nome em homenagem a Tataravó. Quando vou fumar mais um cigarro ela pega e o joga no chão, diz que detesta o cheiro e pede para eu parar de fumar.

Conta que mora sozinha, mas sempre vai visitar a família, que não mora longe e que adora chá. Eu conto da minha vida, dos meus vícios, da minha ex. E ainda bem que ela acha a Victoria tão cretina quanto eu.

São 3h da manhã, e já não sei direito se tenho uma ou duas mãos direita, Felícia está sorrindo com as bochechas rosadas, tão bêbada quanto eu - e olha que fico muito bêbado. Vamos saindo e o ar da noite está frio como gelo, ela tira o cabelo do ombro em um movimento tão suave que fico hipnotizado.

– Está com frio? - pergunto embolado enquanto vejo ela tremer

Ela diz que sim e passo meu braço em volta dela.

– Seus olhos estão cinza.

– Eles costumam ficar assim quando está frio.

Eu sorrio. Floco de neve. É o apelido mental que dei a Felícia agora.

– Vamos para minha casa. Você mora longe e essa hora o transporte é difícil. Eu durmo no sofá e você na minha cama.

Ela parece meio em dúvida, mas aceita.

Fico um pouco sem graça com a bagunça do meu apartamento, mas ela não liga; na verdade até me ajuda a catar umas coisas largadas, e jogar as caixas vazias de pizza no lixo. Pego-a tentando esconder meus maços de cigarro, mas acho isso tão adorável que finjo que não vi. Esquento uma água para seu banho. Por ser um apartamento meio antiquado tenho um chuveiro na banheira e despejo a água quente nela. Felícia adorou o fato de ter um chuveiro na banheira, e nem ligou quando pedi desculpas por não ter nenhum tipo de sabonete que fizesse bolhas pra ela usar. Anotei mentalmente que poderia ser legal eu comprar um se ela decidisse usar mais essa banheira.

Dou uma toalha “limpa” e vou para sala enquanto ela toma banho. Coloco o DVD do Shrek no aparelho.

– Eu adoro Shrek. - a voz dela fala atrás de mim depois de uns doze minutos de banho.

– Eu também.

– O via todo dia, mas meu DVD quebrou. – diz enquanto se senta do meu lado; o cabelo pingando no sofá.

–Você deveria ter um VHS. Prevenção. – Digo rindo e ignorando as gotas do cabelo dela que pingam em mim.

–Ah tá! – ela gargalha com vontade.

Quando volto do banho está enrolada em um cobertor sentada no sofá ainda assistindo Shrek. Vou até ela e me sento ao seu lado, me enrolando também embora não esteja com frio, e então eu a beijo. E os lábios dela são macios como eu imaginei.

– Pare de fumar. – ela diz quando nos separamos.

Eu dou uma gargalhada.

– Tá, vou tentar parar.

Não sei ao certo quando foi, mas peguei no sono.

Tenho uns sonhos meio estranhos, um barulho alto, uma gente falando, gente vestindo branco.

Acordo com ela sussurrando algo em meu ouvido, e quando abro os olhos vejo a mulher mais linda que já contemplei na vida. Mesmo que ela esteja com a mesma roupa de ontem, e é nessa hora que acredito estar apaixonado.

– Onde vai?

– Trabalhar. Aonde mais eu iria?

Ela me beija e sai.

– Depois volta. – grito um pouco antes dela fechar a porta, e a escuto rir.

Afundo minha cabeça no sofá, e noto que está doendo. A famosa ressaca. Parece que Felícia não teve ou a ignorou completamente. Falto a faculdade hoje, mas isso não me impede de ir ver Felícia na hora em que larga do serviço. Não vamos beber hoje, só a acompanho até o ponto de ônibus.

Fizemos isso por três dias, até que em uma bela noite estou no ônibus com ela à caminho de sua casa. A dela é bem melhor que a minha, não rica, mas aconchegante, mais arrumada.

Ela faz uma xícara de chá para mim que aceito provar e, por fim, acabo gostando. Nos sentamos para ver Shrek, já que levei meu aparelho de DVD para a casa dela. Assistimos umas 12 vezes até cairmos no sono. Tenho aquele sonho estranho de novo, com as pessoas de branco, e elas falam sobre dormir e acordar, o que não faz muito sentido pra mim e vejo um par de olhos verdes bem semelhantes ao de alguém que conheço me fitando e então acordo.

Os cílios de Felícia fazem cócegas em minha bochecha, minha mão pousada em sua cabeça acariciando seus cabelos. Eu já estou acordado há um tempo quando ela acorda.

– Eu acho que deveria tatuar seu nome em mim. - digo sorrido meia hora depois - Perto do mindinho, onde ele vai e toca a junta, até o pulso. O que acha?

– Não.

– Por quê? Vai ficar legal.

– Eu acho que devo cortar meu cabelo. Acima do ombro. O que acha?

– Não. - falo meio indignado - gosto do jeito que você o tira de cima do ombro.

– Então!

E nós rimos.

É fim de semana e a folga dela, vamos à casa dos pais dela para nos conhecermos. Sei que só estamos saindo a uma semana, mas é sem compromisso e vou, apenas, como um amigo dela.

Todos são muito legais, menos seu irmão que sempre me ganha no vídeo game.

Tá legal! Ele é legal mesmo que me ganhe. Eu que sempre fui uma merda em jogos. E, no fim, quase quebrei o jogo do menino tacando o controle longe. Todos riem, inclusive ele.

Quando estamos voltando, ela me pergunta se estarei em casa nesse fim de semana. Digo que sim e me lembro de cancelar os planos de beber com o pessoal.

Felícia.

Ela me faz feliz, bastante feliz. E acho que a amo. Tenho certeza que a amo. E ela me ama também.

Acordo um pouco assustado, no sonho eu estava em uma maca, e pessoas me remendavam, meus pais choravam, e uma moça - que se parecia com alguém que conheço, mas não me lembro - cuidava de mim.

Sexta com folga da Felícia, e ligo para ela marcando de irmos à praia mesmo estando frio.

Caminhamos pela areia úmida e gelada. Acabo pisando em uma pedra, que tem o formato bem parecido de um coração, e a pego pensando em - quem sabe - fazer um pingente de coração.

Voltamos para minha casa e, enquanto ela toma banho - com as bolhas novas que comprei pra ela -, pego um pedaço de fita de cetim e tento fazer um colar com a pedra.

Fica uma merda, como se eu tivesse bêbado, mas enfim, é o melhor que consigo fazer.

Quando ela sai, deitamos em minha cama, um do lado do outro, abraçados como um só. Coloco a minha tentativa de cordão sobre ela. Ele fica exatamente onde deveria estar, o coração diretamente em seu peito. Como se um pedaço de mim fosse um pedaço da praia; Descansando pacificamente.

– Você só precisa respirar para sentir meu coração contra o seu agora. – digo timidamente.

Acho que essa foi a coisa mais romântica que eu já disse para alguém, e ela sabe, pois sorri, e seus olhos sorriem, e seu corpo sorri.

– Eu te amo.

Quando escuto isso é quase como se sentisse um orgasmo.

– Você é linda.

Digo mesmo sabendo que ela nunca vai saber o quanto é linda pra mim.

A abraço, e quando estou adormecendo sussurro “eu te amo”, e escuto ela sorri.

Estou me vendo deitado. Minha mãe chora, e se senta ao meu lado. Ela pede para eu acordar, mas continuo de olhos fechados. Ela some e a moça bonita aparece; meu coração dispara com seus olhos verdes. Ela está ali do meu lado, e cuida de mim; sussurra meu nome e, quando faz isso, meu coração dispara.

Acordo meio assustado. Felícia está em minha cozinha que, desde que ela está comigo - há mais ou menos 3 semanas -, agora tem comida de verdade. Ela faz um café para nós, coloca pães e queijo na mesa e tomamos café antes dela ir trabalhar, e eu estudar.

Saímos e vou com ela até seu serviço. Nos beijamos despedindo-nos e marcando de irmos comer uma pizza naquela noite. Quando ela entra, sigo meu caminho; o dia está lindo, ensolarado, e fresco.

Atravesso o sinal fechado, e ele aparece do nada. Sinto meu osso se partir e levanto a mão para me proteger. Meu pulso bate no capô do carro e ouço um estalo do meu osso, meus pés saem do chão, e sinto uma pontada na lateral da cabeça; Uma onda de choque em meu corpo. O mundo gira e, com um baque horrível, sinto meu rosto arrastar por algo áspero. O gosto de asfalto, sujeira, e sangue entram em minha boca. A dor é tanta que lágrimas escorrem pelo meu rosto; ouço gritos e, então, tudo vai escurecendo.

Bip.

Felícia.

Bip.

Felícia.

Bip.

Abro meus olhos e está tudo tão claro. Por alguns minutos fico cego. Que merda é essa?!

Eu mexo meu braço tentando me levantar, e pegar um copo d’água. E então escuto uma voz doce, uma voz maravilhosa.

– Acho melhor não. Deixa que eu pego para você.

A dona da voz passa por mim, pega o copo e o enche até a metade, virando-se para entregá-lo.

Meu coração dispara quando vejo seus olhos verdes, ela é tão branca quanto eu, seus cabelos castanhos avermelhados caindo sobre o ombro e ela sorri para mim.

Eu pego o copo e bebo um pouco da água.

Tenho uma sensação estranha, como se a conhecesse. Ela se parece com alguém, alguém que não sei quem é. Quase como se fosse em um sonho.

–Você... você...

–Eu. – ela responde meio sem entender.

– O que aconteceu? – pergunto, entregando-a o copo.

– Você sofreu um acidente. Foi atropelado, ficou desacordado por mais ou menos três semanas.

Atropelado. É, agora eu me lembro. Estava indo para a faculdade e vi Victoria, minha ex- namorada, se agarrando com o novo namoradinho. Lembro que me senti um pouco desanimado, e puto; resolvi voltar para casa e dormir. O sinal estava fechado, mas não impediu o cara de virar a esquina e me atropelar.

– Três semanas?! Estou aqui há 3 semanas?

– Sim. Está sentindo muita dor? - me pergunta ao ajustar meu saco de remédio

Eu nego.

– Não se preocupe. - ela sorri quando vê minha preocupação. - Eu tenho cuidado de você.

Eu sorrio.

– Vou avisar à sua família que acordou.

Quando ela está saindo a chamo:

–Espera! Como... Como você se chama? - pergunto sem graça.

Sinto como se estivesse sento injusto com ela, embora também sentisse como se fosse uma pessoa próxima, e conhecida.

Ela parece um pouco desapontada e sorri.

– Ora, você sussurra meu nome dormindo, e quando acorda não se lembra de mim?!

Olhos verdes que ficam cinza no frio, cabelos avermelhados.

– Felícia. – respondo sorrindo, quando finalmente me lembro do nome que ecoava em minha cabeça.

– Cristiano. – ela me responde sorrindo.

Ficamos assim por um tempo e então ela sai.

Felícia.

Felícia.

Felícia. e sei que me apaixonei assim que ela me acordou.