The Girl Of Cutting escrita por Fafa Moraes


Capítulo 61
10 - The Killers Are Back!


Notas iniciais do capítulo

Olá, mortos-vivos! Como vão? Esse capítulo é muito, muito especial pra mim, porque como devem perceber pelo título, ele marca a volta da Ali e do Mike como os criminosos que são, estão ansiosos? Espero que sim!
Boa Leitura!
Link do blog oficial: http://thegirlofcutting.blogspot.com




O que o casal de assassinos mais famoso da atualidade poderia fazer depois de ir ao inferno que é a escola? Nada mais, nada menos do que dar uma entrevista. É ótimo saber que as pessoas e a mídia estão sendo idiotas ao suficiente para repassarem essa imagem de bonzinhos minha e do Mike a diante...Tolos, não? Completamente. É um prazer e tanto saber que não vai demorar muito para podermos voltar à doce vida dos crimes.

Câmeras ajustadas, maquiagem pronta, é hora da entrevista. Como eu me sinto sobre isso? Sentir é realmente uma palavra que eu deixo para casos muito especiais. Ter o controle total de uma situação, e praticamente, o mundo em suas mãos, faz com que eu não pense muito em sentimentos ou no nervosismo que uma pessoa normal, provavelmente, sentiria estando no lugar em que eu e o Mike estávamos nesse momento. Mesmo não sabendo exatamente as perguntas que seriam feitas, as palavras estavam totalmente ensaiadas em minha mente, algo que pareça inocente, bondoso, deixando um toque enigmático com o olhar, que apenas as pessoas que não são manipuladas facilmente podem perceber. Falsa, eu? Apenas jogo o jogo como ele exige ser jogado. Algumas pessoas dizem que a vida é cruel, mas isso, é uma mentira. A vida é um jogo, basta apenas você saber jogá-lo...

O repórter finalmente entrou na sala, sentando-se em uma cadeira entre mim e o Mike e apertando nossas mãos. Não aparentava estar com medo, até mesmo porque não seria nada bom para o programa se até mesmo o repórter aparentasse estar com medo de nós  dois. Porém, ao apertar a mão dele, pude perceber que ele tremia, denunciando medo, ou ao menos, um pouco de nervosismo pelo o que teria que fazer.  Em sã coinsciência, o que esses idiotas têm em mente? Somos criminosos, assassinos, e daí? Para todo o mundo nós mudamos de verdade, certo? O que eles pensam? Que vamos levantar das cadeiras do nada e começar a atirar em todo mundo, sendo que aquilo tudo está sendo gravado? É realmente um desperdício de tempo conviver com esse tipo de gente...Mesmo depois de termos mostrado ser assassinos em série do tipo organizado, que pensam em cada passo antes mesmo de respirar, eles realmente pensam que se não tivermos mudado de verdade, vamos mostrar isso de forma tão clara e repentina? Idiotas. Covardes tem uma capacidade especial de fazer algo impossível parecer uma coisa natural do dia dia.

- Alicia, Mike...É realmente um prazer está aqui com vocês - o repórter disse, sem aparentar nenhum receio, que foi uma atitude digna de respeito, em minha opinião, embora eu ache que ele estava agindo desse modo somente por questões de trabalho. -

- Pra nós também... - Mike disse, segurando minha mão, como o sinal de largada de uma corrida, embora estivesse mais para: "Luz, câmera e ação". -

- Acho que vocês provavelmente devem estar cansados de responder perguntas típicas como "Vocês realmente mudaram?", "Por que fizeram tudo aquilo?", e é exatamente por isso que iremos modificar um pouco esse estilo de pergunta. Queremos dar uma pequena voltinha no passado de vocês, para descobrir as reações de vocês com as investigações sobre a identidade do Assassino X completamente mal sucedidas, sobre os recados deixados à polícia, e sobre o porque de terem se entregado, tudo bem? - o repórter perguntou, meio relutante sobre a nossa reação à pergunta -

- Claro... - respondi, sorrindo brevemente - Vai ser ótimo responder tipos diferentes de pergunta...Até mesmo porque eu não faço mais ideia de como dizer que realmente mudamos de uma forma diferente do que já dissemos, a não ser que eu fale isso em latim. - brinquei, fazendo o policial rir.

E a presa fica exatamente onde a águia deseja...

- Bom, vamos começar com as perguntas...Como vocês conseguiram esconder a identidade do Assassino X por tanto tempo, não deixando nenhum vestígio se quer dos crimes, a não ser os recados propositais? E, aproveitando a deixa, de onde eles surgiram? Vocês tiveram alguma base para fazê-los? Como eram idealizados?

- Para termos conseguido não deixar nenhum vestígio se quer da identidade do Assassino X, tivemos que pensar em cada passo que daríamos antes de executá-lo. Luvas, conhecimento em tecnologia, para hackear computadores que controlam câmeras de segurança...Tudo isso foi necessário. No geral, em um assassinato organizado, é bem mais trabalhoso fazer com que o crime não deixe nenhum vestígio, protegendo sua identidade, do que executar o assassinato em sí. Quanto aos recados, eles eram idealizados totalmente pela Ali... - Mike disse, dando a deixa para que eu prosseguisse -

- Os recados surgiram a partir de uma ideia louca que eu tive, um pouco baseados, inicialmente, nas cartas que o Assassino do Zodíaco enviava para a polícia e para os jornais, provocando todo um impacto na mídia, e era essa a minha intenção inicial. Sim, os recados eram realmente feitos do sangue das vítimas. Eu colocava o sangue em latas de tinta spray, com luvas, obviamente, e os escrevia, usando a mão esquerda para que a caligrafia não fosse identificada. - revelei, de forma calma e tranquila, porém, aparentando um pouco de nervosismo no olhar, por estar revelando isso em um vídeo que seria, futuramente, mostrado na televisão, e visto por milhões de pessoas. Para que serve ser o alvo das câmeras, se não para atuar?

- Acho que isso muda um pouco o ponto de vista das pessoas...- indagou o repórter, parecendo estar pensativo - Falam de assassinos com tanto medo, tanto horror...E na verdade, quando do tipo organizado, como vocês eram, há realmente uma grande genialidade por trás disso tudo, com pessoas totalmente normais de forma psicológica, é um grande mistério... - ele parecia estar cada vez mais fascinado por aquilo que dissemos, como se nos idolatrasse - Prosseguindo com a entrevista, qual era a reação de vocês quando tudo passava na televisão? Os policiais chocados, tentando achar um jeito de explicar tudo o que acontecia, buscando uma forma de encontrar os culpados...Como vocês reagiam?

- Era engraçado. - eu comentei, pensando em como prosseguir - Era engraçado ver todos olhando aquilo horrorizados, procurando por algo que nunca iriam achar. Acho que quando se pensa em um assassino, as pessoas idealizam uma pessoa totalmente macabra, que idolatra o mal, a morte, ou algo do tipo, como alguém que realmente é maligno ou algo do tipo, mas, é tudo bem diferente...Pela minha experiência própria no ramo, toda a parte divertida nisso é ver como as pessoas se assustam, achando que você é um psicopata maluco que quer todas as 7 bilhões de pessoas do mundo mortas, quando na verdade, você é só mais uma pessoa no meio de todas elas, que faz isso meio que por diversão, achando graça na forma como as pessoas se assustam.

Você realmente acha que todos os assassinos organizados já existentes pensam ou pensavam dessa forma?

- Sim...Eu acho que todos, ou ao menos, uma grande maioria via tudo isso como diversão nesse ponto, e não um vício maluco como a maioria das pessoas diria. Pra pensar em algo tão bem planejado, a ponto de não ser descoberto por bastante tempo, ou nunca, você não pode ser um doente mental que faz tudo isso porque acha certo, mas, toda essa falsa fama que os assassinos levam, fazem o trabalho de se fazer parecer como um psicopata alucinado valer a pena.

- Agora, a pergunta pela qual eu estava mais ansioso para ter a resposta: Porque se entregaram?

- A Ali fez isso primeiro, mas, eu não poderia deixar ela se ferrar sozinha, quando eu também participei de tudo. - Mike respondeu, apertando minha mão com mais força, como sinal de união -

- Uma verdadeira prova de amor...Qual foi a causa disso, Alicia?

- Bom, tudo começou com um pequeno joguinho do meu pai e de um velho amigo, mais pra inimigo, da escola. Meu pai queria me colocar fora do mundo dos crimes, provavelmente querendo os holofotes só para os assassinatos dele. Como o Brian me odiava, foi a pessoa certa para ajudar meu pai e mantê-lo informado sobre o que eu fazia quando não estava ocupada roubando, matando, etc...Eles, juntos, eram o Assassino Misterioso, que arrumaram um jeito de colocar minhas amigas e o Mike contra mim, pensando que, dessa forma, eu iria parar com os crimes. Percebendo que mesmo assim eu não parei, eles tentaram me matar, sem êxito, obviamente, e um dia, quando eu estava na floresta, ouvi uma conversa deles, na verdade, um plano que estava sendo bolado para me matar, e digamos que eu acabei os matando primeiro...Eu estava totalmente obcecada para me vingar deles, e tudo aconteceu de forma muito rápida, e no final das contas, eu acabei deixando impressões digitais, por causa de toda a correria. Eu não sou idiota, não queria um jogo de perseguição chato e cansativo, preferi me entregar logo, mas, não sem um grande final, que foi o baile na escola, onde tudo aconteceu.

- Isso quer dizer que se seu pai não tivesse feito o que fez, provavelmente os crimes estariam sendo feitos até agora?

- Sim...- Mike respondeu, enigmático -

- É, mas, foi melhor desse jeito... - completei, com um olhar meio arrependido e baixo, como se estivesse envergonhada por tudo o que fiz-

- Com certeza foi... - o repórter suspirou, retomando o fôlego e continuando - Acho que algo que muitas pessoas querem saber é: Como ocorreu essa mudança na personalidade de vocês?

- Eu...Eu acho que já estava meio cansada disso tudo quando o baile ocorreu, devido à tudo que já estava acontecendo. É claro que eu já mais pensei que essa mudança ocorreria no começo, mas, depois...Depois que eu comecei a ver os comentários que as pessoas faziam sobre mim, eu realmente descobri que queria e precisava mudar, e foi assim que aconteceu. Acho que, uma das pessoas pela qual eu deveria agradecer pela minha mudança é a minha enfermeira na clínica psiquiátrica, a Marta...No começo, ela ficou com medo de mim, é claro, quem não ficaria? Mas, com o passar do tempo, ela foi percebendo que eu não era um monstro sanguinário, e foi se aproximando mais de mim, e isso realmente me ajudou muito, e em fim...Eu amo ela. - eu disse, sorrindo e parecendo estar realmente feliz em ter mudado. Atuar, um ótimo modo para se dar bem. –

- É uma bela história Alicia... - o repórter comentou, me encarando de forma admirada. Uma palavra, seis letras, nenhuma revelação: idiota. - E com você, Mike, como isso aconteceu?

- Não foi muito diferente de como aconteceu com a Ali. Eu estava em um reformatório e até mesmo lá as pessoas tinham medo de mim, e nossa! Isso não é algo normal...Eu fui percebendo isso ao longo do tempo e descobrindo que eu realmente queria mudar. - Mike respondeu, de forma que quase pareceu estar dizendo a verdade para mim, e até pareceria, se eu não soubesse que estávamos mentindo. - 

- Alicia, Mike...Foi realmente ótimo fazer essa entrevista com vocês, tenho certeza que muitas perguntas foram esclarecidas, obrigada. - um chato e comum ritual de despedida foi inicializado, aperto de mãos, agradecimentos, e mais coisas que eu poderia ignorar em um segundo, se não fosse o fato de eu estar sendo a Alicia boazinha que realmente mudou agora. 

XXX

Horas depois, já em casa, eu e o Mike estávamos em uma séria crise de tédio. O que dois psicopatas podem fazer quando não são permitidos a matar? Alguém que não quebra regras eu realmente não posso dizer, mas...Quem disse que eu sou uma garota obediente?

- Eu tenho uma ideia, cafetão... - disse, encarando-o de forma maléfica e maliciosa - 

- Que é...? - ele perguntou, sorrindo de volta, já que sabia que era seria algo um tanto divertido, pela minha expressão. - 

- Que tal uma surpresinha para o Taylor? Ele tem nos ajudado tanto ultimamente...Deveríamos dar um presentinho à ele, você não concorda? - questionei, fazendo uma voz um tanto provocadora, tirando meu canivete da cintura e girando-o em minha mão, deixando bem claro qual era a minha intenção para aquela noite. -

- É uma ideia realmente brilhante, Ali...O Taylor realmente merece.

- É claro! Além disso, eu preciso de um pouco de sangue para me divertir...O que é uma pessoa a menos no mundo? Apenas menos um idiota para destruir a natureza! Estou sendo um verdadeiro anjinho por pensar na mãe natureza! Iremos fazer algo muito ecológico esta noite. - eu sorri inocentemente. Minha mente é realmente algo muito fértil quando se trata de desculpas para fazer algo errado, e também quando se trata de um pouco de atuação. Eu posso ser uma assassina, mas também consigo ser mais inteligente do que muitos idiotas por aí quando quero. 

XXX

- Então, qual é o plano? - Mike perguntou, enquanto eu passava o meu típico batom vermelho-sangue, eu realmente sentia saudade dessa cor, principalmente dela escorrendo por um corte feito pelo meu querido canivete. - 

- Se formos vistos em alguma festa isso pode ser arriscado, então, nada de boate por enquanto. - eu disse, me virando para encará-lo - É simples, saímos daqui, escolhemos uma vítima qualquer, e a diversão começa. 

- Sim...Mas, temos que ter alguns cuidados: sem cortes em formato de X, sem recadinhos, sem nada que possa nos incriminar. - Mike disse, encarnado-me de forma penetrante, como se soubesse que eu era totalmente contra isso, já que esses eram alguns pontos divertidos em matar. - 

- Ok, você está certo. - admiti, suspirando - Nada de Assassino X por enquanto, apenas assassinatos não identificados. Ao menos já é alguma coisa...

- Anime-se, Ali... - Mike chegou cada vez mais perto de mim, sussurrando suas próximas palavras ao pé do meu ouvido - Não vai ser emocionante todo o sangue jorrando dos cortes, todos os gritos de socorro sem serem ouvidos? Todo o tumulto que isso gerará dentro da policia quando o corpo for descoberto? Alguns olhares assustados para nós novamente...O Taylor morrendo de raiva, sem poder dizer nenhuma palavra... - ele deu um chupão no meu pescoço, me exitando. Ele estava certo, mesmo sem as tradicionais marcas registradas do Assassino X, tudo aquilo ainda seria perfeito, como sempre foi. - 

- Você está certo... -respondi, ainda meio êxtasiada pelo chupão - Vamos? Eu mal posso esperar para fazer cortes depois de tanto tempo. 

A escolha da vítima foi algo bem fácil e simples: Quando não se tem um alvo determinado, você passa a perceber que qualquer um vai ter reações tão desejáveis quanto as outras ao perceber que estavam no lugar errado e na hora errada. Porém, alguns pequenos detalhes podem fazer a diferença: pedidos escandalosos de socorro, tentativas de suborno e outras negociações, medo excessivo, orações....Cada pessoa tem uma forma própria de reagir a um assassinato. A minha? Para mim, assassinatos são uma perfeita forma de prazer inigualável. 

A nossa vítima seria uma mulher de cabelos castanhos claros e lisos na altura do ombro, que flertava com alguns homens em uma rua um tanto deserta, talvez tivéssemos que matar os caras que estavam junto com ela, apenas por garantia de segurança (Lê-se: Apenas por puro prazer). 

Abordá-la foi uma tarefa simples e fácil: o Mike simplesmente chegou perto dela, que também começou a flertar com ele. Uma verdadeira puta, eu diria...O segundo passo foi apenas, amordaçá-la, amarrá-la e levá-la para o nosso "covil" secreto: um galpão abandonado no meio do nada. 

- O que vocês querem? - a mulher, que se chamava Clair gritou, assustada. Tão corajosa nas ruas, mas na verdade, tão medrosa e tão fraca...As pessoas precisam medir a coragem, não lidando com pessoas fracas e inúteis, mas sim, lidando com quem realmente pode exercer algum poder sobre elas ou sobre algo consideravelmente importante. - 

- Seu. Sangue. - respondi, com o sorriso mais psicopata já existente. Depois de pouco mais de dois meses sem matar ninguém, autocontrole não era lá a coisa mais importante do mundo, estando em um galpão mais que secreto e com uma vítima perfeita.  

- Olha aqui, eu sei muito bem quem vocês são, e também percebi que vocês estão fingindo ser bonzinhos, e se não me soltarem agora, eu juro que ligo para a policia! - Clair disse, nos ameaçando e pegando com dificuldade o celular em seu bolso, já que estava com o corpo amarrado em uma cadeira. - 

- Oh, céus, que medo da polícia! - Mike ironizou, rindo. - A polícia está nas nossas mãos, querida. 

- Sim...A polícia, o FBI, e agora...Você. - tirei minha arma do coldre e soltei a trava de segurança, mirando para o celular na mão da mulher e apertando o gatilho, fazendo o aparelho se resumir a alguns destroços. - 

- V-você... - Clair parecia estar chocada. Embora eu não tivesse machucado nem um pouco a mão dela, a mulher tremia e chorava, totalmente em pânico. - 

- Sim, eu acabei com o seu celular com um tiro...Sua mão está intacta, queridinha, pare de ser tão medrosa! Porém, você não vai ficar  totalmente intacta por muito tempo. - sorri, mostrando a ela meu canivete, que já estava com a lâmina a mostra, que reluzia por causa da fraca luz que havia no lugar. - Que a volta do caos comece...

- V-vocês são monstros! - a mulher gritou, enquanto observava o canivete, horrorizada - Porque não me soltam? E-eu juro que não conto nada à ninguém! Escolham outra vítima, por favor! - Clair implorava por sua vida, fazendo as lágrimas escorrerem cada vez com mais intensidade. Ela não fazia ideia do que esperava por ela. Reclamando e implorando tanto, antes mesmo do primeiro corte...Qual seria sua reação ao estar em seu último suspiro de vida? Eu realmente não queria esperar muito para ver. -

- Talvez porque com você gritando dessa forma, só deixe tudo mais divertido para nós? - Mike respondeu, questionando - Apenas fique bem quietinha...Não vai doer, só vai ser a pior sensação que você já sentiu em sua vida. Você não precisa ter medo...Somente precisa ficar mais horrorizada do que em qualquer situação de sua vida. Seremos bonzinhos com você, seu sangue não será usado para nenhum recado, você não vai sofrer tanto quanto muitos que já passaram por nossas mãos.

- Ele está certo, Clair...Você tem muita sorte! E então, vamos começar logo com isso, queridinha? Quanto mais rápido começarmos, mais rápido tudo vai terminar e você estará livre de nós, e de todo o resto que te atormenta nesse mundo, não vai ser legal? Embora eu goste de fazer meu trabalho bem direitinho, e bem lentamente, prometo que não será pior do que nada que eu já fiz, tudo bem?

- Seu monstro! - Clair gritava, se remexendo cada vez mais na cadeira, em tentativas mal sucedidas de sair dali -

- Shh, fique quietinha...Não quer assustar o ar, quer? Ninguém irá te ouvir por aqui, meu amor... - Mike disse, com um sorriso maléfico para ela, pegando outro canivete e me encarando, como um sinal de que devíamos começar logo com o nosso trabalho -

- Não vai doer nada, eu prometo... - indaguei, chegando cada vez mais perto de Clair, e fazendo um corte perfeito, grande e profundo em seu rosto, pelo qual o sangue escarlate começou a jorrar docemente. Nunca me senti tão bem em toda a minha vida.

O sangue brotou no corte a partir do momento em que meu canivete afiado encostou na pele de Clair, e foi uma das melhores sensações - se não a melhor - que eu poderia ter em minha vida. Eu me sentia viva novamente, me sentia mais forte, mais feliz...Eu me sentia novamente no meu lugar, porque é isso que eu sou: uma assassina. O sangue continuava a jorrar, de forma prazerosa para mim e para o Mike, e de forma aterrorizante para Clair, que gritava de dor, pedindo socorro. A cada grito, ela percebia que o fluxo de sangue só aumentava, então, tentou se conter, mas não com muito sucesso. Antes mesmo que ela pudesse se dar conta, o vermelho escarlate do sangue estava tomando conta de seu rosto, e eu só sabia de uma coisa: eu queria aquilo, cada vez mais.



Notas finais do capítulo

Reviews ou eu farei vocês perceberem que o que a Alicia e o Mike já fizeram até agora em todos os seus crimes juntos não é nada comparado ao que eu posso, quero e vou fazer com vocês, queridos leitores, se não me derem reviews?
Lady Suicide ♥



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