The Girl Of Cutting escrita por Fafa Moraes


Capítulo 59
8 - Back To Hell


Notas iniciais do capítulo

Hey, seres que estão lendo isso! Se é que tem alguém que ainda lê isso...
Eu sei que era pra eu ter postado essa p*rra de capítulo á umas três semanas, mas, eu estava muito, muito, muito desanimada com a história...Porque?! Porque vocês não comentam essa merda!
Antes eu tinha uns 3 ou 4 comentários por capítulo, e só tive um no capítulo anterior...Porque?! Eu preciso de comentários, caralh*! Vocês não fazem ideia do quanto um comentário pode animar um escritor a escrever...
Então, temos uma nova lei: No mínimo dois comentários por capítulo ou eu paro de postar, vocês decidem..E quem perde são vocês, eu não vou parar de escrever, só não vou postar aqui.
Agora vamos logo á essa merda de capítulo, mortos-vivos! Boa Leitura.
Link do blog oficial: Http://thegirlofcutting.blogspot.com




Dois dias depois e tudo estava ocorrendo perfeitamente como o esperado: a entrevista havia ocasionado uma enorme repercussão, ela estava presente em revistas, jornais e até mesmo na televisão, todos comentavam sobre a minha volta e a do Mike, alguns com medo, outros achando que tínhamos realmente mudado de verdade: "Eles realmente mudaram, disseram isso na entrevista, ninguém precisa ficar preocupado". Tão, tão tolos...Como se os dois maiores criminosos que o mundo já teve fossem mudar assim, em um piscar de olhos, da noite para o dia; de qualquer forma, seria muito divertido brincar de ser boazinha por um tempo, enquanto na verdade, longe dos holofotes eu seria pior do que nunca.

Dois dias, repercussões incríveis e boas notícias vindas do Taylor; como tudo estava saindo de forma totalmente perfeita, finalmente poderíamos voltar a uma vida praticamente normal, e com isso eu estou incluindo a escola. Não que eu realmente acho isso bom, mas, um lugar cheio de pessoas totalmente assustadas e confusas é algo bem legal depois de dois meses trancafiada em uma releitura moderna do inferno, e também, eu queria falar com a Belly e com a Ashley, o que ainda não havia sido possível por causa de tudo que estava acontecendo.

Finalmente eu e o Mike iríamos sair de casa e voltar a viver em sociedade, e começaríamos indo á escola, como dois adolescentes normais. Obviamente, o Taylor quis ressaltar algumas coisas para nós antes de nos levar até a escola, sim, no levar: por mais ridículo que isso fosse, seria preciso, e embora odiasse isso, eu entendia o porque: Mesmo tendo sido soltos, nós ainda tínhamos uma ficha criminal histórica, e reconquistar nossa liberdade total ia exigir um pouco mais de tempo, e com um pouco mais eu quero dizer um tempo mínimo; eu sei conseguir tudo que eu quero no tempo que eu quero sem fazer esforço algum, não iria ficar a mercê da boa vontade do Taylor e de outras sei lá quantas pessoas, porém, eu sei como esse jogo funciona, antes de mostrar o seu truque você precisa que todos confiem em você a ponto de não acharem que seria capaz de trapacear...

– Eu consegui o que vocês queriam, esse é o início da vida "normal" de vocês, porém, terão que colaborar um pouco, como já devem ter percebido... - Taylor começou a falar, olhando diretamente para mim e para o Mike, que estávamos um ao lado do outro, embora eu tivesse quase certeza de que ele me encarava mais fixamente do que a ele - Vocês vão para a escola, onde as amigas de vocês estudam, como haviam me pedido; provavelmente as pessoas irão fazer perguntas, a entrevista que vocês deram não nega: vocês mudaram, são pessoas diferentes agora, cidadãos americanos como qualquer outros, não mais assassinos em série, o que quer dizer que vocês tem que ser ao menos um pouco educados. Respondam todas as perguntas, se acharem que não devem dizer algo que lhes foi perguntado digam que é algo um tanto pessoal de mais. Nada de ironia, sarcasmo ou ameaças, entendido, Alicia?

– Ei, o recado também é pra ele - disse, apontando para o Mike - porque o meu nome foi citado no final?

– Alicia! - Taylor me repreendeu -

– Ok, eu não vou fazer nada disso, Taylor, eu sei me comportar, ok? Apenas não gosto de fazer isso freqüentemente, mas, hoje eu serei um anjo.

– Caído. - Mike disse, me encarando com um sorriso sensual no rosto -

– Caído, mas, mesmo assim um anjo...Eu nunca defini o meu status, cafetão... - respondi, beijando seus lábios de forma suave - E então, podemos ir ou vamos ter que ouvir mais meia hora de um discurso totalmente inútil sobre como devemos ser bonzinhos por um tempo? Lembre-se Taylor, você está em minhas mãos, então já sabe qual resposta deve sair de seus lábios. - disse, sorrindo maliciosa e um tanto provocadora -

– Ok, vamos.

– - -

Assim que chegamos á escola todos os olhares se direcionaram á nós como já era de se esperar, porém, ao invés da postura imponente e ameaçadora de sempre, eu e o Mike agimos de forma um tanto mais preocupada com aquilo tudo, como se realmente ficassemos incomodados com isso, o que fez ele passar um dos braços em volta de mim, me protegendo. Uma palavra para descrever isso? Encenação. Foi o que o Taylor pediu e foi o que ele teve; qualquer um pode ter certeza: se virem Alicia Montgomery sendo uma boa pessoa é pura atuação.

Nas aulas, correu tudo perfeitamente bem, embora uma hora ou outra fossem ouvidos alguns sussurros sobre a nossa volta. Nas primeiras três aulas antes do intervalo, a única coisa que me incomodou foi o fato de eu e o Mike termos que sentar nas primeiras carteiras da sala e em lados opostos, por questão de segurança obviamente. Na mente dos que pensaram nisso, era mais difícil cometermos algum tipo de atentado terrorista estando perto dos professores e longe um do outro, porém, isso só tornava o nosso fingimento um tanto mais difícil, pois todos a nossa volta comentavam livremente sobre nós e sem um ao outro para nos proteger tínhamos que parecer frágeis e levemente incomodados com os pequenos comentários, enquanto a nossa real vontade era cravar um canivete no pescoço de cada pessoa para que calassem a boca.

Ás vezes eu olhava para a Belly e a Ashley, que estavam sentadas no fundo da sala, conversando entre sí, provavelmente se perguntando se eu e o Mike realmente havíamos mudado, e quando elas notavam o meu olhar sobre elas eu sorria levemente, não de forma maliciosa, masoquista ou sádica como de costume, mas, sim de forma fofa, doce e até um tanto inocente, o que sem dúvidas as deixavam mais confusas ainda; finalmente o sinal anunciando o intervalo tocou.


O refeitório estava totalmente lotado, desde longe ouviam-se as vozes dos alunos conversando como se a vida deles dependesse disso, porém, assim que eu e o Mike adentramos o local, tudo parou; todos ficaram completamente calados, o que denunciava que o assunto do momento era justamente a nossa volta. O que fizemos? Apenas fingimos, fingimos como se fosse a única coisa que soubéssemos fazer, e obviamente, os idiotas caíram na armação. Eu fiz a expressão mais atormentada que consegui, como se eu quisesse fugir imediatamente dali, como se os olhares deles e os sussurros baixos sobre nós realmente me incomodassem, o Mike, em seu papel de namorado protetor que quer consolar a namorada preocupada sussurrou no meu ouvido um: "Vai ficar tudo bem...Se você quiser podemos sair daqui..." de forma não tão secreta e depois, em um sussurro quase inaudível ele completou: "Podemos sair daqui, beber vodka, fumar quantos cigarros pudermos, explodir a casa branca e transar como se fosse a ultima coisa que fizéssemos na vida.." eu segurei a mão dele com força, como se respondesse a sua tentadora proposta, porém, nós dois sabíamos que não podíamos fazer isso, não agora e não ainda.

Assim que todo o alvoroço da nossa entrada acabou, eu pude avistar a Belly em uma das ultimas mesas do refeitório, fazendo sinal para que fossemos nos sentar com ela, eu dei um sorriso fofo e fomos até lá.

– Então, vocês estão de volta... - ela disse, em um tom que me pareceu meio enigmático...Não, imagina, não estamos de volta, eu ainda estou trancada em uma clínica psiquiátrica me controlando para não cortar o pescoço de alguém com a primeira coisa afiada que eu achar e o que você está vendo aqui são clones meus e do Mike, somos tão famosos que nossos fãs fazem sósia também!Ou seriamos hologramas? É, estamos de volta.

– Sim, estamos. - O Mike respondeu, parecendo mais simpático e amigável do que eu achei que poderia -

– Pelo visto aquele vídeo que você mandou pra mim e para a Ashley teve um bom resultado, Alicia. - Belly sorriu -

– Não, não teve, Belly. - O jogo da vez não era parecer boazinha? Porque não fingir um pouquinho até mesmo para aliados? Um pouquinho de atuação por alguns segundos não faz mal a ninguém...-

– Como assim não teve? Vocês dois estão aqui e não trancafiados sei lá onde!

– Sim, eu sei disso, Belly, mas, depois de pensar bastante sobre isso eu cheguei a conclusão de que não valia a pena...Estragar a vida de uma pessoa só por isso, não, não seria algo nada justo, e eu realmente me sinto muito arrependida do que fiz, foi tudo tão horrível...Ás vezes eu ainda tenho pesadelos com isso, odeio pensar que um dia eu tenha sido esse m-monstro. - A Belly parecia surpresa, não esperava nem um pouco ouvir isso da minha boca, então demorou um pouco até conseguir falar algo... -

– Ali...Você está querendo dizer que vocês dois...Mudaram de verdade?

– Sim. - Mike disse, entrando no jogo e segurando minha mão, mostrando á mim que também brincaria um pouquinho e á Belly que concordava comigo sobre tudo - Nós realmente mudamos, Belly, não queremos mais saber mais das coisas da nossa antiga vida, somos novas pessoas agora, sem drogas, sem cigarros, sem álcool e sem dúvidas sem crimes, aprendemos a lição.

– É...E se você não quiser mais ser nossa amiga por isso vamos entender perfeitamente... - eu disse, com um sorriso fraco e tímido no rosto, como se implorasse a ela que nossa amizade continuasse como antes. E então, onde está o meu Oscar? -

– Não...Não é nada disso, é que...Eu acho que não esperava que vocês estivessem mudados de verdade...

– Ah, tudo bem...Eu só quero que você saiba que mesmo que tenhamos mudados podemos continuar sendo amigos como éramos antes de tudo isso acontecer e que eu realmente espero que você e a Ashley nos aceitem agora da mesma forma como antes e... - enquanto eu fazia o meu discurso falso e encantadoramente irritante eu e o Mike nos entreolhamos como se disséssemos um ao outro que já estava na hora de dizer toda a verdade, porém, de uma forma mais...Divertida. Então, como a Belly estava concentrada de mais em tudo que eu falava o Mike aproveitou para abrir a mochila dela, que estava pendurada na cadeira e pegar a carteira de lá de dentro, e quando ele terminou de fazer isso, eu finalmente parei de falar. -

– Ei, Belly... - Mike disse, chamando a atenção dela imediatamente - Olha o que eu tenho aqui... - ele começou a girar a carteira entre os dedos -

– Isso é...M-minha carteira? - Belly parecia estar totalmente confusa -

– É o que parece.

– Mas...

– Eu acabei de pegar... - Mike falou, com um sorriso totalmente maléfico, sádico e sensual no rosto, que me deu vontade de ir pra cima dele, beijá-lo ferozmente e transar alí mesmo, no refeitório na frente de todo mundo. -

Enquanto os dois ficavam com aquela conversinha eu aproveitei para pegar um cigarro, acendê-lo, pegar um saquinho com comprimidos de metanfetamina e meu canivete, largando tudo em cima da mesa e tragando o cigarro vagarosamente...

– Mas, vocês tinham dito que... - A Belly se calou a partir do momento em que se virou para mim e se deparou com as coisas em cima da mesa e o meu velho sorriso sádico e maléfico de sempre; eu estava com os pés em cima da mesa, dando á aquilo tudo um ar muito mais imponente -

– O que foi, cabelo sangrento? Você não achava que tivéssemos mudado de verdade, achava? Nós nunca vamos mudar, Belly...E estamos ficando cada vez piores. - eu disse, dessa vez com a minha verdadeira personalidade maléfica, fazendo-a abrir um sorriso -

– Eu fico feliz que vocês não tenham mudado de verdade...Qual é, os maiores criminosos que o mundo já teve sendo santinhos? Que graça isso teria?!

– Exatamente! Continuamos os mesmos de sempre... - Mike disse, ainda sorrindo - E a propósito...Toma sua carteira, se eu quisesse dinheiro teria assaltado um banco não roubado a carteira de uma adolescente. - ele jogou a carteira em cima da mesa -

– E então...Onde está a Ashley? - perguntei, tirando os pés de cima da mesa e pegando um dos comprimidos de metanfetamina -

– Na Europa com a mãe. - Belly respondeu, revirando os olhos - Na verdade, ela me disse que volta amanhã...E depois de saber que vocês voltaram ela provavelmente está ansiosa pra voltar.

– Europa, totalmente típico de Ashley Sparks...Ela ansiosa para voltar e a mãe dela sem dúvidas tentando convencê-la a ficar por lá, já que não quer sua aparentemente inocente filhinha metida com criminosos...Opa, eu quis dizer ex-criminosos... - sorri, fazendo cara de santinha -

– Eu acho que se vocês desistirem do mundo dos crimes já tem um ótimo futuro como atores...E, falando nisso...Vocês não deveriam estar fingindo? Tem um bando de gente aqui e estamos com cigarros, drogas e um canivete em cima da mesa, e pelo o que eu sei vocês tem que se fingir de arrependidos para o resto do mundo...

– Belly; estamos na mesa mais escondida do refeitório, eles provavelmente estão ocupados de mais fofocando pra notar algo e depois, eu tenho um canivete, com o mínimo de bom senso eles não vão nem ao menos dizer que viram essas coisas, e se eu souber que alguém disse a minha ficha criminal vai aumentar e eu tenho certeza que eles sabem disso....Eu tenho o chefe do FBI nas minhas mãos, relaxa e pega um comprimido. - eu disse, seguindo meu próprio conselho e colocando três comprimidos de uma vez na boca -

– Já que você insiste...

XXX

Três irritantes e torturantes aulas depois, estávamos finalmente livres do inferno que se chama "escola" por hora. Não posso dizer que o dia foi de todo ruim, já que qualquer dia com um pouco de álcool ou metanfetamina no meio pode ser considerado um paraíso depois daquela tortura que foi ficar dois meses em uma clínica psiquiátrica; mas, a parte mais divertida do dia foi a aula de história, não porque eu gosto de história, embora eu goste, mas, porque o professor é totalmente medroso e idiota.

Mesmo sabendo que eu e o Mike havíamos voltado a bastante tempo, ele quase teve que ser arrastado para entrar na sala de aula, chegando meia hora mais tarde e ainda tendo uma conversa de dez minutos com o diretor na frente da turma sobre "Como poderíamos ficar sem aula de história por um dia e como isso faria bem para a nossa mente.", confesso que quase comecei a rir no meio da sala de aula, e foi bem obvio o porque do professor não querer dar aula, o que me fez ganhar alguns pontinhos com os meus queridos - lê-se: odiados - colegas de turma. Como alguém pode não me amar? Eu vivo fazendo todos perderem aula e fazendo-os parecer adolescentes totalmente santinhos perto de mim...Eu sou um verdadeiro anjo para os adolescentes de Los Angeles, ou ao menos, deveria ser, se eu não os matasse...

– E então, como pretendem fazer uma volta triunfal no mundo dos crimes? - Belly perguntou, enquanto andávamos pelos corredores da escola em direção a saída. -

– Ainda não decidimos, mas, sem dúvidas será algo muito, muito brutal. - Mike respondeu, olhando discretamente para mim, como se me perguntasse se eu tinha alguma idéia para a resposta -

– Mais brutal que antes?

– Total e completamente mais brutal, cabelo sangrento... - respondi, sorrindo, já com uma idéia em mente -

– Sem querer parecer idiota, mas, já parecendo...Isso é possível?- ela perguntou, fazendo a mim e ao Mike rir. Belly, Belly, Belly...Ainda tão inocente, mesmo sendo tão rebelde; mal sabe que o que fizemos até agora ainda não chegou nem a metade do que podemos ser.... -

– Totalmente possível, B... - respondi, encarando-a de forma enigmática - Você sabe, existem mais criminosos em Los Angeles, mesmo que nós sejamos o centro das atenções. Enquanto eu e o Mike estávamos, hmm... Detidos, houveram outros crimes, outros assassinatos, nada que se compare ao nosso caos completo, mas, sim, houveram. Os policiais, tentando manter os cidadãos mais calmos e uma época mais pacífica depois de tudo que aconteceu graças a nós, não quiseram que nenhuma dessas informações fossem divulgadas, por isso ninguém sabe de nada.

– E...?

– E que graças aos criminosos amadores poderemos voltar à uma era totalmente caótica sem nenhuma suspeita...Sem nenhuma suspeita realmente importante, ao menos. E daí que os cidadãos comuns vão achar que fomos nós que cometemos os crimes e os assassinatos? A policia sabe que não somos os únicos que não andam ao lado da lei, e com o Taylor nas nossas mãos, eu duvido que algo seja divulgado... - respondi, sorrindo ao pensar em corpos totalmente mutilados e banhados em sangue -

– A não ser que peçamos para que isso aconteça...Não é só no Halloween que se brinca de assustar as pessoas. - Mike completou, olhando para mim com um sorriso tão maléfico e sádico quanto o meu.-

– Posso fazer uma pergunta? - Belly disse, parecendo estar totalmente fascinada com o nosso plano perfeitamente calculado -

– É claro que pode, cabelo sangrento... - respondi, encarando-a. -

– Todo psicopata e todo serial killer é totalmente genial a esse ponto? - eu ri, como se achasse graça daquele elogio indireto -

– Não...Há alguns idiotas que acham que simplesmente podem imitar grandes mestres dos crimes como nós dois ou o Assassino do Zodíaco e acabam se fodendo por não serem espertos o suficiente...Outros são apenas psicopatas retardados que viram serial killers do tipo não organizado que não fazem a mínima questão de manter as aparências e...

– Também acabam se fodendo? - ela me interrompeu, completando exatamente com o que eu iria dizer -

– Exatamente. - Mike disse, dando de ombros. -

– Posso fazer outra pergunta idiota? - ela perguntou, entendendo a resposta pelo meu olhar - Ok, quem é o "Assassino do Zodiaco?"

– Você 'tá' de brincadeira, né?- Mike perguntou, meio espantado, assim como eu -

– Éh...Não. - ela respondeu, parecendo confusa, o que prova que mais uma vez eu estou certa...Tão inocente, tão ingênua...

– O assassino do Zodíaco é apenas o meu ídolo, Belly, e um dos assassinos mais fodas que o mundo já teve...Depois de mim e do Mike, obviamente...

– Não é que até você tem um ídolo? - ela sorriu - Me conte mais sobre o Assassino do Zodíaco...

– Ok...Esse nome, “Zodíaco”, foi ele mesmo quem se deu, em uma das várias cartas que mandou a jornais, que me inspiraram nos meus lindos recadinhos sangrentos á policia. Ele confirmou ter matado mais de 30 pessoas, e mandou uma carta para a policia confessando ter matado uma pessoa e dizendo qual talvez fosse sua próxima vítima, e nessa carta ele disse a frase: "Eu não sou louco, sou insano." que é quase uma filosofia de vida pra mim. Depois, em outras cartas, ele assinou com um símbolo, algo como a junção do número "3" e a letra "Z". E pra você ter uma idéia, ele era tão cara de pau que ele mesmo ligava para a polícia para comunicar sobre os assassinatos. No final do mês de julho de 69, três jornais receberam uma carta. Ela vinha assinada por um símbolo, um círculo cortado por duas retas perpendiculares, como se fosse um alvo, e nelas ele assumia vários outros crimes. Ameaçava que, se não fossem publicadas no dia seguinte, muitas outras mortes ocorreriam. Além disto, traziam cada carta destas, uma parte de uma escrita em código. Segundo o autor, neste código estava a sua identidade. Porém, na verdade, a identidade dele não estava lá. O que estava escrito na carta com os códigos era algo do tipo: “Eu gosto de matar pessoas porque é muito divertido. É mais divertido que matar na em caça na floresta porque o é o mais perigoso animal de todos. (…) É melhor que transar com uma garota. A melhor parte é esta: quando eu morrer, renascerei no paraíso e todos os que eu matei serão meus escravos. Não darei a minha identidade porque se não vocês tentaram parar a minha coleta de escravos (…)”, o que faz o cara ser mais foda ainda. Provavelmente metade da população mundial achava ele um total pirado, mas, pelo o que eu sei sobre assassinos estudando minha própria mente, o Assassino do Zodiaco era só um cara que gostava de matar pessoas, e achou um meio disso ficar mais divertido, mandando cartas caóticas para a policia e para jornais como se ele fosse algum tipo de psicopata louco querendo criar um exército de mortos para serem seus escravos. Provavelmente ele ria tanto da reação das pessoas quanto eu... - eu disse, rindo. O Assassino do Zodíaco realmente é meu ídolo, e, pra falar a verdade, se eu já fosse viva naquela época, não me importaria nem um pouco de ser morta por ele e ser uma de seus escravos. -

– Ok, Ali...Você me convenceu, esse cara era foda. - Belly disse, sorrindo. -

– É, eu disse.

Havíamos chegado ao estacionamento, onde o carro da Belly e o nosso carro estavam.

– Ei...O Taylor não tinha vindo trazer vocês? - Belly perguntou, confusa. -

– Sim. Mas, ele é o "poderoso chefão" do FBI, tem mais o que fazer do que ficar vigiando a gente, e ele morre de medo da Ali. - Mike disse, dando de ombros. -

– E pode apostar que eu não uso nem um pouquinho esse medo contra ele... - disse, sorrindo maliciosa. -

– Imagino. - ela respondeu, sorrindo de volta - E então...Vocês vão sair hoje? - Belly parecia estar com um pouco de vergonha de perguntar isso. No geral, eu e o Mike é que incentivávamos a Ashley e a Belly a ir para boates; eu sabia que elas continuavam fazendo isso sem nós dois, mas, acho que a Belly não era muito fã de fazer isso sozinha, e como a Ashley estava viajando...Nós éramos as únicas opções. -

– Infelizmente não... - respondi, suspirando - Eu poderia forçar o Taylor a nos deixar fazê-lo, mas, sei que por enquanto temos que manter um pouco mais as aparências, então ainda não é muito adequado fazermos isso...Mas, mesmo assim, podemos fazer algo juntos se você quiser... - sorri, fazendo-a parecer um pouco mais aliviada -

– Tipo o que? - ela perguntou, meio tímida -

– Jogar o jogo do copo e perguntar para a Jess como é o inferno?- Mike sugeriu, rindo e nos induzindo a fazer o mesmo. -

– Não é má ideia... - eu disse, ainda sorrindo. -

– Eu adoraria, mas...

– Mas, seus pais te matariam se soubessem que você está com a gente e prefere esperar virarmos verdadeiros anjos para o resto do mundo antes disso? - Não, eu não sou vidente, apenas tenho uma grande intuição que é praticamente perfeita. -

– Exatamente. - ela assentiu, ainda meio tímida. -

– Ok. Agora, temos que ir...Não podemos violar o toque de recolher dos anjinhos da lei. - Mike brincou, fazendo-nos rir novamente.-

Entramos no carro e fomos para casa, ainda sendo observados com olhares assustados e reprovadores.



Notas finais do capítulo

Reviews ou eu e uma linda assassina chamada Alicia Montgomery vamos fazer uma visitinha até a casa de vocês e provocar belos e sangrentos cortes em vocês para que gritem de dor da forma mais horrenda até a vida se esvair de seus belos corpos?
♥ Lady Suicide ♥



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