The Girl Of Cutting escrita por Fafa Moraes


Capítulo 58
7 - Masters in Practice of Game


Notas iniciais do capítulo

Olá, mortos-vivos! Sei que era pra eu ter postado na semana passada, mas, não pude, porque tenho outra fanfic, então, resolvi que vou postar semana sim, semana não, postando cada semana uma das fanfics, ok?
Vamos logo a essa droga de capítulo!
Link do blog Oficial: http://thegirlofcutting.blogspot.com




No dia seguinte, finalmente iríamos voltar para L.A. e tudo começaria de novo, só que, obviamente, de uma forma pior, bem pior. Mas, a noite não havia deixado nada á desejar, nem um pouquinho...Sabe qual é a melhor parte do sexo? Orgasmos, e, pois é, a noite realmente tinha sido perfeita, tudo que a garota mais sadista do mundo poderia desejar...

- Olá, Mike, é bom revê-lo. - Taylor disse, ao ver o Mike, que estava parado ao meu lado - Alicia.-a voz dele ao pronunciar meu nome foi bem mais fria, o que me deu um ótimo motivo para arrancar a cabeça dele fora do corpo, mas, não, eu não fiz isso. -

- Eu diria o mesmo, Taylor, mas, seria mentira.  - Mike respondeu, totalmente frio, sem dúvidas ele havia notado a forma como o filho da puta do Taylor havia se referido a mim, e ,bom, assim como eu ele sabe perfeitamente como jogar... -

- Olá, querido Taylor, acho que você se esqueceu de como eu devo ser tratada, certo? - me aproximei dele, cada vez mais provocante - Será que eu vou ser obrigada a lhe ensinar como parar de respirar?

- Sem dúvidas não, Alicia. - ele ainda foi frio, mas, tinha entendido o recado, ainda bem, porque ele me irrita. Tipo, muito. Tipo, pra caralho mesmo. Odeio o modo ridículo  como ele somente age como eu quero depois de uma ameaça, como ele insiste em dar as regras, que droga! Não é porque ele é o chefe metido a besta do FBI que pode me tratar assim, e, algo me diz que ele também não acredita nas minhas ameaças, o que me deixa mais irritada ainda...Vai ser uma pena para ele quando eu não precisar mais de seus serviços, quando eu estou com raiva o meu canivete perfura muito mais fundo e de forma muito mais cruel e dolorosa...

- Ótimo. E, espero que eu não precise repetir isso nem mais uma vez...

- Não vai precisar. Agora entrem no carro, acho que estão querendo voltar logo para Los Angeles tanto quanto eu. - dei de ombros e entrei no carro, fui no banco de trás junto com o Mike, e, antes que perguntem, não, eu não transei com ele lá, eca. Mesmo assim, eu estava separada dele a dois meses, precisava ficar o mais perto dele possível. -

O aeroporto era meio longe, então, eu aproveitei esse tempo para fazer um pequeno teste com o Taylor, mesmo eu tendo a situação sob controle,  estava perfeitamente ciente de que ele poderia ser uma caixinha de surpresas, afinal, ele é o chefe do FBI, e, sim, eu sei que pareço bipolar dizendo isso: uma hora eu digo que mesmo sendo chefe do FBI pra mim ele ainda é um idiota e depois falo que ele é o chefe do FBI como algo realmente grandioso, mas, foda-se. Pra mim ele ser chefe do FBI não é grande coisa, mas, o FBI pode até ser, ou ao menos o que eles podem fazer....Eu não sei o que ele fez enquanto eu estava no reformatório com o Mike, nada além do fato dele ter comprado bebidas e cigarros pra nós dois, mas, ele teve tempo suficiente de planejar algum tipo de emboscada, e, eu tinha que saber se ele realmente tinha feito isso ou se eu não precisaria colocar a lâmina do meu canivete em evidência...

- E então, Taylor...O que você fez essa noite? - qual é, vocês em sã consciência não esperavam que eu ficasse de rodeios, esperavam? Eu sou Alicia Montgomery, não tenho medo de absolutamente nada, então porque não ir logo direto ao ponto? -

- O que você mandou, Alicia. Comprei o que você disse e cuidei de coisas para que tudo continue como antes... - ele fez uma pequena pausa - A propósito, as coisas estão aí atrás, mas, tenho certeza que vocês estavam ocupados de mais se beijando para perceber isso.

- Nossa, eu realmente não tinha percebido. - falei, com uma voz incrivelmente doce - Qual parte do “antes”? - agora eu já estava muito mais ardilosa, minha voz era afiada como uma faca, não medi esforços para não parecer desconfiada, porque, dã, eu realmente estava desconfiada, e, não tenho medo do Taylor, ele é só mais um babaca...Com um pouquinho mais de poder do que os babacas habituais. É, isso foi meio estranho, mas, é a verdade. -

- O antes exatamente como você quer. Não confia em mim, Alicia?

- Acho que a reposta para essa pergunta é meio obvia, Taylor, é claro que não.

-É bem a sua cara desconfiar de tudo...

- Desconfie até de sua própria sombra, Taylor, as pessoas não são o que aparentam ser...Achei que você já tinha aprendido essa lição antes...

-  Achei que a lição era “nunca confie em garotas sensuais com sangue frio”.

- E era, até eu decidir que você já deveria ter sacado que eu não confio em você. Ninguém desconfiava nem um pouquinho que eu sou o assassino x, as pessoas não são o que parecem ser, você aceitou essa chantagenzinha barata de forma fácil de mais...

- Você ainda acha a chantagem que está fazendo pequena? - agora ele realmente parecia estar surpreso - Você pode acabar com a minha vida, com tudo que eu demorei anos para construir em segundos! E ainda acabar com a minha vida de verdade...

- Isso é tão pouco, Taylor...Eu estou sendo mais boazinha do que pareço estar, poderia fazer tantas coisas piores...Tantas coisas mais divertidas...Eu poderia fazer coisas que você não conseguiria imaginar nem pela metade.

- Eu realmente prefiro não tentar imaginar.

- Sábia escolha. Agora, apenas me responda: Você não está tramando nada, está? Porque se estiver, você vai se arrepender, ah, vai...E, muito. Então, é melhor que você esteja falando a verdade quando diz que só fez o que eu te disse, porque se for mentira e você estiver realmente tramando algo...

- Que Droga, Alicia! Eu não estou tramando nada, porra! Porque você não acredita logo? Você vive colocando um canivete na minha garganta e tem a minha vida nas suas mãos, eu não vou armar nada contra você, que droga! - Awn, ele estava estressadinho... Que fofo! Ao menos agora eu sei que ele está falando a verdade. -

- Ok, agora eu acredito! Ah, foi um enorme prazer deixar você irritado, Taylor...

- Você tá quase fazendo ele querer se suicidar, vadia... - Mike, que até agora estava somente assistindo a cena falou, sorrindo e olhando diretamente pra mim -

- Que nada, cafetão..Isso é apenas o começo.

- Eu sei, e, com certeza a parte mais interessante é o final.

- Vocês podem por favor parar com essa conversa macabra como se fossem dois leões famintos falando sobre como vão pegar a presa? Estão me deixando nervoso.

- Eu nunca disse que não iria te deixar nervoso, Tay.. - eu disse, de uma forma meio divertida - E, talvez essa realmente seja uma boa comparação...

- Como leões famintos que querem devorar e dilacerar cada centímetro da pele da presa..Ótima comparação. - Mike completou, sorrindo de uma forma macabra, esse é o meu cafetão... -

- Foi uma comparação extremamente fofa, eu diria..

- Parem! Pelo amor de Deus, chega! Vocês sabem que vão ter que se comportar por um tempo, então, por favor, já podem ir treinando. - pela forma como falava, Taylor realmente estava um tanto incomodado pela forma como eu e Mike falávamos de coisas tão brutais como se fosse algo natural -

- Ok, Taylor, eu já entendi, a gente para. - eu disse, agora séria -

- Ótimo, obrigada pela consideração. Agora, eu preciso falar umas coisas com vocês.

- Hmm, coisas...Interessante. Que coisas? - mostrei um interesse quase surreal, enquanto na verdade preferia ser surda ao invés de ter que ouvir o que ele iria dizer. -

- Bom, vocês querem que tudo seja como antes, querem enganar as pessoas como antes, mesmo eu achando que isso vai ser um tanto complicado. As pessoas querem respostas ás perguntas, á imprensa quer respostas as perguntas deles, então, eu prometi entrevistas com vocês, o que vai ajudar bastante a mudar a imagem que todos tem em mente sobre vocês, ou seja, ajam como pessoas, não como psicopatas.

- Vou tentar não ficar pessoalmente ofendida com esse seu ultimo comentário... - não, eu não fiquei ofendida, e, na verdade não faço a mínima idéia do porque de ter dito isso. -

- Entrevistas? Somos famosos agora? - Mike perguntou, frio e quase como uma pergunta retórica. -

- Você está de brincadeira, não é? O mundo inteiro conhece vocês.

- Acho que o termo correto seria “o mundo inteiro odeia vocês”. - eu disse, sem expressão. -

- Só a grande maioria deles, mas, vocês tem fãs, e, eu falo sério. Uma garota invadiu minha casa usando uma tesoura como arma me mandando soltá-los... - eu quase não acreditei no que ouvi, e, simplesmente comecei a rir, muito, muito e muito. Foi o maior ataque de riso que eu já tive na minha vida, ou, quase isso. -

-Você tá falando sério? - perguntei, tentando parar de rir e recuperar o fôlego -

- Mais do que sério, e, não foi engraçado.

- Pra mim foi, Taylor, e isso é algo que você nunca vai entender. - eu voltei a rir, era impossível parar, quase como se tivesse algum tipo de gás do riso no ar, mas, eu simplesmente não conseguia parar de rir! -

- Acho que desse jeito você vai engasgar, vadia... - Mike disse, olhando para mim, quase começando a rir também.  -  Você precisa de um cigarro... - fiz que sim com a cabeça. Mike esticou o braço até o outro lado do banco, onde havia uma sacola com cigarros, bebidas e drogas e pegou um maço de cigarros. Peguei um, coloquei na boca, retirei o isqueiro no bolso e acendi o cigarro, dando uma profunda tragada. -

- Qual é a graça disso? - Taylor perguntou, olhando atentamente para o retrovisor como se nunca tivesse visto um cigarro na vida -

- Boa pergunta, caro Taylor. E, a reposta é fácil: Eu gosto de tudo que faz mal pra mim.

- - -

Desembarcamos em Los Angeles, e, em poucas horas teríamos nossa primeira entrevista de “reconciliação” com o resto do mundo, e eu não estava nem um pouco animada pra isso, e, na verdade, o Mike também não. Entendíamos perfeitamente o porque daquilo ser necessário, mas, isso não significa que gostávamos disso, agir como anjinhos já estava ficando chato, mas, eu faria o que fosse necessário para os meus planos darem certo, como sempre faço, e, dã, no final eu iria acabar conseguindo o que queria mesmo, então porque não fazer logo de uma vez? E, bancar uma boa garota sempre é divertido...

Eram poucos minutos antes da entrevista, que seria com um jornal bem famoso de L.A., Taylor parecia mais nervoso do que em qualquer momento que eu havia o visto, e isso me deixava um tanto contente, eu adoro ver as pessoas alteradas, isso é fato. Então, como se tentando se acalmar, ele repassou pela ultima vez as informações para respondermos a algumas perguntas que poderiam ser feitas:

- Então, vocês já sabem, nada de masoquismo ou sadismo ou nada de assustar os jornalistas ou algo do tipo, nada disso, tentem ser o mais dóceis, educados e bonzinhos possível, e, se perguntarem, vocês foram soltos por estarem total e completamente arrependidos do que fizeram e porque tiveram um ótimo comportamento, e, se puderem façam um enorme e ótimo discurso de pedido de desculpas...

- Discursos falsos? Já perdi a conta de quantas vezes já fiz isso na minha vida, - Mike disse, meio vago -

- Relaxa, Taylor...Somos mestres em fingir essa coisa de “eu sou uma boa pessoa”, fingimos na maior parte das nossas vidas, eu sei perfeitamente como controlar meu lado malvadinho. - eu disse, no começo com uma entonação meio despreocupada, e depois em um tom um pouco mais sexy. Provocação é meu nome do meio, e isso é totalmente notável -

- Espero que você também saiba controlar o seu lado sexy, Alicia. - Taylor disse, totalmente frio e mantendo a compostura, já que o Mike estava presente, e sabia o quão arriscado poderia ser fazer aquele comentário com o tom errado, mas, provavelmente ele falou do jeito correto, já que o Mike não ligou nem um pouco. -

- Acredite, eu sei controlar todos os meus lados, Taylor, embora o desejo de sangue fale mais algo na maioria das vezes... - Eu sei, eu sei, eu pareci uma vampira falando isso, mas, eu não posso controlar o fato de que assassinos em série são maníacos por sangue a um ponto quase impossível de ser descrito, e, eu não sou uma exceção, dois meses sem matar alguém era pior do que ficar dois meses sem comer, ou sei lá o que, mas, isso tem que mudar, e muito rapidamente... -

- Alicia, - Taylor respirou fundo - eu realmente estou tentando fazer tudo o que você me pede, porque eu realmente gosto da minha vida, mas, acho que um pouco de colaboração não vai fazer você se tornar menos má ou algo do tipo.

- Eu sei disso, Tay, mas, é que te provocar e te perturbação desejos meus que vão além da compreensão humana, mas, eu prometo tentar, não se preocupe com essa entrevista, eu sei fingir melhor que ninguém.

- Ótimo. O jornalista deve chegar em poucos minutos . -

Taylor estava certo, o jornalista chegou em menos de quinze minutos, estávamos na minha casa, bom, ao menos a casa era minha antes de eu ser mandada para aquele inferno, e, de qualquer forma, continuaria sendo minha, e, eu tinha certeza que não haviam mexido uma faca do meu queridinho arsenal de armas pensando que eu nunca mais sairia daquela clinica psiquiátrica. Pobrezinhos...Deveriam ter tirado aquilo tudo aqui enquanto ainda era tempo, se bem que não adiantaria em nada, eu conseguiria tudo de volta de qualquer forma, ou melhor, o Taylor conseguiria pra mim. É isso que ele é agora, apenas um escravo.

Vamos falar um pouco sobre o jornalista...O nome dele era Chuck, e eu quase podia sentir o cheiro do medo - ok, agora eu pareço um daqueles vilões dos filmes de terror que se alimenta do medo das suas vítimas, mas, foda-se - Ele estava morrendo de medo, provavelmente haviam feito uma bela oferta para que ele aceitasse fazer essa entrevista, ou, talvez, na mais provável hipótese, havia uma grande consequência se ele não o fizesse, provavelmente o emprego dele estava em jogo nesse momento. Como eu sei de tudo isso? Hahaha, eu sei de muita coisa, sou ótima com teorias, e, na maioria das vezes estou certa. E, com maioria eu quero dizer 99,9% delas.

- Alicia e Mike, certo? - ao menos ele não estava gaguejando, já era algo a mais contando na sua escala de coragem, que beirava os números negativos -

- É. - eu disse, sorridente e aparentemente fofa. Era bem diferente fingir desse jeito do que fingir na clinica psiquiátrica. Lá, eu tinha que me fingir de arrependida e assustada, agora, o papel da vez é uma garota dócil, bondosa, arrependida e educada, é bem diferente, se você for realmente prestar atenção nos detalhes. -

- É um prazer pra nós dois dar essa entrevista. - Mike disse. Teste, aquilo era um teste e eu percebi imediatamente, quando você vive em um jogo mortal, qualquer coisa que você diga pode ser encarada como a resposta para um teste, por isso é tão importante calcular cada sílaba que será dita, e, a partir do momento em que você é um mestre no jogo, você está pronto ao suficiente para fazer um teste. O Mike sabe fazer isso, assim como eu. Até onde o nosso querido jornalista mantém a formalidade? Precisávamos saber até que ponto Chuck resistiria a formalidade e continuaria mantendo uma barreira de afastamento de mim e do Mike por causa do medo, assim, teríamos uma pequena estatística não proposital para ver até onde precisaríamos chegar para ter a confiança de algumas pessoas. Pensamento de gênio, não acham? É por isso que somos os mestres criadores do jogo, raciocínio rápido, lógico e vantajoso em pouco tempo te garante uma ótima chance de se dar bem no meu mundo, no mundo onde jogo limpo não existe.

- O prazer é todo meu em entrevistá-los, vocês são um casal, correto?

- Sim. - eu e ele respondemos, em coro. -

- Ótimo, quando isso começou? O que veio antes: o relacionamento amoroso de vocês, ou a parceria criminosa? - Mike olhou com o canto do olho pra mim, dando a entender que eu deveria responder a pergunta. -

- Bom, tudo começou quando eu acidentalmente coloquei fogo na escola em que eu estudava. - eu disse, parecendo meio arrependida de ter feito o que disse, e de forma totalmente amável - Obviamente, eu mudei de escola, e foi lá que eu conheci Mike, e eu me lembro que no primeiro instante em que ele me viu já lançou uma cantada em mim, e, algo nada discreto se me permite dizer, mas, não foi aí que o nosso relacionamento começou, na verdade, ele teve inicio junto com o começo dos..dos cr-crimes. - atuar, um dos meus maiores talentos...Porque eu gaguejei? Exatamente para parecer arrependida, para parecer que lembrar disso era algo ruim pra mim. - - É, nós começamos a passar bastante tempo juntos, então pode-se dizer que o nosso relacionamento começou através dos crimes, mas, os crimes também se tornaram mais frequentes e p-piores por causa do nosso namoro. - Mike completou, passando o braço em volta de mim como um namorado protetor que tentava dizer para a namorada arrependida que tudo ficaria bem. Atuação e mais atuação. -

- Parece ser uma história interessante...Então, uma coisa foi consequência da outra.

-Exatamente. - disse, sorridente -

- Alicia, acho que uma das dúvidas mais recorrentes é: Foi você quem realmente matou sua mãe, seu padrasto e o filho dele?

- S-Sim, f-fui eu. E, eu me arrependo. Muito. Principalmente por ter matado minha mãe, mas, isso foi quase sem querer. - respondi, buscando um lugar para olhar, como se Chuck fosse me julgar e eu tivesse medo disso. Como eu ainda não fiz um filme?! -

- Sem querer? - o jornalista parecia meio confuso. -

- Sim, estávamos tendo grandes conflitos, ela fez um corte em mim, meio que proposital, e eu revidei...Com mais intensidade, mais força, mais ódio e mais raiva, e então, ela acabou morta. Mas, pode-se dizer que com John e Lucas foi algo um pouquinho mais intencional, algo intencional que eu n-nunca f-faria de n-novo. - tentei parecer meio nervosa, e, acho que tive sucesso. Uma grande vontade de começar a rir cresceu dentro de mim, mas, simplesmente a ignorei. -

- Ainda bem que todas as brigas familiares não acabam assim.. - Chuck brincou, fazendo a mim e ao Mike rirmos falsamente, de forma que parecia totalmente natural. E o teste acaba. Pelo visto o nosso jornalista acredita bem fácil em atuações, e, não acho que seja assim tão diferente com o resto da população - Bom, agora uma pergunta que o mundo todo quer saber: Por quê?

- É uma boa pergunta, que seria melhor ainda se tivesse uma resposta. - Mike disse, sorrindo e apertando minha mão, um belo sinal de “faça um belo show, vadia.” -

- Como assim não tem resposta? - Chuck agora parecia mais do que motivado a saber a reposta para a sua pergunta -

- E-Eu...N-nós simplesmente não sabemos porque fizemos tudo aquilo, por diversão talvez..N-não temos motivos...Não é como se conhecêssemos todas as pessoas que matamos e tivéssemos um motivo decente para ter feito isso com elas, a gente apenas...apenas fez. Não tivemos um exato motivo, foi por diversão, eu acho..Q-quer dizer, estar quebrando todas as regras, cometendo o maior dos pecados juntos, parecia tão..tão divertido, tão legal, tão corajoso. M-mas, agora.. - comecei a chorar fingidamente, e pude perceber Chuck ficar um tanto preocupado com o meu estado psicológico - Se eu pudesse mudar o passado, eu simplesmente não repetiria nada disso, não começaria a fazer nem meio corte, eu realmente me arrependo mais do que tudo, nós nos arrependemos mais do que tudo..Cada vida que tiramos, tudo o que essas pessoas sofreram e tudo que fizemos..Como assustamos a sociedade, t-tudo tão s-sangrento e horrível, todas as famílias que ficaram desoladas com isso tudo, todas as pessoas que não se sentiam mais seguras...E-eu mal posso acreditar que tivemos coragem de fazer tudo isso, eu me sinto como se fosse o pior dos piores monstros... - eu chorava desoladamente, e, Mike, também no seu papel, passou o braço em volta de mim e me abraçou fortemente, me dando um beijo de consolo no topo da cabeça -

- Nós realmente nos arrependemos de tudo, e queremos mudar isso, queremos dar um jeito de reparar o que fizemos, mesmo sabendo ser totalmente impossível...Queremos provar que realmente mudamos. - Mike disse, ainda me abraçando, é, a parte do abraço não era atuação -

Chuck ficou totalmente impressionado com cada palavras que dissemos, com certeza essa entrevista foi muito útil, e, no final das contas, Taylor pareceu mais impressionado do que eu achei que ficaria:

- O que foi isso? - ele perguntou, meio alegre e espantado ao mesmo tempo -

- Isso, querido Taylor, é o poder dos melhores criminosos que o mundo já teve... -  eu disse, sorridente, só que dessa vez, sem fingir - Você pediu para parecermos bons e arrependidos, foi o que fizemos.

- Vocês fizeram isso muito bem, na verdade, melhor do que eu imaginava.

- Você não entende mesmo, não é, Taylor? Nascemos para esse jogo, então, ditamos as regras.



Notas finais do capítulo

Reviews ou será que eu vou ter que despertar meu lado mais maléfico, e da forma mais cruel possível?
Lady Suicide'



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