The Girl Of Cutting escrita por Fafa Moraes


Capítulo 52
1 - Locked in Hell


Notas iniciais do capítulo

Olá, mortos-vivos! Sei que estou alguns minutinhos atrasada hihihi, mas é que eu saí muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito tarde da escola hoje - Obrigada, professores chatos que NÃO FALTAM A AULA PARA EU SAIR MAIS CEDO E PODER AGRADAR MEUS QUERIDOS LEITORES U.U - Mas, agora eu estou postando e é o que importa u.u
Boa Leitura!
Link do blog oficial: http://thegirlofcutting.blogspot.com




Nunca pensei que diria isso, mas, eu sinto falta da minha vida de garota misteriosa e estranha da escola...Não é exatamente o que se poderia chamar de “saudade”, mas, com certeza é melhor do que ficar presa em uma clínica psiquiátrica, estou literalmente enlouquecendo aqui! Irônico, não? Eu dizer estar enlouquecendo justo em um lugar para pessoas com problemas mentais, algumas até totalmente loucas buscando a sanidade. Mas, sinceramente, eu acho totalmente injusto eu ficar trancando aqui com esse tipo de gente, eu não sou nenhuma esquizofrênica psicótica, mas, nãaao...Uma pobre garotinha psicopata e assassina viciada em drogas, cigarro e álcool tem que ir para uma clinica psiquiátrica com tantos outros lugares para me isolar do mundo...Isso é realmente uma calúnia, IN-JUS-TO!

Eu definitivamente odeio esse lugar, mas, não é de todo ruim, nem pensem nisso...Só 99% daqui é uma grande bosta...Mas, as coisas foram meio engraçadas no dia em que eu cheguei, porque todos – menos os totalmente pirados que acham que unicórnios existem...Opa! Quem disse que não existem? Corrigindo a frase...Menos os totalmente pirados que acham que são unicórnios – tem medo de mim aqui, na verdade, acho que a maioria da população mundial tem medo de mim agora, fora o Mike, a Belly, a Ashley, eu mesma e os meus queridos fãs – que não chegam nem a 50 pessoas, mas, foda-se, não é qualquer um que vai ser meu fã, é preciso ter coragem para ser fã de uma serial killer – Parando com o blábláblá vocês devem estar se perguntando porque foi tão engraçado assim...Primeiro vamos começar explicando um pouco do funcionando desse inferno...Aqui cada paciente tem uma enfermeira, o que significa que eu também teria uma...E, por Lúcifer, quem em sã consciência iria querer ser enfermeira de uma assassina, quanto mais sendo ela: eu, o assassino x? Se você respondeu “ninguém”, parabéns, você é uma pessoa normal e sã; e se você respondeu “bastante gente” ou algo parecido...Por favor, que diabos você ainda está fazendo aí? Você é que deveria estar nessa droga de clinica psiquiátrica e não eu!

Quando o Taylor – “chefão” idiota do FBI – me apresentou a minha enfermeira foi algo bem divertido...Ela sentiu muito medo de mim, algo quase semelhante ao que sentem quando eu revelo quem eu sou as minhas vítimas, ou quando eu faço o primeiro corte, nada que de fato possa ser comparado ao prazer de matar, mas, sem dúvidas o mais próximo que eu poderia ter dessa sensação nesse inferno, ao menos por um tempo...

- Alicia, essa é Marta, sua enfermeira daqui para frente... – Taylor foi frio e objetivo..Como se eu não pudesse acabar com ele em um segundo...Tão confiante, tão tolo...Pena que antes de recomeçar o jogo eu terei que reconhecer exatamente com o que estou lidando dessa vez...

- É um p-pr-prazer, acho que nos daremos muito bem nesse tempo que você vai ficar aqui, A-Alicia.. – Awn, medo...Que fofa! Tão assustada a ponto de gaguejar...Antes de responder eu analsei a mulher...Altura mediana, olhos castanho-mel e cabelos tingidos de loiro, aparentemente por volta dos 35 anos e alguns quilinhos acima do peso..Alvo interessante no mínimo..

- É realmente um prazer conhecer a infliz que provavelmente foi sorteada primeiro na árdua decisão de quem seria a enfermeira de uma psicopata, uma enfermeira que está morrendo de medo agora porque  sabe que eu tenho vontade de degolar seu lindo pescoço depois de torturá-la da forma mais cruel possível!  - Eu disse, fria, porém com cara de boa garota, estendendo a mão para a mulher, que com os olhos arregalados se afastou, em lentos e cuidadosos passos para trás....Taylor não gostou nada, e olhou para mim em tom de advertência, eu entendi o recado e suspirei...

- É brincadeira.... – Fui tão fria quanto antes, Marta deu um sorriso falso e se reaproximou

- Bem, agora vou deixar vocês duas a sós, preciso resolver algumas coisas – Taylor saiu imediatamente, sem dizer mais nenhuma palavra –

- B-bom, me siga, vou lhe mostrar o seu qua-quarto...- Marta se afastou novamente de mim, com certeza medo de ficar sozinha comigo, eu apenas revirei os olhos –

- Olha, eu preciso deixar algumas coisas bem claras.... – Parei de caminhar, fazendo a mulher fazer o mesmo e me encarar – 1º Eu não mordo. 2º Eu não tenho visão de raio lazer e 3º Eu não posso matar ninguém aqui, a não ser que essa pessoa seja arranhada até a morte com as minhas unhas, e eu acredito que elas não serão deixadas grandes e afiadas como garras de uma pantera, o que é o estado atual delas, então, não precisa ter medo de mim, ok? - Não por enquanto, mas, cuidado, não são só as minhas unhas que são mortais como as de uma pantera, me aguarde... - Completei mentalmente. A mulher assentiu, mais tranquila e sorriu para mim...Realmente uma pena para ela ter acreditado no que eu disse, sem dúvidas, porque uma hora ou outra eu irei começar com o meu joguinho novamente, e, talvez de uma forma bem pior...

Marta me levou até o meu quarto/solitária, bem, eu já esperava que o meu quarto não seria como o dos idiotas loucos desse inferno. Eu fiquei bem agradecida por não ter que ficar perto deles, já que o meu quarto é em um lugar bem longe e isolado do resto...Com grades na frente da porta e câmeras de vigilância...Sabe como é, eles provavelmente acham que eu sou uma total psicopata com olhos de raio lazer ou que cospe fogo e que consegue matar com o poder do pensamento..Tenho que admitir, matar com a força do pensamento seria algo bem legal...Mas, eu ainda sou uma simples humana...Que é uma serial killer, mas, isso é só um porém, é claro, um porém que pode fazer você morrer em uma questão de minutos e de uma forma bem ruim, não para mim é claro se eu não for com a sua cara ou se você me irritar...Mas, quem liga para isso? É apenas mais um detalhe...

O meu quarto ou a minha cela com privilégio, como um prefiro dizer era bem simples...É claro que eu não esperava um quarto cinco estrelas, mas, eu realmente acho que era o que eu merecia por livrar o mundo de tanta gente idiota! Provavelmente metade das pessoas que eu matei, ou mais eram cafetões, prostitutas, estupradores, viciados ou coisa parecida, fiz um grande favor a sociedade, de uma forma bem macabra para pessoas normais, eu admito...Mas, ainda acho que o que eu fiz não foi tão ruim assim!

Uma cama com lençóis brancos desgastados, paredes azuis-claras descascando, um armário velho, câmeras internas.. e...Uma TV? Pra que diabos colocaram uma TV no meu quarto? Eu poderia jogar a TV na cabeça de alguém e matá-lo...Não é a melhor idéia que eu já tive, mas, é algo que eu com certeza faria depois de algum tempo sem matar ninguém...

- Uma TV, é? Desde quando uma serial killer tem direito a uma TV no quarto de uma clinica psiquiátrica? - Eu dei um meio sorriso -

- O senhor Taylor acha que com uma TV mostrando exatamente tudo o que pensam de você nas reportagens pode melhorar o avanço do seu tratamento... - Marta agora estava mais amigável quanto a minha pessoa, eu entendo perfeitamente porque ela estava com medo de mim antes, porque, como eu já disse diversas vezes, eu acho que até eu mesma teria medo de mim depois de tudo que eu já fiz...

- Hmm... - Fui fria, mas, o que eu poderia responder em uma situação dessa? -

- Eu vou te deixar um pouco sozinha...Volto em uma hora para te apresentar o lugar e dizer como as coisas vão funcionar.

- Nossa, isso é melhor do que eu pensava...TV e eu ainda não tenho que ficar trancafiada em um lugar  só para o resto da minha vida? - Fui meio irônica, sorrindo da mesma maneira; Marta retribuiu o sorriso e saiu do quarto.

Eu me sentei na cama, colocando as mãos na cabeça e respirando fundo, eu precisava pensar um pouco sobre tudo isso, dar uma de garota má e sedutora não funcionaria bem agora, eu não posso fazer as mesmas jogadas que fazia quando estava lá fora, dentro desse inferno as coisas são muito diferentes, mesmo assim eu ainda preciso sair daqui, preciso dar um jeito de falar o Mike, tenho que realmente de alguma forma de fazer isso...Só preciso de uma oportunidade, ou de alguém que me diga como...



Notas finais do capítulo

Reviews ou eu darei um jeito de trancar vocês em um lugar pior do que uma clinica psiquiatrica de forma que vocês nunca mais verão a luz do dia?
♥ Lady Suicide ♥