The Girl Of Cutting escrita por Fafa Moraes


Capítulo 4
I'm Dead, baby.


Notas iniciais do capítulo

Mais um para vocês!




Depois de beijar o meu professor, eu sai correndo...não sabia porque tinha feito aquilo, não sabia mesmo!

Mas, só porque ele é um professor, não pensem que ele é tipo: velho, feio...nada disso, na verdade, o Professor Fox nem tem cara de professor! Ele realmente chama muita atenção das garotas daquela escola: Alto, sarado, olhos azuis, cabelo castanho-dourado, e aparência de uns vinte e tantos anos, pois é, nava a ver com um professor, não acham?

As aulas passaram rápido, eu não conseguia parar de pensar um segundo naquele beijo...O que estava acontecendo comigo? Quase esqueci do plano para não mostrar meus cortes amanhã a noite!

Sai da escola, minha mãe estava esperando com o carro na frente dos portões:

- Oi, Alicia, como foi a aula? Pronta pra um passeio no shopping?

- Ah, mãe, eu bem que queria, mas, não vai dar...

- Mas, porque ?

- É que hoje e amanhã eu vou ter que ficar na escola até tarde...

- Por qual motivo?

- Um, um trabalho de educação física...

- Ah, sim, então, tudo bem...

Minha mãe me deixou lá na escola, e foi embora...até estranhei, mas, depois pensei: "Ah, é, ela me odeia, não faz a minima questão de eu estar em algo importante para ela..."

Bom, mas, o que eu iria fazer? Tinha que ficar na escola até tarde, não é mesmo?

- Tem para onde ir enquanto não pode voltar para casa? - Eu me assustei, era o professor Fox -

- Que susto! Quer me matar do coração?

- Ah, desculpe...

- Não, eu é que me desculpo...aquilo, no intervalo, eu não deveria ter feito aquilo...

- Tudo bem, não foi nada...

- E...você gostou? - eu me virei, não teria coragem de dizer isso cara a cara -

- Sim...foi perfeito.

- Hm...

- Mas, sabe o que seria muito mais perfeito?

- O que?

- Isso... - ele foi para minha frente e me beijou novamente, nossos corpos unidos, nossas bocas pegando fogo, era um calor ardente, uma sensação ótima, era como se eu me sentisse realmente bem, pela primeira vez na vida -

- Porque fez isso? - perguntei -

- Não pude resistir...

- Aqui, na frente da escola, não é meio arriscado?

- Sim,  mas, não importa, por você corro qualquer risco...

- Ótimo... - Voltamos a nos beijar -

Tempos depois, fui para casa, logo quando cheguei minha mãe começou a falar coisas irritantes:

- Alicia, eu e seu padrasto andamos conversando e decidimos que você vai sim ficar aqui no jantar amanhã, nem que eu tenha que ir a sua escola... é uma coisa muito importante e...

- Tá, mãe, eu invento uma desculpa para o professor...Mas, ao menos eu posso usar o meu vestido?

- Pode, mas, se comporte, em! Ah, e mais uma coisa...

Antes que ela pudesse terminar eu subi para o meu quarto, pra que ouvir mesmo? Seria só mais perda de tempo!

Me tranquei no meu quarto, me joguei em cima da cama e peguei meu Ipod e o fone de ouvido, mas, só conseguia pensar no professor Fox...o que havia acontecido? Haviamos nos beijado...inúmeras vezes, um dia, a estranha da escola, na outra ficante do professor de educação física?  Digo "ficante" porque não estamos namorando nem nada...pelo menos eu acho.

Essa noite não me cortei, acabei adormecendo ouvindo música.

Ah, mais um doce dia... acordei já pensando na noite, o que aquele idiota do meu padrasto estava tramando para esse jantar?

Me arrumei, fui para  a escola, que por acaso passou voando, pena que não encontrei o professor Fox, não sei exatamente o que é, mas, talvez acho que estou ficando apaixonada...apaixonada? O que é isso Alicia? Você não tem sentimentos, esqueceu?

Entrei nessa discussão comigo mesma, mas, acabei esquecendo isso por um tempo,  e fui me aprontar para o jantar, coloquei meu vestido: preto, de manga comprida, com detalhes em renda e um salto alto roxo que minha mãe me obrigou a usar. - já mencionei que eu odeio salto? -

Poucos minutos depois, os amigos do meu padrasto chegaram, ele mesmo foi abrir a porta, ainda bem, porque eu é que não iria abrir...

- Olá, Pablo, Samantha, entrem... - que feio, senhor Jhon, se fingindo de simpático, pensei - Esses são, Mellaine, minha esposa, Lucas e Alicia, meus filhos... - FILHA? DESDE QUANDO EU SOU SUA FILHA?!!, estava quase gritando em minha própria mente, mas, simplesmente disse o mesmo que os outros...

 - Prazer.

Fomos para a mesa de jantar, eu estava quase morrendo de tédio, estavamos todos comendo, o que me dava vontade de vomitar... aliás, era isso que eu faria quando todos fossem em bora, colocar o dedo na garganta e vomitar, vocês devem ter percebido que eu nunca relatei ter comido algo, não foi? Pois é, eu quase nunca como.

A conversa estava ficando cada vez mais chata, estava calada, o que era tedioso, até que Samatha, a mulher de Pablo resolveu dizer:

- Jhon, você não nos disse que tinha uma filha... - Ótimo, falando de mim, e ainda olhando para mim, acabei tendo que dar um sorrisinho falso -

- A Alicia é apenas filha da Mellaine, mas, é como se fosse minha filha também...- Que fingido, sempre me tratando com indiferença e agora fingindo que eu sou a queridinha -

- Ah, sim, entendo...Mellaine, se importaria de nos contar essa história?

- Não, é claro que conto... - Ela começou a fala sobre o meu pai, mais, destorcendo TODA a história:  Como assim o meu pai era drogado desde adolescente? e como assim ele tinha estuprado ela? e desde quando meu pai batia na gente, e em que planeta meu pai foi preso e depois cometeu suicidio? Essa mulher está ficando totalmente louca! Ela conheceu meu pai na adolescencia, eles namoraram, e depois se casaram, meu pai não estuprou minha mãe coisa nenhuma, e meu pai começou a beber e a se drogar porque minha tia Katerinne, irmã dele havia morrido em um acidente e ele se culpava...aí tudo começou, mas, ele nunca bateu em mim e muito menos na minha mãe, e ele não foi preso muito menos morreu ou se matou - ao menos eu espero - ele apenas nos deixou, sabia que se continuasse ali iria acabar nos prejudicando por estar se drogando...

Eu cancei de toda aquela mentira, levantei e disse:

- ÓTIMO, MÃE! Continue mentindo, continue se fingindo de coitadinha, você sabe que não foi nada disso que aconteceu! LAVE A BOCA PARA FALAR DO MEU PAI, OK?!

Eu subi as escadas correndo, mas, mesmo assim ainda pude ouvir a bronca que minha mãe deu em mim:

- Alicia Montgomery, não fale assim comigo! - ela fez uma pausa - Samantha, Pablo, me desculpem...não sei o que aconteceu com ela depois que soube que o pai morreu... - eles apenas assentiram -

Eu fui para o meu quarto, tirei o vestido e coloquei minha roupa de sempre, fui ao banheiro e vomitei tudo que havia comido, nem precisei colocar o dedo na garganta, o choro seguido de uma tosse já havia adiantado as coisas por mim, sem pensar duas vezes, sentei na cama, procurei minha lâmina dentro da mochila e achei, apertei-a contra o meu pulso com a maior força possivel, esse foi o corte mais profundo que eu fiz, estava doendo e sangrando muito, ardia, eu chorava mais ainda: COMO AQUELA VADIA DA MINHA MÃE PODE DIZER AQUELAS COISAS SOBRE O MEU PAI, E NA MINHA FRENTE?!!!! pensei, depois disso, so me lembro de ter deitado na cama e deixado o sangue escorrer, eu desmaiei, o corte havia sido muito feio dessa vez.





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