A Meia Irmã escrita por Jessica Goulding


Capítulo 1
I





– Dê boas vindas a sua nova mãe e irmã Tiago! - disse meu pai abrindo a porta.

Minha meia irmã tinha minha idade, agora fazia parte da família. Esperava que fosse uma menina normal. Hannah, como é seu nome, é meio estranha para meu tipo. Tem cabelos negros médios, super pálida, séria, e parece que NUNCA sorri. Trazia consigo uma mala pequena preta com uma borbeleta de perfil dourada, e um livro extenso na mão.

– Oi Tiago! - disse Sabela, agora minha mãe - Tudo bem? - disse ela me abraçando.

– Sim. - falei olhando para Hannah, que estava olhando para o jardim de casa.

– Hannah, cumprimente seu irmão Tiago.

Hannah balançou a cabeça em sinal positiivo, e estendeu a mão para mim.

– Hannah - disse ela.

– Tiago. - falei.

Meu pai veio até nós e disse:

– Aê, se socializando hm filhão! Quem diria, e com uma menina!

Eu e ela soltamos as mão imeediatamente, e viramos os rostos vermelhos de vergonha. Hannah se direcionou até a mãe. Não escutei muto bem o que disse, mas deu para entender atravéz da resposta. Ela procurava o quarto.

Meu pai disse para ir acompanhá-la até o quarto dela que era de frente para o meu, era onde ficava o escritório da minha mãe.

Abri a porta. Não tinha visto como meu pai tinha mobiliado e pintado a parede do quarto. Era totalmete branco, só um abajur vermelho chamava a atenção na escrivaninha.

Hannah, pelo jeito não gostou, entrou no quarto abriu a janela e sentou bem na beirada, que ficava para fora.

– Ei! Você vai cair! - gritei.

– Eu não ligo. - disse ela pegando o llivro e começando a ler.

– Mas é perigoso. - falei.

Ela de de ombros, só continuou a ler.

– Hannah! Venha buscar suas coisas! - griitou a mãe dela na escada.

Hannah deixou o livro na janela e saiu para buscar suas coisas.

– Vai precisar de ajuda? - falei enquanto ela passava por mim.

Ela balançou a cabeça em sinal negativo, e desceu a escada.

Fui para o meu quarto ligar o computador, quando de repente ouço um estrondo vindo do quarto de Hannah. Ela deixara cair a caixa de livros. Ela estava pegando-os. Me agaixei e comecei a recolher para ela, todos pareciam ser de suspense, terror, drama tipos de livros que poderiam conter morte e sangues. Que menina depressiva.

Quando acabamos de arrumar,Hannah foi ao seu quarto e trancou a porta.

– Tiago - disse meu pai subindo a escada. - Se comporte.

– Mas por que?

– Hannah tem alguns problemas em se relacionar com as pessoas desde que seu irmãozinho morreu a quatro anos atrás. Por isso não fique perguntando muito sobre a vida dela.

Balancei a cabeça que sim.

– Bom garoto. Agora vá chamá-la, pois Sabela fez alguns sandubas para nós.

Esperei meu pai descer para poder chamar Hannah.

– Hannah. - falei batendo na porta. - Sua mãe preparou alguns sandubas para você, gostaria de comer?

Ela aparece séria sem olhar para mim.

– Vamos? - abro um sorriso.

Ela não diz nada, só se direciona até a escada. Ela anda vagarosamente, com a coluna ereta. Noto que há uma marca de borboleta do lado direito do pescoço dela, igual a que tinha na pequena mala preta.

– Hannah! Preparei o sanduba que você A-DO-RA. - disse a mãe dela.

Ela não diz nada, apenas se direciona para a cadeira e senta.

Hannah, olhando bem, ela é bem bonita. O cabelo negro sem pontas definidas, todo repicado, combinavam com a pele pálida que ela tinha.

– Quer? - disse meu pai.

– O que?

– Um sanduba. Do jeito que você está olhando Hannah, parece que quer um.

Hannah deixa o sanduba na mesa e sobe a escada.

– Will! - disse Sabela.

– Ok amor. Tiago vá chamar Hannah de volta para podermos conversar.

Revirei os olhos.

Subi a escada e notei que a porta do quarto de Hannah estava aberta, e ela não estava lá.

– Hannah? - perguntei por ela entrando no quarto dela.

A janela estava aberta e o livro estava no mesmo lugar. Os livros, na maioria escuros, davam um contrate na parede branca.

– Atrás de você. - ouço a voz de Hannah - Saia do meu quarto. Eu deixei você entrar?

– A- A porta estava aberta. - gaguejei.

– É eu sei, mesmo que esteja aberta, não entre.

– Por que nã...

– Já disse que não.

Ela bate a porta com força e desce a escada. Qual era o problema daquela garota?

–---------

Já era noite, a lua brilhava e o céu estava estrelado, era uma noite perfeita.

Estava mexendo no computador, vendo meu Facebook, que tédio. Ouço barulhos de passos, vindo do telhado. Ouço mais. Meu pai e Sabela haviam saido e não tinha ninguém em casa, a não ser Hannah.

Corro para o quarto da frente.

– Hannah! - grito. -Está ouvindo esses passos?

A porta se abre. Aparrece meio rosto dela.

– Sim. - disse ela. - São os gatos.

– Gatos?

– Sim. Algo mais.

– Não. Desculpe.

A porta se fecha. Hannah é realmente estranha, responde minhas perguntas somente com "Sim" ou "Não".

Acho que os gatos haviam comido sua língua.




Notas finais do capítulo

Ficou beeeeeeeeem grandinho, me empolguei um pouquinho assim: _____ ( ^.^) ______/
Críticas, elogios e dicas semmpre estarão bem vindas!
Kissus ( ^3^)



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