Entre Ervas E Poções escrita por Potterhead Narniana


Capítulo 20
Capítulo 20 - Vingança


Notas iniciais do capítulo

Olá pessoal td bem?
Me desculpem a demora para postar, é por causa de uns probleminhas pessoais, mas agora já tá tudo ok.
Espero que gostem :)



Depois da reconciliação Severo e Lara estavam muito bem. Mas isso não queria dizer que haviam esquecido o fato que os fizera brigar, principalmente depois que Severo havia contado à Lara que Lockhart fora o autor daquele escândalo. Ambos decidiram que isso não poderia passar em branco e iriam dar o troco de alguma forma. Mas aquela não era a hora para pensar nisso, pois estavam em mais um de seus passeios, dessa vez um pouco mais distante dos terrenos de Hogwarts.

Estavam à sombra de um grande carvalho. Fazia calor e as flores que haviam ali deixavam um aroma diferente no ar. Snape estava sentado junto à arvore, enquanto Lara se encontrava deitada na relva com a cabeça apoiada em seu colo. A trança que ela fizera no cabelo de manhã agora já estava em grande parte se desfazendo, que deixava várias mechas de cabelo sobre sua testa e Snape as afastava de vez em quando.

– Sabe de uma coisa? - perguntou Lara.

– O quê?

– Estamos juntos há um bom tempo e ainda não sabemos muito um sobre um outro.

– O que gostaria de saber?

– Não é nada importante. É só algumas coisas para nos conhecermos melhor, sabe?

– Está bem. Vejamos: qual a sua cor favorita?

– Azul. E a sua?

Snape a olhou como se a resposta fosse óbvia.

– Preto, né? Nem sei por quê perguntei. - ela disse sorrindo.

– Embora eu goste muito de branco também.

– É, contudo a única coisa branca em suas roupas é o colarinho da camisa. - disse ela brincando.

Snape riu diante disso.

– Está bem vamos continuar. - disse ela - Quantos anos você tem?

– Trinta e três. E você?

– Vinte e quatro.

– Hum, você é bem mais jovem do que eu.

– Mas isso não importa, não é?

– Claro que não. - disse ele calmamente - Aliás isso me lembra uma coisa. Por que você não gostava da sua escola, Beauxbatons?

– Não sei. As pessoas lá não eram nem um pouco agradáveis. Me olhavam como se eu fosse um alienígena.

– Um alienígena muito bonito, por sinal. - disse Snape, fazendo Lara corar na mesma hora.

– Mas é verdade. Havia muita coisa lá que me incomodava. Madame Maxime, em grande parte. " Larra minha querridinha, você prrecisa melhorrar sua posturra. Não pode sair porr aí andando tan encolhida dessa forrma. Seu andarr deve terr grraça, deve ser altivo". " Larra, o que houve com o seu cabelo? Trrate de acomodarr essas ondas corretamente no penteado" " Larra, faça isso... Larra faça aquilo" - dizia ela imitando a voz de sua diretora. Snape achava graça.

Continuaram um bom tempo conversando até que decidiram que era hora de ir. Caminhavam por um corredor e, por conicidência, acabaram encontrando Lockhart. Severo lançou um olhar siginificativo à Lara e ambos concordaram que aquela era a hora.

– Sinceramente, Lockhart, achei que você fosse menos óbvio ao traçar seus planos fajutos. - disse Snape com o maior grau de ironia possível.

– Do que está falando? - perguntou Lockhart começando a se assustar.

– E ainda pergunta? - disse Lara. - Achou mesmo que me drogando com uma poção eu iria me apaixonar por você? Pode parar de fingir, nós já sabemos que foi você quem fez aquela coisa ridícula!

– Querem saber? Fui eu mesmo! E daí? - disse Gilderoy com a maior cara-de-pau do mundo.

– Mas que canalha! - disse Lara começando a puxar a varinha do bolso, mas Snape segurou a sua mão, impedindo-a.

– Não quero que suje suas mãos com um miserável como esse. Deixe que eu cuido disso. - e dizendo isso ele puxou a varinha do bolso de sua capa e a apontou para Lockhart. - Pegue a sua varinha! - mas Lockhart se recusava. - Pegue sua varinha agora! Eu não luto com um homem desarmado.

– Por isso mesmo. - disse Lockhart.

– Eu disse que não luto com um homem desarmado. Não disse que não arrebentaria sua cara com minhas próprias mãos caso não fosse homem o bastante para apanhar a sua varinha. - disse Snape com os olhos flamejando.

Lockhart puxou a varinha e a apontou para Snape:

– Expelliarmus!

Mas Snape bloqueou o feitiço.

– Obliviate! - continuava Gilderoy. - Estupore! Asfixo Maladum!

Mas Snape bloqueou todos, escapando por um triz do último feitiço. Então apontou a varinha para Lockhart e conjurou:

– Eletricus Duo!

Um lampejo azulado saiu de sua varinha acertando em cheio Lockhart, que caiu ao chão atingido por um choque. Lockhart levantava do chão agora com mais raiva do que nunca e apontou de volta para Severo:

– Kadabrus!

Dessa vez não deu tempo de Snape se defender. Um lampejo prateado saiu da ponta da varinha de Lockhart o atingiu com um impacto muito forte, fazendo com que ele fosse cair vários metros para trás. Lara olhou aflita na direção de Snape, temia que ele pudesse ter se machucado com a queda. Ele ainda estava no chão quando Lockhart conjurou:

– Lupus Ferinus! - e um enorme lobo negro, muito violento e descontrolado veio com tudo na direção de Severo. A varinha dele havia caído alguns metros longe dali e não dava tempo para apanhá-la. Lara deu um grito quando o enorme animal saltou sobre o peito de Severo e levantou uma pata dando-lhe uma unhada no rosto. Ela pegou rapidamente sua varinha no bolso e a apontou para o animal:

– Estupefaça!

O lobo foi impactado pelo feitiço e caiu desacordado a um canto do corredor. Isso daria a Snape tempo para se levantar e revidar. Severo teve um pouco de dificuldade para se levantar, pois o peso daquele lobo achatando o seu peito lhe causara falta de ar. Mas quando conseguiu se recompor, levantou-se e afastou o cabelo do rosto, revelando agora alguns lanhos em sua face, onde algumas gotas de sangue faziam contraste com a pele macilenta. Com a fúria cada vez maior dentro de si e com a varinha agora recuperada, conjurou:

– Everto Statum!

Mas Lockhart conseguiu bloquear o feitiço. E rapidamente conjurou vários outros na direção de Severo, mas este também conseguiu bloqueá-los. Não importava agora quantos feitiços fossem conjurados, Snape bloqueava todos eles. Vendo que não teria chance Lockhart teve uma ideia. Olhou na direção de Lara e murmurou:

– Crucio!

Ela rapidamente caiu ao chão se contorcendo e gritando. Isso deixou Snape aflito e confuso, pois ele não sabia se a socorria ou se atacava seu adversário, o que deu bastante tempo a Lockhart.

– Pare com isso! Sua luta é comigo e não com ela!! - gritava ele, mas vendo que Lockhart persistia, ele se lembrou do feitiço de reversão e murmurou:

– Finite incantem!

A tortura cessou. Lara se levantou com muita dificuldade e enquanto Snape a ajudava a se recompor, Lockhart se lembrou de um feitiço que lera há muito tempo em um livro que parecia pertencer ao " Príncipe Mestiço". Sendo assim conjurou:

– Sectumsempra!

Um grito cortou o ar. Snape fora atingido em cheio. Estava caído no chão, ferido, e Lara ajoelhada ao seu lado.

– Como eu faço para reverter isso?! Como? - ela dizia desesperada. A boca de Snape se abriu para falar alguma coisa, mas não saiu som algum. Ela conjurou então algumas faixas para estancar o sangramento e se levantou com mais ódio do que nunca.

– Você vai pagar por isso! - disse ela num tom ameaçador. E rapidamente conjurou - Abelharus!

E da ponta de sua varinha saiu um enxame de abelhas que foram com tudo na direção de Lockhart. Como eram várias picadas de uma vez, ele teve muito trabalho para se livrar delas. Mal ele acabara de se livrar das abelhas e fora atingido por outro feitiço:

– Atordous Stomacus!

E imediatamente Lockhart se dobrou sentindo uma enorme dor no estômago semelhante à dor de um soco. Ele tentou se proteger:

– Impedimenta!

Mas ela bloqueou o feitiço e logo conjurou:

– Flagelum!

Lockhart começou a sentir a sensação de que estava recebendo várias chicotadas. Sua pele ficou toda vermelha e ardendo.

– Scarlatum Duo! - Lockhart recebeu um forte impacto, sendo jogando para trás.

– Volate Ascenderae! - e um lampejo dourado saiu da varinha de Lara, fazendo com que Lockhart fosse jogado para o alto e em seguida, caiu batendo com tudo a cara no chão.

Eram tantos lampejos que saíam da varinha dela que Lockhart só tinha tempo para tentar se defender.

– Vermilius! - e um lampejo vermelho o lançou para longe.

Ele estava caído no chão, todo arrebentado. Lara se aproximou.

– Vejo que tem muita coragem, professora. O que está esperando? Me mate! - disse ele.

– Eu não sou como você!

– Qual é o problema? É covarde demais para tirar uma vida? - perguntou ele sarcasticamente.

– Não. Apenas acho que não vale a pena ir para Azkaban por sua causa. - e dizendo isso se afastou, indo ao encontro de Snape.

As faixas conseguiram vedar em parte o sangramento, mas ainda assim ele havia perdido muito sangue. Ele estava inconsciente, muito mais pálido que o normal. O caso era grave. Ela conjurou uma maca e o levou imediatamente à ala hospitalar.

Chegando lá Madame Pomfrey se assustou com o estado de Severo.

– Deus de misericórdia! O que houve?

– Ele foi atacado.

– Mas por quem? Por quê?

– Isso não é importante agora, me ajude aqui.

Madame Pomfrey e Lara, com muito esforço conseguiram colocar Snape numa cama vaga. O estado de Severo realmente era lastimável.

– Meu Deus!! Precisamos salvá-lo de alguma forma! - dizia Madame Pomfrey.

Lara se lembrou de umas plantas que tinha em sua estufa que poderiam ajudar.

– Eu já volto.

E saiu correndo da sala. Ao chegar na estufa foi rapidamente na direção de uma planta de folhas largas e coloração vermelha. Apanhou um punhado de folhas e seguiu novamente para a ala hospitalar. Ao chegar lá, colocou todas as folhas sobre uma mesa ali perto. Madame Pomfrey havia trazido uma bacia com água e uma toalha, para limpar os ferimentos do professor. A maior parte dos ferimentos estava localizada no peito, mas havia alguns também na perna esquerda. Com muito esforço, conseguiram tirar a camisa dele para fazer a limpeza. Embora fosse magro, Snape era muito alto, o que tornava seu corpo extremamente pesado, ainda mais inconsciente como estava. Depois de limparem as manchas de sangue, Lara passou à Madame Pomfrey algumas das folhas que trouxera da estufa.

– Amasse elas assim, até que saia esse líquido. Isso vai ajudar a limpar e cicatrizar os ferimentos. - dizia Lara à enfermeira.

As duas amassaram as folhas até que saísse um sumo de coloração roxa e em seguida esfregavam essas folhas sobre o peito nu de Severo. Na perna esquerda também havia algumas feridas. Elas conseguiram rasgar a perna da calça até a altura do joelho e fizeram a limpeza. Limparam também os ferimentos do rosto, onde o lobo havia dado uma unhada.

– Não é bom que ele se resfrie. - disse Madame Pomfrey - Vou buscar uma camisa limpa.

E em seguida voltou com roupas limpas e alguns cobertores.

– Obrigada pela ajuda, querida, mas agora eu cuido dele. - disse ela à Lara. - Ele vai precisar de muito repouso.

Lara assentiu e saiu da sala, desejando que Severo se recuperasse o mais rápido possível.



Notas finais do capítulo

Espero que tenham gostado :)
Gente eu gostaria de dizer a fic já está indo para os seus finais. Mais alguns capítulos e eu finalizo-a. Eu estou pensando em fazer uma continuação para ela, mas vai demorar. Na verdade vai demorar bastante tempo até eu postar outra fic, pois vou começar a escrever o meu livro e gostaria de me dedicar a ele.
Bom, por hoje é só
Espero que tenham aproveitado
Ah, não se esqueçam dos comentários
bjss :)