Entre Ervas E Poções escrita por Potterhead Narniana


Capítulo 19
Capítulo 19 - Abrindo o coração


Notas iniciais do capítulo

Olá pessoal, td certo?
Aqui estou com mais um capítulo
Eu o fiz com todo o meu coração, então ficou bem romântico
Espero que gostem, bjss :)



Nos dias que se passaram o relacionamento de Snape e Lara continuou tão frio quanto gelo. Os dois não se falavam, evitavam se encontrar pelos corredores, sequer se olhavam e geralmente onde um estava o outro não estava. O ódio de Snape e o ressetimento de Lara os estava afastando cada vez mais.

As aulas de Lara geralmente eram animadas, mas ultimamente estavam monótonas e sem vida.

- Bom dia. - disse ela entrando na estufa, mas disse num tom tão desanimado que era difícil acreditar que ela desejava um bom dia à eles.

- Bom, dia professora. - responderam os alunos.

- Quero que abram seus livros na página 320 e façam uma leitura silenciosa sobre o acônito licoctono e o acônito lapelo.

- Não vamos cuidar de ervas ou fungos mágicos? - perguntou Rony.

- Hoje não.

- Mas por quê? Não íamos aprender sobre os asfódelos? - protestou Hermione.

- Hoje vocês só tem que fazer o que eu pedi.

- Mas acônitos seria a matéria do próximo bimest...

- Srta. Granger, creio que eu sou professora. Agora abra seu livro e comece a leitura. - Lara disse isso num tom calmo, mas foi o suficiente para fazer corar as bochechas de Hermione e despertar risadinhas nos alunos da Sonserina.

Na aula de poções o clima não era diferente. Snape passara a ser ainda mais rigoroso, retirando pontos por qualquer motivo e sendo mais irônico do que nunca.

- Hoje vocês farão a poção para desinchar. Os ingredientes estão no quadro e o resultado final deverá ser um líquido de cor azulada.

Naquela manhã sua turma era o 3º ano da Lufa-lufa. Snape passava observando atentamente o modo como cada aluno preparava a poção, colocando defeito em tudo. Uma garota gordinha, de cabelos acajus tremia da cabeça aos pés enquanto adicionava nervosamente os ingredientes em sua poção. Pelo jeito, não era só Neville Longbottom que temia o mestre de poções.

- Amarelo? Amarelo, Srta. Johnson? Como ousa chamar essa coisa de poção? - perguntava ele olhando a garota bem no fundo dos olhos, o que fazia a pobrezinha ficar ainda mais nervosa. - Menos 50 pontos para a Lufa-lufa.

E seguiu adiante para criticar o trabalho dos outros alunos. Ao final da aula, Snape disse:

- Guardem suas poções nos frascos e colem neles uma etiqueta com seus nomes. Estarem avaliando cada uma delas e vendo se merecem pelo menos a metade da nota.

Todos fizeram assim como ele havia mandado e saíram da sala, rumando para a aula de Trato das Criaturas Mágicas. Snape recolheu todos os potes e dirigiu- se ao seu armário para guardá-los. Quando terminou de guardar tudo, notou uma coisa: não estava ali o frasco de amortentia. Ele tinha certeza que havia guardado ali, nunca havia usado a poção, não tinha razão para desaparecer. Mas então os fatos foram se ligando em sua mente: primeiro Lara age de uma forma estranha e depois some o frasco de amortentia. Então era isso! Lockhart havia dopado Lara com a poção. Pelo jeito ele fora inteligente o bastante para roubar o frasco, mas não tivera o cuidado de repor seu estoque com outra dose.

Saindo rapidamente de sua sala foi direto à sala do diretor.

- Entre. - disse Dumbledore ao ouvir uma batida na porta. Snape entrou. - Ora, Severo, o que o traz aqui?

- Descobri algo importante.

- E o que é?

- Lockhart usou amortentia na professora Haleythorn. Por isso ela agiu daquela forma.

- Meu filho, isso é uma acusação muito grave. Você tem certeza do que está dizendo?

- Claro que sim. Hoje enquanto conferia meu estoque particular, notei a falta dessa poção. Eu sempre a guardei lá, nunca usei para nada. É obvio que foi ele quem pegou.

- Bom, sendo assim, Lara é inocente. Acho que você deve desculpas a ela, Severo.

O rosto de Snape ficou ainda mais pálido que o normal. Ele sabia que devia pedir perdão, mas o seu orgulho era maior. O seu ego nunca permitiria uma ação dessas.

- Eu não sei se ela me perdoaria. - disse quase num sussurro.

- Nunca vai saber se não tentar.

- Mas se ela... e se ela...

- Severo, a vida não costuma dar segunda oportunidade. Foi ela quem o tirou do estado de topor em que você se encontrava nos últimos anos. Vocês são apenas duas crianças que encontraram a felicidade um no outro. Não deixe que um motivo qualquer acabe com a vida de vocês.

Um longo silêncio estabeleceu-se na sala.

- Já está na hora de essa guerra absurda acabar, não acha? - perguntou-lhe Dumbledore.

Snape olhou-o mais uma vez e saiu da sala. Dumbledore estava com a razão. Não podia permitir que o seu orgulho separasse os dois, afinal se Lara mesmo não tendo culpa foi lhe pedir perdão, por que ele não o faria? Mas novamente a insegurança começava a se apossar dele. E se ela não o perdoasse? E se ele se humilhasse à toa? Admitir que estava errado era algo difícil para Severo naquele momento. Mas ele decidiu que faria a coisa certa. Afinal, não pedir perdão significava ser covarde e covardia era uma coisa que Snape não se permitia ter.

Olhou na sala dela, mas estava vazia. Procurou nas estufas, mas sem sucesso também. Então, pensando melhor, concluiu que ela só poderia estar em um lugar: um lugar que ele sabia exatamente qual era.

Lara procurava esconder seus sentimentos na frente de todos, mas por dentro seu coração doía. Ela agora estava sentada debaixo de uma frondosa árvore, sozinha e chorando. Somente o seu patrono lhe fazia companhia. Entre muitos soluços, de vez em quando ela sussurava baixinho:

- Expecto Patronum!

E da ponta de sua varinha, saía um enorme leão prateado que rugia e dava algumas voltas ao seu redor, mas logo desaparecia. Isso era a única coisa que no momento a fazia sorrir. E novamente ela dizia:

- Expecto Patronum!

E o leão dava algumas voltas ali por perto. Na terceira vez que fez isso, se surpreendeu ao ver que um leão e uma corça caminhavam lado a lado. Se virou para ver quem poderia ter conjurado aquele patrono, mas ao perceber quem se aproximava virou o rosto rapidamente. Não queria que visse as suas lágrimas.

- Não esconda seu rosto de mim, Haleythorn. Eu sei que você está chorando. - disse Snape se aproximando. Lara permaneceu do mesmo jeito que estava.

- Olha, eu preciso falar com você. - disse ele sentando-se ao lado dela.

- Não tenho nada para falar com você. - respondeu ela com a voz embargada.

Snape respirou fundo, mas seguiu em frente.

- Eu sei que você está magoada comigo, e com razão. Eu não devia ter tirado conclusões precipitadas sobre você, é por isso que eu estou aqui. Para pedir perdão.

- Não precisa se desculpar. Você não teve culpa de nada. - disse ela friamente.

Snape teria ficado feliz ao ouvir aquelas palavras, mas no tom que ela disse, tão frio e ressentido, aquilo era como uma apunhalada em seu peito.

- Eu errei. - continuou ele - Não acreditei nas suas palavras. Neguei meu perdão.

- Não faz mal. Eu teria feito a mesma coisa se fosse você. - dizia ela num tom ainda mais frio e ainda com o rosto virado.

Snape posicionou levemente o indicador e o polegar sob o queixo da moça, virando o rosto dela para que ele pudesse olhá-la nos olhos.

- Uma vez eu perdi alguém. Alguém que era muito especial para mim. Tudo porque eu não pensei para falar, porque eu fui um idiota. - dizia ele docemente. - Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, eu não quero te perder. Você é importante.

- Você acha que eu sou o quê? Que eu tenho pedra dentro do peito? Eu tenho sentimentos, Severo. Eu amo! Como você acha que eu me senti ao ouvir você falar palavras tão grosseiras quanto aquelas? Aquilo doeu, sabia? - dizia ainda com lágrimas nos olhos. Agora era vísivel as olheiras que tinha abaixo dos olhos.

- Eu sinto muito por tudo o que fiz. A última coisa que eu quero é te fazer sofrer. Mas é que o meu jeito de ser é assim. Eu aprendi a ser assim. Mas se você não quiser me perdoar, eu vou entender. Só peço que pense nisso.

Lara se levantou e caminhou alguns passos à frente. Snape a acompanhou.

- E porque eu deveria perdoá-lo?

Snape respirou fundo:

- Porque você é melhor do que eu.

Ela ficou imóvel diante dessas palavras. Não sabia o que dizer. Abriu a boca para falar alguma coisa, mas não saiu som algum. Snape levou o indicador aos lábios dela.

- Não precisa dizer nada se não quiser. Eu só quero que saiba que... que eu te amo! Muito! - e dizendo isso o seu olhar pousou nos lábios dela.

Seus rostos se aproximaram lentamente, até que seus lábios se selaram num beijo terno e cálido. Uma chuva fina e calma começou a cair sobre os dois, mas rapidamente foi aumentando.

- Eu também te amo, Severo Snape! Mais do que você imagina! - dizia ela agora olhando nos olhos dele.

Nos lábios de Snape desenhou-se um grande sorriso. O sorriso mais lindo que ela já vira!

Snape a levantou do chão e a girava no ar. Estavam felizes demais naquele momento. Continuaram um bom tempo ali brincando na chuva, até ficarem ensopados.

Não demorou muito e as portas do castelo se abriam. Por elas entraram os dois professores, Snape trazendo Lara no colo, os dois rindo e gargalhando mais do que nunca.

- Vejo que se acertaram. - disse Dumbledore com um largo sorriso ao vê-los.

Os dois assentiram. E novamente selaram seus lábios num beijo único e apaixonado, antes de Snape colocá-la no chão.

- Não sabem o quanto me alegro em ver que estão bem. Fico feliz que tenham se acertado.

- Obrigada por todo o apoio que nos deu. - disse Lara.

- Não têm o que agradecer. - disse ele risonho. - Agora vão lá dentro trocar essas roupas molhadas antes que peguem um resfriado.

Os dois assentiram e entraram no castelo.



Notas finais do capítulo

Ficou legal? Bom, me inspirei na música Duas Metades (Jorge e Mateus) se quiserem ouvir depois vai ser muito bom
Não esqueçam de comentar :)
bjss