Alone But Loved escrita por Filipinha Babes


Capítulo 1
Capítulo 1




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Estou sozinha. Mais uma vez estou só. Sem ninguém que me apoie ou ajude, sento-me no sofá da minha pequena sala, refletindo e pensando na minha vida quando uma vozinha me desperta "Mamã...". O meu nome é Destiny e tenho 14 anos. Já sei o que estão a pensar: tão nova com problemas na vida, sozinha e mãe?! Sim. Eu sou mãe e tenho problemas na vida. Tudo começou quando o meu pai morreu à três anos...

À quatro anos o meu pai descobriu que tinha cancro e passado um ano, o seu pobre coração doente não aguentou mais e simplesmente parou. Foi um tempo aflitivo para mim e para a minha mãe. Acho que tudo isto afetou-lhe de tal maneira que fez com que a sua mente me rejeitá-se, fazendo-a abandonar-me meses depois. 

Abandonada pela própria mãe e apenas com 11 anos de idade, tomei a iniciativa de ir a uma Segurança Social dizer a minha situação. As pessoas que me atenderam, deram-me um papel onde dizia que eu tinha maturidade suficiente para viver sozinha ( o que eu acho um completo disparate!) e para ter uma vida tal e qual como se já tivesse 18 anos. A partir deste momente comecei a viver a minha nova vida sem pai nem mãe, mal sabendo que perigos a vida de crescida teria.

Numa tarde de inverno, ao sair da escola, tinha sempre que passar por um caminho sem iluminação que eu detestava, e, enquanto caminhava, senti al puxar-me para o beco mais próximo e encostar uma navalha ao meu pescoço:

-Não grites ou tentes fugir, que é pior para ti!

Não tive mais nenhuma opção senão ficar quieta enquanto ele me tirava todas as minhas roupas deixando-me apenas na minha pura inocência. Ele apenas baixa as calças e os boxers. Nesse final de tarde tiraram-me a minha inocência. Sem ninguém para me ajudar, vesti-me e fui para casa. Estava assustada e as pernas pesavam-me. Sentia-me a pior pessoa do mundo. Como qualquer rapariga sexualmente abusada, enrolei-me na cama e chorei até adormecer.

No dia seguinte tomei um banho bem quente e longo. Sentia-me suja depois do que tinha acontecido ontem. Vesti-me, tomei o pequeno-almoço e fui para a escola como se nada tivesse acontecido. Não disse nada a ninguém, nem sequer me atrevia a olhar alguém nos olhos com medo de ser aquele homem horrível.

As semanas passaram da mesma maneira e eu sentia-me à mesma a pior pessoa do mundo.

Passados uns dois meses, comecei a sentir-me mal. Vomitava, tinha náuseas e as saladas (que costumavam ser o meu prato preferido) começaram a ser um pesadelo para o meu estômago. Pensei que podesse estar a ficar doente por isso fui ao hospital. 

Depois de várias análises e exames o doutor veio falar comigo:

-Menina... devia ter mais cuidado!

-Desculpe doutor. Tenho que andar mais agasalhada.

-Agasalhada?! Mas do que é que está a falar? A menina está grávida!

Nesse momento o meu mundo desabou. Não sabia o que dizer ou fazer. Como é que eu ía tomar conta de uma criança com apenas 11 anos? Decidi arriscar:

-Posso abortar?

-Com a sua idade temo que seja impossível! Raparigas da sua idade deviam andar a brincar com bonecas! Não a fazer sexo ainda por cima desprotegido!

Agradeci ao médico e perguntei-lhe de quantos meses estava ao qual ele me respondeu dois meses e meio. Perguntei ainda se o bebé estava bem e ele disse que sim. Agradeci mais uma vez e retirei-me do consultório. Decidi marcar mais uma consulta para fazer uma ecografia quando tivesse os três meses. Todos me olhavam de maneira estranha e com despreso mas aceitaram o meu pedido. 

Quando cheguei a casa, mais uma vez, enrolei-me na cama a chorar, mas desta vez com mais cuidado para não magoar o bebé. Acabei por adormecer.

Durante a noite acordei e senti de imediato o meu estômago a dar uma reviravolta. Corri até à casa de banho o mais depressa possível, mas depressa arrependi-me quando recebi uma forte tontura como consequência da minha correría até à casa de banho. Os próximos meses foram passados mais ou menos assim desta forma.

-Au! Au! Au! - tinha passado os nove meses. Todo o dia tinha sentido uma sensação estranha, mas agora tinha começado a sentir dores fortíssimas. Senti um líquido a escorrer por as minha pernas abaixo.

-Não... por favor, não agora... - chamei um táxi e pedi que me levassem o mais depressa possível ao hospital. Quando lá cheguei, pedi a uma enfermeira que me explica-se o que fazer quando se está em trabalho de parto. Ela não me disse nada. Apenas me sentou numa cadeira de rodas e levou-me perto de um médico. Explicou a minha situação e disse-me para respirar devagar, ter calma e que tudo ía correr bem. O médico levou-me para uma sala e deu-me uma camisa especial lá do hospital. De seguida, levou-me para outra sala com uma maca especial e disse-me para me deitar e pôr as pernas nuns apoios que a maca especial tinha. Chegou mais uma enfermeira que me ligou uns fios que vinham de uma máquina que servia para medir a minha pulsação. De seguida, o médico disse para eu respirar fundo três vezes e fazer força.

Finalmente tinha-a nos meus braços. Era uma menina linda com olhos mais azuis que o oceano! A enfermeira que me tinha ajudado no parto disse-me que era hora de amamentar e eu adorava esta sensação. Fazia com que a nossa relação fosse ainda mais achegada. Deste momento em diante tinha não uma, mas duas vidas para cuidar sozinha.


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Notas finais do capítulo

espero que tenham gostado e desculpem por ser tão grande.
agradeço comentários... luv ya all ♥



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