O Mestre De Poções Beatlemaníaco ~ Hiatus escrita por Nowhere Unnie


Capítulo 2
Capítulo 2


Notas iniciais do capítulo

Gente, mil desculpas pela demora!! Na verdade isso foi quase um abandono, mas prometo que vou dar mais atenção a essa fic. Eu estava dando prioridade à minha outra fic porque a categoria bandas estava chegando ao fim, então deixei essa um pouco de lado, mas agora estamos de volta...



Uma hora antes do início das aulas, a sala comunal da Grifinória estava em um completo alvoroço. Todos conversavam ao mesmo tempo e cada grupinho formado praticamente tinha que gritar para ser ouvido, o que piorava ainda mais aquela situação. Alguns alunos estavam de fato gritando, mas eram pequenos casos isolados, como algumas segundanistas que gritavam abaixo da escada do dormitório feminino, para que suas amigas andassem logo e uma menina de cabelos loiros cujos cachos perfeitamente bem cuidados caiam sobre o ombro e seu distintivo de Monitora-Chefe, enquanto ela se curvava sobre um garotinho de cabelos igualmente loiros, porém rebeldes e despenteados.

–Fica quieto Vince! -Ela gritava enquanto segurava firme seu braço, pois ele tentava se desvencilhar, e lançava feitiços para desamarrotar a capa do primeiranista. -Aposto que você revirou o malão inteiro procurando o pijama e por isso acabou assim! Imagina que vergonha se todo mundo vê meu irmãozinho andando por aí desleixado desse jeito! -Ela bufava enquanto ele gritava pedindo ajuda ao seu outro irmão para se livrar daquilo.


–Me deixaaaa!! Você não é minha mãe, Rachel!! Liaaamm, faz ela parar!!

Mas o outro garoto, que era tão parecido com ele que as pessoas diriam até que eram gêmeos se eles não tivessem a notável diferença de três anos, apenas gargalhava ruidosamente enquanto assistia aquela cena. Para ele, era bastante engraçado ver sua irmã chata e perfeccionista fazer isso com outro alvo além dele.

–Não se preocupa Vince, ela só vai estar aqui por mais um ano... -Ele dizia escândalosamente, ainda morrendo de rir.

–Ainda tenho que aguentar isso por um ano interinho? -O pequeno Vince arregalou os olhos azuis e mudou a direção do olhar para sua irmã, que agora estava empenhada em arrumar os cabelos dele.

–Isso não vai mais acontecer se você aprender a se arrumar direito amanhã de manhã! Não seja como o Liam, que demorou dois anos para aprender a pentear os cabelos e dobrar a capa quando tirar, ao invés de jogar em qualquer lugar!! -Ela dizia gritando, devido ao esforço que estava tendo para mantê-lo parado. Seria muito mais fácil petrificá-lo para conseguir isso e ela achava uma pena que isso fosse contra os regulamentos da escola.

Pouco a pouco a sala comunal foi esvaziando, pois ninguém queria chegar atrasado em seu primeiro dia de aula e, obviamente, os irmãos de Rachel foram os primeiros a serem quase empurrados comunal afora “para dar o exemplo de pontualidade ao outros alunos”.

Penny observava o movimento do pessoal saindo pelo buraco no retrato da Mulher Gorda e, algumas vezes, a saída era impedida por alunos atrapalhados que voltavam para buscar algo que haviam esquecido. Havia uma pequena fila para sair da comunal, mas ela ainda não estava tentando sair, andava ansiosamente de um canto a outro, apertando seu livro de poções contra o peito.

De repente, ela se deparou com Charlie, que saía do dormitório masculino correndo por estar quase atrasado e despejou seu material em uma mesa para arrumar sua gravata, que ainda estava pendurada por cima de seus ombros. Bill estava na pequena amontoação para sair da comunal, acompanhado por seus amigos do terceiro ano, quando percebeu que seu irmão estava todo enrolado com o nó da gravata e foi ajudá-lo.

–Você não tem jeito mesmo, né Charlie? Falei tanto sobre o que você não deveria fazer nos primeiros dias de aula e aposto que a primeira coisa coisa que você fez foi dormir tarde ontem! -Ele deu uma risada e um tapinha de leve no ombro do mais novo ao terminar de ajudar e, enquanto voltava para junto de seus amigos, se colocou entre duas garotas que andavam juntas na mesma direção que ele e passou os braços em volta delas para acompanhá-las até a saida.

Charlie pegou seu material e o seguiu, mantendo certa distância, se perguntando como ele conseguia fazer tanto sucesso entre as meninas, já que as duas davam risadinhas gostosas com uma besteira qualquer que ele falava para elas. Mas seu foco de atenção mudou ao perceber que Penny andava pela comunal como uma barata tonta, então ele foi até a garota.

–Penny, você não vem? Vai acabar se atrasando!

–Ai Charlie, estou tão nervosa! -Ela respondeu, mordendo o lábio inferior em seguida. -E se eu fizer alguma besteira? Eu não sei nada de poções e pelo que ouvi o pessoal comentando, esse professor Snape é terrível com os alunos que cometem erros!

–Não precisa se preocupar, Penny! -Ele tentava acalmá-la enquanto passava o braço por cima dos ombros dela e a conduzia para a saída da comunal. -É só você seguir as instruções do livro, que não tem erro! E claro, tem que ter muita atenção, porque qualquer deslize pode acabar com a poção inteira, mas não é assim tão difícil... Eu sempre ajudei minha mãe a fazer poções contra resfriados para meus irmãos menores e com 7 anos eu já conseguia fazer a poção inteira sozinho... Ele não vai pedir nenhuma poção impossível para a gente logo no primeiro dia de aula, até porque têm vários alunos nascidos-trouxas como você... -Ele explicava enquanto os dois esperavam a saída ser liberada e ela apenas assentia com a cabeça, tentando se acalmar. Quando finalmente atravessaram o quadro e saíram para o corredor, ele completou, voltando a passar o braço pelos ombros dela: -De qualquer jeito, senta do meu lado que eu te ajudo, tá bem?

–Tá bom... -Ela respondeu e respirou fundo, tentando convencer mentalmente a si mesma de que tudo acabaria bem.

Após descer as escadas para as masmorras, perceberam alguns alunos da Sonserina entravam na mesma sala para onde eles estavam indo.

–Mais azar que ter a primeira aula com o Morcegão, é ainda ser obrigado a aturar os sonserinos... -Ele resmungava com uma careta de nojo, mas Penny mal o escutou, uma vez que tentava encontrar seu amigo na multidão sonserina.

–Louie!! -Ela gritou para chamá-lo, assim que o avistou entre um grupo de primeiranistas que conversavam enquanto se dirigiam à sala de aula.

Louis Cameron pediu licença aos colegas e venceu a distância entre os dois correndo até ela, ignorando o fato de que bastava apenas esperar no mesmo lugar até que ela se aproximasse, uma vez que ele já estava quase adentrando a porta.

–Penny!! -Ele exclamou animado assim que parou em frente a ela e segurou suas mãos. -Nós vamos ter aula juntos, não é legal? -Ele disse com um soriso enorme.

–É sim!! Ainda bem que vamos assistir algumas aulas juntos!! -Ela respondeu e balançou as mãos empolgada.

Os dois ficaram unidos pelo embalo de suas mãos e sob a vista confusa de Charlie apenas por alguns segundos, porque um dos amigos de Louis gritou para chamá-lo, então ele soltou uma das mãos dela para se virar.

–Anda logo! -Ele o apressou levemente irritado, pois os outros meninos já haviam entrado e só ele havia ficado de fora para esperar o amigo. Se demorassem muito, só iria ter lugares ruins ao lado de alunos lerdos e propícios a explodirem poções, ou algo do tipo.

–Eu tenho que ir... -Ele disse contra a vontade e, no fundo, sabia que Joel só estava mal-humorado porque ele estava conversando com grifanos. -A gente se fala depois...

–Tá bem, até mais Louie... -Ela disse e deu um beijo estalado em sua bochecha, o acompanhando com o olhar até que ele entrou na sala. -É uma pena que não tenha dado tempo de apresentar vocês... Mas temos que andar logo, também! -Ela se dirigiu ao amigo e só então percebeu a expressão estranha que ele trazia na face. -Que foi, Charlie? Parece até que viu o Nick Quase-sem-cabeça jogando metade do pescoço pra fora... -Ela dizia rindo.

–Você tem um amigo sonserino? -Ele perguntou, franzindo o cenho.

–Tenho, qual o problema? -Ela o puxou pelo pulso em direção à sala de aula, para apressá-lo.

–Qual o problema? Os sonserinos são verdadeiras cobras! São sempre sujos, trapaceiros e fazem qualquer coisa pelo poder! Que eu saiba, não existe nenhum bruxo das trevas que não tenha passado pela Sonserina... Dizem que o professor Snape também não é flor que se cheire e adivinha de qual casa ele é diretor?

–Eu acho que você está exagerando, Charlie... -Ela o deteu e abaixou o tom de voz assim que alcançaram a porta, dando passagem a outros alunos, pois não queria entrar na sala de aula falando mal de alguém, muito menos quando se tratava do professor que estava de pé ao lado do quadro, apresentando uma carranca a cada aluno que entrava. -Não se pode generalizar e, mesmo que eu conheça o Louis há pouco tempo, estou certa de que ele não é nada disso do que você disse...

–Você é nova aqui e por isso não entende, ainda bem que estou aqui para te ajudar! Acredita em mim, nenhum sonserino é confiável e não quero que você se machuque! Faz parte da natureza sonserina, Penny, eles têm maldade no coração!

-Mas o Louie é um anjo para mim! – Ela finalizou a conversa autoritariamente, adentrando a sala, seguida pelo ruivo que meneava a cabeça enquanto suspirava, pois ele sabia que isso iria acabar mal algum dia. Charlie Weasley sentou-se ao lado de Penny para ajudá-la, como havia dito, e prometeu a si mesmo que faria qualquer coisa para impedir que ela se magoasse caso alguém da sonserina aprontasse, pois ele não tocou nesse ponto, mas sabia que era uma casa cheia de puro-sangues metidos a superiores, que adoravam humilhar os nascidos-trouxas sempre que tinham oportunidade.




Notas finais do capítulo

Esse foi o único vídeo da música que achei com tradução, não é dos melhores, mas tá melhor que nada... rs Então, a fala do Charlie foi inspirada nessa música., caso alguém não conheça ou não se lembre. (:
A partir de hoje vou colocar fotos dos personagens, espero que tenham gostado do Louie e do capítulo também *-*