Dilemas escrita por Paige Sullivan


Capítulo 8
Capítulo 8


Notas iniciais do capítulo

MEU DEUS! Muito tempo sem colocar nada aqui. Já devo ter perdido as poucas pessoas que acompanhavam e até entendo. Também fico muito frustrada quando isso acontece. Às vezes acabo desistindo da história por conta disso.

Como eu não posso escrever nada aqui como capítulo explicando os motivos que me fizeram não postar aqui... ficou meio complicado me explicar.

Peço mil desculpas. Meu trabalho aumentou consideravelmente, minha vida ficou uma loucura... Voltei a estudar... Ai sabe como é... Complica tudo e às vezes negligenciamos coisas que gostamos.
A história acabou sendo uma delas.

Mas... Pra não ficar lamentando, vamos postar logo... E vamos ver no que vai dar....

Enjoy it!

Kisses!



SABADO

CONDOMINIO MARTIN

Dominique estava preparando o almoço quando ouviu a porta sendo aberta. Olhou e viu Leticia entrando no apartamento tremendo e reclamando como sempre.

- O que aconteceu?

- Tá um frio do caramba lá fora. Deus me livre! E meu irmão fica de bobeira enchendo o saco pra correr com ele. Mereço isso por acaso?

- Merece. E muito mais. – ela sorri maleficamente deixando a amiga envergonhada.

- Pensei que já tivesse superado minha falta de tato. Poxa, que eu posso fazer se ele apareceu do nada?

- Esquece isso Leticia. – ela já saia da cozinha – Ele vai ficar muito tempo no Brasil?

- Por que o interesse? – ela revira os olhos ao ver a feição sarcástica de Leticia.

- Por que toda vez que pergunto do seu irmão você já leva para segundas intenções?

- Não vou dar mérito a discussão... – ela lhe dá a língua – Ele vai morar de vez aqui.

Aline entra exatamente no momento que Leticia fala isso e percebe a amiga engolindo em seco. Dominique tenta manter a sanidade porque não entende o que o faz voltar para o país. Letícia também percebe que ela não ficou muito a vontade com a noticia e assim que vê Aline chegando, respira fundo e agradece ao céus por isso.

- Como se isso importasse não é Nique? – ela sai pegando os pratos e colocando na mesa, enquanto ela tenta se recuperar do golpe.

- Verdade, vocês não se amam mais, está tudo dando certo com o Danilo não é? E o Bruno, sabe como é né? Está sempre com uma garota diferente agora.

- Mas quem disse que eu to me importando? – ela pega as panelas, arruma sobre a mesa e elas começam a comer.

Dominique tenta a todo custo não ficar pensando nessas coisas. O almoço transcorre bem, Leticia chama as duas para saírem com ela e com o irmão se quiserem, que eles vão na boate ali na rua e como é sábado precisam se divertir. Dominique agradece, mas diz que vai pra casa de Danilo. Aline aceita.

CONDOMINIO ANIMALE

Tiago esta tomando café na cozinha com o irmão e conversando com Marta. Ariana chega e entrega a correspondência que ficou na caixa de correio no dia anterior. Dennis sorri ao ver que recebeu convites VIPS para a festa da Baronetti. Olha para o irmão e mostra os convites e ele não vê com tanta alegria assim.

- A melhor maneira de esquecer uma mulher, meu amigo. Uma boa e velha boate. Muita cachaça e muita mulher bonita à vista.

- Pra eu encontrar outra mulher desalmada e mentirosa, que no outro dia vai sumir do mapa?

Todos olham estranho para ele na cozinha. Marta para de preparar o omelete que estava fazendo, desliga o fogo e senta ao lado dele. Ariana também se compadece e senta do outro lado. Dennis, por sua vez, fica apenas prestando atenção no que vai se passar ali.

- Vou te falar meu filho – Ariana começa – Essa menina ai realmente mexeu com você.

- Convenhamos que a situação só mudou um pouco. – Marta continua – Já parou para pensar que todas as mulheres que você deixou de lado passaram pelo mesmo que você?

- Charles já me falou isso. – ele olha para as duas – Mas foi a primeira que me interessou de verdade. Sei lá, o pouco que conversamos....

- Foi mágico. – Dennis termina e o irmão concorda – Você está precisando mesmo de uma reunião com os amigos. Hoje e sem falta. Ele já sai da cozinha com o celular na mão e ligando para os amigos mais conhecidos.

APARTAMENTO DIANA

Perderte de Nuevo - Camila

Diana está em seu escritório terminando de olhar alguns relatórios. Respira fundo e vê que passou a manhã toda preocupada com o trabalho e nem se deu conta de si mesma. Liga o som de casa, e vai para o banheiro. Enche a banheira e resolve tomar um banho bem relaxante, tentando tirar todas as preocupações da cabeça.

Coloca uma taça de vinho e assim que ouve a musica se da conta de sua cabeça só consegue ir naquele momento a pessoa da qual não parava de ouvir a semana toda... Charles.

Ela entra na banheira, deixa a taça na bancada e encosta a cabeça. E todas as sensações do melhor verão de sua vida lhe tomam como um tufão.

Diana PDV

Diário de Bordo – Férias – Fortaleza - 1995

Era época de férias na faculdade. Tinha mentido para meu pai e disse que viajaria com minha amigas para Fortaleza. Se ele soubesse que eu estava namorando o Charles, principalmente pela fama que ele tinha na faculdade de “estudante exemplar”, provavelmente me mataria.

Mas eu sabia que ele me amava. Isso era perceptível para qualquer um e mesmo as garotas achando um desperdício me ver com um cara como ele, sabia que no fundo era um pouco de inveja. Ele era inteligente – só não a usava para estudar como deveria -, tinha problemas com o pai como a grande maioria dos alunos naquele lugar, era sexy, bonito, charmoso, e beijava bem demais. Tinha fama de longa data, mas nunca me importei muito. Ele não saía mais de perto de mim desde quando entrei naquela sala.

Nosso primeiro trabalho tinha sido excelente. O professor não gostou muito quando nos viu juntos, achou que minha mente poderia ser sugada por ele, mas eu não ligava. Estava amando e queria aproveitar isso ao máximo.

Cada momento com o Charles era único. Ele fazia coisas meio inexplicáveis de vez em quando, mas sempre aparecia com um agrado para mim. O hotel que ele nos hospedou era um desses agrados.

Ao olhar para o hotel de frente pra praia, percebi que aquele seria o verão mais incrível da minha vida.

- Gostou do hotel?

- Claro, poderia ser uma pousadinha pequena, eu ficaria feliz só porque estou aqui com você.

Diana sorri involuntariamente e lembra que sim, foram momentos maravilhosos naquele verão. Mas também foi desde aquela viagem que ela começaria a desconfiar de muita coisa que até então eram desconhecidas a sua vista. E que seriam essas que trariam problemas futuros aos dois.

Ela sai da banheira e tenta não imaginar mais nada. Aquelas lembranças, por mais alegres que fossem, sempre traziam outras ruins atrás. Diana olha para o espelho, respira fundo a antes que qualquer lágrima resolva se transpor em sua face, balança a cabeça e decide sair e rever algumas amigas. Trabalho também não ajudaria no momento e ela precisava mesmo ter rostos amigos a sua volta.

APARTAMENTO CHARLES

E parecia que em outro lugar, outra pessoa imaginava o mesmo que Diana. Charles olhava aquele mar azul a sua frente, o frio que fazia era latente, porque estava todo coberto em casacos, a taça de vinho tradicional... Mas seus pensamentos eram quentes, como se fossem recentes e tivessem acabado de sair do forno. Lembrar de Diana em seus braços já estava se tornando um hábito. Como se ele fosse capaz de recriá-la bem na sua frente e sentir cada sensação novamente em seu corpo. Os beijos, os abraços, os toques mais íntimos e sinceros entre eles.

Conseguiu se desligar de mais um pensamento ao ouvir seu telefone tocar.

- Oi tio.

- Como sei que deve estar deprimido dentro de casa... – ele revira os olhos ao ouvir a afirmação do tio – Estou te chamando para uma partida de golfe no clube. E não me diga não, preciso de um parceiro.

- Pensei que estivesse na casa de praia.

- Estava sim, mas como estava muito frio e eu preciso me esticar porque já estou ficando velho e minhas articulações precisam de exercício... Cheguei hoje de manhã.

- E o senhor foi para o apartamento dos meninos?

- Prefiro ficar com você. Já conheço as peças e não estou com animo para acordar e encontrar com nenhuma amiga deles andando de um lado para o outro naquele apartamento.

- Ok, então. – Charles já estava rindo – Apesar de que como é sábado, bem provável que eles estejam se arrumando para sair.

- Pior. Da ultima vez que Dennis me convenceu a sair com eles, quase tive um ataque. – Charles agora gargalhava – No meu tempo as musicas eram menos estridentes.

- Nem vem tio, eu sei que o senhor se amarra num Black Sabbath, Guns, Ramones, Led Zeppelin...

- Tá Charles, mas é bem diferente. Não tinha nenhuma luz psicodélica que me deixava com dor de cabeça, as musicas eram audíveis e tinham letra inteligente para se cantar e ouvir.

- Ok, ok, venceu. Encontro com o senhor no clube e voltamos juntos. Alugou um carro?

- Não, peguei o meu mesmo no prédio dos meninos. Ainda tem duas vagas no seu?

- Tenho sim, pode deixar aqui então. Daqui a meia hora?

- Ok então.

Meia hora depois, Charles estava em frente ao Intanhanga Golf Clube (Barra – Intanhangá). Praticamente voou para chegar lá no horário que tinha marcado. Teve que cortar pela Gávea e ainda tinha certeza que atravessou algum sinal pela banda de Ipanema ou de São Conrado, mas nada pra se preocupar naquele momento. Ele precisava se distrair e sinal era o que menos lhe importava.

- Como chegou tão rápido? – Manoel estava parado no estacionamento conversando com alguns amigos.

- Digamos que tenho meus meios. – eles riram, pegaram suas bolsas e partiram para os carrinhos.

N/A: Não sei exatamente como funciona quando se está dentro de um clube de golfe. Existem regras de prioridade para cada modalidade de jogo e como não é algo onde há juiz ou árbitro para apitar o certo e o errado, as pessoas usam de bom senso para ceder àqueles que pela regra do “livrinho” tem prioridade. Por exemplo, se houver apenas um jogador ali praticando, ele deve dar prioridade para outros grupos que estejam competindo entre si e geralmente para aqueles que vão fazer tacadas rápidas e terminar a “rodada” por conseqüência, mais rápida.  Em relação ao jogo, explicar tudo é meio monótono e complicado. Tudo bem que depois que se aprende você percebe que não é lá um bicho de sete cabeças, mas aqui isso não tem importância... Enfim... Uma partida de golfe dura em média duas horas e meia, que é o tempo que se leva para percorrer os 18 buracos e todo o campo. E claro, a observação mais legal da parada: Cada sócio paga uma anuidade de R$ 100.000,00 para manter a carteira de sócio.

A partida começa – eles jogam na modalidade GREENSOME (também chamada de BESTBALL) e todos se preparam. Charles está com Manoel, contra dois amigos dele. Vai tudo correndo muito bem. Durante o caminho, Manoel pergunta a Charles como andam as coisas na empresa, com os meninos e Charles conta sobre Ariana, que sempre tenta dar uma de mãe para eles, tentando colocar algum juízo na cabeça dos dois. Manoel se diverte com algumas histórias que ele conta, e das reclamações também, mas nada que já não seja comum naquela família. Depois de algum tempo jogando, e eles ganhando por algumas tacadas melhores de Manoel, caso esse que deixa Charles impressionado, eles estão no buraco 12. O amigo de Manoel está se preparando para a tee-shot (tacada de saída) e estão todos no mais completo silencio. E é esse famoso silencio que lembrava Charles dos momentos que ele estava tentando esquecer desde quando chegou aquele lugar.

Charles PDV

Estava tentando ensinar a Diana como jogar golfe. Era o mínimo que poderia fazer depois da briga que tivemos. Já estávamos juntos há um ano e eu tinha esquecido nosso aniversário. E eu não esquecia nenhum. Mas, na noite anterior, saí com uns amigos, bebemos e fumamos maconha e sabe como é... Uma coisa leva a outra... Ela quase me fuzilou quando entrei no quarto e a acordei. Tinha ido dormir lá preocupada com mais um dos meus sumiços. Prometi que não faria mais aquilo, mas na verdade já tinha feito essa promessa umas duas vezes pra ela. Nossos pais eram sócios do clube de golfe, e ela falou que nunca foi para aprender a jogar porque o pai nunca lhe atenção a esse ponto. Como sua mãe tinha morrido muito cedo, também não teve oportunidade de aprender com ela.

- Vamos, você faz o “swing” dessa maneira. – eu estava demonstrando e ela me olhava quase rindo – Que foi?

- Tá fazendo esse movimento meio desengonçado para eu rir e deixar de ficar com raiva de você?

- Se eu ficar repetindo isso aqui... – e eu repetindo o movimento com o taco de golfe – Você me perdoa?

- Charles... Sabe que precisa de muito mais para que eu fique feliz de novo.

- Ok então. Vem aqui. – ela veio na minha direção, dei o taco para ela e a abracei por trás – Você vai entender como se funciona isso aqui. – tentei ensiná-la e para o meu espanto ela estava realmente prestando atenção no que eu ensinava. Mesmo estando por trás dela e sentindo seu corpo bem próximo ao meu, tentei me concentrar o máximo para não agarrá-la ali mesmo. Ela tentou se concentrar depois de um tempo, porque percebeu que eu estava ficando meio animado com a situação.

- Acho que já entendi. – ela se afastou e ruborizei – Que foi?

- Nada. – fiquei um pouco distante – Pode tentar.

Ela se posicionou e mesmo para a primeira tacada não foi tão ruim assim.

- Até que não foi tão mal. – aprovei com a cabeça – Mas vamos aprender outras.

A tarde se passou assim... Mesmo ela estando com raiva, como sempre quis aprender o jogo, me dava total atenção. Quando chegamos ao buraco 18 e estávamos fechando a rodada, ela sorriu pra mim.

- Olha... – paramos de frente um para o outro – Eu sei que você esta se esforçando aqui. Mas, por favor, não repete nada daquilo. Promete?

- Eu não prometi ontem de manhã? – rimos e lhe dei um beijo.

- Mas como te conheço muito bem, sei que tem algo a mais ai. Qual a outra surpresa?

- Sou tão previsível assim? – me fiz de ofendido e rimos – Ok, ok, tenho mais uma surpresa pra você.

Manoel já tinha terminado a sua tacada e percebeu que seu sobrinho estava distante. Olhou para ele tentando decifrar onde sua mente estava, mas com aquele chapéu cobrindo um pouco sua visão, era meio impossível.

- Eu sei que está pensando nela. – jogou um verde e Charles soltou um sorriso de canto de boca.

- Sim, sim, como sempre. Minha vez? – o tio assentiu e ele se posicionou para jogar.

Terminada a partida, Manoel e Charles venceram e resolveram comemorar no restaurante do clube. Os amigos deles também foram e estavam já sentando e fazendo seus pedidos quando Charles viu Diana esperando algo ou alguém em pé na varanda do restaurante. Manoel percebeu sua apreensão e praticamente o levantando e o empurrando em direção a ela. Ele engoliu em seco e partiu para lá.

Foi andando devagar sem saber se ela estava ali com outro homem. Esse pensamento sempre o assolava quando a via tão linda, arrumada e sozinha. Parecia um tormento que sempre o seguia, não queria que a mulher dele estivesse com outro, mesmo sabendo que ela tinha todo esse direito. Afinal, apenas para ele que ela ainda era a mulher dele.

- Sabia que esse seu jeito precavido de chegar perto das pessoas já se tornou um hábito? – ela se virou e ele estacou – Não me olhe desse jeito, isso é algo em você que nunca mudou.

- Meu jeito felino de chegar perto de você? – ele riu, mas ela permaneceu séria.

- Sim. – e se virou novamente pela varanda – Há muito tempo que não vinha aqui. Senti falta.

- Veio jogar? – ele parou ao lado dela observando a mesma paisagem, que por sinal, era linda.

- Acompanhei algumas amigas. Na verdade fiquei apenas como assistência.

- Você sempre gostou de jogar.

- As lembranças que me acompanham não me ajudam na concentração. – ela o olhou de soslaio, deixando- o nervoso.

- Também tenho as mesmas lembranças quando estou aqui.

- E você vem sempre, por acaso? – ela se virou para ele.

- Umas duas ou três vezes por mês. – ele se virou também e a olhou intensamente.

Claro que ela entendeu que o motivo que lhe trazia ali não era para praticar, já que ele não tinha esse tempo vago para tal. Sempre estava ali para lembrar-se dos momentos deles dois naqueles dias. Abaixou a cabeça e ele percebeu que ela se sentiu incomodada por entender seus motivos “vãos” de sempre aparecer naquele lugar.

- Apesar de que sei que as lembranças não precisam de lugar para aparecer na minha cabeça. Estão bem fixas e vêm no momento que lhe dão vontade.

- Já entendi Charles. – ela lhe cortou. Olhou para o lado e viu Manoel – Seu tio está aqui. Vou falar com ele.

Diana saiu de suas vistas, e o deixou atordoado. Encostou-se ao balcão e abaixou a cabeça. Sabia que não deveria ter dito aquilo a ela e não daquela maneira. Ela já estava na mesa onde Manoel estava com os amigos. Ele se levantou para lhe cumprimentar e por educação ela falou com os outros na mesa.

- Mas está cada vez mais linda, Diana. – ele lhe disse, fazendo-a ruborizar um pouco.

- Também não é para tanto Manoel. – ela sorriu e um dos amigos dele se levantou.

- Minha querida, uma beleza como a sua deve ser elogiada sempre. – beijou-lhe as costas da mão, dando margem para o riso dos outros dois.

- Por que não come conosco? Ou vai jogar? – Manoel lhe perguntou.

- Na verdade estava acompanhando algumas amigas. Elas estavam jogando e foram na loja trocarem uns tacos que quebraram. Vamos ao shopping e comer por lá.

- Ok então. – ele olhou para Charles que estava encostado olhando para eles e voltou a ela – Está tudo bem? – ela entendeu o que ele disse e apenas assentiu – Sabe que pode conversar comigo sempre que precisar.

- Pode deixar. – ela sorriu e depois o olhou – Ainda vou para sua casa aproveitar que é perto da praia.

- Minha casa está sempre aberta para você. Sabe disso. – eles sorriram e ela lhe abraçou.

- Vou indo, tentar achá-las que ainda tenho algumas coisas para resolver.

- Ok. Está tudo bem com o projeto?

- Claro, e depois eu até te ligo. Já que agora estamos juntos, preciso tirar algumas duvidas com você.

- Sempre. – ele lhe beijou a testa e ela se despediu dos outros.

Charles foi chegando devagar e assim que viu que ela não estava mais ás suas vistas, sentou ao lado do tio.

- Charles, pelo amor de Deus, você trabalha com essa mulher e nem sequer considerou a possibilidade de ter algo com ela? – um dos amigos dele comentou – Eu não perderia tanto tempo assim.

- Deu pra ver que não perdeu agora não é? – Charles comentou e todos sorriram – Diana é um caso complicado, não é tio?

- Ela é uma jóia.

- E você Manoel? – o outro amigo se pronunciou – Vi sua intimidade com ela, a chamando para a casa de praia.

- Ela se convidou... – ele corrigiu fazendo Charles sorrir – E ela tem todo o direito. Considero Diana como minha filha.

Diana estava dentro de seu carro e suas amigas entraram logo em seguida. Fugiu o dia inteiro de seus pensamentos para encontrar logo com o dono deles. Era muita perseguição.” Apesar de que sei que as lembranças não precisam de lugar para aparecer na minha cabeça. Estão bem fixas e vêm no momento que lhe dão vontade.” Ele precisava ter dito aquilo a ela? Respirou fundo e tentou dar o pouco de atenção que ainda restava a suas amigas no carro.

DE NOITE

Aline e Leticia já estavam arrumadas. Bruno tocou o interfone e falou que estava lá embaixo esperando pela duas. Desceram e Leticia já contava vantagem com a noite que se seguiria.

- Pelo amor de Deus Aline, tenta distrair o meu irmão se algum gatinho der em cima de mim.

- Tá brincando não é Leticia? – ela a olhava chocada – Sossega. Sempre saímos, não dá pra ficar ao lado do seu irmão uma vez na vida?

- Olha, eu sei que as pessoas já nos conhecem aqui na boate, mas não quero queimar meu filme. Por favor. – ela revirou os olhos enquanto a amiga lhe olhava pedinte.

- Vou decidir isso quando ver o seu irmão. E se ele também estiver a fim de se divertir?

- Não. Vocês dois se respeitam demais para quebrar um trato “invisível” de amizade. Afinal de contas, é a melhor amiga da mulher da vida dele.

- Graças a Deus. Imagina?  - Leticia a olhou de rabo de olho e assim que chegaram ao térreo a parou.

- Vem cá, desde quando ficou tão religiosa? – Aline não entendeu onde ela quis chegar – Eu sei que usamos essa expressão “Graças a Deus, Ah meu Deus” o tempo todo, mas apenas como uma exclamação ou alivio, só que você está usando demais ultimamente.

- Acredite... – ela continuou andando – Depois que fazemos muita besteira, essa expressão meio que se torna parte do nosso vocabulário.

- E que besteira você fez para estar usando Deus no meio disso? – ela não entendeu e ficou curiosa. Bruno já estava esperando por elas e olhando Aline praticamente babando.

- Gente, como conseguiu ficar mais linda do que antes? – eles se abraçaram e ao mesmo tempo que sorria, podia se perceber seu rosto super vermelho.

- Impressão sua Bruno. – ela sorriu e Leticia pigarreou.

- Estou achando que alguém vai se dar bem essa noite. – ela sorriu e os dois ficaram sérios.

- Não começa Leticia. – ele abriu o portão do prédio e saíram – Nós somos apenas amigos.

- E daí? – ela sorriu e Aline a reprovou com o olhar – Tá, desculpa, estava brincando.

Andaram uns dez metros e chegaram a porta da boate que já estava bombando lá dentro.

Give me Everything – Pitbull ft Neyo, Nayer & Afrojack

Tiago ja estava na boate com o irmão. Olhavam de um lado para o outro procurando por algum lugar para ficar. Foram para o segundo andar e viram seus amigos sentados na área vip de lá.

- Não sabe ler não Dennis?

- Você sempre fica no primeiro andar porque reclama que a pista daqui é pequena. Como eu ia adivinhar? – ele chegou perto de Alan e eles riram.

- E ai Tiago? – Daniel, outro amigo deles se levantou e falou com o amigo. Nesse meio tempo ele estava tentando dar atenção a uma moça muito bonita que lhe dava atenção perto do bar.

- Vai logo falar com ela. Daqui a pouco a gente se fala. – ele sentou no lugar do amigo, que saiu dali correndo. Conversa vai, conversa vem e duas garrafas de tequila já estavam em cima da mesa.

- Tiago... – Daniel o olhou – Acho que essa noite vai render. Ele apontou com cabeça e Tiago viu três mulheres muito bonitas paradas perto do bar e olhando para eles quase que lascivamente.

Party Rock Anthem

 Aline estava no andar de baixo tentando andar pelo lugar. Por mais que elas gostassem do lugar, Baronneti não era uma boate muito espaçosa para ficar se espreguiçando. O andar de baixo era o melhor, já que a pista era maior, e Bruno sempre preferiu ficar ali embaixo. Como eles não tiveram muito tempo de reservar mesa nem nada disso, resolveram ficar pelo bar mesmo.

- Está fazendo hora extra Luana? – Aline viu a amiga trabalhando no bar e ela abriu um sorriso de orelha a orelha quando a viu com Bruno a tiracolo.

- Eu não, mas parece que você está. – elas sorriram e ela entendeu assim que o viu ao lado dela.

 - Engraçadinha. Esse aqui é Bruno, irmão da Leticia. – ela os apresentou e olhou para o cardápio – Me vê o de sempre.

- Cade a Leticia?

- Já está aproveitando a pista. – Bruno apontou e eles olharam para Leticia dançando com alguma conhecida.

Tiago e Dennis resolveram analisar o terreno antes de sair em cima de qualquer mulher. Eles já tinham terminado praticamente a primeira garrafa e mesmo não estando bêbados, sabiam que já estavam alegres.

Tiago desceu e mesmo a musica sendo no mesmo estilo com certeza era outra, isso deu pra perceber. Foi andando de um lado para o outro e viu uma morena muito parecida com a que o deixou em Sampa. Olhou para o copo de bebida e balançou a cabeça. Não era possível que ela estivesse exatamente ali.

- Ei, vamos dançar. – Bruno percebeu que Aline estava precisando de um incentivo.

- Claro, já que estamos aqui, vamos aproveitar.

Eles foram para a pista e assim que entraram no clima começaram a dançar juntos. Bruno e Aline sempre se deram muito bem e como já dito antes, se respeitavam demais como amigos para irem além disso. E era isso que fazia com que os dois se deixassem levar pela musica e se libertassem para dançar como se fossem íntimos. Estavam com um copo de bebida na mão cada um e nem ligavam para o que as pessoas em volta dissessem, o pensamento daquela noite ali era se divertir.

David Guetta feat Flo Rida & Nicki Minaj - Where Them Girls At

Leticia estava dançando com as amigas e uma delas a chamou para ir no andar de cima que ela conheceu um cara super simpático e queria apresentar um de seus amigos. A boate estava cheia e ela viu mesmo no meio da multidão que sua amiga estava se divertindo horrores com seu irmão. Não ia se meter naquilo mesmo. Eles que aproveitassem mesmo. Mas ao mesmo tempo que estava olhando para eles, esbarrou em alguém no meio do caminho e sentiu que um copo voou para outro lado.

- Ai, me desculpa, eu não estava prestando atenção. – olhou pra cima e estacou.

- Sem problemas. Eu que sou muito distraído. – Tiago olhou para ela e seus olhares se prenderam por um momento. Letícia sorriu logo em seguida para não parecer uma retardada e percebeu que aquela noite sim ia render. E muito. 



Notas finais do capítulo

E ai gente? Será que valeu tanto tempo? shuaushauhshus

Pra não deixar ninguém na mão, vou postar mais uns três capitulos hoje. Assim eu tento, digo tento, porque não sei se vou conseguir, amenizar tanto tempo deixando vocês na mão.



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