Dilemas escrita por Paige Sullivan


Capítulo 5
Capítulo 5


Notas iniciais do capítulo

Parece que algumas novidades vão surgir nesse capítulo!
Divirtam-se!
husausahhusahusahusahusahushuahusasa
Boa leitura!



Capitulo 5

Dominique já estava nervosa porque todo o trabalho dela tinha ido por água abaixo. Ela e Aline estavam em conversa on line pela webcam do Msn e as duas começaram a rir porque Aline contou que tinha um jantar importante para ir.

- Que legal, te atrapalhei não é?

- Ainda bem que Diana entendeu que era por uma boa causa, imagina se ela encrenca com isso?

- O relatório não ia ficar pronto. E ai sim que ela ia encrencar.

As duas continuaram o trabalho e a todo tempo Dominique olhava para seu celular e ele parecia que não ia parar de piscar. Ela bufava, mas tentava manter seu olhar fixo no computador.

- Que droga, tenho certeza que o Danilo não para de me mandar mensagem e ligar.

- E por que você não fala com ele? – Aline estranhou e Dominique respirou fundo.

- É que tipo, ele me chamou pra sair e eu disse que ia, mas...

- Ah pelo amor de Deus Dominique, quando você manda o “mas” parece que ele não te agradou e não foi isso que me pareceu outro dia.

- Acha mesmo que é certo eu sair com um cara de dentro da empresa?

- Ei, estamos numa empresa de publicidade. Aqui não é escritório de advocacia e muito menos firma multinacional. Não temos essas regras aqui e você sabe disso. Manda logo uma mensagem pra ele, senão quem vai mandar sou eu.

- Epa, desde quando ficou tão desenvolta assim? – Dominique estranhou e Aline engoliu em seco.

- Não estou desenvolta, só acho que você tem que aproveitar essa oportunidade que apareceu. O cara é um gato e pelo visto mexeu com você também.

- É isso é verdade. – Dominique já estava com o celular na mão – Vou ligar pra ele. Espera ai.

- Não tenho mais nada a fazer mesmo. – Aline deu de ombros e levantou – Qualquer coisa me chama.

Dominique levantou e foi andando pelos corredores do setor até chegar perto de uma janela que tinha vista para a rua da empresa.

- Oi Danilo tudo bem?

- Poxa, pensei que tinha me deixado de lado. Aconteceu alguma coisa?

- Não, é que eu tive que vir ao escritório para resolver um problema de uma reunião para segunda. Sabe como é né? Se não resolver a Diana me mata.

- Ainda não cheguei nessa parte ai na empresa e espero não chegar. – eles riram ao mesmo tempo – Mas que horas você vai sair daí? Posso passar e te pegar. Que tal irmos ao São Nunca?

- É pode ser, não estou muuuito arrumada para isso, mas vamos sim. – ela olhou para o relógio e viu que ainda eram nove horas – Que tal me buscar às dez? Acho que terei tempo de me organizar.

- Tá marcado então.

Dominique permaneceu ainda algum tempo olhando pela janela e viu o movimento alto de carros. Por mais que na Barra essas horas não fosse um alto trafego, a rua que ela trabalhava era uma das mais movimentadas. Olhou para o celular de novo e riu. De muitos homens que conheceu, Danilo no momento estava sendo o mais interessante de todos. E como Aline já tinha afirmado, não haveria problema algum em ter um relacionamento com um colega de trabalho. Riu sozinha se achando uma louca por já estar pensando em relacionamento sério com ele.

Aline estava sentada de frente para o computador e depois de um tempo Dominique apareceu. Ela contou que iria com ele ao São Nunca e Aline aprovou. A amiga precisava se divertir depois da cagada que tinha acontecido. E ela também. Depois de um tempo terminando os relatórios, Dominique percebeu que o resto poderia terminar no outro dia. As duas se despediram e desejaram uma boa noite para cada uma.

Dominique desceu para esperar Danilo e Aline levantou para tomar uma taça de vinho. Viu um panfleto perto do frigobar que tratava de uma festa no saguão anexo do hotel, uma festa apenas para hospedes e convidados. Comemoração do hotel.

Refletiu sobre o que as meninas disseram sobre se divertir e resolveu descer para ver como era a tal festa, mesmo achando que provavelmente não teria ninguém naquele lugar.

****

Enquanto isso, os três empresários estavam no bar do restaurante terminando a noite e conversando sobre assuntos triviais já que o negócio já tinha sido fechado e uma comemoração ia bem naquele momento. Stolt contava de suas aventuras pelo mundo afora, mas Diana percebeu que já não podia mais continuar aquela noite, estava se sentindo cansada. Todos concordaram em se retirar, mas Stolt partiu para uma boate em São Paulo. Charles acompanhava Diana ao seu lado até chegarem ao elevador. A situação voltou a ser tensa, por mais que o álcool já estivesse em suas veias e antes parecesse que fossem amigos de longa data.

Entraram ao mesmo tempo e pararam lado a lado. O silencio era constrangedor e a musica de fundo não ajudava em nada.

- Parece que conseguimos finalmente. – Charles tentou quebrar o silencio, mas Diana apenas assentiu – Agora temos que marcar uma reunião para iniciar o projeto e...

- Eu sei disso tudo Charles. – Diana o cortou, mas tentando o máximo ser cordial e não rude – Mas já falamos tanto de negócios, será que isso poderia ser deixado pra depois? – ele também assentiu embaraçado. Chegaram ao andar de Diana.

- Boa noite. – foi a única coisa que ela disse antes de sair do elevador e nem sequer olhar para trás. Charles sentiu uma pontada no coração e engoliu em seco, mas desviou sua atenção apertando o botão para fechar a porta do elevador o mais rápido possível e ir para seu quarto.

- Boa noite. – abaixou a cabeça e sussurrou para si mesmo.

Tiago estava deitado em sua cama olhando para o teto e pensando o que ia fazer. Esperava por noticias de Charles que não aparecia e no quarto não estava. Pensou que eles poderiam ter ido curtir a vitoria em algum lugar badalado de São Paulo e ele estava ali preso por conta de uma contravenção do trabalho. Bateram a porta e ele levantou para ver quem era.

- Charles. – ele riu – Pensei que estava enchendo a cara em algum lugar por ai. – o primo o olhou com aquele jeito característico e entrou no quarto.

- Até cheguei a beber porque sim, conseguimos o contrato... – Tiago sorriu e quase deu pulinhos de alegria, não fosse pelo ar morto do primo – Mas encher a cara por causa disso é coisa sua e não minha.

- Do jeito que chegou aqui, parecia que estava voltando de um enterro. – eles dois sentaram nas poltronas próximas – Ei, calma ai, eu não fico enchendo a cara! – Charles o olhou de novo e ele desistiu – Tá, de vez em quando. To me odiando por ser tão previsível.

- Eu estou cansado Tiago. Passei o dia todo enfiando minha cara naquele projeto para que esse jantar fosse perfeito. Resolveu o problema com o Dennis, a propósito?

- Sim, achei o que eu queria no meu laptop e mandei para ele. Revisamos e ele terminou a pior parte. Disse que ia sair pra espairecer as idéias porque deixamos todos os pepinos na mão dele.

- Para você ver o que passo todo dia na empresa. – riram e Charles se levantou – Vai se divertir Tiago. Tem uma festa no anexo do hotel.

- E você?

- Vou dormir isso sim. To morto.

Charles saiu do quarto e Tiago pensou no que o primo falou. Tinha visto mesmo o folheto perto do seu frigobar, mas achou que não teria ninguém interessante nessa festa. Mesmo assim colocou de novo a blusa que tinha tirado para não amarrotar, só não colocou a gravata e colocou o terno. Se não achasse nada de bom naquela festa, iria procurar na recepção um lugar decente para se divertir.

***

Diana já estava terminando de colocar sua camisola quando alguém bateu à sua porta. Aline pediu licença e entrou e as duas conversaram sobre o jantar. Ela contou a chefe sobre o problema ter sido resolvido com Dominique e falou que ia sair um pouco para aproveitar a noite. Chamou-a, mas assim que realmente percebeu que ela já estava pronta para dormir, sorriu e pediu desculpas. Diana disse que não tinha problema, que até iria se não estivesse tão cansada.

DJ Got Us Falling in Love Again – Usher feat. Pitbull

Aline desceu para o saguão e foi andando em direção a festa. E mordeu a língua. Tinha gente entrando e saindo o tempo todo, parecia um mini boate dentro do hotel. O segurança a parou e perguntou se ela era hóspede e ela disse que sim, mostrou sua chave do quarto e ele a deixou entrar. A música ela já podia ouvir do lado de fora, mas quando entrou, viu aquele monte de gente dançando na pista de dança enorme. Foi direto para o bar para visualizar a situação. Ficou conversando com a menina um tempo e acabou se distraindo.

Tiago já estava animado dançando com uma menina que tinha acabado de conhecer, mas também se conhecia muito bem e sentia que no fundo tinha uma ponta de esperança que a morena misteriosa estivesse lá para aproveitar a festa também. Dito e feito. Foi para o bar pegar duas bebidas e a viu sentada com um vestido azul marinho - que só dava para perceber que era azul por conta do reflexo da luz do balcão do bar - com uns brilhos que a deixavam em destaque, mas não era algo muito chamativo, era discreto.

Outro homem parou ao lado dela, puxou assunto e ele resolveu parar no final do balcão e checar como se sucederia aquela conversa. Ela riu um pouco, mas parecia envergonhada, respirou fundo, olhou para ele e o dispensou. Não pôde ouvir a conversa por conta do barulho em volta, mas o cara não parecia nada satisfeito com a situação. Ele continuou insistindo, mas ela já não parecia muito feliz, olhou para a menina do bar, e ele resolveu que era o momento propicio para se intrometer.  

- Desculpa interromper a conversa. – Tiago parou do lado direito dela e encostou ao balcão – Mas ele está te incomodando meu amor? – Aline se virou para ver novamente aquele homem maravilhoso com aquela voz inesquecível e entrou na brincadeira.

- Ele só veio tirar uma dúvida comigo. Nada demais. – ela sorriu para ele encantadoramente e passou as mãos pelo seu rosto, seguindo para os cabelos. O olhar de surpresa e êxtase de Tiago para ela os prendeu numa bolha invisível por alguns segundos. Era como se apenas os dois estivessem naquele bar, sem música e ninguém perto para atrapalhar.

- Você não disse que tinha companhia. Na verdade quando perguntei, disse que estava sozinha. – o outro homem ao lado dela não se deu por vencido e continuou a conversa – Quem me garante que ele não é apenas um amigo seu?

- Nós brigamos hoje de manhã e ela estava com raiva de mim. – Tiago abraçou Aline pela cintura a deixando desconcertada. Podia-se notar o rubor em seu rosto não fosse pela baixa de luz que houve na boate.

- E já fizeram as pazes? – o cara respondeu.

- Meu querido... – a menina do bar se intrometeu – Com o olhar que os dois trocaram, é óbvio que já se reconciliaram, acho que até se meu namorado me olhasse desse jeito, eu voltava com ele. – Aline tossiu e tomou um gole da bebida que estava a sua frente.

- Mas...

- Olha, admiro a sua insistência em querer algo com minha mulher... – Aline tremeu por dentro só de ouvi-lo falar aquilo, mesmo que de brincadeira – Mas não devemos nada a você não acha? Ela estava sozinha sim porque eu não iria aparecer e agora que estou aqui vou resolver os meus problemas com ela. Será que poderia nos deixar à sós? Ou será preciso chamar algum segurança para ajudá-lo a entender melhor? – o som da ameaça desarmou o homem. Ele levantou os braços em sinal de rendição e saiu de perto deles.

Tiago aproveitou para sentar onde ele estava e assim que tirou as mãos da cintura dela, Aline sentiu-se como que desprotegida. O olhar antes trocado pelos dois voltou deixando-a ainda mais ruborizada.

- Desculpa pela intimidade forçada.  – ele sorriu e Aline se lembrou quem ele era (porque nesse meio tempo já tinha se esquecido), respirou fundo e tomou o resto da bebida – Parecia que você não estava nem um pouco confortável com aquele cara.

- Sem problemas, na verdade eu agradeço. – a menina do bar já estava entregando outro drink para ela quando estranhou a conversa.

- Calma ai, vocês não são um casal? – ela perguntou confusa. Aline a olhou de um jeito bem intimidador e ela sorriu sem graça – Desculpa.

- Por mim seriamos muito mais que um casal, mas toda vez que a procuro, ela foge de mim.

- Que isso minha linda. Não perde um homem desses não. – ela saiu, deixando os dois sozinhos novamente.

Eles se entreolharam e ela continuou bebendo seu drink.

- Acho que agora te perdi de vez não é? – ela riu e negou com a cabeça.

- Por que você acha que me perdeu? Nós só nos vimos duas vezes.

- Na verdade eu te vi quatro. – ele falou rápido a deixando assustada – Não estou te seguindo não. – ela respirou aliviada – Mas eu assumo que te vi mais duas vezes e essas eu não tive oportunidade de falar com você.

- Ainda não entendi.

- Bom, te vi no aeroporto do Rio, na cafeteria antes de embarcarmos. Depois nos vimos no vôo e aqui no hotel, mas a quarta vez foi hoje de manhã. Mas você saiu do hotel com outro homem e não consegui falar.

- Essa volta toda para perguntar se tenho namorado? – eles riram e ele negou com a cabeça.

- Eu só costumo fazer essa pergunta depois de uns quatro drinks, por ai...

- A bebida entra, a verdade sai. – falaram ao mesmo tempo e riram novamente.

- Não tenho namorado e pode ter certeza que depois de quatro ou cinco drinks essa afirmação continuará sendo a mesma.

- Então quer dizer que eu tenho chances? Porque de quando começamos a conversar esse é seu primeiro, e até chegar ao quinto ainda há muita conversa. – o olhar sedutor, que ela sabia que ele tinha e que devia despertar os desejos mais escondidos de uma mulher estavam sendo direcionados a ela. Ela riu e virou seu olhar para o drink.

- O que viu em mim? – ela não acreditava que ele a achava no nível das mulheres que costumava sair.

- Por que a pergunta? – ele franziu o cenho sem entender. A menina do bar, que Aline percebeu que estava assistindo de camarote, faltando apenas o balde de pipoca, a fuzilou com os olhos.

- Nada não, inseguranças femininas. – ele estranhou e riu.

- Acho bem difícil uma mulher como você ter insegurança em alguma coisa. – eles riram e mantiveram o silencio novamente se encarando. Alguns segundos depois ele se levantou e estendeu a mão para ela – Vamos chegar ao quinto drink?

- Podemos chegar até o décimo. – gargalharam e ele a levou para a pista de dança.

***

Horas depois...

Elevador – Ana Carolina

Risadas estridentes vinham de dentro do elevador. Os dois se confundiam com as chaves dos quartos, quando Aline percebeu que tinha deixado a chave dela em cima da mesa do bar e que aquilo era apenas um porta copo. Riram de novo porque o nível de álcool já estava nas alturas e resolveram ir para o quarto dele. Beijos desconcertantes eram trocados dentro do elevador, ele a imprensava na parede, os dois ficavam sem ar e não ligavam para os outros em volta.

Ao entrarem, jogaram bolsa e carteira longe, ela já o puxava pelos cabelos para outro beijo dominador. A porta foi fechada com os pés bruscamente, quando ele a imprensou na parede novamente e a levantou fazendo com que ela o abraçasse com as pernas pela cintura. Ele a colocou sentada num balcão enquanto tentava tirar o vestido dela apressadamente. O olhar contínuo e frenético, os beijos incessantes e o riso frouxo não ajudavam no trabalho de nenhum dos dois.

Ele puxou o vestido dela por cima e a contemplou. Poderia estar bêbado, mas não tão assim. Aquela imagem ficaria em sua mente por um bom tempo. Aline já estava mais afoita, praticamente arrancando a camisa dele e arrebentando alguns botões. Pensou que ele fosse reclamar, mas isso só foi combustível para aumentar ainda mais o desejo dele por ela. Pegou-a no colo novamente e a levou para um lugar muito mais confortável...

Depois da primeira vez e de estarem tentando recuperar o fôlego, Aline contemplava o teto do quarto de maneira diferente, mesmo sendo praticamente igual ao seu. Aquele homem era fogo na roupa mesmo e um amante maravilhoso. Poderia até apostar que era o melhor homem com quem já esteve, mas ficaria com aquele pensamento apenas para ela.

Tiago estava mais extasiado que antes. Se os olhares eram imãs poderosos, ter um momento como aquele com aquela mulher foi a confirmação de que ela era perfeita. Viraram de lado na cama e de frente um para o outro e riram novamente. Aquilo já estava se tornando um hábito aquela noite. Tiago chegou perto novamente e a beijou, mas dessa vez mais lento, mais calmo, como se fosse uma degustação. Queria aproveitar cada pedacinho dela, ter noção de todos os seus cheiros, gostos e sensações. Confirmou para si mesmo que desde o momento que a viu, ela era tudo que tinha idealizado. Ela correspondia com fervor, não querendo parar com aquilo em nenhum momento. Ele ficou por cima dela de novo, voltou a acariciá-la por todo o corpo, desceu os beijos ao pescoço e reiniciou um trajeto que seria feito muitas vezes aquela noite.

***

RIO DE JANEIRO

Eram três da manha e Leticia estava em casa, encolhida e coberta com manta no sofá, tomando um chocolate quente, vendo um filme no TCM e imaginando com a mocinha do filme não precisava se preocupar com academia, com aquelas roupas enormes que estava usando. Naquela época, mostrar cada pedaço do corpo era considerado pecado, e dos piores. Bebia o chocolate, sabendo que passaria horas na academia se matando para queimar as calorias, mas fazia tanto frio, mas tanto frio que ela nem estava ligando, já que estava aquecendo seu corpo.

Dominique chegou com Danilo a tiracolo e riram dela toda encapada no sofá. Trocaram uma conversa por uns dez minutos, ela contando da noite engraçada que tiveram na casa de show, e ele reclamando dos homens que pareciam que iam comê-la com os olhos. Despediram-se por hora e foram para o quarto de Dominique.

Letícia respirou fundo, já sabendo o que viria pela frente e se encolheu ainda mais em seu casulo. O sono não vinha de jeito nenhum e percebeu que seria mais uma noite acordada vendo filmes antigos. Até que seu telefone tocou e estranhou, principalmente porque era seu irmão ligando.

- Por que está me ligando de madrugada Bruno?

- Desculpa irmãzinha, te acordei?

- Não, estava vendo TCM.

- Mais uma noite sem sono? – ele riu e ela também.

- Infelizmente. Mas não muda de assunto, aconteceu alguma coisa?

 - Então, tenho uma novidade pra você...

- Espero que seja boa, porque se eu estivesse dormindo e você me acordasse para me contar besteira, mandava um missel...

- Olha... Você está acordada, para de drama... To voltando para o Brasil.

- Oi? – ela se assustou com a noticia de supetão.

- A empresa me deu uma oportunidade. Eles querem abrir uma filial no Rio de Janeiro, e me pediram para voltar. Eu aceitei.

- Que legal irmão! – ela praticamente gritou e depois se tocou da hora – To quase berrando aqui. Mas isso está certo mesmo?

- Então, eu vou precisar abrir um escritório pequeno por enquanto, para depois ir crescendo, vendo o mercado, se tudo der certo, volto de vez.

- Que ótimo!

- E tem mais uma coisa.

- Que seria?

- To no avião. – ela se assustou novamente – To chegando amanhã de tarde, horário do Rio.

- Opa, calma ai, por que não me avisou isso antes?

- Foi em cima da hora. Tem um apartamento alugado para mim em Ipanema mesmo, mas depois a gente conversa porque senão essa conversa vai sair muito cara, será que você poderia me buscar no hotel às 14:00h?

- Posso sim irmão, pena que não tive tempo de ir ao salão me arrumar para te ver. Mas eu vou te buscar sim. Vou tentar dormir então. Beijos.

- Beijos.

Letícia levantou saltitando do sofá. Nem ligava para o frio que estava fazendo naquela madrugada mais. Queria mesmo era comemorar. Finalmente seu irmão voltaria para o Brasil. Mas assim que olhou para a porta de Dominique, desanimou. Ela sabia que no fundo, bem lá no fundo, os dois ainda gostavam um do outro, e que seria bem difícil convencer o irmão disso. E com outro na parada, o trabalho seria em dobro com sua amiga.

****

SÃO PAULO

Aline acordou e percebeu pela janela que ainda não era de manhã. Olhou para o relógio do criado mudo e viu que ainda eram cinco horas e se perguntava porque estava acordando antes do sol aparecer.  Sentiu-se nua na cama e olhou em volta sabendo que aquele quarto não era seu. Virou para o lado e viu Tiago deitado de bruços ressonando tranquilamente e não fosse pelo lençol que enfiou na boca e mordeu com força, teria dado um grito e acordado meio hotel. Lembrou da noite maravilhosa e totalmente errada que passou com ele, e tentou se levantar no maior silêncio possível. Catou suas roupas, se vestiu rapidamente e depois que já tinha vasculhado o quarto todo à procura de sua calcinha e de sua bolsa, foi chegando perto daquele homem tão lindo e tão errado à sua frente. Iria acordá-lo, mas logo se tocou de que não poderia continuar com aquilo.

Andou em direção a porta com seu sapato numa mão e bolsa na outra, respirou fundo e deu adeus ao único homem que a fez ter as melhores sensações possíveis em sua vida.



Notas finais do capítulo

Já coloquei os links das locações na capa da história (pelo menos, as principais)
Quando eu tiver um tempinho, vou colocar nos capítulos.



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