Dilemas escrita por Paige Sullivan


Capítulo 2
Capítulo 2


Notas iniciais do capítulo

Segue mais um capítulo!
Vou postar o 3 também, porque agora que eu percebi que o 2 é pequeno! sauhahusahuhusahusahusahusa
Boa leitura!



 Capitulo 2

PALMAS PUBLICIDADE

Tiago estava exausto. Depois de duas reuniões com clientes e com a cabeça quente, ele queria mais era ir pra casa. Já estava preparando tudo para ir embora, até levando alguns papeis para dar uma revisada para o dia seguinte, quando Dennis entrou em sua sala.

- Mano, o Charles está chamando a gente. Reunião rápida.

- Não agüento mais reunião. – ele riu e se virou para o irmão – Já estou indo.

- Ok. Te espero lá. – quando ele já estava pegando sua pasta, seu celular toca.

- Alô. – ele não conhecia o telefone.

Ah não acredito que não está conhecendo a minha voz. – era Adeline, uma amiga francesa que Tiago percebeu logo depois dela forçar ainda mais o sotaque.

- Claro que lembro Adeline. Não sabia que estava no Brasil.

Cheguei hoje e queria te ver. Que tal nos encontrarmos naquele barzinho de sempre... O...

- Já sei, o Storm. Tudo bem, eu vou sair daqui a pouco da empresa e passo para te pegar. Mas já te ligo que tenho uma reunião agora.

Que isso, reunião depois do horário de trabalho? – ela chiou um pouco e depois riu – “Pas deproblème, mon amour”, eu te espero.

Tiago desligou o telefone e foi para a tal reunião. Quando chegou os dois estavam rindo sobre algum acontecimento novo na historia.

- O que é tão engraçado?

- Charles conseguiu convencer a Diana de viajar com ele pra São Paulo para pegar o cliente em cheio. – Dennis respondeu.

- Eu estou achando que o Charles quer outra coisa com ela isso sim. – Tiago senta numa cadeira em frente ao primo que mantém o sorriso no rosto.

- O que eu quero é muito complexo para vocês entenderem agora rapazes. Mas vamos direto ao ponto. Sim, a Diana vai comigo a São Paulo para resolver isso logo e eu quero que Dennis fique por aqui tomando conta de tudo. Mesmo sendo num final de semana, imprevistos podem acontecer.

- Tudo bem. Eu não tenho nada pra fazer mesmo.

- E você Tiago, eu quero que vá comigo. Esse projeto é grande e como seu cliente é menor que o do Dennis, preciso que me ajude. Não dá pra ficar uma pessoa apenas resolvendo tudo.

- Tudo bem. Partimos quando?

- Na sexta mesmo, já pedi a minha secretária que providenciasse as passagens e o hotel. Vamos ficar no mesmo que o do dono da Extreme.

- Charles, eu tenho uma duvida. Entendo o motivo de você querer fazer essa fusão, mas por que? Ate onde eu sei a Extreme não possui tantas filiais no mundo.

- Mas não é isso que eu quero apenas Tiago. A Extreme é uma das marcas lideres no mercado. Eles têm de tudo, desde bebida alcoólica até sapatos femininos. São um grupo grande e já possuem empresas de publicidade no exterior. Eles querem lançar a marca no país e não tem por onde começar.

- Sim, mas ela já é vendida aqui no país.

- Pelas afiliadas. Por exemplo, o Stolt é dono de uma marca de cerveja que é comercializada aqui no país, mas ninguém sabe que ele é o dono. Eu quero tomar esse projeto. Mulheres no país todo usam os sapatos e bolsas de outra empresa que ele também é dono, mas não há uma propaganda boa. Ou seja, o cara está precisando muito de uma mão. E nós vamos dar.

- E as outras empresas de propaganda dele?

- Vou explicar: por mais que ele tenha propagandistas excelentes lá fora, eles não sabem a fundo o gosto do brasileiro, tanto que as marcas não são tão conhecidas no mercado. Ele precisa aumentar os lucros onde elas já existem para expandir para o país todo. E é isso que vamos dar, do jeito que o brasileiro vê o mercado e do que ele precisa.

- Entendi, mas pelo que eu sei, ele tem mais produtos vendidos aqui no Brasil. – Dennis parecia inteirado do assunto.

- Sim, ele acabou de adquirir uma empresa pequena de cosméticos. Diana queria pegar essa parte para ela, já que já tem um projeto engavetado na empresa que daria certo.

- Ou seja, no modo grosso de falar, o cara é um “Wall Mart” da vida.

- Você fala no sentido do cara vender de tudo por assim dizer. – Dennis estava tentando chegar ao raciocínio do irmão.

- Isso mesmo.

O assunto continuava entre eles e chega se perderam na hora. Depois, Tiago viu que não daria tempo de passar em casa primeiro e resolveu que iria buscar a amiga e levá-la até o apartamento. Ele comentou com Dennis que não ligou para isso. Cada um voltou para casa em seu carro, enquanto Charles ainda estava absorto em seus pensamentos no escritório.

Aquele espaço de tempo que ficou conversando com Diana, mesmo que em caráter profissional, já foi capaz de balançar seus sentimentos, suas emoções e suas lembranças.

NA MONTENEGRO PUBLICIDADE

E em outro ponto da cidade, mais especificamente dentro de um escritório cheio de papeis em volta da mesa, Diana olhava o tempo todo para toda aquela papelada, mas não conseguia se concentrar. Era impossível conseguir esquecer aquela voz suave e forte, aquele perfume chamativo a atraente, aquele jeito de jogar o cabelo quando parecia nervoso, todo aquele profissionalismo... Que droga! Ela não conseguia tirar o Charles da cabeça.

- Pode entrar. – alguém batia a porta.

- Desculpa Diana, só uns documentos para assinar e outros aqui que eu preciso que você revise... – Aline entrava toda afoita sem nem sequer prestar atenção na mesa de Diana.

- Deixa ai Aline, não estou com cabeça pra isso. – ela levantou o rosto e percebeu a situação.

- Quer uma ajuda?

- Não. Só preciso que você compre duas passagens para São Paulo nesse final de semana. De preferência para ir direto daqui do escritório.

- Ok.

- Uma no meu nome e outra no seu. – Aline a olhou assustada – Sim, vamos a uma reunião com o cliente da Extreme. E eu não vou ficar sozinha com o Charles de novo.

- Então é isso que está te deixando assim ansiosa e nervosa? – Aline se sentou em frente a ela já preocupada – Vocês brigaram?

- Não, muito pelo contrario. Foi tudo bem demais. Ele soube ser muito gentil e profissional . mas só a presença dele já me deixa nervosa, você sabe disso.

- Quer um chá para acalmar?

- Eu já tomei até calmante Aline. Não adianta, é louco, insano eu sei, mas o meu corpo reage de uma maneira que eu não quero. Estou agitada, nervosa e sei muito bem o motivo disso.

Diana andava de um lado para o outro gesticulando e Aline estava entendendo o ponto de vista dela. Ela nunca soube muito bem o que aconteceu entre Diana e Charles, na verdade Diana sempre lhe contou o que achava necessário, mas mesmo assim era o suficiente para ela saber que as coisas não tinham andado bem naquele relacionamento. Diana afirmava que Charles tinha sido um irresponsável por muito tempo, mas sempre que tratava de negócios com ele, a coisa parecia outra. Ele era sério, educado e centrado. Tinha um conhecimento fora do comum naquela área e contatos no mundo todo. E pelo que ela via, pelo que ele perguntava, ele ainda amava sua chefe. E muito!

Não era muito diferente dela. Parecia que Diana lutava contra os sentimentos, como se fosse uma forma de fugir do passado. Motivos ela tinha e muito, mas quanto mais o tempo passava, mas Aline via que não havia necessidade para aquele sofrimento todo. Mas, ela não podia fazer nada ali.

- Então eu vou comprar as passagens. O hotel é o mesmo de sempre?

- Não. Eu te mandei um e-mail ainda agora falando o hotel onde o cliente vai ficar. Stolt é muito chato com relação a acomodação, então ele ficou no melhor hotel de São Paulo.

- Claro. Vou reservar então.

Ao sair da sala de Diana, Aline vê Letícia sentada ainda vendo algumas coisas no computador e ao telefone.

- Sim maninho eu também estou com saudades de você. Quando vem me ver?

Ainda não sei Leticia – Bruno respondia do outro lado da linha – Aqui em Milão está um pouco complicado, mas nada pra se alarmar. Qualquer coisa nas suas férias você vem pra cá.

- Nem sei se vou poder ir. Bem provável que eu viaje com a Dominique...

- E como ela está? – Leticia soltou um sorrisinho de canto de boca, Aline a olhava sem entender muita coisa, e ela fez um aceno como se fosse contar a ela depois. Aline saiu de perto dela e a deixou sozinha – Leticia...

- Desculpa, eu tava vendo um problema aqui no computador. Então, ela está bem, namorando sabe... Bem feliz. – ela tentava se conter para não gargalhar e percebeu que o irmão não tinha gostado de ouvir aquilo, mas disfarçou.

- Tudo bem então, nem sei porque fiz essa pergunta.

“Eu sei...” – Leticia pensou, mas preferiu ficar calada.

- Tudo bem maninho, nos falamos depois. Eu tenho que ir embora senão vou pegar um engarrafamento horroroso para chegar em casa.

- Qualquer coisa me liga.

Eles desligaram e Leticia caiu na gargalhada. Aline estava ao telefone reservando o hotel e as passagens, quando ela sentou em sua mesa. Como o horário de trabalho já tinha passado, só tinham as duas na administração. Dominique já tinha ido embora, porque o Danilo tinha a convidado para sair.

- O que aconteceu? – Aline perguntou assim que terminou a ligação.

- Meu irmão que não consegue admitir que ainda gosta da Nique.

- Eles dois são um caso sério. Vamos?

Antes de ir embora, Aline passou na sala de Diana para se despedir dela e depois foi embora. No meio do caminho, ela viu uma revista de negócios com Tiago Palmas na capa. Ela pensou em como um homem poderia ser tão bonito, e imaginou que fizeram o certo para chamar a atenção da empresa nas capas. Que mulher não olharia para um homem daquele e leria uma entrevista. Era um chamativo, com certeza. “Deve ser um galinha!”, ela pensou novamente, largou a revista ali na recepção e foi pegar o carro.

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Num restaurante próximo, Dominique estava aos risos com o novo menino do RH. Danilo era um cara muito interessante e chamava atenção de qualquer mulher que passasse por eles.

- Mas me diga, o que te fez trabalhar nessa área? – ela parecia interessada e ele não parava de olhá-la nos olhos.

- Sou psicólogo. Essa área é tranqüila para trabalhar, não preciso abrir um consultório para atender as pessoas. Eu já tenho um leque de pessoas para  isso. Claro, existe a parte de recrutamento, mas no caso da MP, não se fixa apenas nisso.

- Entendi. Não quer abrir nenhum consultório então?

- Não é o projeto inicial, eu queria mesmo abrir uma empresa de RH. Mas tudo ao seu tempo. E você? Desde quando nos conhecemos, temos falado mais de mim.

- Ah eu sou monótona. Não tenho muita coisa interessante não.

- Você não parece ser nenhum pouco monótona para mim. – eles dois sorriram e Nique percebeu que ali estava crescendo uma grande amizade.

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Por volta de umas dez horas da noite, Dominique chegou a seu apartamento. Leticia já tinha ido dormir há tempo, alegava que estava cansada, mas Aline não acreditou muito. Talvez fosse um pouco de raiva porque no fundo quem fisgou o rapaz novo foi Dominique.

Enquanto isso, Aline estava terminando de ver um filme na TV. Nada de interessante na verdade, mas só se prendeu porque era o filme que seu ex namorado gostava. E ela olhava para tela tentando entender o que ele via de bom naquilo. Dominique entrou e sentou ao lado dela com um sorriso de comercial de  pasta de dente. Ela também sorriu, feliz pela amiga ter encontrado alguém legal. Claro, que essa não era a primeira, nem a décima vez que ela encontrava alguém, mas mesmo assim não tinha como não se alegrar.

- Conta logo, que eu sei que você está com a língua coçando. – Dominique gargalhou e encostou mais no sofá.

- Ah ele é um amor de pessoa. Super educado, inteligente e bonito claro. Nem sei como não apareceu um desses na minha vida antes.

- Nique pra ser sincera não é a primeira vez que você me fala assim de um cara. - Aline mudou de canal e sentiu que a amiga a olhava de canto de olho.

- Posso pelo menos imaginar que com ele algo de diferente possa acontecer? - ela reclamou com a amiga e logo as duas começaram a rir.

- A vida dá oportunidades para pensarmos em muitas coisas Nique.

- Assim como pra você isso serve também. Pensa que não vi você vendo o filme favorito do garanhão? - ela arqueou as sobrancelhas e Aline disfarçou - Escuta Aline, vive pelo amor de Deus. Esquece aquele maltrapilho, ele não te merece... Na verdade nunca mereceu. Ficar sofrendo por causa dele só vai te trazer problema.

- Eu sei Nique, as coisas vão passar, fica tranqüila.

- Se você diz. Mas vamos dormir? Eu estou morrendo de sono e sei que você também deve estar.

- Vamos.

Em outro ponto da cidade....

Tiago e Adeline se divertiam a beça no bar. Os dois já estavam um pouco altos e contavam de suas historias divertidas e acontecimentos hilários em viagens.

- Eu lembro daquela viagem que fizemos a Roma, você tinha terminado um semestre na faculdade, não sei. Você aceitou aquela aposta com o Dennis só pra implicar.

- Eu tinha passado numa matéria que nunca pensei que conseguiria. Como acha que me senti quando meu próprio irmão me desafiou? Sabe, um homem livre, disposto a tudo.

- Sei... Também lembro muito bem da noite que tivemos logo após aquela loucura...

- Acha que só você se lembra dos bons momentos? - eles dois riam maliciosamente um para o outro e chegaram bem perto, deixando seus rostos a milímetros de distancia, a mão direita de Tiago já próximo a cintura dela, as mão esquerda dela já se entrelaçando nos cabelos dele...

- Por que não fazemos um revival daquela noite? - ela o olhou novamente e ele percebeu o que ela queria, e obvio que ele queria tambem.

- Por que não?

Tiago pagou a conta e levou Adeline para sua casa. Pelo visto para alguém naquele mundo a noite prometia. 



Notas finais do capítulo

Já, já... Segue o 3!



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