A Herança do Tempo escrita por Monção


Capítulo 3
Eu sou a Herança do Tempo


Notas iniciais do capítulo

Olá semideuses que acompanham essa fic. Eu sei que demorei muito tempo para postar de novo, mas finalmente o capítulo saiu. Eu sei que sou um preguiçoso por isso. Mas eu queria pedir a ajuda de vocês para divulgar a fic, porque, realmente pouquíssimas pessoas leram, e eu preciso de incentivo . Muito obrigado por leram até agora, e farei mais capítulos agora, e mais rapidamente. Se gostou não esquece de adicionar aos favoritos e colocar para acompanhar a page, e comentar o que acharam dela.




Acordo em um salto, muito assustado. Pensei que apenas acordei de um pesadelo, até olhar para o lado e ver a garota que me salvou, a da camisa do peixinho dourado. Ela estava assustada também, talvez porque acordei do nada e desesperadamente.

Eu estava num lugar que não conhecia. Estava deitado em uma cama muito confortável, mas isso não diminuía muito minha tensão. Parecia um lugar subterrâneo, pois não tinha portas, nem janelas, somente uma escada para cima. Era todo revestido de aço, e detalhes em um bronze reluzente, o mesmo da minha espada, e com uma infraestrutura inacreditável. Sem contar ainda que o espaço era gigante. Tinha um banheiro, uma geladeira (que provavelmente estava cheio de comidas deliciosas!), uma TV enorme, um Wii, um armário, dinheiro, moedas de ouro antigas e armas (de fogo e espadas, lanças, facas, adagas, punhais; todas de bronze similar a minha espada-bastão) e muitas outras coisas. Tinha tudo que você possa imaginar, tudo mesmo, e até engenhocas que eu não tinha conhecimento se realmente existiam. Seja lá quem construiu tudo aquilo, ele era genial. Eu queria que meu quarto fosse igual a esse, claro.

Estava sem camisa (não interpretem mal!), por isso dava para ver claramente o ferimento em meu peito. Marcas claras de garras "de sei lá o que", que é como interpreto aquele monstro. Ainda estava bem ruim, profundo e dolorido, porém estava limpo, e não estava sangrando como antes.

A garota disse:

—Beba isso. Vai se sentir melhor.

Ela me deu um cálice de bronze com uma bebida de coloração colorida. Bebi. Era maravilhosa! Tinha gosto de suco de laranja junto com o cozido da minha mãe. Isso me trazia lembraças...
Não sabia com descrever o gosto, então soltei uma expressão parecia com um: "WoooWlll!". Ela deu uma risadinha. 

Olhei para o lado, e vi a garota. Ela era linda... Eu disse a ela, meio abobalhado: 

—Ér... Olá.

Tudo bem, eu sei o que vocês vão falar: "Ahhh, você é praticamente um poeta!". Ela me salvou e eu só conseguia dizer "oi". Eu não sou muito bom com palavras, admito, e também, o que poderia falar com ela naquele momento?! “Olá, obrigado por me salvar, mas se você não se importar, minha mãe está me chamando pro meu chá da tarde”.

Era a primeira vez que eu falava com ela realmente. Ela disse:

—Oi — ela me deu um sorriso amigável e maravilhoso — Se sente melhor? Está bem?

—Estou melhor... O ferimento melhorou um pouco...

—Então, eu tive que tirar sua camisa... Quer dizer, tirei para curar seu ferimento! Ér... Não interprete mal, por favor...

Era o jeito dela era lindo, abobalhadamente e lerdamente maravilhosa. Ela tinha cabelos castanhos escuros como chocolate, e olhos verdes e profundos como o mar. Dei um sorriso a ela para dizer que estava tudo bem. Ela disse:

—Bem, acho que muitas coisas para te explicar. Mas vamos começar do início...

—Ótimo, por não entendi nada até agora.

 —Provavelmente você não é normal.

—Ah, muito obrigado!

—Espera, é sério mesmo. Não quis dizer nesse sentido... Você provavelmente tem déficit de atenção e hiperatividade assim como eu...

—Não, não tenho.

—Ou já foi atacado antes por criaturas estranhas antes...

—Não, nunca. Essa foi a primeira vez que isso acontece.

—Nunca aconteceu nada muito fora do comum com você?

—Não... Só alguns pesadelos...

—Como?

Tudo bem, esse era um segredo que nunca tinha contado a ninguém.

 Eu às vezes... Eu tinha pesadelos muito estranhos. Era sempre assim: Eu estava em um lugar totalmente sombrio, e tinha um homem totalmente coberto de sombras e com uma capa tipo: “Eu sou o ceifador sinistro, oOoOoO”, mas a prática era realmente assustador. Não era possível ver seu rosto, nem seu corpo. A única iluminação da sala era seus olhos dourados e brilhantes, como um grande vagalume. 

 Ele sempre tentava falar algo comigo, mas eu não conseguia escutar. Esse homem era familiar, mesmo sabendo que nunca o vi antes. Ele tentava me segurar, e eu tentava fugir, porém, sem sucesso. Eu não conseguia me mover. Começava a gritar, em total pânico. Enfim, acordava quase sempre ofegante, suando e muito assustado. Tudo bem, mas eu não iria contar isso para uma estranha, mesmo que ela tenha salvado minha vida, e, aparentemente, queira apenas meu bem. Então disse para mudar de assunto:

—Vamos mudar de assunto. Você está indo muito rápido. Vamos começar do início, pois ainda nem sei o seu nome — Dei um sorriso bobo para ela — Então... Qual é o seu nome?

—Meu nome é Clin. Minha mãe me deu esse nome em homenagem à musa grega da história e da criatividade, Clio. Sou filha de Poseidon, o deus dos mares.

—Filha de Poseidon? Isso não é coisa daqueles mitos gregos?

—Deixa isso para lá, depois te explico isso. Ér... Qual é o seu nome?

—Jake. Jake Mitchel.

—Jake... Nome legal...

Ela olhou para baixo, sorriu, talvez pensando em algo, e fez uma longa pausa. Eu sorri também, e depois nos olhamos e rimos sozinhos. Ela parecia ser uma pessoa legal.

—Érrrrr... Eu acho que tenho muitas coisas para explicar a você.

“Muitas mesmo” — pensei.

—Então, vamos tentar começar do início, novamente... — mas ela não continuou. Parou de falar bruscamente. Ela se surpreendeu com algo.

Meu taco de baseball. Ela estava olhando para o meu taco, surpreendida, posso dizer que até com medo. Estava olhando para ele como se eu tivesse com uma Sniper apontada para sua cabeça , pronta para um headshot. Ela olhou fixamente para meu taco/espada, depois para mim, depois para a espada, depois para mim de novo. Ela levantou, assustada, descabelando-se, andando de um lado para o outro.

—Não pode ser. Não pode ser!!! — Gritou, vorazmente.

—O que aconteceu? —Levantei, e a segurei para se aquietar, deixando seus lábios próximos aos meus.

Ela se afastou de mim, e continuou a andar pelo quarto, de um lado para o outro.

—É bem pior do que eu pensava... Agora eu sei por que eles estavam te perseguindo! Estavam tentando te eliminar por causa disso... — Ela estava confusa, e preocupada comigo... Era bom ver que pelo menos alguém estava preocupada comigo. Ela já era meio enrolada por si só, e nessa situação, ficava mais enrolada ainda.

—Por quê?

Ela pegou o taco e jogou para mim. Então, as letras, escritas em uma língua antiga, saíram do taco, literalmente, e formaram as palavras: Time. Cronos.

Eu olhei para Clin, perguntando mentalmente o que aquilo significava. Estava confuso. Porque aquelas palavras a atordoavam tanto?

Então ela disse, assustada:

­—Jake... —ela engoliu em seco— Você é filho de Cronos, o Titã do Tempo.



Notas finais do capítulo

Obrigado por ler a fic. Espero que tenha gostado. :D



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