Um Dia Qualquer. escrita por Hikari


Capítulo 8
Como fazer um bolo.


Notas iniciais do capítulo

Oooi, gente =D
Como eu havia dito, saiu um Peetniss. o/
Resolvi terminar o capítulo e postar hoje, a noite e com dor de cabeça, porque amanhã e depois eu não sei quando vou ter tempo para postar mais um.
E já como disse, estou com dor de cabeça, e por isso o capítulo hoje saiu meio pequeno :/ E distorcido... eu acho. Bom, mesmo assim, espero que gostem!
PS: esse capítulo acontece no meio do anterior, só que no ponto de vista da Katniss (Eu acho que isso foi desnecessário da minha parte avisar aqui. Enfim.)



Pov. Katniss.

Finalmente um dia de paz, sem ter correria ou gritaria, ou o Haymitch reclamando.

Bom, pelo menos a paz e a tranquilidade eu conseguiria, o Haymitch pelo menos poderia ignorar.

As crianças teriam escola hoje, e o Peeta decidiu abrir a padaria só amanhã e já como trabalhava com ele, nos deixaria com um dia de folga.

Assim que cheguei em casa depois de ter levado as crianças, rodeei todos os cômodos em busca de Peeta.

-Peeta? –chamei, não recebi nenhuma resposta.

Subi e fui até o quarto.

Minhas suspeitas estavam corretas.

Ele estava dormindo, feito o Haymitch.

Balancei a cabeça e me aproximei lentamente, sem fazer barulho.

-Peeeetaa... –alonguei a palavra e então dei um passo forte no chão e o empurrei na cama, feito uma criança. –Acoooooooooooooooooooorda!

No mesmo momento em que o empurrei, ele me puxou para seus braços, vi um sorriso se esboçar em seu rosto e seu olhar enganador, ele não estava dormindo! Como fui cair nessa?

Comecei a rir enquanto ele fazia cócegas em mim.

-Não! Para! –tentei falar, com a voz entrecortada.

-Eu amo ver você com esse sorriso no rosto. –ele provocou.

Consegui me desvencilhar do seu aperto de urso e fugi dele.

-E você precisa fazer isso para que isso aconteça?

Ele se levantou da cama e se espreguiçou, abaixando os braços e o enroscando no meu pescoço.

-Não. Eu sei que posso fazer muito mais.

Franzi a testa e olhei-o desafiadoramente.

-Ah é? –comecei. –Tipo o quê?

-Tipo. –ele colou nossas testas. –Isso.

Ele passou as mãos no meu rosto e eu sorri, sem ao menos perceber.

-Tenho uma surpresa para você.

Uma surpresa? Franzi o cenho.

-E o que é?

Ele se afastou e bocejou, abrindo um largo e convencido sorriso.

-Venha ver.

Agarrando minha mão, ele me conduziu até a sala.

-Feche os olhos. –me instruiu, tampando ele mesmo os meus olhos. –Pode ir na frente.

-Como vou saber se estou indo no caminho certo? –argumentei, já sabia a resposta, mas queria escutar ele falar.

-Não se preocupe, Katniss, eu vou estar aqui, vou te guiar.

Uma felicidade tomou conta de mim enquanto andávamos para a cozinha.

-Pode ver, agora.

Ele tirou as mãos dos meus olhos e olhei para a cozinha, sem entender.

Na mesa a frente, havia farinha, ovo, chocolate, uma panela, e mais uma porção de coisas.

-Para que tudo isso?

-Para que? –Peeta perguntou, abismado, como se não acreditasse no que eu estava perguntando, andou até a minha frente e indicou os ingredientes. –Vou te ensinar a fazer bolo.

Minha boca se abriu e minha garganta ficou seca, fiquei encarando ele, pensando que havia escutado mal.

Eu era um desastre na cozinha, a única coisa que sabia fazer era pão. E bem a custo, só porque Peeta foi obstinado a me ensinar, e porque ele tinha paciência.

Mas bolo? Eu? Fazer bolo?

Eu nunca pensei que ele me colocaria em uma situação assim.

-Tem certeza? –perguntei.

-Absoluta.

-Sério?

-Seríssimo.

Engoli em seco.

-Bom, se você acha que posso conseguir...

-Eu não acho, eu tenho certeza. –ele me puxou para perto e pegou uma tigela, mostrando-a para mim. –É fácil. E eu estou com você.

Como se isso ajudasse. Podia ser fácil para ele, mas para mim não.

Ficamos lá por meia hora, ou eu colocava ingrediente demais ou eu colocava muito pouco.

Comecei a mexer a mistura, mas fazia isso tão rápido que ela voava para todo lado.

-Não, Katniss! Não! –Peeta me deteve e segurou minha mão. –Não seja tão bruta assim, mexa mais devagar.

-Ah, me mostre então, Rei do Bolo. –ele riu com isso e, segurando minha mão, começou a misturar a massa, era como se eu estivesse aprendendo a escrever.

Depois de ter me ensinado a maneira “certa” de se misturar a massa ele me ajudou a fazer a calda, montamos o bolo juntos e ele pôs para assar.

-Achou muito difícil? –perguntou olhando para mim nos olhos, seu avental estava completamente limpo, ao contrário do meu, vi que ele se divertia com isso.

-Por que você está sorrindo? Isso não é engraçado!

-É deplorável, é mesmo. –ele brincou.

-Ei! –peguei o saco de farinha do meu lado, a coisa mais perto, e virei na sua cabeça, o pó branco caiu direto na sua cara risonha, impregnando nos cabelos e deixando seu rosto totalmente branco. –Ops, foi impulsivo.

Peeta parou de rir e me olhou desafiador.

-Então é guerra?

Antes que eu pudesse evitar ele se esticou na outra ponta da mesa, encharcou sua mão do chocolate que havia sobrado e melecou o meu nariz, testa e bochechas.

-Peeta!

-Foi você quem começou!

-Eu?

-Aham!

-Não fui eu! Foi você!

-Você quem pensa!

E lá estavam nós, dois adultos, fazendo guerra de comida. Peeta corria atrás de mim me sujando de chocolate em toda parte descoberta e eu pegava qualquer coisa que via pela frente e jogava nele.

Acabamos deixando a cozinha toda emporcalhada, e nós no chão rindo e sem se importar com nada.

Escutamos um apito avisando de que o bolo estava pronto.

-Não quero me levantar. –Peeta choramingou.

-Nem eu.

-Vem aqui, vamos nos levantar juntos.

Seguramos nossas mãos e ao nos levantar quase caí, Peeta me segurou antes que isso acontecesse.

-Essa é a parte que nós nos beijamos, não é? –Peeta perguntou, acariciando minhas costas.

-Não, não estamos em um filme. –sorri, me endireitando e indo para o outro canto da cozinha.

Peeta fez um biquinho de descontentamento e eu ri disso, ele foi pegar o bolo, minha barriga começou a roncar ao sentir o cheiro.

-Agora só falta enfeitar. –Peeta pegou um morango da mesa. –Quer ter as honras...?

Fui até lá e peguei o morango, pousando-o em cima do bolo.

-Mas que orgulho. –Peeta disse me abraçando e olhando para o bolo em meio a toda a bagunça que fizemos em volta. –Você que vai limpar tudo isso, não é?

Bufei, além de zombar de mim queria que eu arrumasse tudo?

-Vai sonhando. –falei. –Quem vai arrumar tudo isso é você.

-Por favor. –disse me beijando. –Eu tenho que buscar as crianças.

Ele sempre tinha um jeito de conseguir tudo, não é? Mas dessa vez eu não iria cair nessa.

-Eu busco. –gentilmente me ofereci e beijei-o de novo antes de me afastar, pegando o bolo e o colocando na geladeira.

-Mas... –Peeta estava começando a resmungar quando eu o calei quando eu mexi no seu cabelo cheio de farinha.

-Não adianta tentar, já está decidido.

Ele fechou a cara vendo que eu não iria mudar de ideia.

Então escutamos a porta bater, alguém tinha entrado.

-Mas que cheiro delicioso é esse? –a voz que eu menos queria escutar apareceu.

O dia estava sendo como planejei.

Até que o pesadelo rosa apareceu.



Notas finais do capítulo

Entãao?? O que me falam?? POR FAVOR, COMENTEM! Fiquei muito feliz por receber ótimos comentários das minhas leitoras, e por ver que estão acompanhando, mas notei que o número reduziu bastante, bem, eu nunca tive muitos mas agora eu quase não tenho nenhum... Ficaria muito mais feliz de receber mais reviews, e o dedo não cai se escrever um apenas "gostei" ou "não gostei", não é?