Opostos escrita por Tina Granger


Capítulo 9
Capítulo 8





O amor é o escudo que nos protege do perigo. Autor desconhecido

Edward, ou melhor Sirius, estava deitado, quando encarou Samuel, que movimentava-se pelo quarto. Era o terceiro dia que o médico vinha na pousada, no horário de aulas de Catarina.

- Não se preocupe, Sirius, que eu não vou lhe usar. Só quero lhe hipnotizar, mesmo.

- Depois você não sabe porque Samira não quer de jeito nenhum casar com você. Essas frases fajutas são terríveis.

- Então vamos tentar de outro jeito. Você fica calado, deitadinho aí, fica escutando a musiquinha... Eu vou tentar, mais uma vez, te hipnotizar. Se você conseguir lembrar mais de alguma coisa... estamos no lucro, você não acha?

- Eu acho que vai acontecer, como das outras vezes. - Sirius resmungou, quando as notas de uma música suave começaram a tocar. Ele respirou fundo algumas vezes, enquanto escutava Samuel falar.

Aos poucos, enquanto a voz do médico ficava mais distante, um nevoeiro começou a formar-se diante de seus olhos. Ele estremeceu brevemente, até que o nevoeiro dissipou-se. Ele utilizava roupas, que ele supos serem o uniforme de um colégio, estava sentado a frente de um grande lago. Junto a ele, estava o a versão mais jovem de Remo.

- Bem, então temos aqui também... - Remo estava tentando lhe mostrar algo em um jornal, porem ele estava interessado em algo mais a frente. Algo, não. Alguém.

Ele olhava para a sua dama, que vestia a versão feminina do seu uniforme... mas enquanto que no seu a gola era vermelha, na dela era verde. Ela estava sentada ao lado de um garoto magro, de cabelos semi-longos, nariz ancudo... cuja gola também era verde. Ela ria, enquanto, com uma varinha, ficava cutucando algo que ele não conseguia ver.

Tanto ela como o garoto que a acompanhava olhavam para os lados, mais o garoto, visto que ela prestava mais atenção ao que fazia. Mas ambos, tinham uma expressão que gritava estou fazendo algo proibido, que seria impossível ser indiferente.

- O que será que o Ranhoso está acobertando? - ele subitamente questionou, fazendo o outro perceber que estava sendo totalmente ignorado.

- Não sei... Mas acho que você deveria parar de sentir ciúmes do Snape. - Remo falou, enquanto guardava o jornal.

- Quem disse que eu estou ciúmes do Snape? Quero mais é que o Ranhoso se...

Ele se calou, quando a garota levantou-se, seguida do garoto, que fazia uma cara feia. Sirius não acreditava que ela estava vindo na sua direção, até que ela parou a pouco menos de um metro dele, porém, encarando com um ar de riso, o seu amigo.

- Ei, Remo, pode me emprestar a sua varinha?

- O que? - Sirius abriu um sorriso. - quer dizer que a varinha do ranhoso não é suficiente?

A garota, que se tornaria a mulher que ele chamaria de sua dama, o olhou por um instante, antes de olhar para Remo.

Quando eu bater nele, espero que você aja como minha testemunha, que ele mereceu. - Remo começou a rir, enquanto o nevoeiro tomou conta da cena. Ele abriu a boca para protestar, quando o nevoeiro dissipou-se, a sua dama a sua frente estava de costas para ele.

Ela usava o uniforme, enquanto montava um telescópio. Mesmo de onde estava, ele percebia que ela havia arrumado o cabelo, que iluminado pelas tochas, faziam-na parecer um anjo tentador barroco... infelizmente vestido. Subitamente ela pareceu perceber que não estava sozinha e virou-se para ele, a expressão uma mescla de susto e culpa.

- Sirius? O que você está fazendo aqui?

= Sirius? Quer dizer que já estamos íntimos para nos chamarmos pelo primeiro nome? - ele sorriu e então aproximou-se dela. - Encontrei com o Diggory, tenho um recado que ele não vai poder encontrar com você hoje. E a propósito, Beatrice... meu nome do meio é Orion.

- O que aconteceu como Amos, Sirius? E por que razão eu ia querer saber do seu nome do meio?

= O Diggory resolveu trocar o encontro que tinha com você por um encontro com outra garota. - ele começou a aproximar-se dela, que a medida que ele avançava, recuava. Quando as costas dela bateram em uma parede, ele deu um meio sorriso. - Sabe, Beatrice, eu acho que...

ele botou a mão no queixo dela, que tinha abaixado a cabeça. Sirius ergueu a cabeça da jovem, que tinha a expressão mais divertida que ele podia ver em alguém.

- O que foi que aconteceu? - ele questionou quando ela colocou a mão no pescoço dele.

- A próxima vez, Sirius Orion, que você quiser atrapalhar um encontro de alguém... - ela o puxou até bem próximo dela. - certifique-se primeiro, que você vai atrapalhar o encontro certo!

E antes que ele pudesse retrucar, ela o beijava.

O nevoeiro tomou conta novamente da mente dele, porém dessa vez ele não ficou irritado por isso acontecer. Chegou mesmo, a ficar agradecido, pois, da forma que seu corpo estava se esquentando, não duvidava que...

Ele entrou em uma casa escura, estava bastante irritado.

Maldito Pontas, tinha que arrumar uma mulher que se irritava tão fácil? Bem, Lilian não era nenhuma flor sem espinhos em Watts-hora, mas ela também. não precisava ter expulsado ele da casa dela, dizendo que ele só entraria ali, quando ele trouxesse a noiva dele junto. Até parece que a sua sonserina rabugenta ia dar o braço tão cedo a torcer.

Beatrice podia ter lhe perdoado, mas no quesito Marotos, ela tinha inúmeras restrições. A Remo, ela até gostava... Como ele esqueceria os ciúmes que tinha do lobisomem, quando a sua loira abraçara o amigo, demonstrando não ter rancores com ele?

Afinal, na brincadeira estupida que ele fizera com o Ranho... Snape. Ele corrigiu-se. se ele chamasse o Ranhoso de Ranhoso na frente dela, ela se tornaria praticamente uma Medusa, além de tratar de sumir o mais rápido que podia... E ficar longe dele por semanas, se ele não a procurasse.

Com Tiago, ela o tolerava, vagamente. A briga com Tiago Potter começara na infância dela... Vizinhos, Potter incomodara a sua Beatrice. E no período de escola... Bem, ele, Sirius confessava que a única coisa que fazia o seu dia valer a pena, era irritar ou até mesmo fugir de Beatrice. Ele nunca conseguia esquecer certa vez, que ele e Tiago na mesa vizinha, a provocaram tanto que a loira acabou pegando uma torta de chocolate enfiara sem a minima sutileza, na cabeça dele.

E quanto a Pedro... Beatrice o desprezava. Simplesmente. Bem, ele também. não gostava nenhum pouco do Ranhoso, mas enfim...

Sons de soluço o deixaram em alerta. Apertou o interruptor de luz, depois de pegar a sua varinha. A cena era a mais estranha que ele conseguira imaginar em sua vida. Beatrice estava sentada no chão, ao lado de uma poltrona. Abraçava os joelhos, enquanto chorava.

Ela tentava abafar os soluços, enfiando o rosto nas pernas, porém, ainda alguma coisa saía.

- Trice? - ele guardou a varinha, indo ajoelhar-se na frente dela. Ela apenas percebeu que ele estava ali, quando Sirius a tocou. - O que aconteceu?

Quando ele encarou o rosto amado, Sirius sentiu uma dor no peito. Beatrice havia tirado os óculos que usava mais até que Tiago... A armação grande e negra deixava os lindos olhos azuis muito claros, escondidos do mundo. Naquele momento, as lágrimas escorriam no rosto pálido. Uma mão marcava a face direita do rosto feminino. O grifinório jurou a si mesmo, que arrancaria o braço da criatura que havia machucado o rosto dela, enquanto tocava a marca com delicadeza.

- Me prometa... Me prometa Sirius. - Ela arfou, enquanto mais lagrimas corriam pelo rosto dela. - Que você não vai fazer contra... - ela arfou novamente, chorando ainda mais, encarando-o com os olhos mais claros do que já eram.

- Quem foi que fez isso?

- Eu não vou contar nada, enquanto você não prometer... E cumprir o que prometeu.

Sirius beijou uma das mãos dela.

- Eu prometo que vou pensar no que você vai me dizer. O que aconteceu? - Sirius secou as lágrimas dela, com o dorso da mão. Na voz do grifinório, havia apenas carinho, que acabou fazendo a jovem chorar mais.

- Meu pai... - ela engoliu em seco. - veio me falar que estava acertando o meu casamento com Luke Parkinson.

- Aquele sonser... - Sirius se interrompeu. - Com aquele nojento?

Beatrice assentiu.

- Sim... E quando me neguei, papai quis saber a razão. Eu disse... que eu não amava Luke, que eu já tinha um homem quer se casar comigo, não pelo dinheiro que tem a minha família, por mim... E que poderia estar gravida de você e...

- Ele bateu em você?

- Depois de me chamar de vadia, vagabunda... - Beatrice o abracou. Sirius a abracou de volta, com enorme força. Se pudesse, mataria o Philip Stalker naquele momento. Beijou-a na cabeça. Ele sabia que o pai de Beatrice, assim como a mãe, já possuíam uma idade avançada, quando a tiveram.

A única filha de um casamento, que quando ela nascera, já devia completar bodas de ouro, na sua opinião. A única criança herdeira de uma fortuna que fazia os Black parecerem classe média.

Beatrice era arrogante, sim. Com uma família como a dela, como não ser? A mãe de Beatrice, Elizabeth, era uma das melhores amigas da sua avó... E até a sua mãe tinha um pouco de receio da velha Cassiopeia. Amigas do tempo de colégio, se ele não se enganava. Como eles tinham produzido uma mulher tao bela, ele não saberia dizer.

Aos poucos, ele conseguiu levar a jovem para a cama. Depois de um longo tempo, somente, fora que Beatrice acalmara-se com o choro. Porem, agarrara-se a Sirius como se ele fosse a única alma viva além dela... O que, naquele momento, era verdade.

Muito depois do horário de dormir, ele estava acordado, a raiva remoendo. Quando Beatrice suspirou, ele a encarou, percebendo os olhos abertos e extremamente tristes.

- Eu não sou um total pedaço de lixo, se você quer saber. - ele tentou brincar, mas ela ignorou a brincadeira.

- Claro que você não é um total pedaço de lixo. Acha que eu me envolveria com você se fosse?

- O que estou dizendo, Beatrice, é que...

- Sirius, vamos mesmo ficar juntos, não vamos?

- Claro que sim! De onde você tirou a ideia que... O seu velho falou alguma coisa mais? - Ele sentara-se na cama, subitamente mais irritado.

- Eu quero esquecer o que ele disse. Por favor, Sirius.

- Por favor? O seu velho pensa que é quem? O dono do Gringotes para ficar dizendo essas... - Sirius parou, vendo o brilho triste nos olhos dela. Ele passou a mão nos cabelos. - eu lhe digo uma coisa, Beatrice Marie. Se você não estiver gravida, eu me caso com você. Se você estiver grávida, eu me caso com você. Eu sou louco por você desde que estudamos em Watts-hora. Eu nunca teria dado a você o anel que era da minha avó Evelyn, que o senhor tenha piedade das almas que estão junto com ela, se você não fosse a mulher da minha vida. Isto – ele pegou a mão esquerda dela. - é para mim mais que a própria rainha tivesse nos pedido se nos aceitamos como marido e mulher. Se não conseguirmos nos casar amanha, nos casamos semana que vem. É só a gente enfiar uma roupa e ir na frente de um juiz... Se você faz tanta questão. Para mim, já estamos casados.

Ela o encarou sem falar nada, ate que suspirou. Sentou-se na cama e com delicadeza, o beijou.

- Eu te amo. - ela falou, piscando contra novas lágrimas.

- Eu te amo ontem, eu te amo hoje e amanha eu sei que vou te amar. - Sirius falou, apertando-a em um forte abraço. - E eu te prometo, também., Beatrice... - beijou-a nos cabelos. - Que se você não estiver grávida, agora, logo logo você vai ficar...

ela começou a rir.

- Merlim, mais um Black no mundo? Será que o planeta Terra suporta?

- Ei, a criança pode vir parecida com você! - Sirius reclamou.

- Ah, claro. - ela revirou os olhos. - Cabelos loiros predominam sobre os negros...

-Que tal uma menininha como a mãe, que tenha os meus cabelos e a sua inteligencia?

- Ccontanto que nenhuma criança tenha a sua... tudo bem.

- O que você quer dizer, senhora Beatrice Stalker-Black?

- Que eu amo você, mesmo você sendo assim desse jeito.

- Qual o problema com o meu jeito? - ele pediu indignado.

- Você fala demais. - ela disse, segundos antes de ser “atacada”por ele.

O nevoeiro veio, quase ao mesmo tempo que o aparelho de mídia tocava as ultimas notas da ultima faixa do CD. Quando Samuel fez Sirius acordar da hipnose, tinha uma expressão pensativa.

- Bem, para alguém que a uma semana atras somente se lembrava de uma mulher loira, de formas fartas... até que você melhorou bastante.

- Vamos tentar de novo. - Sirius disse, levantando-se.

- Não. - Samuel foi enfatico. - Voce vai descansar e eu...

A porta do quarto foi aberta, quando Catarina entrou no quarto, com uma expressao avoada.

- Catarina, se Sirius estivesse sem uma peça de roupa...

- Samuel, a mamãe ligou. - Catarina falou, ignorando a bronca. - Parece que dessa vez, o vô vai mesmo morrer.

Já vai tarde. - o médico falou antes que pudesse se controlar. Quando os dois o olharam, ele deu de ombros. - Seu bisavô sempre foi uma pessoa que não faria a menor falta no mundo, pelas barbaridades que fez.

Ele quer a tia Bia. - Catarina respirou fundo. - So que eu sei, que ela tem o humor de cão quando tá dormindo ou dirigindo... A única que escapa sem levar mordida é a mamãe.

Acha que a sua madrinha vai ter tempo de conseguir uma vaga no aviao para vir para cá? E tambem... - Sirius comecou a falar, quando Catarina o olhou, antes de revirar os olhos.

Eu faço a ligação e você fala com ela. - antes que ele pudesse negar, Catarina já tinha saído do quarto. 





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