Opostos escrita por Tina Granger


Capítulo 7
Capítulo 7





A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos. Charles Chaplin.

Catarina estava no computador quando Edward entrou na recepcao. A garota tinha os fones de ouvido e gargalhava. Edward colocou os dois cotovelos na recepcao, encarando-a com a expressão mais cansativa que podia fazer.

- Mas você não olhou a parte prática da coisa. - ela disse, engolindo o riso, se obrigando a responder séria. - se gritasse – mãe, se nem o Cebolinha conseguiu levar o Floquinho embora, e olha que o Cebolinha....

Ela recomeçou a rir.

- Você? Ela chamou você de delinquente? Só por que você levou o lobinho passear para não fazer xixi na sua cama?

A menina riu novamente, até que percebeu a expressão que Edward estava fazendo.

- Eu tenho que desligar, tá? Quando você pode, me manda um torpedo? E não deixa a Ana Banana mandar em você como se ela fosse a tia Bia... Beijo... - ela atirou um beijo estalado, enquanto desligava o programa e tirava os fones de ouvido. - Você tá com uma cara horrível. Sabia?

- Onde está o Fernando?

- Infelizmente, ele não está lá no meu quarto, só de sunguinha vermelha, com as mãos e os pés amarrados... Com a toquinha de papai noel para combinar.

Edward respirou fundo.

- Sabe Catarina, que você está se tornando uma pervertida, pior que...

- Nem vem dizer que eu estou pior que aquela enfermeira peituda loira e descerebrada, que queria brincar com o seu...

- Catarina Santiago!

- Meu nome e sobrenome.

- As suas coisas já estão prontas?

- Você esta falando sério que vai me levar na escola, como se eu tivesse cinco anos de idade...

- E depois, quando o sinal bater, eu vou estar lá para trazer você de volta.

- Edward!

- Você não pode faltar mais em uma única matéria, já cabulou aula para todo o resto do ano. Só não está viajando com a sua mãe para ver o seu bisavô, que está a beira da morte...

- Até parece que você nunca cabulou aula. E o velho Otto vai sair dessa como já saiu das outras doze vezes que teve esse mesmo problema.

- Claro que eu já cabulei aula. Agora eu nunca estive na sua situação. E você devia ter respeito pelos mais velhos. Vai que dessa vez o velho se encaçapa mesmo para dentro de um caixão?

- E desde quando que você acende uma vela para o demônio? O vô Otto te odeia, diz nas tuas fuças que você é um aproveitador de mulheres, que você é um cafajeste, safado, mulherengo que devia ser enviado para a Alemanha nazista para perder o seu...

CATARINA! - Ele gritou, enquanto batia a mão no balcão. Ela sorriu inocente.

Opostos

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Dumbledore olhou para Remo, que assentia.

- Bem, eu não vejo problema nenhum. E quanto a você, Tonks? - o lobisomem pediu, olhando para a noiva, que ergueu as sobrancelhas.

- E não se tem nenhuma ideia de quem seja o bruxo? - a metamorfa estava bastante intrigada perante o pedido de Dumbledore.

- Infelizmente não. - o diretor olhou a metamorfa por cima dos seus óculos de meia lua. - Por isso, quero pedir a vocês, o máximo possível de cuidado. Se eu tivesse alguma duvida que vocês conseguiriam...

- Esse pedido por feito por quem? - Remo questionou,franzindo a testa.

- Pela nova professora de defesa contra as artes das trevas. Ela concordou em troca, fazer algo que eu não supunha ser possível, que outra pessoa além dela o fizesse, mas...

- desculpe interromper, diretor, sei que não é meu assunto, mas quem é ela?

= A nova professora? - Dumbledore deu uma risadinha. - Desculpe-me Remo, mas ela quando me fez o pedido de trazer o bruxo para cá, alias, antes mesmo o pedido, me solicitou, que mantivesse seu nome em sigilo, até a hora do banquete de boas vindas. Não consigo compreender, afinal de contas, no banquete de boas vindas, toda a comunidade bruxa vai saber que ela é a professora. Vocês gostariam de tomar uma xícara de chá de limão e algumas bolachinhas?

Opostos

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= Cara, se você tivesse um par de peitos, juro que com essa expressão melancólica, você ganharia uma bela cantada para desanuviar.

Edward ergueu a cabeça, assustado, encarando o homem que tinha mais ou menos a sua altura.

- Oi Samuel, tudo bem? - ele o saudou, sem muito entusiasmo. O homem de cabelos castanhos, que haviam se aloirado com o sol sorriu.

- Eu já vi você de todo os jeitos possíveis... E olha que pelado não é a minha versão favorita.... Mas deprimido desse jeito, é a primeira vez.

- Doutor Samuel, poderia ir para o quinto dos infernos?

Edward falou irritado. Fechou o programa de pesquisa que Catarina havia lhe ensinado a usar, enquanto o médico erguia as sobrancelhas.

- Essa sua reação exagerada com certeza, quer dizer que você está escondendo alguma coisa. Se for que você está procurando um par de alianças para dar para a Samira, vamos brigar feio. E também...

- Samira é louca, exagerada demais para o meu gosto. E depois, gosto de mulheres com carnes nos ossos, não espetos como Samira é. E também não sou nenhum aproveitador como o velho Otto diz que eu sou, o k? Eu tenho a minha mulher me esperando, não preciso nem quero outra.

- Você lembrou-se que é casado? Lembrou-se também do seu nome? Samira sabe?

Edward abriu a boca, antes de suspirar.

- Bem, mais ou menos. Eu lembrei do meu nome, lembrei...- Ele coçou a nuca. - Eu até tentei contar para Samira, mas daí ela recebeu a notícia que o Otto estava passando mal... Depois que me passou a responsabilidade de cuidar de Catarina, por conta do castigo dela, pegou uma mala e se mandou, a uma semana.

- É só Otto saber que você está sozinho com o Fernando, tomando conta que ele se recupera rápido. Ele pegou uma implicancia braba com você, heim? Então, como eu devo lhe chamar, já que você se lembrou do seu nome ?

- Não consegui lembrar mais nada além do meu primeiro nome.

- Já é um grande progresso. Então, eu sou Samuel, tenho lindos olhos verdes, como você pode ver, sou médico , sou apaixonado por Samira Santiago a quase vinte anos... Por minha vontade, teria me casado com ela quando ficou grávida de Catarina, mas ela preferiu ficar sozinha a casar com algum imbecil. Ah! - Samuel deu uma risada. - Eu sou péssimo mentiroso e com um copo de chope, fico mais bebado que peru no Natal.

Edward gargalhou.

- Considerando que o tamanho do seu copo de chope é mais ou menos do tamanho do meu braço eu acredito nessa afirmação.

- Não é o chope em metro, viu? E uma coisinha eu sei sobre você. - Samuel encarou o homem de olhos azuis . - você aprende rapido... Voce demorou um ano para aprender uma língua totalmente diferente da sua e o inglês de Catarina melhorou muito , sendo que para ela fazer um hello kitty era quase a morte. E que eu saiba, você é meu rival, afinal, alem de mim, o Otto só odeia você.





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