Opostos escrita por Tina Granger


Capítulo 5
Capítulo 5


Notas iniciais do capítulo

A poesia é um eco convidando uma sombra para dançar. (Carl Sandburg)
eu escrevi esse capitulo, escutando e escutando novamente -- umas dez vezes ou pouco mais... o link da musica abaixo...
http://www.youtube.com/watch?v=OKStJaD3wcE
boa leitura...




Ele encontrava-se em um corredor que estava na penumbra. Era um corredor comprido, sem enfeites nas paredes. Ao passar por uma janela, ele percebeu que a paisagem fora de onde se encontrava estava coberta por um manto branco, estava anoitecendo ou amanhecendo. Ele não tinha a menor ideia de onde estava, mas não sentia nenhum perigo.

Caminhava sem pressa, porém ele sentia o coração disparado e as mãos suando quando abriu a porta no fim do corredor. O coração pareceu pesar menos, quando ele viu a figura da sua dama loira sentada no chão, a cabeça inclinada, os olhos fechados.

Os cabelos loiros que, por ela estar sentada chegavam ao chão, tinham o tom dourado de um raio de sol.

- Eu te amo.

As palavras saíram espontâneamente da boca dele. Quando ela o olhou espantada, ele respirou fundo.

- Eu... - ela sorriu, revelando covinhas no rosto. - Eu sei disso. Senão você não teria me pedido em casamento, não é? E eu não teria aceitado... - ela corou levemente. - Se eu não te amasse também.

Ele baixou o olhar, dando um passo para frente.

- Preciso lhe falar uma coisa, Beatrice. Eu menti para você, quando eu lhe disse que nós éramos noivos. Eu menti quando disse que você tinha roupas aqui, que eu tinha sumido com elas, eu menti quando...

A loira levantou-se de um salto. O rosto dela estava bastante pálido, mas ainda assim, ele percebia que a principal emoção ainda era a raiva. Surpresa e mágoa estavam presentes, mas a raiva era o que a fazia se mexer.

- Você deve ter se divertido muito não é?

- No principio... Beatrice, quando você apareceu eu estava com a Doroth, vindo para cá... Você caiu do céu, em cima de mim como se fosse...

- Espero que você...

- Escuta! - ele praticamente correu até ela, segurando-a pelos braços. A raiva começou a aumentar - Você me humilhou bastante em Hogwarts. Como acha que eu me senti quando a gente se encontrava de madrugada e durante o dia você fingia que eu era no mínimo mentiroso e louco? Não foi a um encontro que nós marcamos enquanto estudantes, desdenhava de mim sem a menor hesitação... Eu por um tempo, apenas quis...

- Eu quero ir embora. - ela falou, como se não tivesse escutado uma única palavra do que ele dissera.

- Eu levo você... Mas depois que eu me explicar. - ela fechou os olhos, virando o rosto. Ele sentiu vontade de beija-la. Ele faria isso, ele jurou a si mesmo. Ele a beijaria tanto depois, que não haveria dúvidas para ela, para ele, para ninguém no mundo que ele a amava. Realmente.

- Você mentiu para mim.

- Eu menti, admito. Em partes. Quando você caiu em cima de mim...

ele deu uma risada sem humor.

- Eu passei os três piores dias da minha vida, vendo você dormir, rezando para Merlin, Deus, Buda, Alá... sei lá para quantos nomes eu apelei... Só sei que, quando você acordou, sem memória, eu vi a oportunidade perfeita para vingar o orgulho que você estraçalhou. E com o passar dos dias...

Ela virou a cabeça tão rapidamente, os olhos chispando.

- Mentiroso. Você disse que me amava. - ela cuspiu as palavras com veneno.

- EU AMO VOCÊ! - ele gritou. - Eu amo você Beatrice. Me perdoa, por favor. - ele murmurou, tentando beija-la, porém ela o empurrou. Ele passou a mão nos cabelos, encarando-a.

A mulher continuou a encara-lo com raiva, até que começou a se dissipar, como se fosse fumaça. Ele gritou o nome dela, tentando pegar novamente nos seus braços na esperança de ter ela novamente em seus braços... jogando-o em uma escuridão.

- Quem é ela? - uma voz feminina fez que como um raio, ele abrisse os olhos. Catarina tinha o laptop ligado, uma musica suave ecoando no quarto. De maneira lenta, sentou-se na cama.

- Quem?

- Eddie, ontem pela manhã, a gente achou você caído no corredor. A mamãe quase teve um treco vendo você desse jeito outra vez. E daí, quando o Samuel veio, ele até queria levar você para o hospital, mas a mamãe disse que se você não melhorasse até hoje de noite, ela ia enfiar você dentro do Herbie... E ia te levar desmaiado, dormindo, em coma, morto, enfim do jeito que estivesse para o hospital. E que ia chamar aquela enfermeira tarada que da outra vez, só faltou fazer sashimi e sushi de você..

- Obrigado pela informação desnecessária. Afinal, eu não vou por os pés naquele hospital com cara de bordel, nem que...

- Eddie, você está bem?

- Eu? Por que não estaria?

- Você está com um olhar esquisito...

antes que ele respondesse, Catarina sentou-se ao lado dele.

- Você grita Beatrice eu te amo, fica com essa cara, esse olhar esquisitos...

- Catarina, eu estou bem. Juro. - ele falou com uma expressão que não convenceu a menina por nenhum momento.

Naquele instante, Dolores atravessou a parede. Ao ver que o moreno estava sentado, conversando com a adolescente, sorriu.

Deu-nos um grande susto, niño. - a fantasma aproximou-se da cama, fitando-o com carinho. - Samira quase morreu com o susto de lhe ver novamente sem sentidos... E por falar em Samira... - Dolores olhou para Catarina. - Pode chamar sua madre, Catarina?

- E perder a conversa de adultos? - Catarina olhou para a fantasma de maneira aborrecida.

- Por favor. - Dolores falou, fazendo Catarina revirar os olhos antes de olhar para o moreno na cama.

- É por esse tipo de coisas que acontecem, que eu me arrependo de não ter escolhido ir para a escola de magia... Lá pelo menos eu sei que não ia ser a única culpada de todos os crimes que acontecem ao meu redor..

A adolescente fez uma careta, abanou com a mão e então saiu do quarto, enquanto berrava pela mãe.

- Seus ojos estão diferentes, Edward.

- Sirius. - ele falou com segurança. - Meu nome é Sirius, señora Dolores.

Dolores sorriu.

- Então você lembrou-se de seu passado?

- Não totalmente. Mas eu sei que preciso voltar para a Inglaterra.

- Para a sua dama loira?

- Se ela ainda estiver viva.

- Samira pode pedir ajuda a prima... - Dolores falou pensativa, enquanto se sentava na cama. - Pelo que me lembro, ela trabalha no Ministério da Magia da Inglaterra... Uma bruxa como ela, com certeza deve ter muita gente devendo favores a ela...

- E por que ela faria algo por alguém que ela não conhece?

- Você conhece Samira. E Samira gosta de você. 

Você faz parte da família...E família se ajuda...









Notas finais do capítulo

eu catei, recatei uma imagem de uma cigana fantasma... mas nao achei.entao foi a unica dama fantasma que eu achei decente pra ser colocada aqui.
aos leitores da fic.. por favor, indiquem se a historia começou a ser juntada, os pontos, aparentemente soltos...



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