Opostos escrita por Tina Granger


Capítulo 19
Cap 19


Notas iniciais do capítulo

quem vai ser gentil e generoso de me dar como presente de aniversário um comentario?




 

Só se sente nos ouvidos o próprio coração, pois nós não fomos feitos senão para o pequeno silêncio.

Clarice Lispector

Sirius estava pasmo, quando sentiu as mãos sendo atadas as costas. Não sabia como os olhos haviam sido vendados, mas a pegaria... E como a pegaria!

— Beatrice, me solte imediatamente! – ele praticamente rosnou a ordem, escutando a risada levada dela.

— E se eu não quiser? – ela perguntou, enquanto apertava de leve a bunda masculina. Beijou atrás da orelha, aproveitando-se do fato dele estar sentado.

— Beatrice, eu quero fazer amor com você. E desse jeito não tem jeito!

— Discordo. – Sirius sentiu Beatrice levantar-se e afastar-se um pouco, pousando as mãos nos ombros dele. – Se eu abrir a sua braguilha e sentar no seu colo...

— Beatrice, me solte!

— Não... – Beatrice escorregou as mãos por dentro da camisa de Sirius, antes de encostar-se nele. A maciez dos seios femininos, o perfume adocicado que Beatrice amava, as carícias cada vez mais ousadas que ela fazia, contribuíam para que o inchaço no meio das pernas dele ficasse mais evidente. – nossa desse jeito nervosinho, a gente nem vai começar a brincadeira.

— Brincadeira? Isso é muito sério... – Sirius calou-se, quando sentiu uma leve mordida no lóbulo da orelha.

— Uma vez... – Beatrice sussurrou no ouvido dele. – li um livro, que deixou sem dormir semanas... Ele era detalhado de uma forma... – Beatrice passou a ponta da língua na orelha de Sirius, que estremeceu. – Eu tive que comprar um vibrador...

— Vibrador? – Sirius engoliu em seco. – Sou melhor que um vibrador... é só você me desamarrar que eu lhe mostro...

Beatrice riu de um jeito rouco, que fez o corpo de Sirius estremecer.

— Eu até poderia desamarrar... Mas você vai querer tirar a venda... – Beatrice fez a volta na cadeira e sem hesitação sentou-se no colo de Sirius. – E  vai estragar toda a brincadeira.

Começou a desabotoar os botões do colete, bastante concentrada na tarefa.

— E se eu não tirar a venda? Você me desamarra?

— Usando essas roupas você está parecendo o seu pai. – Beatrice falou em um tom neutro, antes de começar a desabotoar a camisa.

— Meu pai era um bruxo elegante.

— Eu não transaria com ele. Em especial se estivesse usando essa camisa. – a resposta afiada dela fez que Sirius risse. – Eu prefiro mil vezes o seu traseiro em um jeans e também usando aquelas jaquetas de couro.

— Você franzia a testa toda vez que me via usando aquilo. – ele protestou brevemente, ao sentir que ela se levantava, para remexer no punho de sua manga esquerda.

— Se você estava gostoso para mim, imagina para as outras?

Sirius não evitou uma risada.

— Senta direito no meu colo que eu te mostro o que as outras imaginavam... E que só você tinha. E que ainda é só seu.

Beatrice soltou um riso divertido, antes de acariciar o peito dele, sentindo o coração bater forte.

— Você promete não tirar a venda?

— Prefiro tirar a sua calcinha. – Sirius retrucou. Aquele comentário sempre a deixava envergonhada...

— Já estou sem. – Beatrice riu sentindo o coração dele acelerar.

— Beatrice por favor. – Sirius falou, quando ela sentou-se novamente no colo dele. – me solte.

— Promete não tirar a venda?

— Não vou tirar essa porcaria, por Merlin! – ele replicou exasperado. Beatrice deu-lhe um selinho. Sem avisa-lo, levantou-se e o desamarrou. Ele a rodeou pela cintura, puxando-a para o chão, em cima de um tapete macio.

Beatrice riu, ao perceber que a única intenção de Sirius era lhe tirar o vestido para fazerem amor.

— Sirius? – ela botou as mãos no rosto dele, deslizando-as delicadamente pela cabeça masculina até encontrar o nó da venda. – Eu tenho uma coisa pra te dizer.

— Isso não pode esperar? – o homem indagou impaciente.

— Eu te amo. – ela puxou a venda. Sirius abriu os olhos, encarando os olhos azuis dela.

Os lábios de Beatrice Schinneider estavam inchados pelos beijos, as bochechas vermelhas, a respiração ofegante,  os olhos acesos  de paixão... quando ela se aproximou, a única coisa que ele conseguiu fazer foi fechar os olhos, com a expectativa que ela o beijasse...

Sirius arregalou os olhos, sentindo o coração disparar. Passou a mão no rosto, tentando tirar os vestígios de sono. Gemeu levemente, com a boca seca. Como ele tinha um sonho desses com Beatrice Schinneider? Ela não era nenhum pouco parecida com a sua Beatrice...

Levantou-se, indo até o banheiro no quarto. Estava quase na hora que ele iria substituir Fernando no turno da madrugada... Já que Fernando havia lhe pedido esse favor, pois tinha uma prova na faculdade... precisava dormir ao menos algumas horas antes da prova.

O moreno apenas esperava que o universitário realmente quisesse dormir e não ir assistir algum filme pornô na internet. Já vestido, encarou a própria face no espelho, enquanto mexia as mãos. As poucas palavras que Beatrice Schinneider havia lhe falado, não haviam sido sensuais... Ele a achara atraente, não negava. Mas não a ponto de quere-la na sua cama!

Quando chegou a recepção, Fernando estava ao lado de um adolescente loiro, que a Sirius lembrava vagamente a alguém, mas sem nenhum nome em mente.  Ele usava um conjunto de moletom cinzento, com listras negras, um par de tênis azul e ao escutar os passos de Sirius, o encarou, ficando de boca aberta.

— Quem precisa de teste de DNA? Só de ver, já descobri quem é o pai da criança. – falou em um inglês com sotaque britânico, o que fez Sirius ter a certeza que ele não era dali.

— Marcello. – Fernando falou o nome do adolescente, no sotaque italiano. – Calado. Obrigado Eddie. – a expressão fechada de Fernando era direcionada ao adolescente, que não parava de olhar ao moreno.

— Já nos encontramos antes? – Sirius pediu, olhando mais atentamente para o rosto do garoto, que devia ter uns dezessete anos.

— Tio, eu nasci depois do dilúvio, não antes. – Marcello piscou o olho para Sirius, antes de se virar para Fernando. – então? Vamos para Minha Cama?

Fernando ergueu o olhar para o mais jovem, a expressão de tédio em seu rosto. A conversa entre eles acontecera em inglês. Sirius tinha plena certeza que Fernando, mal falava bom dia em inglês com ele... o que o havia praticamente obrigado a aprender o português  para conversar com ele.

— Você vai para a sua e eu vou para a minha.

— Tenho a solução perfeita para o seu problema. – Marcello falou, de forma abusada. – É só começar a tirar umas calcinhas por aí que você se acalma. – piscou os dois olhos rapidamente. – ou cuecas, mas não conte com a minha ajuda para isso.

Sirius começou a rir, quando o geralmente calmo Fernando ficou com uma expressão de assassinato. Quando o olhar de Fernando virou para o ex-grifinório, Sirius ergueu as mãos.

— Eu não sabia que o seu inglês é tão bom. Não entendo porque não falou comigo quando eu cheguei.

— Você parecia inteligente. E sempre é bom saber duas línguas. – Fernando fechou o netbook que havia desligado, colocando-o dentro da mochila. – obrigado por me cobrir hoje.

— Não tem problemas. – Sirius sentou-se no sofá em frente ao balcão.

— Uau, você realmente acabou de falar isso? Ui, isso é muito pervertido para ficar nos meus inocentes ouvidos...

Fernando fechou os olhos, como se estivesse pedindo por paciência aos céus.

— Marcello Carloto... – fez uma pausa significativa antes de falar. - Cresça infeliz. – praticamente rosnou, enquanto saia de trás do balcão.

— Ser assim é mais divertido. – Marcello acenou para Sirius, sorrindo de um jeito... a ultima coisa que Sirius percebeu foi que perdia a consciência.

  - Essa zanga toda é por causa do quê? – Sirius ao escutar a pergunta idiota de Tiago, virou-se para ele.

Como você estaria se a sua esposa lhe pedisse uma indicação de restaurante razoável, como faz para reservar uma mesa e na sua frente faz a reserva para dois... Sendo que quando você se empolga para sair com ela, ela te avisa que vai sair com outro cara?

 Desde quando que você tem ciúmes do Snape? – a pergunta de Remo, fez Sirius bufar.

Ela teve a coragem de me dizer que ia sair com um tal de Marcello – cuspiu o nome, usando a pronúncia italiana – Carloto!

Beatrice foi honesta com você e você está zangado com isso? – a pergunta de Lilian fez que Sirius revirasse os olhos. Os sons do restaurante que estavam, abafavam a tiração de sarro que estavam fazendo com Sirius.

Ela está saindo com outro, Lilian!

Você está com ciúmes Almofadinhas, sério? Quero dizer,  Beatrice Stalker não me parece ser o tipo de pessoa que iria lhe trair na primeira oportunidade. – Remo defendeu a loira, fazendo que Sirius desse de ombros.

E também nem todo homem tem o seu mau gosto para mulher. – Se Remo não fosse rápido em segurar Sirius, tiago teria levado um soco.

Eu não tenho mau gosto para mulher! Quantas mulheres no mundo que são como Beatrice existem?

Ela é chata, está sempre de mau humor, é arrogante, cabeça-dura, não costuma escutar os outros...

Agora está descrevendo Beatrice ou Sirius? – Lilian fez com que todos se virassem para ela. – Admito que Beatrice não tem um senso de humor tão expansivo como vocês, mas ela tem senso de humor! Pelo menos, quando não entende alguma piada, ela não fica se pavoneando de algum jogo idiota que aconteceu anos atrás...

Lilian! – o marido a olhou chocado.

Vocês olham sempre para os próprios umbigos que esquecem de olhar as coisas como realmente são! Beatrice desistiu de estudar para ser uma mestra de Poções para poder ficar ao seu lado, Sirius. Está num emprego que não gosta tanto, mas que pelo menos a mantém longe do pai, a maior parte do tempo! E se você quer saber, realmente, Sirius, por mais que ela o ame, duvido que você seja a principal razão de ter ficado morando no “mundo trouxa”.

O que você sabe?- Sirius pediu, sem saber se queria mesmo saber a resposta.

Lilian respirou fundo, como se decidisse se ia falar ou não.

Meu pai... – ela falava devagar, escolhendo as palavras. – quando eu era criança trabalhava era advogado e trabalhava aos fins de semana para um centro comunitário que atendia mulheres e crianças abusadas. Várias vezes, ele me levava, junto a esse centro. E lá, você aprendia a ver os olhos desesperados. – Lilian parou de falar, tomando um gole no suco, tomando folego. – se algum de vocês contar, o que vou falar, eu não me importo em ir a Azkaban  presa, porque eu vou matar sem piedade...

Lilian. O que você descobriu?

Algum de vocês realmente reparou nos olhos de Beatrice, enquanto estávamos em hogwarts?

O que eles tinham para serem diferentes?

Quando havia menção para irmos para casa, pouco antes, Beatrice sempre ficava em pânico. Como as mulheres do abrigo. O pai de Beatrice era conselheiro da escola e juram que nunca repararam no olhar de pânico que ela encarava Snape, quando ele vinha a escola e a chamava?

Está dizendo que... – Sirius interrompeu-se, balançando a cabeça. – não pode ser.

Lilian apertou os lábios antes de suspirar.

Beatrice nunca me disse nada. Mas considerando as manchas roxas que vi, em uma certa ocasião e que Snape estava lhe ajudando a passar uma pomada para não sentir tanta dor... – Lilian coçou a orelha. – Isso deve ficar entre nós, entenderam? Beatrice ou Snape não devem saber jamais, que eu estava no banheiro, quando eles entraram e ele a ajudou.

Ao erguer o olhar, Lilian pareceu assustada perante a expressão de Sirius.

 Eu vou matar o pai de Beatrice. – todo o ódio do mundo estava em sua expressão.

Você vai se controlar. – Tiago ordenou. – Se matar o pai de Beatrice, vai ser jogado em Azkaban.

E não vai poder mais fazer nada para proteger a sua mulher. – Remo assim como Tiago tinha expressão furiosa. Se algum dia pusessem as mãos naquele velho e enrugado... Como ele tinha tido coragem de bater na filha? Não era a toa que Beatrice era tão desconfiada.

A coisa mais sensata que você pode fazer, Sirius, é pedir desculpas a Snape por ter tentado mata-lo...

Lilian. – Tiago botou a mão no ombro da esposa. - Acho que a decisão, que Sirius tomar, seja qual for, é dele.

Vou me desculpar com Snape. – Sirius falou surpreendendo a todos. – E também vou pedir a ele... – Sirius interrompeu-se. – Vou pedir a ele que seja padrinho do nosso filho. Quando tivermos o primeiro e depois...

Ouch. – Remo tinha visão da porta do restaurante. – Sugiro que mudemos de assunto rapidamente.

Todos na mesa se viraram na direção da porta em forma oval. Beatrice entrava com aquela expressão “dane-se mundo”. Sirius apertou os lábios, não conseguindo deixar de sentir algo em seu peito que ele não conseguiu nomear. Orgulho pela força dela? Entendimento pelo modo estranhamente arredio? Excitação pela maneira que se vestia?

Aos seus olhos, ela parecia tão apreciativa, embora não usasse nada fora do comum. Um vestido até os joelhos, levemente godê, uma cinta rosa clara, combinando com a estampa floral amarela e rosa do vestido, sandálias com um salto pequeno. Segurava uma bolsa, aparentemente de couro rosa, tinha cortado os cabelos pouco acima dos ombros, perdendo aquele ar misterioso que ele lhe atribuía, mas ficando com uma postura mais relaxada. Tinha a expressão levemente braba, o que deu a Sirius vontade de levantar-se e ir beija-la.

Estava pondo em prática a ideia, quando um jovem loiro, que a distancia Sirius não conseguiu ver direito o rosto, colocou-se ao lado dela, jogando sem cerimonia nenhuma o braço ao redor dos ombros da loira, que apertou com mais força a alça da bolsa, a carranca se acentuando. Se Remo e Tiago não o tivessem praticamente arrastado de volta a cadeira, ele teria avançado naquela criatura que ele nem tinha nomes suficientes para parar de xingar o  loiro.

O casal foi levado a algumas mesas diante deles. Sirius apenas via as atitudes do loiro, que havia pego a mão esquerda de Beatrice, mantendo-a perto da sua boca. E enquanto Tiago tirava sarro da sua cara, aquele merdinha com cabelo cor de palha beijava a mão de Beatrice!

Quando o loiro saiu, não teve quem o segurasse para impedi-lo de tirar satisfações com Beatrice, que havia ficado a mesa. Quando ele chegou perto, Beatrice havia pegado o guardanapo e esfregava com força a mão beijado, enquanto falava sozinha.

— ... se eu for presa por matar Marcello nunca mais vou poder ir ao teatro com o Severus, nem a ópera,  parar de tirar uma com a cara do idiota do Tiago, nem ter conversas inteligentes com aquele auror bonitão, nem vou poder...

— Que auror bonitão você está tendo conversas inteligentes, Beatrice Marie Stalker? – a questionou irritado.

Beatrice virou a cabeça devagar, a expressão de surpresa no rosto feminino.

— Se eu disser que não sei o nome dele, mas só que ele tem uma conversa muito inteligente, você acredita?

O moreno bufou, sentando na cadeira ao lado dela.

— Então você anda conversando com um auror bonitão e está pretendendo ir a ópera com o Snape?

A última vez que eu botei uma música que gosto para escutar, você dormiu até roncar. E já que não pretendo passar essa vergonha em público, vou com alguém que sei que não vai dormir, nem fazer escândalo para sairmos antes do final.

E esse... Marcello?

Não me fala dessa criatura... Ou melhor, me dá um excelente motivo para que eu não o mate.

A comida em Azkaban é ruim, segundo me disseram.

Beatrice ergueu as sobrancelhas.

Sabe, eu jurava que você iria me dizer que você não estaria em Azkaban para ficar perto de mim.

Se você for algum dia presa, eu me entrego só para ficar perto de você.

Sirius declarou, pegando na mão dela e a beijando. Beatrice sorriu, os olhos enchendo-se de lagrimas.

Essa é a coisa mais linda que você já me disse.

Pois não é nem a metade das coisas que eu quero dizer para você quando estivermos no meu... ou melhor, nosso quarto.

Beatrice corou em questão de segundos, puxando o ar como se estivesse sendo sufocada.  Ela abriu a boca para responder, porem uma voz masculina a interrompeu.

La signorina Beatrice? Chi è questo uomo con ragazzo pane ammuffito? (1)

Ao escutar o homem, Sirius fez uma cara fez, mesmo apenas entendendo o nome de Beatrice.

— Questo è l'uomo con il quale intendono avere diversi figli. (2)

O rapaz fez uma expressão pensativa. Os olhos castanhos brilharam e assim que ele abriu a boca, antes que ele pronunciasse uma palavra, Beatrice gemeu.

— Non sapevo che tu fossi un cucciolo di questo tipo.3 . - o cara se abaixou e sussurrou para sirius encarando ela -  è che se avessi chiesto con tatto sarebbe stata quattro ? (4)

Sirius não entendeu absolutamente nos seus ouvidos. Mas a expressão sacana no olhar do loiro, a expressão de puro horror no rosto de Beatrice, bastaram para lhe dizer que ele tinha sido mais que desagradável.   O moreno não hesitou em plantar um soco na cara do adolescente loiro, antes de pôr-se de pé e continuar a bater nele.

Assim que perceberam a situação, Remo e Tiago levantaram e correram para fazer com que Sirius parasse. A expressão de horror de Beatrice não havia se suavizado enquanto ela assistia, parada como uma estátua, a surra que Sirius dava a Marcello.”

 

Sirius sentiu um tapa de leve em sua bochecha, antes de escutar um suspiro. Em seguida, água foi jogada em seu rosto e ele abriu os olhos azuis para encarar Catarina, que tinha a expressão preocupada.

— Eddie? Você está bem? – ela colocou a jarra de plástico no chão, enquanto se sentava ao lado dele, no chão. – Eu encontrei você desmaiado e fiquei mais que apavorada.

— Onde ele está? – Sirius pediu, enquanto passava a mão pelo rosto, não se importando com a roupa molhada.

— Ele quem?

— Marcello.

—  Eu não conheço nenhum Marcello.

— O garoto que estava falando com Fernando. – Sirius sentou-se, quando uma toalha lhe foi oferecida. Catarina tinha a expressão de quem não entendia nada.

—  Bem, não importa. Quando o Fernando voltar de Blumenau, você fala com ele.

 - Fernando não tinha prova hoje?

— Depois da prova ele vai ir, o vô Otto ligou pedindo o telefone do Fernando e avisando que ele ia pedir pro Fernando ir pra Blumenau.

— hum...

Sirius desviou o olhar para a porta, com o cenho franzido. pelo nome que Fernando havia chamado o adolescente loiro, Marcello Carloto, era o mesmo nome, que Beatrice havia saído graças a um pedido do pai.

O curioso, não era a semelhança de nomes. O curioso é que os dois adolescentes tinham o mesmo rosto, talvez a mesma postura debochada e pervertida, talvez podendo ser a mesma pessoa. O interessante é que se fossem a mesma pessoa, ele não teria envelhecido um dia sequer das suas memórias.

 

 

Nota

1 – Senhorita Beatrice? Quem é esse cara com cara de pão mofado2

2- Esse é o homem que vai ser o pai dos meus filhos.

3 – Não sabia que você era uma cadelinha desse tipo.

4 - será que se eu tivesse pedido com jeito ela teria ficado de quatro?





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