Opostos escrita por Tina Granger


Capítulo 18
Cap 18


Notas iniciais do capítulo

não me matem se estiver ruim. Se estiver ruim, me deixem comentário avisando disso!




Capitulo 18

"Antes de buscarmos o perigo, torna-se indispensável prevê-lo e temê-lo; mas, quando estamos metidos nele, só nos resta desprezá-lo. "
(François Fénelon)

Harry olhou com o canto do olho, percebendo que Mark estava no extremo do corredor. Não tão disfarçadamente, o loiro simplesmente havia se tornado a sombra de Harry. Para qualquer canto que estivesse, não demorava muito Mark aparecer.

Suspirou, começando a colocar os pacotes de papel higiênico no seu lugar. Era o ultimo dia pelas suas contas que trabalharia. Ele aproveitaria a carona de Beatrice para ficar em Londres... E abusando da generosidade dela,  não voltaria. Os Dursleys dariam graças por isso. Colocou mais um pacote no local, quando percebeu Beatrice caminhando pelo corredor, apoiando uma senhora idosa.

 A mulher tinha os cabelos brancos, usava um vestido de corte muito simples, de cor cinza, usava chinelas. Ela estava agarrada ao braço de Beatrice, que conversava em voz baixa. Quando estavam chegando perto de Harry, o moreno levantou-se e ajeitou os óculos.

  - Joyce, esse é o Harry.- Harry nunca a tinha visto falar em um tom extremamente carinhoso, calmo... – Harry vai levar a senhora até a nossa lanchonete. Ele vai pedir um sanduiche bem gostoso para você, um cafezinho...

— Eu não quero café. – Joyce falou, aparentando estar assustada. – Eles vão me matar, eu sei disso...

— Nós não vamos deixar, não é Harry? – o olhar de Beatrice pedia colaboração.

Nós não vamos deixar, senhora Joyce. – a mulher apertou o braço de Beatrice, que fez uma ligeira careta ao sentir os dedos magros e fortes lhe apertando o braço.

Viu, Joyce? O Harry e eu não vamos deixar ninguém lhe matar. Então, enquanto você vai na nossa lanchonete com o Harry, eu ligo para o seu filho. E enquanto ele vem, eu também vou fazer um lanchinho... Harry, você termina isso aqui depois, está bem? E as pessoas que você me falou, não vão vir. Eles não vão vir atrás de Joyce.

Eles não vão vir atrás de Joyce... Eles não vão vir atrás de Joyce... – Ela começou a repetir, enquanto Beatrice praticamente arrancava a mão dela do seu braço e botava no braço de Harry, que gemeu sentindo o aperto da mão de Joyce. As pequenas argolas que Joyce usava balançaram, enquanto ela negava com a cabeça.

Harry, ajude a senhora Joyce a montar um sanduiche bem gostoso... E já que ela não quer café...

Não quero café... – Joyce repetiu, enquanto apertava o braço de Harry com mais força.

Que tal um suco? Eu não sei qual suco nós temos hoje, mas o Harry vai ajudar a senhora a pegar um suco refrescante. – Beatrice bateu delicadamente na mão da senhora idosa, que sorriu para Beatrice.

— Você é muito gentil, menina... Eu tenho um filho, que é solteiro... Você não quer conhecer ele?

Harry franziu o cenho. Aquela cena era muito surreal para a sua mente, ainda mais quando Beatrice sorriu.

Eu vou adorar Joyce. Harry... – Beatrice sussurrou as próximas palavras – se precisar, finja que é um macaco, grude nas pernas e braços dela, mas de jeito nenhum deixe ela sair do mercado. E nem ir ao banheiro sozinha. Entendeu? – quando olhou para a velhinha, sorriu amplamente.

Joyce estava olhando para os lados, sem prestar atenção realmente em nada.

Harry encarou Beatrice, que acenou levemente a cabeça. Com rapidez, Beatrice desapareceu dali, fazendo que Harry suspirasse brevemente, antes de sorrir para Joyce.

Vamos para a lanchonete? – ele a convidou, antes de começar a acompanha-la.

Opostos

Opostos

— Onde você estava? – mark questionou, fechando a porta.

— Em alemão, Mark. – Beatrice falou, de costas para ele. Sentou-se a mesa, ligando o computador, antes de encara-lo. – Ou francês, italiano ou português. Algum problema com Michael?

— Tirando que ele a odeia? Ele andou espreitando Harry, mas nada de forma diferente de alguém querendo ferrar com outra pessoa. – Mark retrucou, em alemão.

— Eu ainda acho que esse desgraçado tem ligação com o lorde babaca.

— Seu palpite pode estar certo como não. Harry não tem muito senso de humor, não acha?

Beatrice havia aberto a bolsa, puxando alguns papeis. Ao escutar aquilo, virou-se imediatamente para mark.

— O que você apontou?

— Eu? O que você aprontou, sou eu quem pergunta. – Mark retrucou. – Que história é essa de você quase matar o seu avô?

Ele provocou. Mas consderando que ainda está vivo e incomodando, eu não acertei o Avada. Mais alguma coisa?

— Tem certeza que quer que Harry seja introduzido? Ele me parece fraco para fazer parte de nós. O ritual pode ser adiado para daqui dois anos, quando...

— Não. Lembre-se que eu mal tinha um ano de vida quando fui introduzida. Harry tem a idade... e o poder necessários para entrar. Como sou a madrinha dele, se houver algum problema, eu irei responder com a cabeça erguida e sem nenhuma hesitação.

— Estou satisfeito com sua resposta. – Mark declarou, antes de assentir. Virou-se para sair, quando foi chamado por Beatrice, que tirava  o telefone do gancho. – o que foi?

— Você convidou Harry para ir para a sua cama?

— Convidei. Acredita que ele so ficou me olhando com uma cara... Como se eu quisesse ver ele pelado!

Beatrice começou a rir, enquanto discava um  numero do telefone.

— Algumas coisas dão para ser feitas com roupa mesmo. – Beatrice falou, rindo quando Mark fez uma expressão de nojo.

Opostos

 

Sirius estava sentado, as pernas abertas, os braços nos braços da poltrona. O mal jeito de sentar, a boca aberta... Beatrice sorriu antes de tirar o casaco, colocando em um dos ganchos da parede. Os roncos de Sirius eram altos, a jaqueta de couro mostrava a camiseta que ele tinha umas quatro parecidas, brancas com decote redondo. A barba por fazer, dava um ar rústico, que fez Beatrice morder os próprios lábios.

Sirius começou a resmungar alguma coisa que ela não entendeu, mas que a fez sorrir. Ele havia ido atras dela, depois de uma discussão tola entre os dois – bem o fato dele invadir sua casa a deixava por um lado irritada, mas por outro... Ele havia dado o braço a torcer.

Tentando não fazer barulho, ela foi até o quarto, onde pegou um cobertor fino. Sirius não havia mudado de lugar, ainda resmungando. Quando finalmente compreendeu o q ele falava no sono, não sabia se o acordava com tapas ou beijos.

— Minha cobra gostosa... – ele lançou o sorriso, que a fazia derreter-se. Beatrice balançou a cabeça, decidindo que faria alguma coisa para eles comerem, enquanto deixava o senhor baba fina – jamais contaria a ele sobre o pequeno fio de baba que escorria ate seu queixo- dormir mais um pouco. Arrumou com cuidado o cobertor, para não acorda-lo... beijou de leve o ombro masculino. Levantou-se e girou para afastar-se, quando as mãos de Sirius a puxaram para ele, a derrubando sem fôlego no colo masculino.

— Ora, ora... então quem temos aqui? aquela que disse que ia para casa dormir sozinha na cama dela! – Sirius falou debochando, mas a raiva era forte demais para estar oculta dos lábios e olhos dele. O ar assustado dela o deixou com mais raiva.

— Eu disse e dormi sozinha na minha cama.

— Mentirosa. – Sirius apertou as mãos nela, não acreditando nela.

— Sério. Eu aparatei no meu quarto e depois que botei o meu pijama, deitei na minha cama e...

— Beatrice, dois segundos depois que você saiu da minha casa, eu me troquei e aparatei na sua porta! Toquei até aquela sua vizinha trouxa que quer me levar pra cama vir me dizer que você não estava!

— Você entrou na minha casa.

— Você me deu a chave para o que, senão era para eu entrar?

— Sirius... eu juro que eu falei a verdade.

— VOCÊ NÃO ESTAVA AQUI!

— Eu fui dormir na minha cama, na casa dos meus pais.

A explicação simples fez que um grande suspiro saísse dos lábios de Sirius.

— E eu tinha como saber isso? Eu fiquei aqui te esperando, pensando... – Sirius fez uma expressão de culpa adorável.

— Pensando o que? – Beatrice acariciou o peito de Sirius, que gemeu, quando sentiu a outra mão passando pela sua cintura, como se estivesse se decidindo se abria ou não o botão da calça. – Sirius!

— Se você tirar a minha calça, desculpo qualquer coisa.

— Não existe nada para ser desculpado. E você pensou o que, quando não me viu aqui?

— Você vai me torturar para descobrir a resposta?

— Se você me obrigar a fazer isso, eu não vou hesitar. Sabe, eu posso abrir a sua calça... Baixar o zíper.... Tirar o seu pau para fora...dar atenção para ele e me afastar em seguida, só voltando a fazer alguma coisa, quando você me contar o que pensou que te deixou tão fulo.

Sirius respirou fundo. Beatrice era sim capaz de fazer aquilo. Uma vez ela já não tinha fingido dormir quando ele estava mais que disposto? Por mais que ela tremesse, por mais excitada que tenha ficado, ela não havia cedido a fazer amor com ele.

— Eu pensei que você tivesse ido dormir com o ranho... Com o Snape. – pior que se tivesse jogado água quente, Beatrice levantou e deu dois passos para trás. – Droga Beatrice!

— O nome dele é Severus! E como você pode pensar tanta merda assim? Sirius, você é um estupido!

Ela jogou as mãos para o alto, antes de virar-se e caminhar pisando firme até a cozinha. Sirius a seguiu imediatamente. Ela parou na porta da cozinha, virando-se para ele.

— Acho que temos um problema maior que você pensa. Você sabe que eu jamais vou abrir mão da amizade com Severus. E eu não admito que você..

Sirius a beijou, a raiva de ambos tão forte quanto a atração. Parando de beija-la, Sirius começou a mordiscar o pescoço da loira, que gemeu, agarrando os cabelos dele....

 

Sirius acordou assustado, enquanto observava seu quarto. Umedeceu os lábios, que pareciam estar inchados... além de outra parte de sua anatomia. Jogou a cabeça de volta ao travesseiro, zangado por não lembrar-se a primeira parte da discussão. Jogou as cobertas para o lado, sentou-se e ia levantar, quando uma tontura o paralisou.

Ele estava em uma sala de estar, aconchegante, um moreno entrou nela, com duas cervejas.

— Pontas, a sua mulher já não devia estar em casa?

— Eu concordo, mas não me importo tanto. Ela praticamente ameaçou arrancar as minhas bolas se eu fosse junto hoje.

— E ela foi onde mesmo? – ele aceitou a garrafa de cerveja amanteigada das mãos do amigo, que sentou-se a sua frente.

— Você não vai acreditar se eu contar.

 - Conta, quem sabe eu me animo um pouco hoje.

— Eu percebi Almofadinhas, que você ultimamente está mais quieto. Quando eu pedi para Remo o que estava acontecendo ele me mandou falar com você.

Sirius riu, então repetiu as palavras do amigo.

— Você não vai acreditar se eu contar.

— Esse desanimo parece ser coisa de mulher. – Tiago apontou e o brindou no ar com a cerveja.

— Considerando que eu não vou poder fazer amor boa parte da noite como eu gostaria, porque estou aqui, tenho que estar desanimado. – Tiago cuspiu a cerveja que estava tomando, para encarar Sirius, que deu um meio sorriso afetado.

— Você disse o que mesmo? Meus ouvidos ainda escutam bem?

— Se seus ouvidos estão escutando sinos de casamento para esse cachorro... eles estão escutando muito bem. – Sirius riu, perante a expressão incrédula no rosto de Tiago, que se levantou estendendo a mão.

— Quem é a felizarda? Precisamos fazer um jantar para ela conhecer todos os seus amigos.

— Eu ainda não a pedi em casamento, Tiago. – Sirius levantou-se e aceitou a mão do outro moreno. – E nós estamos com um pequeno problema técnico.

= Pequeno problema técnico? Já a deixou gravida?

— Eu até queria isso... mas não é isso. – Sirius puxou o ar, antes de expirar lentamente. – o problema técnico é com relação a quem ela vai chamar para ser padrinho no nosso casamento.

Tiago fez uma cara de interrogação.

— Quem ela vai querer de padrinho?

— Snape. – Sirius sorriu com o fato de tiago soltar a garrafa, que quebrou-se quando caiu ao chão.

— Você está fodendo Beatrice Stalker?

— Estou fazendo amor com ela. E é a única vez que aviso para você não falar mais desse jeito da minha futura mulher.

— VOCE FICOU LOUCO SIRIUS?

 

OPOSTOS

 

OPOSTOSs

Beatrice caminhava com um homem pouco mais velho que ela, quando Harry os avistou. Estava sentado com a mulher idosa, Joyce, que não parava de tagarelar.

Ao ver o homem, ela abriu um imenso sorriso.

— Tommy! – levantou-se, o homem adiantou-se, a abracando.

— Mamãe, a senhora fez muito bem em levar o meu cartão.  Obrigado senhora Schineider, já estávamos indo a policia avisar sobre o sumiço da mamãe.

— So fiz o que achei ser certo. Espero que o senhor pense sobre a minha sugestão.

— Tommy, sabia que essa jovem encantadora tentou me levar para casa?

— Sim... mamãe, agora vamos indo, que...

— Você a pediu para jantar com ela? Ela é muito gentil...

— Sim, mamãe, mas a senhora schineider não pode nos próximos dias... – o filho falou, antes de Joyce aparentar animação.

— Mas antes que a senhora pense coisa, seu filho e eu já combinamos quando vamos sair.

— Que coisa maravilhosa...

Joyce sorriu para Beatrice, que retribuiu um sorriso forçado. Após várias despedidas de Joyce, a idosa partiu com o filho.

Tendo a certeza que ela estava longe, Beatrice sentou-se relaxando o corpo tenso, uma espécie de mascara de fúria no rosto.

— Harry, posso te pedir um favor?

— Claro, qual?

— Se algum dia você me ver saindo com um filhinho da mamãe como essa banana entrouxada, me interne na ala psiquiátrica mais próxima. E não importa a idade que eu tenha, diga que sou sua madrinha e que nem o meu filho pode me tirar de lá.

Harry e Katrina, uma das moças que trabalhavam na padaria do supermercado começaram a rir.

— Estou falando muito sério. – Beatrice falou na voz mais irritada, olhando para a moça. Katrina sorriu, o piercing no lábio aparecendo. O olhar de Beatrice fez uma varredura, pelas grandes tatuagens de flores e dragões que apareciam nos braços da mulher de vinte e alguns anos. O cabelo dela agora rosa, estava preso na touca que ela usava. O jeans e camiseta branca tinham o colete roxo protegendo-os da sujeira.

— Ele é tao idiota assim?

— Nunca conheci alguém tão banana. Talvez com exceção de alguns colegas preconceituosos e burros... mas mesmo eles tinham mais culhoes dentro das calças.

Beatrice sorriu maldosamente, pensando que Goyle mais que merecera o chute bem aplicado que ela lhe dera.

— Agora mudando de assunto, por que o senhor não estava no lugar de sempre, mais cedo, como eu pedi? – Beatrice questionou encarando diretamente Harry, que parou de rir.

— Ui, agora vem a sessão “madrinha me desculpe, mas o meu despertador não tocou”... – Katrina falou brincando, fazendo Harry fazer uma ligeira careta.

— A senhora não disse que era para estar mais cedo.

— Não? – Beatrice arrumou os óculos. – Então esquece a bronca que eu ia dar. Katrina, minha flor de laranjeira, pode me trazer um xis burguer e uma xicara de chá?

— Eu tenho cara de Macdonald´s?

— Brincadeira. Dois sanduiches grandes naturais para viagem, um para comer aqui, um copo de suco para viagem sem açúcar, a minha xícara de chá – de preferencia aquele chazinho que você mistura não sei o que com o que não quero descobrir... E Harry, esteja no Alfredo em quinze minutos. Se aquela porcaria daquele ogro que se acha gente implicar com você... Dá um grito que a super madrinha aqui vai lá chutar a bunda dele. Que depois de ficar horas ajudando Joyce a procurar a casa dela, eu estou com o humor para enfrentar Golias e sair no máximo despenteada.

Harry e katrina se olharam, rindo em seguida, ambos se afastando para providenciar as coisas que Beatrice havia pedido. Ela puxou o celular da sua grande bolsa, verificou que nenhuma ligação havia sido feita. Ia guarda-lo, quando o celular apitou, sinalizando uma mensagem. Imediatamente a abriu.

Estamos prontos. Traga o garoto antes da meia-noite.

 

Beatrice sorriu, digitou a resposta e enviou. Guardou o celular, observando que um frasco que havia posto na bolsa estava bem fechado. Quando katrina colocou as coisas que pedira em cima da mesa, metade da apreensão que sentia antes, havia se esvaído.

Opostos

Opostos

Sirius...





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