Opostos escrita por Tina Granger


Capítulo 13
Capítulo 13


Notas iniciais do capítulo

E chegamos ao famigerado capitulo 13... Merlin, não me dê inspiração para fazer mais nenhuma fic até terminar essa... aquela do Neville, só sairá depois que eu terminar essa juro!
Outra coisa... Essa primeira parte do capitulo... Estou na dúvida se faço que er sonho ou uma lembrança real. ajudam a decidir?




¨Há coisas que são preciosas por não durarem...¨ Oscar Wilde.

Ele estava em uma praia, as areias tão brancas quanto possível e o mar naquele momento estava agitado.

Sirius olhou para a mulher a sua frente. Beatrice estava usando um vestido verde escuro, com um cinto dourado. O vestido era longo, com mangas daquela forma também. Ela tinha o cabelo preso em uma trança, da forma como ela adorava usar.

Ele abriu um amplo sorriso, quando percebeu que ela encarava o mar a sua frente, os pés descalços, pois ele via que as sapatilhas que ela gostava de usar estavam largadas de qualquer jeito ao lado dela... Aproximou-se devagar, passando a mão pela calça, sentindo a pequena caixa que era o principal motivo dele ter enviado uma coruja, praticamente exigindo a presença dela naquele momento.

O fato dele ter se escondido, enquanto vigiava ela chegando e tirando as sapatilhas era totalmente proposital. Agora, quando ela pensava que estava totalmente só naquela praia, ele iria fazer, o que achava que seria uma excelente maneira de demonstrar o que ele realmente sentia.

Com passos leves, aproximou-se dela e passou um dos braços pela cintura dela, ao mesmo tempo, que tampava a sua boca. Beatrice demorou alguns segundos para reagir, porém, quando o fez, Sirius arrependeu-se da brincadeira.

Ela o mordeu com toda a força que podia, ao mesmo tempo, que debatendo-se, deu-lhe uma bela cotovelada no estomago. Virando-se, meio cega, ela com o punho fechado socou-lhe o nariz, ao mesmo tempo que o joelho encontrava-se com as suas partes íntimas.

Ele gritou, se encolhendo, ao mesmo tempo que Beatrice recuava.

- Sirius? - ela pediu, incerta. Estava sem os óculos, estreitava os olhos na direção dele. - por que você fez essa brincadeira estúpida?

- Maldição mulher, você simplesmente acabou de matar todos os nossos filhos!

- Não seja exagerado. - ela ajoelhou-se um pouco afastada dele. - E depois, eu estou começando a achar que foi bem feito. - Ela franziu a boca, o olhar preocupado. - Realmente está doendo?

Ela aproximou-se cautelosamente dele.

- Você não tem noção da força que tem. - Sirius encolheu-se ainda mais, quando ela ficou a poucos centímetros dele.

- Droga, Sirius, por que você tinha que fazer essa brincadeira boba?

- Beatrice, eu te amo, mas fica longe de mim por um tempo. Por favor.

- Tenho gelo na minha casa. - Beatrice ofereceu, preocupada, enquanto sentava-se sobre os pés. O decote quadrado do vestido, mostrava a pele cremosa. Ela tinha uma corrente fina de ouro, com uma delicada pérola como pingente.

- A única coisa que quero de você é...

- AQUA! -Beatrice gritou, após a varinha simplesmente aparecer em sua mão.

Sirius sentiu afogando-se, quando abriu os olhos. A cerca de três passos dele, estava o avô de Samira com uma expressão séria no rosto.

- Schwarz. Levanta logo.

- Senhor Otto? O que o senhor...

Otto ergueu a mão direita e Sirius percebeu uma varinha na mão.

- Você vai levantar e botar uma roupa.

- Senhor Otto eu não...

Os olhos azuis claros do idoso brilharam, demonstrando raiva.

- Você quer que eu lhe ajude a se vestir? Pois eu posso fazer isso!

- Só quero entender porque o senhor me molhou.

Sirius questionou, enquanto passava a mão nos cabelos que pingavam. A camiseta do pijama cinza também estava ensopada, assim como o travesseiro e parte das cobertas.

- Você estava demorando para acordar. - Otto respondeu antes de mais um jato de água sair da varinha.

- EI! - Sirius gritou, ao receber no rosto a nova rajada de água Gelada.

- Está demorando pra levantar. - embora não dissesse, Otto tinha o brilho de quem mandaria mais um jato se ele não fizesse as coisas mais rápido

- Velho maluco, devia... - Sirius levantou-se indo em direção ao banheiro, sendo seguido pelo idoso. Quando Sirius o encarou, pronto para protestar, Otto ergueu a varinha mais uma vez.

- Não vai sair das minhas vistas, Schwarz. - Otto avisou. - E não gosto de gracinhas!

Se estivesse em sua forma animaga, Otto Schneider levaria uma bela de uma mordida! E embora os tornozelos finos do idoso estivessem protegidos por botas de cano alto, as calças escuras enfiadas dentro das botas, Sirius daria um jeito de afundar os seus dentes naquele velho que nos últimos três anos lhe infernizando, lhe chamando daquele apelido esquisito e... Sirius parou, quando reparou no que pensava. Forma animaga?

O vento que entrava pelo vão da janela era extremamente frio. Quando uma rajada de ar mais cortante lhe atingiu o rosto, ele sentiu uma ligeira vertigem. Agarrou depressa a borda da pia branca, apertou os olhos com firmeza, antes de abri-los, vendo uma paisagem inteiramente branca.

Ele via tudo em cinza. O frio era intenso, mas ele precisava chegar até Beatrice. Saber que ele tinha mentido para ela, havia feito que ela quisesse e fosse embora da casa dele. Sirius não arrependia-se das mentiras que havia contado, afinal, com isso, ele havia conseguido aproximar-se dela a tal ponto, que ele havia conhecido a sua personalidade de um modo tal, que ele havia se apaixonado por ela como nunca pensara se apaixonar por alguém.

Quando tentara aparatar perto da mansão Stalker, fora repelido por uma forte barreira. Então, aparatara o mais perto que pode e colocando-se em sua forma animara, ele conseguira aproximar-se da floresta que rodeava a mansão dos Stalker.

Subindo um pequeno morro, ele sorriria se estivesse em sua forma humana. Beatrice estava paralisada, ele via seu perfil. Ela encarava algo a sua frente e parecia incapaz de mexer-se. Sirius olhou na direção que ela olhava e foi como se seu coração parasse de bater por um momento.

Um enorme lobo encarava Beatrice, que não mexia-se. Sirius não pensou antes de começar uma corrida, para chegar nela antes que o lobo a atacasse.

Por um milagre, ele conseguiu pular no momento que o lobo atacou Beatrice, que caiu na neve, sentada, enquanto apenas conseguia fitar o animal. Sirius caiu em cima do lobo, que rosnou para ele irritado, provavelmente por ter que dividir a farta refeição que a loira representava.

Sirius não esperou o outro animal atacar novamente, seu único pensamento era expulsá-lo dali, para que Beatrice ficasse em segurança. Entre atacar e se defender, Sirius apenas percebeu que Beatrice não havia se mexido, quando depois de um longo tempo, o lobo decidiu fugir e ele, havia se virado para ir em procura dela.

Sua surpresa foi enorme, ao vê-la da mesma forma quando caíra. Uma enorme raiva se apossou dele. Virou humano, reparou que a loira o olhava com os olhos arregalados, uma enorme surpresa no rosto feminino.

- SUA IDIOTA! - Sirius gritou. - POR QUE VOCÊ NÃO FUGIU QUANDO TEVE A CHANCE?

- Você é um animago. - ela sussurrou, Sirius mal escutou a voz feminina.

- Bem, agora você tem um belo motivo para fazer os guardas de Azkaban virem atras de mim.

Sirius debochou, então percebeu que ela tremia. Sem se importar com o fato que ela havia descoberto o seu maior segredo, Sirius se aproximou dela, ajoelhou-se para fitar os olhos azuis, que ficaram marejados.

- Você podia ter morrido. - Beatrice deu vazão ao pensamento perturbador que estava em sua mente desde o instante que vira o enorme cão negro virar o homem que ela amava.

- Não ia ser uma grande perda para o mundo não concorda? - o comentário debochado foi acompanhado de um sorriso, que fez as faces pálidas de Beatrice corarem de raiva.

- Nunca mais diga isso! - antes que pudesse se conter, Beatrice bateu no braço de Sirius. Sentiu a mão pegajosa e pareceu entrar em pânico quando viu sangue na sua mão Olhou para o braço de Sirius, que fazia uma careta. - você está machucado.

- É só um arranhão.

Beatrice recuou um pouco, mesmo estando sentada e levantou-se, o ar decidido.

- Vou te levar para o meu quarto e você vai ficar la enquanto se recupera. - A loira anunciou, enquanto passava o braço pelo torso de Sirius, puxando-o para cima.

- Eu já disse que foi um... Você disse ¨meu quarto¨?

- Nada mais justo não acha? Você se machucou por minha causa e...

- Se eu vou ficar na sua cama, onde você vai dormir? - Sirius não resistiu a provocá-la

- Se isso obrigar você a ficar deitado, óbvio que vai ser na minha cama. - Beatrice resmungou. - E não pense que eu esqueci que você me enganou. Ainda vou fazer você me pagar por isso.

- Se a forma de pagamento forem muitos beijos, posso começar agora.

- Idiota. - ela resmungou novamente.

A cena dissolveu-se perante seus olhos e Sirius apertou as pálpebras, enquanto um sorriso estava em seu rosto. Então ele era animago? Otto teria uma bela surpresa quando abrisse a porta...

- Schwarz! - Perante a demora de Sirius no banheiro, Otto ficou impaciente. Bem, paciência nunca constara em sua personalidade, mas aquele inglês desmemoriado era muito parecido com o inglês, falecido segundo Beatrice, que havia deixado Samira grávida. E isso lhe deixava com a pulga atras da orelha.

O idoso pisando forte foi até a porta do banheiro, abrindo-a com um estrondo. Quando olhou para dentro, sua boca abriu-se em surpresa, por ver um enorme cão negro no banheiro.

Alguns momentos depois, Otto Schneider desfez a expressão de surpresa, ao mesmo tempo, que sorria amplamente.

- Ora, ora, então o Schwraz quer brincar? Faz tempo que não brinco! - concluiu rindo, enquanto fazia um gesto com a varinha. O cão recuou alguns centímetros, ao ver que o homem idoso encolhia, seu corpo transformando-se em um animal e suas roupas eram substituídas por um pelo branco. Por alguns momentos, Sirius achou que fosse uma doninha, porém, o animal tinha um rabo estranho. Um brilho estranho estava nos olhos claros do animal, que virou-se, poucos segundos depois.

Sirius gemeu encolhendo-se, ao sentir o jato quente que o bicho mandou para cima dele...

opostos opostos

Beatrice estava sentada, com a cabeça entre as mãos. Samira, ignorando a prima, movimentava-se pela cozinha, preparando café.

- Nossa, nossa, assim você me mata... Ai se eu te...

- Se quer me matar, pega logo o martelo e enfia na minha cabeça. - Beatrice resmungou. - vai ser mais gentil que ficar cantando essa porcaria.

- Saiba que é um grande sucesso. - Samira retrucou. - E eu aposto que em um certo tempo vai percorrer o mundo.

Beatrice a olhou séria.

- O primeiro aborrescente que cantar isso perto de mim vai ganhar um bilhete somente de ida ao cemitério mais próximo. Dentro de um caixão. Sem chance de virar zumbi, vampiro ou diabo a quatro.

Samira riu.

- Você sempre foi enjoada no quesito música. Antes, não suportava rock. Só gostava de música clássica. E agora...

- Antes eu não conhecia os Engenheiros do Havaí, Paralamas do Sucesso e nem o Barão Vermelho. Tolero o Kiko Zambianki, numa escala oito de dez. Mas, qualquer coisa além disso é lixo.

- Até os ingleses?

- Salvam-se os Beatles. E na categoria não ingleses, talvez aquele topetudo, que dizem ser o rei do rock.

- Mas essa que estou falando...

- Eu já estou atrasada o suficiente para ter perdido até a hora do Harry!

- Quem é Harry? Algum pretendente novo ou médico?

- É o meu afilhado. - as palavras saíram com um toque de orgulho. - Lembra-se do menino que tentei conseguir a guarda, mas que por conta do feitiço...

- Sei, sei, sei... - Samira aproximou-se de Beatrice com uma caneca de café forte. - Quantas vezes na vida você encheu a cara?

- Contando com essa? Três E duas foram por conta do Sev. Juro que foi por um fio de cabelo que ele não quis entender que o Dean seja filho do Sirius.

- A hora que você for contar, me chama para te ajudar a fugir?

- Sev nunca vai bater em mim, Samira, como o meu pai fazia. Ele tem métodos piores para que eu me faça sentir como lixo. Mas a questão agora, é que eu não posso deixar o Dean ir pra Inglaterra, no Natal.

- Quer mesmo que o Dean fique por aqui, sendo que ele vai ser...

- Um adolescente de dezessete anos. Semana que vem eu escapo um ou dois dias para ficar com o meu filhote e depois...

- Ele vai estar formado, Beatrice. E como você mesma diz, no seu mundo, ele vai ser maior de idade. O que vai impedi-lo de ir perto da mãe no Natal e... - a argumentação de Samira foi interrompida pelo toque estridente do telefone. Com um gemido, Beatrice empurrou a xícara para o meio da mesa, em seguida tampou as orelhas com força.

Rindo, Samira foi até a sala atender. Cerca de dez minutos minutos depois, ela voltava para a cozinha, a expressão séria.

- Aconteceu alguma coisa? Tipo Samuel ligando para te convidar para ser madrinha do casamento dele com alguma peituda que foi se consultar com ele?

- Muito engraçado, Beatrice. Agora preste atenção. Dean está bem. Não aconteceu nada com ele e....

O que aconteceu, Samira? - Qualquer cor que por acaso estivesse no rosto de Beatrice, simplesmente desapareceu.

- Um incêndio Dean, ele...

Samira não conseguiu terminar a frase. Beatrice levantou-se em um salto e correu em direção as escadas. Quando Samira escutou o som alto de um chicote estalando, deu de ombros. Calmamente, foi até a mesa, pegou a xícara de café que Beatrice havia deixado em cima dela, colocou açúcar, tomou alguns goles e acrescentou leite, a medida que o líquido na xícara descia.



Notas finais do capítulo





A música cantada por Samira, é Ai se te pego, do Michel Teló. E a opinião da Beatrice é ligeiramente diferente da minha... não gosto do Elvis nem dos Beatles!
beijos pro povo!



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