Opostos escrita por Tina Granger


Capítulo 10
Capítulo 10





"Antes de buscarmos o perigo, torna-se indispensável prevê-lo e temê-lo; mas, quando estamos metidos nele, só nos resta desprezá-lo. "
(François Fénelon)

Beatrice estava terminando de redigir o relatório da semana, no pequeno escritório do supermercado, quando escutou batendo na porta. Tirando os olhos do computador, mandou quem que fosse entrar. Não ficou surpresa ao reconhecer Harry Potter, usando o colete do uniforme dos empregados, de um amarelo ovo, com o nome da rede de supermercados em roxo.
- Entre, Harry. Aconteceu alguma coisa? - ela pediu, voltando sua meia atenção para o computador. - Tenho que mandar isso em dez minutos, mas você pode ir falando.
- Eu posso esperar, sem nenhum problema.
Harry falou, observando ela. Beatrice usava um vestido floreado, de cores escuras. Um colar com crucifixo chamava levemente a atenção para o colo dela.
- Se você faz tanta questao assim de esperar... puxa uma cadeira e se senta. Só espero que essa porcaria de internet funcione bem, porque senão... Juro que volto à época medieval e vou começar a mandar os relatórios por pombo-correio. - Beatrice resmungou, enquanto voltava ao trabalho. Cantarolava uma das suas melodias favoritas, enquanto esperava a página abrir. Carregou o arquivo, enquanto fazia figa com a mão esquerda... quando apareceu na tela a informação, que a internet havia caido. - FILHO DE UMA...
beatrice estourou a dizer palavrões. Harry arregalou os olhos, enquanto escutava a mulher dizer todos os palavroes em uma lista que parecia não ter fim, enquanto pegava o telefone e discava um número.
- Veado, cretino, estupido, nojento... - Beatrice ainda resmungava, enquanto era atendida.
- O que aconteceu beatrice? - a voz masculina questionou bem humorada.
- O que mais poderia acontecer, Billy Willian? - ela ironizou. - O seu amado, idolatrado Michael apenas me entregou a parte dele no relatório a quinze minutos, eu praticamente tive que fazer um vudu para conseguir terminar todo o relatório a tempo de ser entregue no prazo e essa merda de internet cai justo na hora que eu estou enviando!
- Esse é o jeito do Michel carinhosamente lhe dizer que não admite, que uma pessoa mais jovem, e ainda por cima mulher...
- Billy Willian, eu estou falando sério! Se eu cometer o assassinato de Michel, você vai arranjar para mim o advogado mais lindo, cheio de charme e muito, mais muito gostoso MESMO, que vai convencer o júri que eu tive toda a razão para matar aquele verme!
- Faço melhor. Sequestro você da cadeia e vamos viver o resto das nossas vidas em algum paraíso tropical. O que você acha do Brasil?
= Acho que antes de você pensar em me sequestrar, deveria pensar que eu vou mandar esse relatório por pombo-correio!
- Pode me entregar hoje a noite, sem problema nenhum. - mesmo sem querer, beatrice podia ver o homem do outro lado da linha. Provavelmente, Willian Cavendish, Billy Willian como ela a chamava, apesar de ser quase sete anos mais velho que ela, estava naquele momento passando a mão nos poucos cabelos restantes. Willian desde que pusera os olhos nela, havia decido que ela seria uma boa esposa para ele... E por mais negações ele tivesse ganhado, não desistia. Ele até tentara comprar Dean, mas quando criança o filho, literalmente, fizera uma banana para as pretensões do homem.
- Querido... eu emprestei a minha vassoura para a bruxa da sua mãe. Como vou estar em londres hoje a noite e estar aqui, as oito horas, amanhã de manhã?
- Eu posso te acordar as cinco horas para você pegar o trem.
- Mas nem se você fosse inteiro de ouro!- Beatrice falou, zangada, antes, de desligar.
- Mas Beatrice... - A mulher não escutou o protesto do homem. Bufando virou-se, deparando-se com Harry a lhe encarar, com os olhos arregalados.
- Algum problema, Harry? - Ela perguntou, os olhos ainda ligeiramente irritados. - ah, você queria falar comigo. É a respeito do quê?
- Do convite que a senhora havia me feito, para passar o fim de semana em Londres.
- Não tem problema, não é? Seus tios deixaram? - Beatrice pediu, ansiosa. Ela torcia verdadeiramente que Petunia não tivesse juízo e deixasse o sobrinho ir com ela até a capital.
- Na verdade, não. Tia Petúnia não...
Harry foi interrompido pelo telefone que comecou a tocar.
- Supermercado Último Minuto, Beatrice falando. - Beatrice atendeu, enquanto pegava uma caneta. Harry observou por alguns instantes o anel em prata, em formato de cobra que mordia o próprio rabo, com uma pedra verde sinalizando o olho, que Beatrice sempre usava.
Levantou-se e fez um sinal em direção a porta, indicando que ia sair. Beatrice tampou o bocal do telefone.
- Não esquece de me esperar que preciso ainda do meu motorista. - ela falou, acenando e então voltando a atencao para quem estava no outro lado da linha. - Desculpe, você pode repetir a ultima parte, que não entendi?
Quando o grifinório fechou a porta, Beatrice estava totalmente focada no telefonema que atendia. Harry passou a mao pelos cabelos, enquanto ia até o estoque do supermercado. Beatrice Schineider era uma pessoa estranha... Embora tratasse a todos com uma certa rigidez,como se não se permitisse abaixar a guarda, tinha também uma palavra de carinho a quem precisava.
Já eram duas semanas que ele estava trabalhando na rede de supermercados... E no quinto ou sexto dia, enquanto ele esperava o onibus para ir ao trabalho, que ele esperava abandonar antes do fim do primeiro mês, um Fiat Punt azul parara, Beatrice abaixara o vidro, lhe oferecendo carona.
A caminho do trabalho, Beatrice puxara pouca conversa, pedindo para que ele colocasse um cd, que estava no porta-luvas. Ela explicara que seu filho, havia esquecido o porta-cds com os cds favoritos dele...
quando as notas de um rock pesado começaram a tocar, Harry fez uma careta. Beatrice sequer percebera, concentrada na direção... Mas as caretas que fazia, demonstravam que a musica escolhida não a agradava... não demorou muito, pedindo para que ele escolhesse outro cd, se não se importasse... O que ele não fazia nenhum pouco...
O novo cd continha um outro estilo de rock, mas que pelo visto Beatrice aprovava. Cantarolara as musicas, embora um pouco desafinada. Ele não entendera a letra, mas... Era música boa.
Depois de avisa-lo, que ele poderia ter carona com elas todos os dias, Beatrice entrara no escritório, saindo de lá, apenas pouco antes que ele. Harry iria voltar de onibus, porém, ao passar pelo estacionamento, encontrara Beatrice como se estivesse dormindo encostado no carro. Quando a chamara, ela não dera sinal de ter escutado. O moreno colocara a mao no ombro dela, que havia pulado, tendo levado um enorme susto.
- Harry? Aconteceu alguma coisa? - ela pediu, enquanto fechava os olhos com força. Ela ainda - se apoiava no carro, como se temesse cair a qualquer instante.
- A senhora está se sentindo bem? - ele questionou, mesmo sendo óbvio que ela não estava muito bem.
- Efeito colateral de remédio novo. - ela suspirou, encostando a cabeca novamente no carro.
- Quer que eu chame alguem?
- Harry, você sabe dirigir? - ela ergueu a cabeça, enquanto aparentemente uma tontura a fazia abaixar a cabeça novamente.
- Não. - ante a resposta do moreno, ela fez um muxoxo com a boca. Beatrice respirara fundo e erguendo novamente a cabeça, atirara a chave para ele, que a apanhou em reflexo.
- Ótimo, assim vai aprender, do jeito que eu aprendi. - sem esperar resposta, ela entrara no carro, na poltrona do passageiro. Colocara o cinto, antes de simplesmente quase adormecer.
- A senhora só pode estar brincando. - Harry falou, na janela do passageiro. - eu não...
- harry, sente-se atrás do volante. - Beatrice falara em um tom que não admitia réplicas. Ela parecia que havia despertado. - vou te dar as quatro regras para você se dar bem com o Alfred.
- Alfred?
- Harry esse é Alfred. - ela sorriu, apontando o volante. - Alfred, esse é o Harry. Seja bonzinho com o menino, que ele vai ser bonzinho com você... entendeu, Alfred?
Harry a olhou como se tivesse uma louca na sua frente. Quando Beatrice o encarou, ela deu de ombros.
Tenho uma prima, que tem um fusca branco... e não tem nenhum jeito dela vender o Herbie... eu até tentei convencer ela, mas sinceramente é mais facil o pai de Catherine voltar a vida que... - Beatrice balancara a cabeca. - Bem, Harry, você tem nas maos, o que faz Alfred acordar. Obvio, que ele tem que estar sempre alimentado, com gasolina, agua e oleo. Tenha em mente, que se você acelerar, o Alfred vai ir para a frente, a menos que você esteja em um atoleiro. O meu menino gosta de velocidades médias, mas como hoje é a sua primeira vez com o Alfred, pode ir quase parando que não me importo. O pedal da esquerda acelera, o da direita freia e toda vez que você for trocar de marcha...
- Senhora Beatrice, o que acontece, se por acaso, digamos assim... eu acabar batendo com o seu carro? - Harry questionara, porem, ao perceber o olhar feroz no rosto dela, ele quase... desejara não ter feito aquela pergunta.
- O nome dele é Alfred.
- Se eu bater com o Alfred?
- Se você bater com o Alfred... - Ela fez um pequeno suspense. Snape nos seus dias de pior humor, com certeza não botaria mais medo em Neville. - eu vou arrancar a sua cabeça com um cortador de unha, botar ela na privada e dar descarga.
E fora tremendo, que ele dera a partida. Nem mesmo o rosário de madeira que ela havia enrolado no espelho, de Alfred, fora capaz de lhe tranquilizar. E a partir daquele dia, ele sempre dirigia na volta para casa.
E a cada dia que passava, ele ficava melhor motorista. Beatrice havia lhe convidado no dia anterior, para ir com ela nesse final de semana a Londres. Ele já tinha intencoes a esse respeito, afinal seria o fim de semana, que Remo iria se casar com Tonks... ele tinha sido convidado com honra... Pedira aos seus tios, apenas por pedir, pois tinha intencoes de ir e não voltar mais.
- Oi Marc. - Harry cumprimentou um colega que já estava colocando algumas caixas em cima do carrinho, para repor o estoque nas prateleiras.
Marc não era de muitas palavras, sempre encarando qualquer um com uma expressao de raiva. Os cabelos cor de mel, estavam totalmente despenteados. Naquele dia, usava uma camiseta laranja que deixava a mostra a tatuagem de sereia, que tinha no braco direito.
- Não fala com o Michel. Ele está muito bravo.
- Parece ser o normal dele. Precisa de ajuda?
- Os peixes são todos seus. - Marc balancou os cabelos, um sorriso malicioso surgindo no rosto do outro adolescente. - A proposito, Potter... A bruxa de Salém ainda está muito irritada? Deu para escutar daqui.
- Ou ela mata Michel ou ele mata ele. - Harry riu. - não sei porque, mas aposto mais nela.- - Vai perder. Michel estava falando que a monstrenga, no fim do mês esta saindo... que já ia tarde, alias.
- É mesmo? - Harry surpreendeu-se. Beatrice não tinha comentado nada com ele.
- É. E depois que você se tornou o queridinho dela...
- Marc, eu tenho que ir pegar os peixes. - Harry saiu, não precisava de mais especulações. Beatrice sempre havia tido uma postura séria junto a ele. Se alguém abrisse a boca para insultar ela, ele a defenderia. Mas falar algo a Marc, era perda de tempo. Ele era mais obtuso que qualquer outra pessoa que ele conhecia.
Harry passou o resto do dia sem pensar no assunto da sua chefe. Na hora de voltar para casa, esperou por ela, que veio ao seu encontro, com uma das mãos cheia de pastas, na outra o celular, com as chaves do carro.
Ela conversava com alguém, numa língua que Harry não entendia, quando destravou o sistema de segurança do carro e depois de fazer um jogo de equilibrio entre as coisas que tinha nas maos, jogou a chave para harry e sentou-se no seu banco costumeiro. Depois de sentar-se e colocar o cinto de seguranca, harry deu a partida. Querendo ou não, estava dirigindo muito melhor. Lembrou-se, durante um momento, do seu segundo ano, quando ele e Rony até hogwarts de carro.
Com certeza, se pegasse o carro agora de Artur agora, iria dirigir muito bem.
Parou de pensar, quando, com um grunhido, Beatrice desligou o telefone.
- Se Jack não estivesse no hospital, com tres pontes de safena, eu ia mandar ele para lá com as duas pernas quebradas! Onde diabos eu vou arranjar uma dançarina coreana, que faça uma dança sensual, ao mesmo tempo que faz malabarismo com três laranjas?

O que? - Harry a encarou, quase rindo.

Isso que você escutou. Dançarina coreana, que fazendo uma dança sensual, faz o mesmo tempo malabarismo com tres laranjas.

Harry comecou a rir, enquanto Beatrice assentia.

Bem assim que estou me sentindo. - Beatrice bufou. - Se eu não gostasse tanto de Jack, com certeza... - Beatrice se calou, um sorriso maroto no seu rosto.

Senhora Beatrice?

Harry, vou conversar com sua tia. Acha que você consegue ficar no seu quarto, fingindo que não está?

Algum motivo em especial para isso?

Digamos que algumas coisas que o seu tio disse, na entrevista de selecao... eu pelo menos trabalho assim. Entrevisto as famílias, depois o candidato a vaga. Mas esquece. Enfim. Eu realmente preciso de alguém para dirigir um pedaço do caminho até Londres. Quando vim para cá, Diana dirigiu para mim... eu tenho verdadeiro pavor só em pensar em usar o metrô...

Beatrice respirou fundo.

Por favor, Harry... Levo você onde você quiser em Londres! - ela encarou o garoto, que balançou a cabeça.

Bem, eu não sei se a minha tia vai mudar de ideia.

Eu tenho um talento especial para convencer tias r]abugentas. Pode deixar comigo.

Beatrice sorriu amplamente. Ela transformaria Petúnia numa barata, se a criatura não permitisse que Harry fosse. Melhor... ela faria Petúnia DESEJAR ser transformada numa barata, se não permitisse que Harry fosse a Londres com ela...

Enquanto Harry dirigia ate a casa dos tios, por um momento, pensou que algo muito importante deveria estar acontecendo no mundo mágico, para que ninguém da ordem tivesse aparecido para leva-lo embora. Mesmo Hermione e Rony escrevendo-lhe parcamente, ele estava muito mais concentrado em alguns pergaminhos, que havia recebido na noite anterior.

Haviam sido trazidos por uma coruja desconhecida, que após tomar um pouco de agua e recusar a bolacha oferecida por ele, havia partido. Uma coruja marrom, sem grandes caracteristicas.

Os pergaminhos continham fórmulas de poções e um deles, continha uma carta, que estava endereçada a sua mãe.

Por alguns momentos, ele hesitara em ler, porém a curiosidade havia sido maior. A data, era de mais ou menos no ínicio da gravidez de Lílian. Começara como se a pessoa estivesse xingando Lílian...

Escute bem, Lilian Evans Potter

Voce trate de cuidar melhor do seu marido. Coloque logo um cabresto nele, rédeas, coleira... não, isso é para cachorro. o que for. MAS TRATE DE CONTROLAR ELE! Ou juro solenemente, que você vai ficar viúva, sendo que eu vou ir aos jornais para anunciar... EU MATEI TIAGO POTTER!

Ele já deve ter lhe contado, que nos encontramos naquele novo bar, Essencia Tropical. O cretino estava com Sirius, no momento que o vi, Sirius estava de costas, Tiago cuspia a cerveja, enquanto tossia fortemente. Severus e eu estavamos algumas mesas a frente, esperando o representante da faculdade de poções, que nós haviamos nos inscrito... Aliás, a mesma que você se inscreveu também. Aquela na Alemanha.

Morra de inveja, sua ruiva magrela... Herr Schumacher (acho que o pai do Malfoy andou viajando de férias, na época de jovem... Conhecendo algumas alemãs, no sentido que deixam consequencias que choram a qualquer momento, tem fraldas sujas... Deixe-me secar a baba de veneno) depois de alguma persuasão, nos permitiu ver a lista dos aprovados, que estaria visitando, solicitando os documentos, essa parte mais burocratica da coisa.

Sev e o meu nome eram os primeiros da lista... E você não estava lá... lá... lá... Tem certeza, Lilian que você mandou os documentos necessarios? Depois de tudo, estou comecando a pensar, que a irresponsabilidade grifinória exibida por Tiago, é transmissivel... E não me faça pensar COMO você pegou isso dele...

afasta-te imagem do mal... bom, depois que o alemão caiu fora, já que estavámos no bar, Sev e eu pedimos alguns drinques para comemorar... Drinques que sinceramente, eu não devia ter tomado. Não pelo fato de ter feito alguma coisa repreensivel na saída com Sev, mas sim, pelo fato que eu fico lerda para retrucar.

A gente saiu... alegre da mesa. Pelo menos Sirius e Tiago tiveram o bom senso de ficarem na mesa deles, não vindo atrapalhar a nossa comemoração. Estou torcendo, para que depois de formado, Sev não se torne um pesquisador.

Digo isso, não por que acho que ele seria incompetente, ou coisa assim. Digo isso porque Sev, é uma pessoa que precisa de GENTE perto dele... ele precisa conviver com pessoas, com sentimentos intensos.

Muito provavelmente, você pode estar franzindo a testa... não ter entendido a frase acima. Mas eu sei como Sev é. E sei que a melhor forma disso acontecer é... HOGWARTS!

É serio! Eu penso que a melhor coisa que pode acontecer para ele. Afinal, que melhor lugar, para viver com sentimentos transbordantes? É claro que metade do sonho secreto dele, de nunca ter que ensinar nenhum grifinorio cabeça oca, vai ir pro ralo, MAS... Sempre existe a possibilidade dele mandar os imbecis para fora.

Eu dizia isso para ele, quando a gente estava saindo pra fora do bar... Eu estava meio trançando as pernas, Sev meio me segurava, meio me arrastava, meio se apoiava em mim... mulher, não sei quem é mais fraco pra bebida, se é ele ou eu.

A gente estava passando pela mesa do veado do seu marido e do cachorro do Sirius... e ia conversando sobre como iamos chutar a bunda dos imbecis da grifinória da sala de aula de poções... Dai o seu marido, quando eu falando COM O SEV! Se meteu, dizendo que tinha pena das pobres almas que o Sev iria ensinar.

Juro que eu olhei para o Tiago, por uns bons tres minutos. Demorei tudo isso para achar uma resposta. Ai eu disse, pra ele.

- Tenho pena é da cria que a Lilian parir. Vai ter que aturar você como pai.

E olhei ele com uma cara do tipo... Se o filho for mesmo seu... Mulher... eu devo ter uma cara muito do tipo... expressiva? Acho.

Sirius que estava com uma cara não muito agradavel, acho que leu no meu rosto o que eu pensei... Sabe qual a vantagem de se conhecer uma pessoa a vida inteira? Você sabe ate o que ela está pensando, sem olhar pras fuças dela! Por efeito da bebida... ou só para provocar Tiago mesmo, Sev comecou a rir, concordando comigo.

E pela primeira vez desde que conheço Sirius, ele fez algo que eu jurava que nunca faria. Não deixou o Tiago avancar nem no Sev, nem em mim... Se bem, que, conhecendo Sirius Black do jeito eu eu acho que conheço, com certeza, vai acontecer. Eu vou pagar MUITO CARO por isso. Não quero pensar no assunto por enquanto... por uns cinquenta anos, no minimo.

Acho que vou sumir por uns tempos, pra dar um tempo pra ele esquecer. Enquanto isso, enfia essa sua bunda magrela na cadeira e leia com muita seriedade o resto desse pergaminho. Coloquei transcritos mais para baixo alguns feitiços...

E a carta continuava, porem, como o pergaminho havia sido rasgado, não havia como saber o que o resto continha. Harry não tinha ideia de quem havia escrito aquelas palavras a sua mae, mas a letra grande e redonda, estava muito firme. A tinta não havia se esmaecido, como se tivesse sido colocado algum feitico para que a tinta durasse muito mais.

- Boa tarde, Harry Potter. - a voz animada de Beatrice fez que ele meio que voltasse ao presente. - Acho que você já pode estacionar.

Depois que fez as manobras, harry desligou o carro. Beatrice deu um amplo sorriso para ele.

Ei, não vou fazer nada de pervertido a partir do segundo que estivermos sozinhos, Harry. JURO! - Beatrice enfatizou, com a mao erguida. No entanto, um brilho maroto estava nos olhos dela. - Vamos logo, que ainda tenho até enfiar as minhas roupas na mala e você precisa fazer o mesmo. - falou enquanto saía do carro.

Os meus tios ainda não autorizaram que eu vá para Londres. - Ao escutar a afirmacao de Harry, Beatrice virou-se para o adolescente, que engoliu em seco. A expressão... divertida dela o botou em estado de alerta. Anos convivendo com Fred e Jorge Wesley o tinham ensinado que expressões daquele tipo, significavam que eles iriam fazer o que pensavam... não importando se isso estava nas regras ou não.

Acredite, Harry. - o tom doce de Beatrice não deixava duvidas. - Se eu digo que você vai comigo para Londres, é porque você vai...





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