Que Chegue Até Você. escrita por L-chan_C-chan


Capítulo 26
Parte XXVI – Recomeço.


Notas iniciais do capítulo

Olá pessoal! Como prometido, vim trazer outro capítulo. :3
Eu gostei muito de escrever esse, e saiu com mais facilidade que o último.
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Eu idealizei essa história enquanto assistia "O Som do Coração" (ou August Rush), e talvez isso explique muito pra vocês. XD Não quis revelar no começo pra não ficar óbvio o que aconteceria. q
Eu acho o filme lindo, e quis fazer uma história baseada nele, mais elaborada e mimimi... E aqui estamos nós! :D
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Espero que curtam. :)



Parte XXVI – Recomeço.

Doía... Doía muito. Doía sentir o sangue correr por suas veias... Doía sentir o ar enchendo seus pulmões... Doía estar viva.

Hinata sabia que estava viva, mas não sabia se deveria agradecer, ou praguejar por esse fato. Mesmo que de fato tivesse sido uma atitude descontrolada, movida pelo álcool que estava desacostumada... Mesmo sóbria Hina não considerava aquela uma ideia tão ruim assim.

Ela sentiu um toque... Um toque aveludado, muito conhecido... Só ele fez seu corpo tremer, e sua vontade de abrir os olhos vir enfim à tona. Lentamente, com um pouco de esforço, abriu os orbes perolados e viu, surpresa, Naruto sorrir-lhe de uma maneira doce... E dolorida. – Naruto...? – Ela murmurou fraca.

- Quieta... – Ele pediu carinhoso, e alisou seus lábios secos. – Está tudo bem agora... Você está bem. – Ele alisou seu rosto e beijou sua testa.

- O que você faz aqui...? – A voz de Hina saiu rouca pela falta de uso.

- Eu te procurei tanto... – Abaixou-se para tocar a testa na da moça. – Tanto... E no fim das contas, se você não tivesse feito essa loucura... Talvez eu não te encontrasse.

- Por que me procurou? – Ela recuou o rosto. – Eu te deixei uma carta... Eu te disse onde estaria... – Ele ergueu as sobrancelhas, confuso.

- Eu não recebi carta nenhuma...

- Bem, eu deixei uma carta com explicações na sua casa. – Ela foi quase grossa. – Uma carta que dizia perfeitamente o meu... – Os olhos dela queimaram ao se lembrar. – O meu estado... – Ela prosseguiu com dificuldade. – Também avisei que estaria com meus tios, por ordens do meu pai e-... – Ele pôs o indicador sobre os lábios finos, calando-a. Depois, alisou suas maçãs do rosto... Seu queixo... Seu pescoço, e deslizou os dedos até a sua nuca; puxou-a com gentileza e facilidade, e beijou saudosamente os lábios da amada. Um beijo seco, mas carinhoso.

- Eu senti tanto a sua falta... – Ele murmurou, apertando os punhos na nuca dela. – Hinata, eu amo você. – A voz dele foi quase cortante. – Você acha que se eu soubesse sobre isso eu... Deixaria você ficar longe de mim?! Eu nunca permitiria isso...

-... O que você não permitiria? – A morena perguntou com a voz trêmula. – Que eu ficasse longe...? Que eu não tivesse vindo pra Kyoto...? Nada disso ia adiantar. – Sentiu seus olhos queimarem, e as lágrimas já rotineiras retornaram. – Eu perdi o meu bebê... Por culpa de ninguém mais, além de mim... Por culpa do meu corpo fraco, por ele não ser completo, por isso a Yume-... – Ele a calou com um beijo gentil. Um beijo calmo, longo, molhado e amoroso, que foi claramente retribuído.

Quando se afastou, Naruto tornou a acariciar as faces da amada, que nada disse. Sentia seu estômago se revirar, só pela presença dele... Sentiam tanta falta um do outro, que o clima de alívio por estarem juntos era quase palpável. – Podemos ter outros bebês, Hina... – Ele tentou acalmá-la com um sorriso terno, e ela o olhou como se aquele fosse o maior absurdo do universo. – N- Nós somos jovens...! – Ele gaguejou, pois ela parecia ainda mais pálida do que quando ele entrara no quarto. Suspirou. – Nós somos jovens, nós nos amamos... Nós tivemos uma perda, é verdade, mas podemos superar... Nós podemos-...

- Não... – Ela o interrompeu, e ele se calou. Os olhos azuis estavam fixos no rosto da Hyuuga, que preferia olhar para suas mãos entrelaçadas com as dele. – Eu não posso... – Ela murmurou tristonha. Com um sorriso triste, ergueu o olhar vazio. – Eu não posso ter mais bebês... E não posso superar isso... – Ele apertou as mãos dela.

- Hina, eu vou te ajudar... Você vai ver que um dia-... – Desta vez, foi ela quem o calou colocando o indicador sobre os lábios perfeitos do rapaz.

- Por quase um ano... Eu amei aquela criança... – Ela respirou fundo. – Por quase um ano, eu a carreguei... Eu lutei por ela... – E sorriu. – Foi a primeira vez que eu lutei por algo que eu queria... Por alguém que eu queria. – E olhou de canto. – Eu nunca pensei que poderia amar alguém como amei aquele bebê... Nunca sonhei tanto com uma coisa... Nunca, nunca. – Ele suspirou mais uma vez, e tornou a acariciar seu rosto. – Eu não posso ver um futuro que não sejamos nós três juntos...

- Hinata...

- Por isso, eu... – Ela pareceu hesitar, mas não se deixou ser interrompida. – Por isso eu... Eu não posso ficar perto de você... – Aquela conclusão fez o coração de ambos sangrar. – E- Eu... Eu não vou conseguir...! – Ela parecia chocada com as próprias palavras, e os olhos arregalados em surpresa encararam as cristalinas orbes safira.

-... Você não quer ficar comigo? – As mãos dele afrouxaram, assim como sua expressão antes tão gentil. A mandíbula da Hyuuga enrijeceu, e ele notou isso.

- Eu não posso. – Ela respondeu depois de refletir. – Eu... Não posso...

-... Mas... Eu te amo... – Ele tentou argumentar, quase agonizado. – Eu te amo... Nós não podemos nos separar...! Não mais. Eu não vou deixar!

-... Eu preciso... – As lágrimas finalmente escorreram dos olhos. – Se eu ficar perto de você... Se eu continuar vivendo essa vida, eu... Vou morrer...

- Hinata! – Ele agora parecia irritado. Abraçou-a e a apertou, sem se sequer se lembrar da dor que ela possivelmente estava sentindo graças à mistura de bebida, remédios e tentativa de suicídio. – Eu te amo...! Eu te amo! – Ela escondeu o rosto no peito dele e chorou baixo.

- Desculpe... Desculpe... Desculpe...

Demorou apenas meia hora até que o doutor finalmente avisasse aos Hyuuga que Hinata estava acordada, e Hiashi foi o primeiro – na verdade, o segundo – a ser convidado para entrar. Ele estava ansioso, já que a própria Hinata havia pedido sua presença. Esperou até que ela e o menino Uzumaki terminassem uma conversa que ele cria ser séria, e se deliciou quando o loiro saiu do quarto de hospital abatido e com olhos tremeluzindo. Quando seu deguste pessoal terminou – com a saída de Naruto da ala hospitalar -, ele se concentrou em manter a pose “líder de família” e adentrou no cubículo que o hospital chamava de quarto.

Hina estava sentada, com as mãos pousadas sobre o colo; uma delas enfaixada. Expressão tão abatida quanto à do menino de Minato, e um rosto cabisbaixo... Pensativo. – Você pediu para me chamar? – Ele se apressou, quase demonstrando mais ansiedade do que deveria.

A filha ergueu os olhos até os dele, e indicou com a cabeça para que se sentasse. Confiante, o homem obedeceu, e esperou até que ela entrasse no assunto “me leve de volta para casa” ansiosamente. – Papai. – Ela começou séria demais, na opinião dele. Seus olhos pareciam decididos. Ele esperou até que a moça prosseguisse. – Eu quero a minha parte na herança da mamãe. – Aquela frase simples e objetiva fez com que todo o mundo de Hiashi Hyuuga desmoronasse.

A partir da triste decisão de Hinata, novos horizontes se abriram para todos... Como já era de se esperar, o pai a renegara definitivamente como Hyuuga, mas mesmo que a contragosto, talvez por seus arrependimentos ou pelo simples fato de, no fundo, querer somente o bem da filha, cedeu a herança – e um pouco mais – deixada pela mãe para que sozinha, ela conseguisse seguir a vida na pacata Kyoto, ou onde ela quisesse.

Os tios, Mai e Hizashi Hyuuga, deram às escondidas, abrigo à sobrinha até que esta tivesse condições suficientes para se sustentar. Não demorou muito para que ela encontrasse um emprego. Numa bonita confeitaria que ficava no centro da cidade, ela se tornou uma muito cogitada doceira. Alugou um apartamento não muito grande, útil para apenas uma pessoa, que um dia viria a comprar, e seguiu uma vida simples e solitária, limitada a poucas visitas dos tios, e quase nenhuma do primo.

Naruto Uzumaki surpreendeu a todos. Ele não precisou de bronca dos pais para se dedicar à faculdade, e muito menos para enfiar-se de cabeça no trabalho. Ele não se formou com honras, não fora o primeiro da turma, mas definitivamente, era o mais esforçado.

Cinco anos se passaram, e Mayuki ainda não tinha tornado a andar. Talvez nunca mais voltasse, mas ela estava em paz consigo mesma. Com quase vinte anos, era de longe a garota mais bela de sua cidade, mas não gostava mais de sair como antes. As fugidas infantis foram substituídas por estudo, livros de todos os tipos e um trabalho financeiro no Grupo Uzumaki. O irmão se tornou um grande administrador, e ao lado de seu pai, conseguiram elevar negócios que já eram altos. Depois de anos de luta, Hinata e Naruto chegaram ao ápice de seus desejos profissionais; ela, abrindo sozinha, com seu próprio esforço e luta um Buffet de nome “Yume’s”. Ele, enfim tirando todo o peso da presidência do Grupo de seu pai, tornando-se o presidente da companhia aos vinte e quatro anos de idade.

Depois de uma cerimônia formal na empresa, o título foi comemorado com as famílias sócias: todos os Senjuu, e os Uchiha... Ou deveriam ser todos, caso o mais jovem não tivesse propositalmente atrasado o voo.

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Deitada sobre o grande livro de anatomia, Sakura tinha seu raro momento de sono. Definitivamente... Ser uma estudante de medicina não era fácil, especialmente na Toudai; mesmo que fosse inteligente, todas aquelas matérias, junto das horas de trabalho no hospital da universidade... Eram de tirar o sono de qualquer um!

Alguém bateu à porta, e ela quase pulou da cadeira. Demorou minutos até que despertasse definitivamente; ela limpou a baba do rosto, ajeitou os livros, os óculos e a cabeleira curta, e seguiu para a porta. Estranhou ao olhar no relógio do hall do apartamento, já que se passavam das dez, e ela definitivamente não tinha amigos em Tóquio. Mas a sonolência foi maior do que o intelecto da rosada, e sem perguntar, ela abriu a porta enquanto limpava os óculos de armação vermelha no tecido da camiseta grande que escondia um short curto de algodão preto. As mãos, entretanto, afrouxaram quando os olhos esverdeados se depararam com aquela tão surpreendente visão.

Vestido num terno caro, preto, feito de um tecido que uma estudante de medicina como Sakura jamais saberia identificar, Sasuke parecia mais uma divindade a um homem. Estava encostado na parede, ao lado da porta, e os olhos de ônix pareceram brilhar aos se encontrar com as esmeraldas da jovem mulher. O corpo dele ficou em frente ao dela e os olhos, mais intensos do que ela podia se lembrar, fizeram seu rosto queimar, tanto por constrangimento em estar tão casual, quanto pelas saudades que ardiam eternamente no peito da apaixonada. – Sasuke... -kun...! – Foi o que ela pôde murmurar, e ele sorriu.

- Eu voltei. – Avisou o óbvio, e ela sequer teve capacidade de balbuciar uma piada sobre aquilo. Também não teria tempo, já que ele literalmente a atacou, puxando-a pela cintura e abocanhando os lábios com necessidade quase primitiva. Sak retribuiu de bom grado, quase tropeçando ao pisar em seus óculos no chão, mas sendo amparada pelos braços sempre fortes do amado.

A retribuição do beijo pareceu-lhe um convite, então Sasuke entrou no apartamento com cuidado para não bater a futura médica em nenhuma parede; ele fechou a porta e não se preocupou em trancá-la. Puxou as pernas brancas da namorada e a segurou no colo como se fosse um bebê, sem parar de beijá-la, sem parar de receber as carícias que ela focava em seu rosto, nos cabelos negros sempre sedosos e na sua nuca. – Eu posso perguntar onde fica o quarto, não é? – Ele perguntou entre os lábios dela, o que a fez rir.

- Poderíamos sentar conversar... Eu poderia parabenizar você... – Ele afastou milímetros, e franziu o cenho.

- Sakura, seis anos sem tocar uma mulher é difícil para um homem. Mas seis anos sem tocar a mulher que ele ama é definitivamente impossível. Além disso... – O corpo dele travou ao ver uma lágrima escorrer pelo rosto dela. – O que eu disse?! – Ele perguntou assustado com a reação. Ela riu, e tornou a beijá-lo.

- Foi indiretamente... Mas acho que foi a primeira vez que disse que me amava.

- Não era óbvio? – Ele sorriu, erguendo a sobrancelha e um jeito desacreditado. – Eu acabei de chegar ao Japão... Troquei a passagem para passar a noite com você. – Encostou a testa na dela, que fechou os olhos. – Imagino que continue uma virgem virtuosa a espera do amor. – Sussurrou baixinho no ouvido dela, que riu tímida. – E... O seu amor continua sendo o senhor Uchiha aqui? – Os orbes verdes tão amados se abriram, e fitaram os negros com uma devoção palpável.

- Sempre... – Foi o bastante para que ele se contentasse com o sofá.

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Se tinha algo que os Uzumaki se empenhavam muito em fazer, desde o acidente de Mayu, e incidente com Naruto e Hinata, era a caridade com outras crianças. Naruto, principalmente. Ele vagava por instituições de crianças especiais, alas hospitalares com crianças doentes e orfanatos.

Àquele orfanato, em especial, seria o primeiro que ele apadrinharia oficialmente como o presidente do Grupo Uzumaki. Ele escolheu um muito humilde, que ficava próximo ao porto de Okinawa, o lugar que o avô sempre adorou tanto. Foi a primeira vez que ele apareceu numa instituição sem os pais, mas o nervosismo se esvaiu com a gentileza das responsáveis pelo lugar. A diretora do orfanato chamava-se Konan, e era uma mulher séria e gentil que pareceu sinceramente muito grata pela ajuda oferecida. 

Foi ela quem conversou sobre o lugar e guiou o Uzumaki para conhecer cada cômodo da casa não muito grande. – O lugar é um pouco velho, precisa de algumas reformas e de móveis novos... Todas aqui foram abandonadas, encontradas ou deixadas para a adoção. – Ela falava enquanto eles caminhavam por um longo corredor. – Posso perguntar o porquê de querer beneficiar um orfanato de garotas? Imagino que o senhor se daria melhor brincando com garotos. – Ele riu.

- Pode ser, mas... Bem, eu perdi uma filha há alguns anos. – Ela ergueu ambas as sobrancelhas, surpresa.

- Perdoe-me. – Se apressou em pedir. – Se eu soubesse...

- Não tem problema. – Ele sorriu. – Só que eu não pude fazer nada para salvar minha filha, então gostaria de ajudar outras crianças. – Ela assentiu.

- Li muito sobre os Uzumaki. Vocês são muito generosos com caridades. Tenho certeza que sua filha, que certamente está no céu, está orgulhosa de sua família. – Ele assentiu, sorrindo.

- Obrigado senhora. Posso conhecer as crianças?

- Naturalmente! – Ela riu, e eles seguiram pelo corredor até uma sala ampla com duas estantes velhas com poucos livros que, ele notou, estavam em péssimo estado, e alguns brinquedos que ele supunha serem doados.

As garotas vestiam uniformes idênticos: saia xadreza vermelha, uma camisa branca social e uma fita vermelha como gravata. – Belos uniformes. – Ele elogiou.

- Uma senhora costureira nos fornece, gratuitamente. É uma mulher de bom coração. – Ele concordou.

- Os brinquedos e livros estão precários, mas... Elas parecem se divertir. – Sorrindo, ele pôs as mãos no bolso da calça. Os olhos dele vagaram por toda a extensão da saleta, que parecia ser o maior cômodo da casa, notando as paredes com tinta de segunda mão, a televisão de tubo grande, os poucos filmes infantis... E uma garotinha, isolada de todas, lendo um livro infantil com capa remendada por fita isolante. Os cabelos dela eram curtos e azulados, presos em duas marias-chiquinhas, e seus olhinhos azuis estavam fixos, indo e vindo pelos textos. Era a única que vestia o casaquinho preto do uniforme. Um sorriso inconsciente se formou nos lábios do Uzumaki, que inconscientemente, lembrou-se de outra criaturinha isolada. – Quem é ela? – Ele apontou para a menina com a cabeça. Konan sorriu.

- O nome dela é Rikka. Rikka Takagi. Tem cinco anos, e está aqui desde que nasceu... É um pouco tímida, mas uma garota adorável. – Quase sem pensar, Naruto se aproximou da pequena. Ela parecia tão... Concentrada, como Hinata enquanto isolada.

Sentou-se ao lado dela no sofá velho, e ela corou com a aproximação. Incomodada, a pequena se afastou. – Você parece muito pequena pra ler. – Ela não respondeu. – Já sabe? – Timidamente, ela negou com a cabeça.

- Então...?!

- Eu decorei a história. – Explicou antes que ele pudesse concluir a pergunta. – A diretora me contou, e eu decorei. Posso saber em que parte da história eu estou, graças às figuras. – E deu os ombros. Naruto riu.

- Bem, aposto que está tentando ler, não é? – O rosto da menininha corou. – Eu posso vir ajudá-la, se quiser. – Mas ela negou com a cabeça.

- Desculpe senhor. Eu não estou para adoção. – As sobrancelhas louras ergueram-se, surpresas. – Estou esperando a mamãe. – Ela explicou enquanto fechava o livro, tendo que pular para descer do sofá. Um sorriso triste substituiu o feliz, ao imaginar que aquela era uma espera inútil. – Não faça essa cara. – Ele corou um pouco, e ergueu os olhos até a garotinha.

Ela abraçava o livro. – Ela vai vir. – Pontuou. Mas mesmo que sua expressão fosse séria, seus olhos eram cheios de sentimentos, ele pôde notar.

O Uzumaki se levantou, tentou dar o seu melhor sorriso e ela o fitou de maneira confusa. – Acho que está confundindo, garotinha. Eu não vim adotar ninguém. – Deixou claro, quase rindo ao se lembrar da reação dela. – Estou aqui para ajudá-las no que precisar. – Esticou a mão direita cordialmente. – Meu nome é Naruto Uzumaki. Sou o novo bem feitor do Lar das Joaninhas. – Ela sorriu, e apertou a mão cordialmente.

- Eu sou Rikka. – Apresentou-se com o rosto corado. – Mas... O que quer dizer com “bem feitor”? – Os olhos azuis cintilavam em curiosidade. Naruto sentou-se mais uma vez no sofá e com o olhar, sugeriu que ela fizesse o mesmo, e ela fez.

- Eu vou comprar móveis novos, planejar uma nova pintura... Ajudar vocês em coisas que garotinhas do seu tamanho precisam. Pode me ajudar a descobrir o que lhes falta, Rikka? – O sorriso dela foi grande e luminoso.

- Sim! – Exclamou com alegria, mas seus olhos logo voltaram a ser curiosos. – E por que você veio falar justo comigo? – As sobrancelhas azuis se estreitaram. – Não está pensando em me adotar não, não é? – Naruto riu da desconfiança.

- Não, mas você lembra-me alguém. Além disso... – Mas ele se calou.

- O quê? – Ela quis saber, ansiosa. Ele negou com a cabeça.

- Só isso. – Mentiu. E ela começou a falar sem parar de todos os prós e contras daquela casa não muito grande que servia de lar para vinte e sete garotas. Naruto pôde perceber que ela era um pouco tímida, mas era só saber conversar e ela se soltava. Notou todas as semelhanças estranhas que aquela garotinha tinha com sua amada... Os cabelos, a pele, a timidez e a paixão por histórias, e imaginou que se sua filha acaso estivesse viva, ela seria como aquela garota. O que ele nunca poderia saber, entretanto, era que aquela pequena garotinha era, de fato, a sua menina.



Notas finais do capítulo

SIIM! Meu SasuSaku voltou. sz
Eu realmente amo SasuSaku, e estou muito desesperada para a decisão do Sasuke no mangá. q
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Antes que alguém me pergunte... Sim, a Rikka é a Yume. :D
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Peço que ninguém condene a Hina por sua decisão. Afinal, ela está passando por péssimos momentos, é natural que queira uma nova vida, longe de tudo que a machucou. Mesmo que pra isso ela tenha que se afastar do Naruto, a pessoa quem ama. :T
E o Naruto, é normal aceitar... O que ele vai fazer, afinal? Sequestrá-la? q
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Eu fui ameaçada para matar o Hiashi! (Sim, é com você, Dark-san! o.o), mas infelizmente isso não vai acontecer agora. Ainda tenho coisinhas mentalizadas, e vou precisar dele pra isso. :)
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A Rikka foi inspirada na Rikka Takanashi, de Chunnibyou Demo Koi ga Shitai, então qualquer semelhança não é mera coincidência. q
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Dúvidas, críticas, sugestões... Fiquem a vontade! :D
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Vejo vocês semana que vem, minhas gotinhas de chocolate. sz