Capitão Marvel & os Vingadores escrita por Phoenix M Marques W MWU 27, BILSS O DESTRUIDOR


Capítulo 25
Bater em retirada, parte 3


Notas iniciais do capítulo

CAPÍTULO 25 - BATER EM RETIRADA, PARTE 3



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            Com os Vingadores devidamente instalados e tratados, Rudolph resolveu começar sua primeira reunião como “líder” da equipe.

            Claire tinha ido ao Quinjet e acionado o dispositivo de invisibilidade. Em seguida trancou as portas do chalé. Barton estava consciente outra vez; ainda abatido, mas sob outros aspectos, estava bem, mesmo com parte do tronco e o braço direito enfaixados. Juntamente com ele, Thor, Banner, Logan, Peter, Steve, Rhodes, Stark, Natasha e Claire estavam todos sentados nas poltronas da aconchegante sala de estar do chalé, enquanto Rudolph estava de pé, olhando de um para o outro.

— Agora que todos estão inteiros outra vez, preciso da atenção de vocês. Evidentemente, não era assim que eu havia imaginado que minha primeira missão em equipe fosse terminar, então, peço desculpas pelo meu fracasso.

            Rudolph olhou consternadamente em volta.

— Não diga bobagens, Rudolph – disse Peter. – Você foi incrível no combate.

— Lutava como um louco – acrescentou Logan. – Incansável, incontrolável. Faz o meu estilo.

— Suas habilidades de luta foram bem testemunhadas, Rudolph – disse Steve. – Fury não estava errado quando o colocou como líder desta operação.

— Será mesmo, Steve? – questionou o agente porto-riquenho. – Então por que falhei?

— Você não estava sozinho, Rudolph – disse Natasha. – Todos falhamos. Não estávamos esperando um ataque desse nível. Nenhum de nós era páreo para aquele exército.

— Aí é que tá... Eu esperava que os Vingadores fossem mais do que suficientes para detê-los. – Rudolph baixou a cabeça. – Pior, eu achei que eu fosse capaz de lidar com a força deles.

— Ei, capitão. Não pode se cobrar tanto assim – disse Barton.

— Mesmo que já tenha recebido o soro – interpôs Steve. – Por curiosidade, quando ia nos contar?

            Todos olharam para Rogers, depois para Rudolph e de novo para Rogers. Claire e Rudolph fitaram o Capitão América, horrorizados.

— Do que você está... – começou Rudolph.

— Ora, Rudolph, eu era a criação mais grotesca da ciência nos anos 40. Eu reconheço os sintomas de alguém que recebeu o soro do super-soldado. Sua habilidade de batalha já é impressionante, mas o soro deve ter...

            Claire interrompeu a fala de Steve.

— Capitão Rogers, o senhor não sabe do que está falando.

— O que quer dizer, agente Finn? – retrucou Steve.

            Ela abriu a boca para responder, mas Rudolph ergueu a mão.

— Não, Claire, deixa que eu explico.

            O agente Fuentes fitou Rogers profundamente.

— Steve, como eu disse a você antes de embarcarmos nesta missão, eu não recebi o soro do super-soldado. Contudo, antes de entrar para a SHIELD, eu recebi sim uma fórmula que aumentou minhas habilidades, que já tinham sido aumentadas pelo treinamento dos Emirados.

— E que fórmula era essa? – perguntou Stark.

— Uma fórmula aparentemente extraída do corpo do mesmo alienígena do qual a SHIELD tirou o soro que trouxe Coulson de volta à vida. A diferença é que, como eu não estava morto, o soro reagiu diferentemente em mim do que em Coulson, sem falar que ele não passou pelo mesmo treinamento que eu, o que fez o soro amplificar minhas habilidades.

— Se você disse que recebeu o soro antes de entrar para a SHIELD, quem fez você recebe-lo? – indagou Logan.

— Não sabemos – respondeu Rudolph. – Tanto pode ter sido algum aliado do Sheik querendo garantir que o soro de Erskine tivesse o efeito desejado em mim, quando pode ter sido algum inimigo do Sheik e dos Emirados que se infiltrou e injetou a fórmula em mim, esperando que algum dia, eu me voltasse contra o Sheik. Coincidência ou não, eu comecei a levantar dúvidas sobre os planos dele depois que recebi a fórmula. A pessoa que injetou o soro fez isso enquanto eu dormia no acampamento dos Emirados. Eu acordei com o susto, mas quando olhei em volta, a presença que eu havia sentido próxima de mim sumiu. Desde então, eu tenho tentado me acostumar com as novas condições da minha existência.

— Isso é sinistro – comentou Peter.

— Bom, no momento pouco importa se você recebeu o soro para ajudar os Emirados ou para enfrenta-los – declarou Steve. – O que importa agora é que você está do nosso lado, Rudolph. Você é um Vingador. Ninguém aqui duvida disso.

            Todos concordaram, acenando veementemente com a cabeça.

— Cara, você é um monstro – comentou Rhodes. – Precisa me ensinar uns golpes depois.

            Rudolph riu encabulado.

— É, Rudolph, você está mais do que preparado para chefiar essa missão – concordou Banner. – Você tem aptidão e carisma. O que quer que você decida, nós te seguiremos.

            Claire segurou a mão de Rudolph para demonstrar apoio. Ela não reparou no olhar fulminante que Natasha lhe lançou ao fazer isso.

— Obrigado pela confiança, gente, mas não sei o que mais posso pedir de vocês, ainda mais depois desse primeiro embate com os Emirados – admitiu Rudolph.

— Ah, corta essa – retrucou Logan. – Eu cruzei metade do continente para vir ajudar vocês, e você vem dizer que não sabe o que fazer para contra-atacar esses filhos da mãe?

— Que conste nos autos que eu declaro que o canadense tem razão – comentou Stark discretamente.

— Qual é, Rudolph, você deve ter um plano – afirmou Peter.

            Todos encararam Rudolph. Claire ainda segurava a mão dele, e olhava para os Vingadores, como se os censurasse por colocarem tanta pressão no colega. Natasha desviou o olhar quando percebeu que Claire estava encarando todos os presentes na sala.

            Rudolph suspirou, após um pequeno momento de reflexão, e se dirigiu à equipe.

— Não vamos conseguir enfrenta-los de igual para igual no número em que estamos. Mesmo que convoquemos todos os agentes da SHIELD dessa área, eles ainda têm um grande número de soldados sedentos por sangue, mesmo depois da queda de tantos deles no primeiro embate. Precisamos de reforços. Infelizmente, não vejo como vamos conseguir reforços a essa altura do...

            Steve contemplou seus colegas e fitou Rudolph.

— Reforços? É só isso de que precisamos? – Ele se levantou e olhou para todos os presentes, repentinamente animado. – Ora, podemos chamar todos que conhecemos. Todos que já lutaram ao lado dos Vingadores anteriormente, e que Fury não incluiu na lista de Rudolph. Eles não recusariam um combate.

— Tem certeza? – indagou Rudolph. – Essa luta era para ser só minha. Foi a minha vida que o Sheik destruiu. Não quero trazer mais pessoas para essa confusão só para vê-las sendo feridas por ele também.

— Rudolph, você é um homem brilhante, mas parece que não sabe nada sobre os Vingadores. – Natasha se levantou. – Escute a voz da razão. Eu, Steve e todos os demais temos anos de combate na bagagem. A maioria dessas pessoas são nossas amigas, e amigos protegem uns aos outros – Ele pousou uma mão no ombro de Banner e a outra em Clint.

— Esqueça a lista do Fury, rapaz – endossou Barton, na deixa da fala de Natasha. – Não é a SHIELD quem decide quem faz parte dos Vingadores ou não. São os próprios Vingadores que fazem essa escolha. Se você foi Vingador uma vez, você nunca deixa de ser. Acredite... O pessoal vai querer voltar.

— Uma mão lava a outra – comentou Peter. – Vamos, Rudolph. Você começou tudo isso, a nova Iniciativa Vingadores, os novos Vingadores, não foi Fury nem a SHIELD. Deixe que nós o ajudemos a continuar isso! O Sheik e os Emirados ainda não viram tudo do que os Vingadores são capazes. Precisamos reunir toda a turma.

— Se estão mexendo conosco, já mexeram com eles no processo – completou Steve. – Se fosse o contrário, se fossem eles aqui no nosso lugar, acha que nós também não responderíamos ao chamado deles? Somos companheiros de batalhas há muito tempo, Rudolph. Estamos separados há tempos, é verdade, mas toda família tem seus problemas.

            Rudolph assentiu.

— Não vou ser idiota de questionar um soldado de 100 anos. Se todos estão de acordo com isso, é o que faremos. A questão é: como faremos?

            Claire se levantou.

— O chalé está bem equipado, capitão. – Ela apontou para a lareira. – Há um botão escondido na lareira que revela a sala de operações da casa. Coulson instalou para o caso de precisar de um centro de operações de emergência quando estivesse se refugiando. Natasha conhece os protocolos, ela pode...

— Vou destravar os sistemas para que possamos usá-los – Natasha cortou rispidamente a colega, mas deu um sorriso ingênuo em direção a Rudolph para disfarçar. – Podemos contatar os nomes que conseguirmos encontrar pela rede. Podemos até acessar a lista telefônica se for necessário.

— Ótimo. Natasha, você assume o comando da sala de operações e fica responsável por rastrear nossos reforços – disse Rudolph.

— Beleza! Pessoal, comecem a pensar em todos os nomes possíveis para esta operação. – Natasha lançou um olhar confiante para o grupo antes de ir em direção à lareira, encontrar o botão e revelar a entrada secreta da sala de operações. Fuentes olhou de esguelha e viu muitos computadores interligados entre si, com um imenso monitor, no alto da parede, alimentando todos eles.

            Claire estava prestes a seguir a colega para dentro da sala quando Rudolph falou o nome dela.

— Enquanto isso, preciso ter uma conversa com a agente Finn. Steve, a casa é de vocês – disse o agente, olhando do Capitão América para Claire com um olhar inquisidor.

            Steve e os Vingadores seguiram para a sala enquanto Claire ficou ali, parada, olhando de volta para Rudolph.

— Capitão – começou ela. – Não acho que há necessidade de...

— Venha comigo – cortou ele. – Vamos ali fora colocar o papo em dia.


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