Midnight Sun Continuação escrita por Mari Scotti


Capítulo 8
Capítulo 17 - Meu jogo





Bella havia pedido que passássemos em sua casa antes do jogo. Estava apenas começando a chuviscar quando viramos na rua e eu percebi a presença dos Quileutes e vi o Ford velho, preto, parado na entrada de Charlie.

Murmurei pra mim mesmo uma reclamação, mas sem que Bella pudesse ouvir.

Tentando ficar fora da chuva no pequeno portal de entrada, estava Jacob Black, atrás da cadeira de rodas do seu pai.

“O que esse sanguessuga faz com ela? Eu sabia que devia ficar de olho. Sabia. Ele vai transformá-la... mas não vamos deixar..” – Billy argumentava com voz estridente, raivosa em seus pensamentos.

“Não entendo esse rancor...” – Jacob pensava inquieto, triste. Triste por Bella e triste por Billy.

Estacionei a caminhonete no meio fio e percebi o rosto de Jacob, mortificado.

Ele sofria pelo amor que tinha por Bella e sofria pelo que Billy poderia fazê-la passar, por não gostar de nós, os Cullen.

“Vou contar ao Charlie que eles passam muito tempo juntos, eu invento algo... invento algo...  “ – Billy pensava com os olhos fixos nos meus.

 “Isso já foi longe demais” – sussurrei nervoso.

“Será que ele veio dizer alguma coisa pra Charlie?” - ela adivinhou, mais horrorizada do que com raiva.

Só afirmei com a cabeça, respondendo ao olhar de Billy com olhos estreitos.

“Me deixe cuidar disso” - ela sugeriu.

A encarei, sabendo que meu olhar não era dos mais amigáveis, ela sugou o ar rapidamente, porem concordei. Eu não devia lidar com isso, poderia colocar tudo a perder.

“Isso provavelmente é o melhor. Contudo, tome cuidado. A criança não sabe de nada”.

 “Jacob não é muito mais novo que eu” - ela me lembrou.

Sorri para Bella deixando a raiva desanuviar - “Oh, eu sei”.

Ela suspirou colocando a mão na maçaneta da porta.

“Leve eles pra dentro” - instrui - “Pra que eu possa ir embora. Eu estarei de volta ao entardecer”.

“Você quer levar minha caminhonete?” - ela ofereceu inocentemente.

Revirei meus olhos. “Eu poderia ir pra casa andando e chegar mais rápido do que com essa caminhonete”.

“Você não tem que ir embora” - ela disse tristonha.

Sorri pela sua expressão - “Na verdade, tenho sim. Assim que você se livrar deles”- lhe joguei um olhar obscuro, pensando que eles saberiam que estou aqui, como sei que eles estão antes mesmo de vê-los - “Você ainda tem que preparar Charlie pra conhecer seu novo namorado”. - sorri abertamente.

Ela gemeu - “Muito obrigada”

Abri meu sorriso torto - “Eu vou voltar logo” - prometi.

Encarei rapidamente a porta de entrada, vendo que ainda nos observavam e me inclinei suavemente beijando sua mandíbula. Seu coração começou a bater freneticamente, e automaticamente ela também olhou em direção á porta.

O olhar de Billy não estava mais impassível e suas mãos estavam apertando os descansos de braço da sua cadeira.

“Logo” - ela reclamou enquanto abria a porta e saia do carro.

Bella correu até a varanda fugindo da chuva. Observei até ela conseguir convencê-los a entrar na casa.

Antes de fechar a porta Bella me olhou, devolvi o olhar solene e um pouco formal. Assim que a porta se fechou, comecei a correr de volta a Mansão Cullen.

A preocupação com os Quileutes já sumindo da minha cabeça.

Estava excitado em mostrar a Bella nossa forma de jogar baseboll.

Entrei em casa e fui recebido por um sorriso maravilhado de Esme.  

“Oi mãe!” – sussurrei

“Ela é perfeita Edward!” – Esme me abraçou – “Ela vai ao jogo?” – sua testa se enrugou.

“Vai Esme, mas tivemos um imprevisto”.

“Que imprevisto?” – ouvi Alice perguntar nas minhas costas, as idéias confusas por não ter visto nada no futuro.

“Os Quileutes estavam na casa de Bella” – comentei.

“Oh!” – ouvi o movimento nos lábios de Alice – “Mas está tudo bem por lá?” – ela resmungou baixinho – “Não estou acostumada a ter que perguntar. Isso é estranho!”

“Sim, está. Billy gosta muito de Bella pra nos expor e ele não sabe que ela conhece tanto de nós. Eles estão nos vigiando”.

Alice me encarou séria.

“Você acha que eles serão um problema? Nós não quebramos o acordo.”

“Billy está nervoso, porém não tomará nenhuma atitude enquanto não tiver certeza que estamos passando dos limites. Ele está com raiva e assustado. Ficarei de olho”. – sorri abobado.

Alice pareceu esquecer dos problemas ao notar minha feição.

“Um boboca apaixonado!” – ela gargalhou alto.

Dei um soquinho leve no seu ombro e subi para meu quarto.

Não sabia em que pensar. Se nos Quileutes, em Bella, no jogo.. hj o dia estava sendo quase perfeito.

“Cara, ela cheira tão bem!”

Me virei brusco socando o ar, quando Emmet se esquivou rindo alto.

“Você... não vai tocar nela!” – rugi entre os dentes.

“Eu estava brincando!! Você estava tão distraído nos seus pensamentos, que pela primeira vez desde que te conheço, você não notou nossa chegada!” – ainda rindo.

Olhei e eu estava cercado pela família.

Esme e Carlisle a porta do meu quarto, sorrindo. Alice e Jasper rígidos próximos a janela, Emmet ao meu lado e Rosalie séria – como sempre – mexendo nos meus CDs.

“O que...?” – mau terminei a frase, Esme tocou no meu ombro e começou.

“Filho, estamos aqui para dizer que te apoiamos em relação a Bella. O que você quiser fazer estaremos ao seu lado...” – em seguida acrescentou em seus pensamentos – “Sendo humana ou vampira...”.

“Obrigado mãe, mas ela não será como nós... não será!”

Alice ameaçou falar algo e eu fiz um gesto para que não continuasse, eu já sabia o que era em suas visões.

“Sim, vamos! Vou buscar Bella!” – sorri abertamente, enquanto saia do quarto e descia as escadas da Mansão.

“Moleque irresponsável!” – Rosalie resmungou em seus pensamentos e eu ignorei.

Peguei um casaco para Bella, um boné de baseball, entrei no carro e sai em direção a Forks.

O caminho não era longo e a medida em que eu me aproximava de sua casa, o perfume de Bella ficava tão forte nas minhas narinas que me dava uma sensação deliciosa de prazer.

Estacionei próximo a entrada e esperei.

Ouvi Bella conversando com Charlie e ao focalizar minha atenção, percebi que ela falava de mim.

Sorri sozinho.

“Você está saindo com Edward Cullen?” - Charlie indagou como um trovão.

 “Eu pensei que você gostasse dos Cullen” - Bella respondeu aturdida.

“Ele é velho demais pra você"

“Nós temos a mesma idade”.

“Espere...” - ele pausou - “Qual deles é Edwin?”

Edwin? Fiz uma careta.

“Edward é o mais novo, o que tem o cabelo castanho avermelhado”. - ela explicou pacientemente.

“Oh, bem, isso é” - ele pelejou - “melhor, eu acho. Eu não gosto do jeito daquele grandão. Eu tenho certeza de que ele é um bom rapaz, e tudo mais, mas ele parece... maduro demais pra você. Esse Edwin é seu namorado?”

Fiz novamente uma careta. Edwin...

Os pensamentos de Charlie estavam alvoroçados, a menina dele agora era uma moça e estava namorando.

"Renee, Renee.." - ele pensava nervoso.

“É Edward, pai”.

“Ele é?”

“Mais ou menos, eu acho”.

“Noite passada você disse que não estava interessada em nenhum dos garotos da cidade”. Mas ele pegou o garfo, então eu sabia que o pior havia passado.

“Bem, Edward não mora na cidade, pai”.

" Edward não mora na cidade, pai!" - ele repetiu irônico em seus pensamentos - "Vou falar com Carlisle.. ele não mora na cidade.."

“E, de qualquer forma” - ela continuou - “É uma espécie de fase inicial, sabe. Não me

envergonhe com aquele papo de namorado, está bem?”

“Quando ele vai vir?”

“Ele estará aqui em alguns minutos”

“Pra onde ele vai te levar?”

O pensamento de Charlie foi de um cinema a um quarto de hotel em segundos. Eu sorri. Não faria nada com Bella, nem seria possível.

Eu gemi alto. “Eu espero que você já esteja tirando a Inquisição Espanhola da sua

cabeça agora. Nós vamos jogar baseball com a família dele”.

“Você vai jogar baseball?” - ele deu uma gargalhada.

“Bom, provavelmente eu vou ficar assistindo na maioria do tempo”.

Liguei o motor do carro e parei na frente da casa.

Chovia muito, então coloquei meu casaco de chuva e rapidamente estava a porta da casa de Charlie. Eu me sentia nervoso, nervoso só não, apavorado. "Namorado” - sorri com o pensamento.

Toquei a campainha e ouvi Charlie se levantar para atender.

“Entre, Edward”. - Charlie pediu educadamente.

Bella respirou aliviada.

“Obrigado, Chefe Swan” - respondi respeitosamente.

“Vá em frente me chame de Charlie. Aqui, eu seguro seu casaco”.

“Obrigado, senhor”.

“Sente-se aqui, Edward”.

Bella fez uma careta.

Me sentei na única cadeira, para que Bella se sentasse no sofá com Charlie, ela fez uma cara feia pra mim e eu pisquei pra ela pelas costas de Charlie.

“Então, eu ouvi dizer que você vai levar minha garotinha pra jogar baseball”.

“Sim, senhor, esse é o plano".

"Bem, mais poder pra você, eu acho” - Charlie sorriu e eu o acompanhei.

“Tudo bem” - Bella disse ficando em pé - “Chega de piadas ás minhas custas. Vamos lá”.

Ela caminhou de volta para o corredor colocando seu casaco. Nós a seguimos.

“Não volte tarde, Bells”

“Não se preocupe, Charlie, eu vou trazê-la cedo” - prometi.

“Tome conta da minha garota, está bem?”

Ela gemeu.

“Ela estará segura, senhor, eu prometo”.

Charlie não duvidou das minhas palavras, seus pensamentos ficaram vazios.

Bella saiu e nós rimos.

Eu a segui, porém ela parou na varanda quando avistou o Jeep de Emmett.

Charlie assobiou baixinho.

“Usem seus cintos de segurança”, ele se engasgou.

Segui para o lado de Bella e abri a porta. Ela tomou uma pequena distância do banco e se preparou pra pular nele. Suspirou baixo e a levantei com uma mão.

Enquanto eu ia para o lado do motorista, percebi Bella tentando colocar o cinto de segurança.

“O que é tudo isso?”, ela perguntou quando abri a porta.

“É um passeio fora da estrada”.

“Uh-oh”.

Ela tentou encontrar os engates certos para o cinto, mas não estava sendo muito rápida.

Suspirei de novo, paciente e me inclinei para ajudar.

Minhas mãos passeavam pelo pescoço de Bella, acariciavam seu colo, enquanto eu prendia seu cinto. Ela desistiu de tentar me ajudar, respirando lentamente com os olhos quietos.

Virei a chave na ignição e o motor ligou.

Charlie continuou parado a porta por alguns segundos, antes de suspirar forte e entrar.

Seguimos pela estrada.

“Esse é um... hum... Jipe bem grande”.

“É de Emmett. Eu não achei que você ia querer correr o caminho inteiro.”

“Onde é que vocês guardam essa coisa?”

“Nós remodelamos um dos prédios exteriores e transformamos numa garagem”.

“Você não vai colocar o seu cinto de segurança?”

Eu a olhei sem acreditar.

“Correr o caminho inteiro? Como se ainda fôssemos correr parte do caminho?”

Sua voz caiu alguns oitavos.

Eu sorri. “Você não vai correr”.

“Eu vou ficar enjoada”.

“Mantenha seus olhos fechados que tudo vai ficar bem”.

Senti sua respiração se apertar e me inclinei pra beijar o topo de sua cabeça.

“Você cheira tão bem na chuva” - gemi baixo.

O perfume dela arranhando minha garganta.

“De um jeito bom, ou de um jeito ruim?” - ela perguntou cuidadosamente.

“Dos dois, sempre dos dois”.

Chegamos depois de alguns minutos, em uma trilha de montanha. Por um longo tempo foi conversar impossível, porque ela estava balançando pra cima e pra baixo que nem uma britadeira. Eu ri o caminho inteiro.

E então, nós chegamos ao fim da estrada; as árvores formavam enormes paredes verdes

em três lados do jipe. A chuva agora era um mero chuvisco, diminuindo a cada segundo, o céu estava cada vez mais claro por trás das nuvens.

“Desculpe, Bella, teremos que ir a pé daqui”.

“Sabe de uma coisa? Eu vou esperar você aqui”.

“O que aconteceu com a sua coragem? Você foi extraordinária essa manhã”.

“Eu não esqueci da última vez”.

Eu estava ao lado do carro numa corrida e comecei a tirar seu cinto.

“Eu tiro isso, você vai na frente” - ela protestou.

“Hmmm” - zombei enquanto rapidamente terminava. “Parece que eu vou ter que mexer com a sua memória”.

Antes que ela pudesse reagir, a tirei do jipe e coloquei no chão.

Mal estava nublado agora; Alice estaria certa.

“Mexer com a minha memória?” - ela perguntou nervosamente.

“Algo assim” - eu a olhei atentamente, cuidadosamente, bem humorado.

Coloquei minhas duas mãos no jipe dos dois lados da sua cabeça e me inclinei pra frente, forçando-a a encostar na porta; e me inclinei ainda mais perto, com meu rosto a apenas alguns centímetros do dela, deixando-a sem espaço pra escapar.

“Agora” - sussurei - “O que exatamente está preocupando você?”

“Bem, humm, bater em uma árvore”- engoliu seco- “e morrer. E de depois ficar tonta”.

Tentei não sorrir. Então abaixei minha cabeça, descendo pelo molde do seu pescoço sem tocá-la e encostei meus lábios frios suavemente na base da sua garganta.

“Você ainda está preocupada agora?” - falei na sua pele.

“Sim” - ela pausou - “De bater em árvores e ficar tonta”.

Desenhei com o nariz uma linha desde a base da sua garganta até a ponta do seu queixo. ela se contraiu, reagindo ao pequeno toque.

Eu me sentia incrivelmente atraído para essa pele, era delicioso brincar com as suas reações.

“E agora?” - falei na sua mandíbula.

“Árvores” - ela gaguejou - “Enjôo com o movimento”.

Levantei seu rosto pra beijar suas pálpebras. “Bella, você não acredita que eu realmente bateria numa árvore, não é?”

“Não, mas eu bateria” - sem nenhuma confiança na sua voz.

Beijei lentamente descendo na sua bochecha, parando no cantinho da sua boca.

“Eu deixaria uma árvore atingir você?”.

Senti seu lábio tremendo.

“Não” - ela sussurrou.

“Entenda” - disse nos seus lábios - “Não há nada a temer, há?”

“Não” - suspirou, desistindo.

Segurei seu rosto com as duas mãos quase rudemente, e a beijei com zelo, meus lábios se movendo contra os dela.

Eu ká devia esperar as reação, mas como sempre, Bella me pegava de surpresa e seu aroma me inebriava.

Ela lançou seus braços ao redor do meu pescoço, e eu automaticamente fiquei rígido, ela suspirou e eu me afastei dela.

“Droga, Bella!” - me separei ofegante - “Você vai me matar, eu juro”.

Ela se abaixou, segurando suas mãos no joelho pra apoiar.

“Você é indestrutível” - ela murmurou, tentando recuperar o fôlego.

“Eu acreditei nisso antes de conhecer você. Agora vamos sair daqui antes que eu faça

alguma coisa muito estúpida” - eu grunhi.

A joguei nas costas tentando ser gentil. Ela apertou minha cintura com as pernas e trancou seus braços ao redor do meu pescoço.

“Não esqueça de fechar os olhos” - avisei severamente.

Ela rapidamente colocou seu rosto na curva do meu ombro, embaixo do seu próprio

braço.

Comecei a correr. Sem pensar em nada.

Ao chegarmos na clareira, precisei avisá-la que paramos.

“Acabou, Bella”.

Ela se soltou de mim, escorregando para o chão, caindo de costas.

“Oh!”, ela gemeu ao bater no chão molhado.

Eu a olhei sem acreditar, tentando decidir se ainda estava com raiva pra achar engraçado. Mas sua expressão desnorteada me descontrolou e comecei a dar uma gargalhada alta.

Ela se levantou sozinha, limpando a sujeira e o capim do seu casaco. Isso só me fez rir ainda mais alto. Chateada, ela se virou e começou a andar em direção á floresta.

Eu prendi meu braço na sua cintura.

“Pra onde você está indo, Bella?”

“Assistir um jogo de baseball. Você não parece estar mais interessado em jogar, mas eu

tenho certeza que os outros vão se divertir sem você”.

“Você está indo para o lado errado”.

Ela se virou sem me olhar e começou a caminhar na direção contrária.

Eu a peguei de novo.

“Não fique com raiva, eu não consegui evitar. Você devia ter visto sua cara.” - e comecei a rir antes que pudesse evitar.

“Oh, então você é o único que pode ficar com raiva?” - ela perguntou, erguendo as sobrancelhas.

“Eu não estava com raiva de você”.

“ ‘Bella, você vai me matar’ ”, ela citou.

“Isso foi só a constatação de um fato”.

Ela tentou se separar de novo, mas a segurei depressa.

“Você estava com raiva” - ela insistiu.

“Sim”.

“Mas você acabou de dizer que -“

“Que eu não estava com raiva de você. Será que você não vê, Bella?”  - eu a olhei intenso, perdendo a graça - “Será que você não entende?”

“Vê o que?” - ela ficou confusa.

“Eu nunca tenho raiva de você - como eu poderia? Tão brava, tão confiante... tão cálida

como você”.

“Então porque?” - ela suspirou.

Coloquei minhas duas mãos cuidadosamente dos dois lados do seu rosto. “Eu fiquei

furioso comigo mesmo” - disse gentilmente. “Por eu não parecer ser capaz de te manter longe do perigo. Só a minha existência já põe você em risco. As vezes eu realmente me odeio. Eu devia ser mais forte, eu devia ser capaz de-“

Ela colocou a mão na minha boca -  “Não”.

Tirei sua mão da minha boca e a coloquei em meu rosto.

“Eu te amo” - disse - “Essa é uma desculpa pobre para o que eu estou fazendo, mas é

verdade” .

Foi a primeira vez que eu disse que a amava- com todas as palavras.

“Agora, por favor tente se comportar” - continuei, então abaixei e esfreguei meus lábios levemente nos dela.

Ela ficou perfeitamente rígida. E então suspirou.

“Você prometeu ao Chefe Swan que me levaria pra casa cedo, lembra? É melhor irmos

andando”.

“Sim, madame”.

Sorri tristonho e a soltei mas continuei a segurando com a outra.

A guiei pela avencas altas e molhadas, e pelos musgos pingando, ao redor de uma árvore gigantesca de cicuta, e lá estávamos nós, na beira de uma enorme campo aberto ás margens dos penhascos do Olímpico. Era duas vezes maior do que qualquer campo de baseball.

Todos já estavam lá; Esme, Emmett, e Rosalie, sentados numa espécie de banco de pedra eram os mais próximos de nós, á cerca de cem metros de distância. Muito mais distante, Alice e Jasper, que estavam treinando. Carlisle estava marcando as basesbem  afastadas.

Quando nós aparecemos, os três que estavam na rocha se levantaram.

Esme começou a vir na nossa direção. Emmett seguiu ela depois de uma longa olhada

para as costas de Rosalie; Rosalie havia se levantado graciosamente e foi andando para

o campo sem nem sequer olhar na nossa direção.

Rosalie resmungava para si mesma a idiotice que eu estava fazendo, o risco que fazia nossa familia correr, mas o que a dominava mesmo, era a inveja pelas condições de Bella como humana.

“Foi você que nós ouvimos, Edward?”. Esme perguntou enquanto se aproximava.

“Parecia um urso gargalhando”, Emmett esclareceu.

 “Foi ele”. - Bella sorriu.

“Bella foi não intencionalmente engraçada”, expliquei, rapidamente.

Alice havia deixado a posição dela e vinha correndo na nossa direção. Ela parou fluidamente perto de nós. “Chegou a hora”, anunciou.

Assim que ela terminou de falar, um trovão profundo se fez ouvir fazendo a floresta

tremer, e então ele foi na direção da cidade.

“Melancólico, não é?”, Emmett disse com uma familiaridade fácil, piscando pra Bella.

“Vamos lá”, Alice agarrou a mão de Emmett e eles seguiram em direção ao campo

gigante; ela corria como uma gazela. Ele era quase tão gracioso e tão rápido- apesar de

Emmett não poder ser comparado com uma gazela.

“Você está pronta pra ver um jogo?” - perguntei ansioso.

 “Vai time!”. - ela tentou torcer.

Ri silenciosamente e, depois de mexer em seu cabelo, fui correndo atrás dos outros.

"Ela não vai se assustar Edward!" - Alice anunciou.

"Eu sei... ela não reage como os outros..." - expliquei eufórico.

Bella e Esme se juntaram para conversar, eu sentia como borboletas no estomago, vendo Bella se dando bem co minha família. Exceto por Rosalie.

Separamos os times, eu estava no campo esquerdo, Carlisle ficou entre a primeira e a segunda bases, e Alice segurava a bola, posicionada no campo do arremessador.

Emmett estava balançando um bastão de alumínio, assobiando quase sem rastro no ar.

Jasper estava atrás dele, pegando a bola para o time adversário.

“Tudo bem” - Esme chamou numa voz clara, longe de nós - “Podem começar”.

Alice ficou rígida, enganosamente imóvel. Ela segurou a bola com as duas mãos na altura da cintura, e então, como o bote de uma cobra, a mão dela lançou a bola que foi parar na mão de Jasper.

Jasper atirou a bola de volta para a mão de Alice que já estava esperando. Ela se permitiu um breve sorriso. E então a mão dela deu um bote de novo.

Dessa vez, Emmett conseguiu rebater.

O impacto da bola foi alto como um trovão; o som ecoou nas montanhas- imediatamente.

A bola saiu voando como um meteoro pelo campo, entrando nas profundezas da floresta.

Eu corri na direção da bola a alcançando rapidamente e voltei com a bola erguida na mão, num sorriso largo.

Sim, eu estava me exibindo para Bella.

Comtinuamos o jogo e o time adversário estava ganhando por um ponto - Rosalie conseguiu voar pelas bases depois de me despistar - mas então peguei a terceira bola fora.

Fui para o lado de Bella, excitado.

“O que você acha?” - perguntei.

“De uma coisa eu tenho certeza, eu nunca mais vou conseguir assistir outro jogo bobo da liga de Baseball de novo”.

“Até parece que você faz muito isso”, sorri.

“Eu estou desapontada”, zombou.

“Porque?” - perguntei, confuso.

“Bem, seria legal encontrar pelo menos uma coisa que você não faça melhor do que qualquer outra pessoa no planeta”.

Abri meu sorriso torto especial, que ela tanto gosta, Bella prendeu rapidamente a respiração e soltou o ar.

“É minha vez”, - disse indo para a área do arremessador.

Joguei algumas bolas baixas, fora do alcance das mãos sempre prontas de Rosalie, correndo duas bases como um raio antes que Emmett pudesse colocar a bola de volta no jogo. Carlisle conseguiu arremessar uma bola pra fora do campo que foi tão longe que Carlisle e eu tivemos que ir atrás.

Alice nos cumprimentou.

Os trovões continuaram, mas nós permanecemos secos, como Alice havia previsto.

Carlisle ia rebater, eu ia pegar, mas de repente Alice ficou ofegante.

Eu vi o futuro na sua mente, 3 de nós estavam apontando no final da clareira.

Corri para o lado de Bella sem pensar, tentando protege-la.

“Alice?”, a voz de Esme estava tensa.

“Eu não vi - eu não sabia”, ela sussurrou.

“O que foi, Alice?”, Carlisle perguntou com uma voz calma de autoridade.

“Eles estavam viajando muito mais rápido do que eu imaginava. Agora eu sei que estava errada antes”, ela murmurou.

Jasper se inclinou sobre ela, sua postura era protetora. “O que mudou?”, ele perguntou.

“Eles nos ouviram jogar e resolveram mudar de caminho”, ela disse, penitente, se julgando culpada.

No futuro ela os via encarando Bella e eu, sedentos.

Todos encaramos Bella e desviamos.

“Quanto tempo?”, Carlisle perguntou, olhando na minha direção - "Corra com ela daqui!" - ele acrescentou em seus pensamentos.

Seu rosto ficou com uma expressão de profunda concentração.

“Menos de cinco minutos. Eles estão correndo - eles querem jogar”. Ele fez uma cara

zangada.

“Você consegue?”, Carlisle perguntou, seus olhos indo na direção de Bella de novo.

“Não, não carregando-“, cortei. “Além do mais, a última coisa que precisamos é que

eles sintam o cheiro e comecem a caçar”.

“Quantos?”, Emmett perguntou á Alice.

“Três”, ela respondeu resumidamente.

“Três!”, ele zombou. “Deixe eles virem”. As faixas de músculo se flexionaram nos

braços enormes dele.

Carlisle naalisou a situação por alguns segundos.

“Vamos continuar o jogo”, Carlisle finalmente decidiu. Sua voz estava calma e nivelada. “Alice disse que eles estão apenas curiosos”.

"Eles estão com sede?" - Esme me perguntou rapidamente, sem que fosse possível Bella ouvir. Balancei a cabeça negativamente e ela ficou aliviada

“Você pega, Esme”, disse. “Agora eu vou ser o juiz”. - me plantei na frente dela, protegendo-a.

Os outros voltaram para o campo, cautelosamente observando a floresta. Alice e Esme se orientavam pelo lugar onde estávamos, todos cautelosos, protegendo Bella.

“Solte o seu cabelo” -  disse com uma voz baixa, uniforme.

Ela obedientemente deslizou o prendedor do cabelo e o soltou ao redor do seu rosto.

“Os outros estão vindo”. - ela declarou.

“Sim, fique bem parada, não fale nada, e não saia do meu lado, por favor”. - temtando disfarçar o nervosismo da minha voz. Puxei seu cabelo para a frente, colocando ao redor do seu rosto.

“Isso não vai ajudar”, Alice disse suavemente. “Eu senti o cheiro dela do outro lado do

campo”.

“Eu sei”, - disse frustrado.

Carlisle foi para a área de arremesso, e os outros se juntaram ao jogo sem vontade.

“O que Esme te perguntou?”, eu sussurrei.

Hesitei por um momento antes de responder. “Se eles estavam com sede”, - murmurei sem vontade.

Os segundos se passaram; o jogo agora estava apático. Ninguém ousava dar uma rebatida mais forte, e Emmett, Rosalie, e Jasper se arrastavam pelo campo.

De vez em quando, os olhos de Rosalie pousavam em Bella, ela estava com muita raiva.

Eu não prestava o mínimo de atenção ao jogo, estava de ouvidos e olhos atentos a floresta.

“Me desculpe, Bella”, murmurei impetuosamente. “Foi estúpido, irresponsável, ter te exposto dessa maneira. Me desculpe”.

Minha respiração parou quando ouvi a aproximação deles. Dei meio passo se colocando entre ela e eles.

Carlisle, Emmett e os outros se viraram na mesma direção, ouvindo sons dos seus passos.

 



Notas finais do capítulo

COMENTEM!!!



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