Midnight Sun Continuação escrita por Mari Scotti


Capítulo 10
Capítulo 19 - Despedidas


Notas iniciais do capítulo

Continua...




Charlie esperava acordado. Todas as luzes de casa estavam acesas.

Ele estava preocupado, curioso, ansioso. Estava planejando perguntar tudo a Bella sem assustá-la, conversar sobre namoro, sobre sexo seguro. Ele se preocupava muito com o futuro de Bella.

Não seria fácil para ela se despedir.

Parei devagar, bem atrás da caminhonete. Nós três estávamos em alerta, monitorando cada som na floresta, olhando para cada sombra, sentindo cada cheiro, procurando por algo anormal. Desliguei o motor e Bella continuou sentada, imóvel.

Eu consegui ouvir somente os pensamentos de Charlie e de outros moradores da rua, não sentia o cheiro de James ou Victoria e nem seus pensamentos.

“Ele não está aqui”. - disse tenso.

“Vamos lá” - Emmett se inclinou pra ajudar com os cintos - “Não se preocupe, Bella” - ele disse com uma voz animada - “Nós vamos cuidar das coisas aqui rapidamente”.

Claro que Emmett estava doido por uma luta, pra usar seus músculos, eu que me preocupava somente com Bella.

De repente Bella começou a chorar, meu peito se apertou - “Alice, Emmett” - minha voz num comando.

Eles escorregaram lentamente para a escuridão, desaparecendo instantaneamente. Abri a porta e a segurei pela mão, a protegendo com meus braços. Caminhamos rapidamente até a casa, enquanto eu vasculhava a escuridão.

 “Quinze minutos” - avisei por baixo do fôlego.

“Eu posso fazer isso” - ela deu uma fungada.

Ela parou na varanda e segurou meu rosto com as mãos, olhando fortemente nos meus olhos.

“Eu te amo” - ela disse numa voz baixa, intensa - “Eu sempre vou amar você, não  importa o que vai acontecer agora”.

“Nada vai te acontecer, Bella” - disse igualmente impetuoso.

“Só siga o plano, está bem? Mantenha Charlie seguro pra mim. Ele não vai gostar muito

de mim depois disso, e eu quero ter a chance de me desculpar depois”.

“Entre, Bella. Nós temos que nos apressar”. - falei num tom urgente.

“Só mais uma coisa” - ela disse apaixonadamente - “Não ouça mais nenhuma palavra que eu disser esta noite!”.

Eu me inclinei, então ela ficou na ponta dos pés e beijou meus lábios, se virou e abriu a porta com um chute.

“Vá embora, Edward”. - ela gritou comigo, correndo pra dentro e batendo com a porta na minha cara, eu fiquei chocado.

“Bella?” - ouvi Charlie assustado.

“Me deixe em paz!” - Bella gritou, sua voz entrecortada pelas lágrimas.

Eu subi para o quarto de Bella, entrando pela janela, separando roupas e colocando numa mochila.

Ela entrou correndo no quarto, batendo a porta e trancando com a chave.

Correu para a cama, se jogando no chão para pegar a mala de viagem. Levantou o colchão pegando uma meia velha onde vi que guardava algumas economias.

Charlie já estava batendo na porta.

“Bella, você está bem? O que está acontecendo?” - A voz dele estava assustada.

“Eu não agüento mais” - ela gritou, a voz falhando.

“Ele machucou você?” - a voz de Charlie estava beirando a raiva.

Sua imaginação variava entre eu batendo em Bella, a jogando no chão, a violentando; preferi bloquear e me concentrar nos sons vindos da floresta.

Ainda tudo parecia calmo, mas eu sabia que por pouco tempo.

“Não!” - ela gritou alguns oitavos acima do normal.

Ela se virou e me viu tirando roupas da gaveta e jogando pra ela.

“Ele terminou com você?”

“Não!” - ela gritou levemente, ofegante jogando as coisas dentro da sacola.

Eu estava colocando mais coisas dentro da mala dela, a mala já quase cheia agora.

“O que aconteceu, Bella?” - Charlie gritou da porta, começando a bater de novo.

Ele se sentia perturbado por te-la deixado sair comigo.

“Eu terminei com ele” - ela gritou de volta, sem conseguir fechar o zíper da bolsa.

Eu queria ajudar, eu sabia como estava sendo difícil pra ela, mas a única coisa que eu pensava era em deixá-la viva.

Afastei as mãos dela do zíper da mala e fechei suavemente, colocando a alça no ombro dela.

“Eu estarei na caminhonete - vá!” - sussurrei a empurrando em direção á porta.

Sai pela janela e voei pela frente da casa até a caminhonete, me escondendo, deixando a chave na ignição.

Ouvi quando Bella resmungou para Charlie, antes de sair pela porta da frente.

“Eu gosto dele - esse é o problema. Eu não posso mais fazer isso! Eu não posso mais fincar raízes aqui! Eu não quero acabar presa nessa cidade estúpida, chata, como a mamãe! Eu não vou cometer o mesmo erro idiota que ela cometeu. Eu odeio isso – não posso ficar aqui nem mais um minuto”.

Charlie reviveu em sua memória o dia em que Renée o deixou, usando as mesmas palavras. Senti o aperto no seu estomago, uma faca no seu coração.

Ele não pensou, ele só ficou paralisado, chocado. Eu estava chocado.

"Bells, você não pode ir agora. É noite”. Ele murmurou tentando recompor-se.

“Eu vou dormir na caminhonete se precisar”.

“Espere só mais uma semana” - ele implorou, sua voz ainda chocada - “Renée vai estar de volta até lá”.

"O que?" - a voz de Bella estava assustada.

Ouvi o riso de James. Ele chegara. Alice me alertava em seus pensamentos que ele não agiria, ele esperaria. Ele queria ver onde a levaríamos.

Eu podia ler isso em seus pensamentos, ele estava excitado com o perfume, com a aventura, excitado demais para atacar ali, de maneira fácil, sua malicia estava em caçá-la, comigo um de sua espécie, tentando protegê-la.

E eu estava furioso.

Charlie continuou argumentando com Bella.

“Ela ligou enquanto você esteve fora. As coisas não estão indo tão bem na Flórida, e se Phil não assinar um contrato até o fim da semana, eles vão voltar para o Arizona. O treinador assistente dos Sidewinders disse que eles podem não ter mais vaga para outro reserva”.

“Eu tenho uma chave” - ela murmurou girando a maçaneta.

“Me deixe ir Charlie. Não deu certo, tá bem? Eu realmente, realmente odeio Forks!”

Charlie ficou congelado na porta, atordoado, enquanto ela saia noite afora. Ouvi o coração de Bella disparado, a respiração ofegante, ela se aproximando cada vez mais.

“Eu te ligo amanhã” - ela gritou, ligando o motor e deu a partida, saindo para a estrada.

Ela dirigia nervosa, as lagrimas lhe descendo pelos olhos. Eu queria ajudar, queria não te-la colocado em perigo, não te-la feito magoar sua família.

Charlie a perdoaria, ele estava triste, amargurado, mas a perdoaria, eu queria dizer-lhe isso, acalma-la, queria poder dizer que tudo era um sonho e que ela e a família estariam bem.

Eu sabia que Charlie estava bem, sabia que o rastreador estava nos seguindo. Isso talvez aliviasse a tensão de Bella, mas não a minha. Ela ainda estava em perigo e nervosa assim, seu perfume ficava mais forte.

Eu segurei sua mão.

“Encoste” - disse quando Charlie e a casa já haviam desaparecido.

“Eu posso dirigir” - ela disse entre as lágrimas que rolavam pelo seu rosto.

Eu agarrei sua cintura, afastando seu pé do acelerador com o meu e a passei por cima do meu colo para o banco passageiro.

“Você não conseguiria encontrar a casa” - expliquei.

Faróis brilharam atrás de nós e Bella olhou pra trás, com os olhos arregalados de horror.

“Sou eu Edward!” – Alice informou em seus pensamentos – “Emmett também está por aqui”.

“É só Alice” - assegurei, pegando sua mão.

“O perseguidor?”

“Ele ouviu o fim da sua performance” - eu disse severamente.

“Charlie?” - sua voz estava apavorada.

“O perseguidor nos seguiu. Ele está atrás de nós agora mesmo”.

“Nós podemos despistá-lo?”

“Não” - eu acelerei, o motor da caminhonete gemeu em protesto.

Ela estava olhando para os faróis de Alice quando a caminhonete balançou e uma sombra escura saltou do lado de fora da janela.

Ela gritou assustada quando tapei sua boca com minha mão.

“É Emmett”.

Liberei sua boca passando o braço ao redor da sua cintura. Eu não sabia como acalmá-la. Ela era tão mais frágil assustada.

“Está tudo bem, Bella” - prometi - “Você vai ficar a salvo”.

Eu queria ter certeza, eu queria manter Bella viva. Eu morreria por ela e mataria também.

Nós corremos pela cidade vazia em direção a auto-estrada que dava para o Norte.

“Eu não havia percebido que você estava tão chateada com a vida numa cidadezinha” - eu disse convencionalmente, tentando me distraí-la -“Parecia que você estava se ajustando muito bem - especialmente recentemente. Talvez eu estivesse apenas me adulando por estar fazendo a vida mais interessante pra você”.

“Eu não estava sendo boazinha” - ela ignorou minha tentativa animá-la - “Foi exatamente aquilo que minha mãe disse quando deixou ele. Eu acho que você pode dizer que eu atingi abaixo da cintura”.

“Não se preocupe. Ele vai te perdoar”. - eu sorri tentando convencê-la.  

Ela me olhou desesperada, vi o pânico em seus olhos.

“Bella, vai ficar tudo bem”.

“Mas não vai ficar tudo bem quando eu não estiver com você”, ela sussurrou.

“Nós estaremos juntos de novo em alguns dias” - eu disse, apertando-a no meu abraço  -“Não se esqueça que isso foi idéia sua”.

“Foi a melhor idéia - é claro que foi minha”.

Dei um meio sorriso.

“Porque isso aconteceu?” - ela perguntou, a voz inquisitiva - “Porque comigo?”

Eu encarei a estrada, culpado - “É minha culpa - eu fui um bobo de ter te exposto daquele jeito” - com odio de mim.

“Não foi isso que eu quis dizer” - ela insistiu - “Eu estava lá, grande coisa. Isso não incomodou os outros dois. Porque que esse James resolveu me matar? Tem gente em tudo que é lugar, porque eu?”

Eu hesitei, pensando antes de responder.

“Eu dei uma boa olhada na mente dele esta noite” - iniciei com uma voz baixa - “Eu não tenho certeza de que havia alguma coisa que eu pudesse fazer pra evitar isso, uma vez que ele viu você. Isso é parcialmente sua culpa". - pausei - "Se você não cheirasse tão apavorantemente saborosa, talvez ele não tivesse se incomodado. Mas quando eu te defendi... bem, isso piorou muito as coisas. Ele não esta acostumado a ser contrariado, não importa o quanto o objeto seja sem importância. Ele se vê como um caçador e nada mais. Sua existência foi consumida por perseguições e um bom desafio é tudo o que ele pede da vida. de repente nós apresentamos a ele um lindo desafio - um grande clã de criaturas poderosas todas inclinadas a proteger um elemento frágil. Você não acreditaria em como ele está eufórico agora. Esse é o jogo favorito dele, e nós fizemos o jogo ficar ainda mais interessante”. - demonstrando na minha voz minha repulsa.

Pausei por um momento.

“Mas se eu tivesse esperado, ele teria te matado lá mesmo” - eu disse com uma frustração desesperada.

“Eu achei... que não cheirava igual para os outros... como cheiro pra você” - ela hesitou.

“Você não cheira. Mas isso não significa que você também não seja tentadora para eles. Você é tão apelativa para o perseguidor - ou qualquer um deles - do mesmo jeito que você é apelativa pra mim, e isso teria gerado uma briga lá mesmo”.

Seu corpo estremeceu.

“Eu não vejo outra escolha além de matá-lo agora” - murmurei - “Carlisle não vai gostar”.

Nós já estávamos perto, passávamos pela ponte.

“Como se pode matar um vampiro?” - Bella perguntou de repente.

“A única forma de ter certeza é fazê-lo em fragmentos e queimar os pedaços”. - eu respondi asperamente.

“E os outros dois vão lutar com ele?”

“A mulher vai. Eu não tenho certeza sobre Laurent. Eles não têm laços muito fortes eles

só estão juntos por conveniência. Ele ficou com vergonha de James na clareira...”

“Mas James e a mulher - eles vão tentar matar você?” - ela perguntou com a voz crua.

“Bella, não ouse perder seu tempo se preocupando comigo. Preocupe-se apenas com a sua própria segurança e - por favor, por favor - tente não ser descuidada”.

“Ele ainda está seguindo?”

“Sim. No entanto, ele não vai atacar a casa. Não essa noite”.

Ele não queria algo facil, sua excitação estava em nos caçar, em perseguir, ele queria me atingir. Sua estratégia estava clara em sua mente, esperar e atacar quando não esperássemos mais. Ele teria paciência necessária para esperar até que achássemos estar seguro, ele só não contava que eu ouvia seus pensamentos e Alice saberia quando ele atacasse.

Eu virei na estrada, Alice nos seguindo atrás, dirigimos até a casa.

"Ele esta atrás da mulher" - Alice avisou em seus pensamentos.

Eu vi James encontrando Victoria próximos ao rio, excitados.

As luzes de dentro de casa estavam acesas, Emmett abriu a porta antes que a caminhonete estivesse parada; tirando Bella do banco, colocando-a no seu peito largo, e a levou correndo pela porta.

Entramos na sala, eu e Alice ao lado de Emmett e Bella. Todos estavam lá; em pé com o som da nossa aproximação. Laurent ficou entre eles.

Emmett soltou alguns rugidos para Laurent colocando Bella no chão.

"Eles escaparam de James... mas ele deve os estar seguindo... ele.." - cortei os pensamentos de Laurent - “Ele está nos seguindo” - anunciei, encarando-o.

"Era isso que eu temia”. - ele respondeu descontente e estava sendo parcialmente sincero, ele ficaria ao lado de quem estivesse ganhando.

Alice dançou até o lado de Jasper e cochichou no seu ouvido: "Vamos levar Bella para o sul, Rosie, Emm e Edward vão despistar o rastreador. Vem!"

Eles voaram pelas escadas juntos. Rosalie ouviu os dois, e então se moveu para o lado de Emmett. Seus olhos intensos estavam furiosos, seus pensamentos ainda piores.

“O que ele vai fazer?” - Carlisle perguntou á Laurent com um tom arrepiante.

“Eu lamento” - ele respondeu - “Eu temia que quando o seu garoto defendeu ela, que isso iria irritá-lo”.

“Você pode pará-lo?”

Laurent balançou a cabeça. “Nada pode parar James depois que ele começa”.

“Nós vamos pará-lo” - Emmett prometeu.

“Você não pode pará-lo. Eu nunca vi nada como ele em meus trezentos anos. Ele é

absolutamente letal. Foi por isso que eu me juntei ao bando dele”.

Laurent estava balançando a cabeça. ele olhou pra Bella e depois de volta pra Carlisle.

Ele achava Bella insignificante, não entendia porque a defendíamos, não via nada de especial nela. Eu queria matá-lo.

“Vocês têm certeza de que vale a pena?” - ele desdenhou.

Soltei um rugido irado que preencheu a sala. Laurent deu um passo pra trás em resposta.

Carlisle olhou gravemente para Laurent. “Eu temo que você terá que fazer uma escolha”.

Laurent compreendeu. Ele pensou por um momento. Seus olhos passaram por todos os

rostos.

Ele comparou o grupo às lembranças das caçadas de James, se ganhasse mataria Laurent e quanto a nós, ele não tinha certeza se venceríamos, então concluiu.

“Eu estou intrigado pelo estilo de vida que vocês criaram aqui. Mas eu não vou me meter nisso. Eu não sou inimigo de nenhum de vocês, mas não vou me colocar contra

James. Eu acho que vou para o Norte - visitar aquele clã em Denali” - ele hesitou - “Não

subestimem James. Ele tem uma mente brilhante e sensos fora do comum. Ele está tão confortável no mundo dos humanos tanto quanto vocês parecem estar, e ele não vai permitir que vocês se intrometam... eu lamento pelo que isso causou aqui. Lamento mesmo”. Ele fez uma reverência com a cabeça, olhando ainda confuso para Bella.

“Vá em paz”. Foi a resposta formal de Carlisle.

Laurent deu outra olhada á sua volta, e então correu para a porta.

“Quão perto?” - Carlisle perguntou a mim após alguns segundos de silencio.

Esme tocou um teclado complementar acima de qualquer suspeita e com um gemido, grandes venezianas de metal começaram a selar as paredes de vidro.

“Á cerca de três milhas antes do rio; ele está circulando pra se encontrar com a fêmea”.

“Qual é o plano?”

“Nós vamos despistá-lo, e então Alice e Jasper levam ela para o sul”.

“E então?”

“Assim que Bella estiver longe, nós vamos caçá-lo”. - respondi.

“Eu acho que não há outra escolha” - Carlisle concordou severamente, triste pelo que teríamos que fazer.

Me virei para Rosalie.

“Leve ela lá pra cima e troquem de roupas”. - mandei. Ela me encarou descrente.

“Porque eu deveria?” - ela falou - “O que ela é pra mim - além de uma ameaça que você escolheu pra soltar entre nós”.

Bella deu um passo pra trás, os olhos arregalados.

“Rose...” - Emmett murmurou, colocando uma mão no ombro dela. Ela afastou ele.

Eu procurei ignorar Rosalie, a pedido de Esme em seus pensamentos.

Rosalie estava tão assustada com a situação quanto nós, não queria perder o que havíamos conquistado em Forks e ela tinha inveja da condição de Bella, do meu amor por Bella.

Desviei meu olhar de Rosalie.

“Esme?” - pedi calmamente.

“É claro” - ela murmurou.

Esme já estava ao lado de Bella colocando-a em seus braços com facilidade e a levando pelas escadas.

Nós tentaríamos confundir o cheiro de Bella, trocando suas roupas, e os outros usando as roupas dela.

Não seria fácil, mas nos daria algum tempo pra Alice e Jasper sumirem com ela para o Sul.

Elas desceram as escadas e Bella já com outra roupa, uma camisa e uma calça de Rosalie. Inalei o perfume, mesmo misturado ao de Rosalie permanecia forte. Não sabia quanto tempo conseguiríamos confundi-los.

Alice segurava uma pequena maleta de couro. Eu e Emmett já estávamos prontos pra partir, Emmett carregava uma mala em seu ombro com tudo que precisaríamos.

Carlisle deu um celular para Alice e um para Esme.

“Esme e Rosalie vão pegar a sua caminhonete, Bella” - ele disse enquanto passava por

Bella.

Ela balançou a cabeça, olhando cautelosamente para Rosalie, que olhava para Carlisle ressentida por ter que concordar com tudo que era planejado.

“Alice, Jasper - levem a Mercedes. Vocês vão precisar dos vidros escuros no Sul”. - eles também balançaram a cabeça - “Nós vamos com o Jipe”. - afirmou para Emmet e para mim.

“Alice” - Carlisle perguntou - “Eles vão morder a isca?”

Todo mundo olhou pra Alice quando ela fechou os olhos e ficou incrivelmente rígida.

“Ele vai seguir vocês. A mulher vai seguir a caminhonete. Nós seremos capazes de partir depois disso”.

“Vamos lá” - Carlisle começou a andar em direção á cozinha.

Fui para o lado de Bella agarrando e puxando-a para mim num forte abraço, troazendo seu rosto no meu grudando meus lábios nos seus por um breve momento, senti meus lábios esquentarem com o calor dos seus, meus corpo estremecer pelo toque e meus olhos - se fosse possível - umedecerem pelo medo de perde-la.

Não! Eu não deixaria isso acontecer. Não agora, não por minha causa, não pelas minhas mãos, se James a matasse seria como se eu mesmo o fizesse, não. "Isso não acontecerá. Não". - repetia a mim mesmo enquanto a colocava no chão, ainda segurando seu rosto, meus olhos queimando nos dela.

"Não" - repeti nos meus pensamentos dando as costas para Bella e fomos embora.

Eu sentia fortemente a separação e podia ouvir as lagrimas de Bella.

Carlisle seguiu ao meu lado, tomando a direção do Jipe.

Me sentei ao lado ouvindo os sons que vinham da floresta, das margens dos rios. Jámes estava ansioso, atento, excitado, planejando.

"Eles estão se movendo" - ele sussurrou para a mulher - "Vou seguir o rapaz. Você espera" - ele riu prazeroso - "vamos fazer o joguinho deles".

Pensei alguns segundos.

"Carlisle, ele esta atrás de nós".

Carlisle me entregou o celular, chamei e Esme atendeu.

"A mulher esta esperando ainda, mas o homem nos segue" - Esme desligou.

Senti a adrenalina e a raiva tomarem meu corpo. Minha família inteira em perigo, meus criadores, meus irmãos, minha amada.

Ouvi quando a mulher se moveu, eu podia monitorar seus pensamentos, ela era mais racional que o homem, a caça lhe dava prazer, mas o raciocínio ainda mais. Ela sentiu o perfume de Bella e seguiu Rosalie satisfeita, ela daria a caça ao seu homem.

Fiz uma careta com seu pensamento, o gosto do sangue me invadiu.

Peguei o telefone e avisei: "A mulher está na cola de Esme. Cuida dela Alice".

Alice pensou "Cuidarei" e o telefone já estava mudo.

Fiquei observando a estrada por alguns minutos, tentando não ouvir Emmett ou Carlisle ou James atrás de nós.

Fechei meus olhos, encostando minha cabeça no banco do passageiro.

"Daria tudo pra que ela estivesse salva!"

"Edward" - Carlisle me chamou, eu abri meus olhos para a estrada - "Vai ficar tudo bem filho".

Me sentei esguio, ouvindo os sons, o ranger do motor e a excitação de James, voando pela floresta atrás de nós.

 

 



Notas finais do capítulo

Termineiiiiii uhuh 10/09/2009 - opinem please!! O 20 estou escrevendo....



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