New Legends - Cavaleiros do Zodíaco escrita por Phoenix Matt Marques W MWU 27


Capítulo 92
Herança de Sangue! As novas armaduras de bronze


Notas iniciais do capítulo

As armaduras de Bronze foram destruídas nas lutas contra os Cavaleiros de Ouro. Porém, os antigos Cavaleiros das Doze Casas que não foram corrompidos por Hades não deixarão os jovens cavaleiros ficarem sem suas armaduras. A turma dos cinco jovens heróis precisará de suas vestimentas sagradas para as novas batalhas que se aproximam.


Pessoal quero agradecer por terem me acompanhando até aqui nessa história, já passamos dos 90 capítulos e estamos já com 124 comentários recebidos, a maioria positivos. Agradeço pelo retorno que vocês têm me dado desde o primeiro capítulo e espero que possam continuar lendo e acompanhando minha história. Vou ficar sem postar por um tempo nessa daqui, tenho os próximos capítulos e a próxima saga já prontos aqui comigo, mas quero me dedicar um pouco às minhas outras histórias. Desde já agradeço a compreensão de vocês e lhes desejo de antemão um feliz Natal e um ótimo Ano Novo.



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Os garotos contemplaram o corpo de Saga, jazendo no chão da Casa aos pés de Leandro, sem fazer comentários. Então, as armaduras de Ouro que usavam brilharam intensamente e se desprenderam de seus corpos.

As armaduras voaram da Casa de Gêmeos para suas outras Casas, e os cinco jovens encararam Leandro.

— Não pensem que ele está morto – disse o cavaleiro de Escultor.

— Não? – indagou Matt. – Mas pensei que você o tivesse matado, ou não...?

— Explicarei isso quando tiver me reunido com o Grande Mestre – disse Leandro. – É melhor que vocês me acompanhem. Não precisam temer esta Casa se estiverem perto de mim.

O homem virou-se em direção à saída da Casa. Os cinco jovens o seguiram, reparando que o trajeto pela Casa nunca fora tão curto.

Ao chegarem ao Salão do Mestre, depararam-se com Shion em pé, de costas para a entrada, rodeado por Marin e Shaina. Isabella, Marília, Paulo e Diandra estavam um pouco afastados deles, apoiados nas pilastras. Fernanda não estava mais presente, havia retornado ao seu posto de vigia. Ao avistarem os recém-chegados, Marin e Shaina avisaram Shion, que se virou.

— Cavaleiro Leandro, cavaleiros de Bronze - disse Shion em tom de boas-vindas. – Meus parabéns.

Os garotos sorriram, mas Leandro continuou sério. A expressão de Shion também estava dura.

— Vocês enfrentaram e venceram bravamente os Cavaleiros de Ouro que foram corrompidos por Hades – disse Shion. – Mais uma etapa foi ultrapassada, mas receio que esta guerra ainda esteja longe de terminar.

Leandro fez cara de quem ouviu o que queria ouvir. Sua intuição estava certa, como sempre. Já os cavaleiros de Bronze estavam confusos e um tanto decepcionados.

— Hades voltará a tentar penetrar no Santuário por outras formas, eu sei – continuou Shion -, mas, por ora, há outras coisas de momento com o que precisamos nos preocupar. Não podemos deixar suas armaduras de Bronze como estão.

— Mestre Shion – disse Thiago -, nossas armaduras foram reduzidas quase ao pó. Ficaram nas 12 Casas.

— Além disso, Mestre – disse Rina -, para trazer uma armadura destruída de volta à vida, é necessária a oferta de um terço de sangue de um ser humano.

— E é aí que ELES entram – disse Shion, indicando a porta de entrada.

Os cinco jovens se viraram. Mu, Aldebaran, Aiolia, Shaka, Dohko, Milo e Aiolos haviam entrado no Salão sem ninguém notar, carregando os restos das armaduras de Pégaso, Cisne, Andrômeda, Dragão e Fênix.

— Aqui estão as armaduras, Mestre – disse Mu a Shion. Porém, os cavaleiros de Bronze perceberam o que eles tinham em mente.

— Não, Mestre! – disse Gustavo. – Não é certo que os cavaleiros de Ouro façam isso...

— Além disso, um terço do sangue é muito! – insistiu Thiago. – Eles podem morrer...

— Você não está esquecendo, Thiago – disse Milo -, de que já estamos mortos?

— Esse sangue não nos fará falta, cavaleiros – declarou Shaka. – Este sangue que corre em nossos corpos é agora uma cópia do ikhor, o sangue dos imortais. Estamos envoltos na morte e logo voltaremos a descansar.

— Seus mestres fariam isso, naturalmente – disse Mu -, mas, na ausência deles, somos os mais indicados.

Os jovens assentiram, ainda, porém, inconformados. Juntos, Aiolos, Milo, Shaka, Dohko e Aiolia rasgaram seus pulsos com as mãos do outro lado; o sangue jorrou de todos eles. Aiolos derramou sangue na armadura de Pégaso; Milo, na de Cisne; Aiolia, na de Fênix; Dohko, na de Dragão; e Shaka, na de Andrômeda.

Imediatamente, os restos das armaduras se juntaram, uma por uma, refazendo-se; no instante seguinte, o cavalo alado, o cisne reluzente, a fênix flamejante, o dragão esmeralda e a virgem acorrentada tomaram forma e brilharam intensamente, como armaduras renascidas.

Os cavaleiros de Bronze, ainda incrédulos por terem visto os Cavaleiros de Ouro doar seu próprio sangue para suas armaduras, contemplaram suas novas armaduras e tocaram-nas. Na mesma hora, as armaduras cobriram seus donos, prontas para suas novas vidas.

— Genial! – exclamou Matt, contemplando a armadura restaurada.

— Serão úteis – disse Shion, em tom de aprovação. – Mais batalhas se aproximam.

— Obrigado – disse Betinho aos Cavaleiros de Ouro, que assentiram sorrindo. – Por todos nós.

— Agora que já resolvemos isso – continuou Shion -, nosso amigo Leandro poderá responder algumas coisas, não é mesmo?

— Certamente – respondeu Leandro, se empertigando. Havia ficado em silêncio durante a restauração das armaduras, apesar de lançar, constantemente, olhares avaliativos aos Cavaleiros de Ouro.

— Alguém lhe avisou de que estávamos em guerra, não é, Leandro? – indagou Shion.

— Ah, sim – respondeu Leandro. – Foi o senhor Kanon.

— Kanon? – exclamou Milo, como se nunca tivesse ouvido aquele nome.

— Sim, Sr. Escorpião, mas peço que não volte a me interromper – retomou Leandro em tom de discurso. – O Sr. Kanon estava vagando pelo mundo, quando se deparou comigo, que estava ensinando em Glasgow na Escócia. Conversamos bastante, e eu comentei sobre um estranho cosmo crescente e agressivo que vinha sentindo há algum tempo, e ele me noticiou que estávamos em guerra no Santuário.

Leandro fez uma pausa, saboreando o impacto de seu discurso sobre os demais presentes. Possivelmente, nunca discursara para uma plateia tão admirada.

— Eu busquei, por todos esses anos em que andei pelo mundo, um motivo, um objetivo para ostentar minha armadura. Alguns diziam que já bastavam os meus feitos em Guerras passadas. Mas eu sentia que queria mais, muito mais. Então, quando Kanon me avisou da guerra atual, algo me iluminou e me mostrou meu objetivo. Devo proteger o Santuário. Devo combater aqui. Devo lutar... por Atena.

— Fez muito bem, querido Leandro – disse uma voz.

Todos se viraram. Saori deixara seus aposentos e viera até a Sala do Mestre, e agora contemplava Shion, Marin, Shaina, Isabella, Diandra, Paulo, Marília e os cavaleiros de Ouro e de Bronze ao redor de Leandro.

— Seu objetivo é nobre e correto – continuou ela. – Você é bem-vindo para se estabelecer aqui no Santuário.

— Atena – tornou a falar Leandro, se ajoelhando. – É um honra... É claro, aceitarei ficar no Santuário. É o meu objetivo.

Nesse momento, Saori fitou Leandro com um olhar indefinido, que parecia misturar gratidão e preocupação, mas que passou despercebido pelos demais presentes. Leandro pensou consigo: estaria Atena sabendo de algo sobre ele que o próprio Leandro não sabia?

— Tem mais uma coisa, Mestre – disse Mu de repente. – Aldebaran nos contou que os outros Cavaleiros de Ouro estão voltando ao normal, para o nosso lado, em poucas horas. Mas devem ficar em repouso por alguns dias, estão muito feridos.

— Excelente, excelente – disse Shion. – Atena...

— Sim, Shion – disse Saori. – Precisaremos de todos eles. Aos Cavaleiros de Bronze, descansem também. Logo enfrentarão novas batalhas... mais cedo do que esperam.

Saori dispensou a todos, e Leandro saiu antes de todos. Os cavaleiros de Ouro seguiram para as 12 Casas e os cavaleiros de Bronze convocaram suas Cloth Stones, guardando suas armaduras, e retornaram aos seus dormitórios. Ficaram, então, Shion e Saori a sós (Marin, Shaina, Isabella, Marília, Paulo e Diandra também haviam se recolhido).

— O que será dessa vez, Shion? – perguntou Saori.

— Ainda não sei dizer muito bem – retrucou Shion. – Mas logo saberemos. Quanto a isso, tenho certeza.

Os dois se puseram a contemplar o céu. Lá fora, os Cavaleiros de Bronze conversavam.

— Eu só queria saber quando será essa próxima batalha que teremos – disse Thiago. Os demais concordaram.

— Que sono... – disse Gustavo. – Vamos dormir, amanhã vemos o que acontece.

Os cinco se despediram e foram dormir, voltando para seus dormitórios. Não sabiam eles que a pergunta de Thiago seria respondida mais cedo do que esperavam, como dissera Saori.


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Notas finais do capítulo

Revisão do capítulo concluída em 29.05.2020



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