New Legends - Cavaleiros do Zodíaco escrita por Phoenix Matt Marques W MWU 27


Capítulo 91
O Sábio Escultor! A chegada de Leandro


Notas iniciais do capítulo

Um novo personagem é introduzido na história para fazer frente a Saga de Gêmeos e auxiliar os cavaleiros de Bronze na luta.
O formidável Leandro da constelação de Escultor chega para demonstrar toda sua habilidade e técnica diante de uma plateia surpreendida com a sua aparição.



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Matt, Thiago, Betinho e Gustavo expressavam seu desconhecimento em relação ao recém-chegado que acabava de se identificar, mas Rina ofegou e levou as mãos à boca.

— Leandro de Escultor? – indagou ela. – É mesmo??

Mas não era só Rina que estava surpresa. Lá no Salão do Mestre, Shion observava Marin e Shaina trocarem olhares espantados após tomarem conhecimento da chegada de Leandro, que, pouco antes de chegar à casa de Gêmeos, havia abordado o próprio Grande Mestre no Templo de Atena para anunciar sua chegada ao Santuário.

— Desculpe – disse Thiago – mas quem é Leandro de Escultor?

Calmamente, Rina começou a explicar na casa de Gêmeos, enquanto Shion aplicava a mesma explanação na Sala do Mestre para os ouvidos atentos de Isabella, Paulo, Marília, Diandra e Fernanda, que não conheciam a reputação do recém-chegado.

Leandro era um cavaleiro nascido no Brasil, mas de família britânica. Apesar de ser considerado um Cavaleiro do nível dos Cavaleiros de Ouro, ele sempre se contentou em usar sua Armadura de Bronze de Escultor, uma das famosas armaduras conhecidas como “lendárias”, pois muitas eram as lendas que as cercavam. O cavaleiro já seria famoso somente por este fato, mas ele era famoso por outros motivos...

No hiato de quase 30 anos entre a última grande Guerra Santa e os dias de hoje, houve uma pequena batalha contra os guerreiros de Poseidon, o deus dos mares, que durou, contudo, alguns meses. Nessa luta, Leandro, que havia recentemente retornado de uma missão para aprimorar suas habilidades, ganhou destaque por ferir centenas de soldados e comandantes do exército marinho e vencer três generais do mesmo exército. Alguns dizem que ele só não venceu mais generais, devido à intervenção do general Dragão Marinho, que fez um acordo com as tropas de Atena, suspendendo a guerrilha – alguns conhecem esse episódio por “A Fuga do General Que Teve Medo de Leandro”. O próprio Leandro também havia derrotado servos dos deuses Ares e Hefesto, o que deixou ele com status de lenda, herói e líder. Hoje, seu número de seguidores só era superado pelo próprio número de combatentes de Atena e de outros deuses do Olimpo.

Outros fatos, boatos e misturas de fato com boato cercavam o cavaleiro de Escultor. Dizia-se que ele não tivera um único instrutor durante seu treinamento e que era um autodidata. Sabia-se, porém, que o treinamento de Leandro não tivera duração de 5 ou 6 anos, como é convencional entre cavaleiros de bronze, mas de 15 anos, o que comprovava a mística da armadura de Escultor e de seu cavaleiro, pois era um tarefa dificílima obter o direito de possuir tal armadura (pelo fato de ser uma armadura “lendária”). Outro meio fato meio boato que cercava Leandro era que ele jamais dizia o nome de seus golpes em voz alta, o que tornava seus golpes secretos completamente desconhecidos de todos.

Mesmo após reunir um número considerável de seguidores e de obter considerável fama no Santuário, Leandro nunca desejou nenhum tipo de promoção. Pelo contrário, há alguns anos, ele havia pedido permissão para deixar o Santuário e viajar pelo mundo, sob o pretexto de recrutar mais seguidores que poderiam se tornar Cavaleiros. Shion admitia que ele realmente havia feito isso, mas de uma maneira um tanto excêntrica. Leandro fazia questão de incluir, entre os ensinamentos que fornecia a seus alunos, a arte do teatro. Ele considerava o teatro uma arte sutil e bela e, ao mesmo tempo, extremamente útil em combate – Leandro costumava ensinar a seus discípulos que o guerreiro que fingisse uma dor extrema com perfeição teria mais chance de pegar seu adversário desprevenido, por exemplo. Shion não o proibia de difundir esse tipo de ensinamento, mas fazia, ocasionalmente, vista grossa.

Shion havia explicado a história do Escultor a Marin e Shaina algumas vezes, mas ainda assim, ele não conseguia enxergar motivos para esta repentina chegada de Leandro sem prévio aviso. Contudo, ele estava ali, na Casa de Gêmeos, encarando e estudando Saga.

O próprio Saga havia escutado Rina contar a história do Escultor, que Shun lhe contara durante seu treinamento, com atenção, sem interromper, até que reparou em algo que até então passara despercebido por ele e pelos garotos que o cercavam.

— Espere aí, Escultor – começou Saga. – Há uma coisa que não entendo. Você entrou nesta Casa, certo... mas como exatamente você atravessou o labirinto de Gêmeos sem o meu consentimento, já que ninguém pode fazer isso sem tê-lo?

— É muito simples, senhor Gêmeos – disse Leandro, formalmente e teatralmente, com seu largo sorriso brilhante. – Sua Casa e seu labirinto não passam de um golpe de teatro. Eu, que me especializei na arte profunda do teatro, não tenho problemas em atravessar seu labirinto de ilusões, por isso posso desfazê-lo sem problemas!

Leandro soltou uma gargalhada mais terrível e teatral que a de Saga, o que pareceu fazer o cavaleiro de Gêmeos gelar por um instante. Mas, se Saga realmente temeu Leandro por um instante, foi muito rápido, pois logo ele estava irredutível e furioso outra vez.

— Impressionante, Escultor – admitiu Saga. – Mas veremos se você consegue acabar COMIGO com a mesma facilidade que teve para desfazer meu labirinto.

Para surpresa geral, Leandro voltou a soltar sua gargalhada, que dessa vez pareceu mais convincente do que a anterior.

— Está certo! – disse ele em meio às próprias risadas. – Pode vir, senhor Saga...!

Saga não perdeu tempo e avançou sobre Leandro:

EXPLOSÃO GALÁCTICA!!

O golpe de Saga fez novamente a Casa tremer com intensidade, como se ocorressem infinitas explosões de galáxias contra Leandro; os cavaleiros de Bronze observavam a cena, atônitos e incapazes de fazer qualquer coisa pelo simples temor de piorar a situação.

Porém, o cavaleiro de Escultor estava estranho. Em meio às explosões que o miravam, ele não se contorcia de dor nem berrava de angústia. Pelo contrário, parecia avaliar o golpe de Saga com bastante cuidado e rigor.

Ilusão de Cópia!!

Os cavaleiros de Bronze perceberam a expressão curiosa de Leandro em tempo: repentinamente, como na hora em que Leandro surgira, as explosões cessaram, e Saga, além de ficar abobado e confuso, foi jogado no chão, quase aos pés dos Cavaleiros de Bronze.

Então Leandro voltou a gargalhar.

— Está vendo! – disse ele. – Por que você acha que consegui fazer seu golpe cessar da primeira vez?? É muito simples, Saga...

Saga se ergue com dificuldade e encara Leandro. Desta vez não há ódio, fúria ou raiva no olhar do cavaleiro dourado, e sim temor e apreensão.

— Seu golpe da Explosão Galáctica está corrompido pelo mal – continuou Leandro. – Você se perverteu por meio da ambição devido à influência de Hades... E isso transformou seu golpe numa ILUSÃO. Lamento, mas você se tornou indigno de utilizar a Explosão Galáctica... Foi isso que me possibilitou barrar seu golpe duas vezes.

— Como... ousa... – gemeu Saga. Conseguira se erguer após algum esforço, e encarava Leandro fixamente.

— Nem mesmo se mantém em pé – debochou Leandro. – Vou acabar com seu sofrimento.

Ele se postou rente ao oponente, como se estivesse se preparando, e fitou Saga com o olhar mais profundo que conseguiu exibir.

EXPLOSÃO GALÁCTICA!! – disse Leandro.

Rina gritou; Saga explodiu no ar, sentindo os efeitos de seu próprio golpe; então, após alguns gemidos indefinidos, ele tombou no chão da Casa de Gêmeos, finalmente derrotado.


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Notas finais do capítulo

Revisão do capítulo concluída em 29.05.2020



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