New Legends - Cavaleiros do Zodíaco escrita por Phoenix Matt Marques W MWU 27


Capítulo 87
A glória da Agulha Escarlate!


Notas iniciais do capítulo

Rina de Andrômeda encara Afrodite de Peixes, e vai contar com um apoio mais do que especial. Os laços de sangue da amazona serão decisivos para seu sucesso neste confronto.







Os eventos deste capítulo e dos três anteriores ocorrem simultaneamente.



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Enquanto Matt enfrentava Shura, Thiago enfrentava Camus, e Gustavo enfrentava Máscara da Morte, Rina olhava para o rosto belo e tenebroso de Afrodite de Peixes. Quando havia conhecido a atual amazona de Peixes, Liège, na Batalha das 12 Casas, Rina havia desenvolvido logo de cara uma forte admiração e respeito pela garota. Afrodite a fazia se lembrar de Liège em muitas coisas, mas seu cosmo não era nem de longe tão amistoso quanto o da amazona belga. Agora, ele estudava pacientemente sua oponente.

— Sabe Andrômeda – disse Afrodite. – Foi duro para mim, aceitar que fui derrotado por seu mestre, tantos anos atrás. Confesso que um dos motivos para querer voltar à vida pelo poder de Hades foi justamente poder me vingar de Shun... mais uma vez.

— Voltar à vida só para se vingar? – indagou Rina. – Não acredito que isso o levou a se unir a Hades. Você defendeu Atena até depois da morte, Afrodite. Não adianta negar...

— Não fale bobagens, garotinha insolente – disse Afrodite, assumindo um tom sério. – Não sabe do que se passa nessas guerras...

— Eu sei como vencê-lo, Afrodite. Eu já derrotei uma amazona de Peixes, está sabendo? – Ela sorria convencida, certa de que o cavaleiro de Peixes iria ficar amedrontado. Mas Afrodite não cedeu.

— Hoje sou eu quem você enfrenta. Um Cavaleiro de Ouro completo e experiente, e apoiado pela força de Hades. Meu espírito esperou muito tempo por uma batalha, desde que estive vagando a esmo pela Terra, preparando-me para me libertar da Torre dos Deuses – disse ele. – Agora, será diferente.

Rina espalhou as correntes pelo chão.

— Tente se aproximar, Afrodite! – desafiou ela. O cavaleiro de Peixes não hesitou; sacou uma rosa vermelha e ordenou:

ROSAS DIABÓLICAS REAIS!!

DEFESA CIRCULAR! – bradou Rina em resposta; as rosas vermelhas de Afrodite caíram diante da corrente. Mas o cavaleiro de Ouro não desanimou; pelo contrário, exibiu um largo sorriso. – Qual é a graça? – indagou Andrômeda.

— Eu já esperava que você fosse rebater minhas rosas venenosas – riu Afrodite. – Hora de subir um nível... ROSAS PIRANHAS!!

Afrodite convocou suas rosas negras e lançou-as contra sua oponente. Rina levantou sua corrente, que conseguiu bloquear as rosas a princípio. Porém, as rosas negras atingiam a corrente de Andrômeda com mais força e voracidade, partindo-a aos poucos...

CRAK! A corrente de Andrômeda se partiu em milhares de pedaços, espalhando-se pelo chão da Casa de Peixes. Algumas rosas negras também conseguiram perfurar a armadura de Andrômeda; Rina gemeu de dor ao ver seu sangue escorrer por seu corpo.

— Sua corrente foi despedaçada – disse Afrodite. – O que vai fazer, Andrômeda, estando indefesa?

— Engana-se se pensa que sou totalmente dependente da minha corrente, Afrodite. – Rina cerrou os punhos e encarou firmemente Afrodite. – Tome isso...

O ar ficou mais rápido e pesado, mas Afrodite não se abalou; continuou sorrindo, algo que Rina não percebeu a tempo.

TEMPESTADE NEBULOSA!! – berrou Rina; o tufão da Correnteza Nebulosa envolveu a Casa de Peixes por completo, mas Afrodite saltou para trás de Rina, que ficou procurando seu adversário.

Então, ela sentiu uma pontada no coração. Abaixou-se e viu uma rosa branca cravada no seu peito.

Afrodite tinha conseguido ultrapassar a Tempestade Nebulosa e cravar sua rosa branca na vítima.

— Como pode chamar isso de Tempestade?? – indagou ele. – Não é nem sequer uma brisa matutina...

Rina se encheu de raiva, mas isso só fez a rosa doer mais e mais no seu peito.

ROSA SANGRENTA... Dentro de instantes essa rosa irá se tingir de vermelho, o vermelho do seu sangue que ela irá absorver – disse Afrodite. – Veja; o processo já começou. Você morrerá logo, Andrômeda...

De repente, a armadura de Andrômeda começou a se partir. A rosa também estava matando a armadura. Aos poucos, a vestimenta sagrada também estava se tornando avermelhada, a exemplo da rosa plantada pelo Cavaleiro de Peixes.

— Uma vez, eu retornei à vida, pois aceitei servir ao deus do Sol, para me vingar do Shun – disse Afrodite, satisfeito. – Ele tentou usar essa mesma Tempestade, sendo que eu já conhecia essa técnica devido à luta que tínhamos travado nas 12 Casas. E eu cravei a Rosa Sangrenta nele. Um golpe não funciona duas vezes contra um cavaleiro... Imagine, então, três vezes. Seu mestre só não morreu porque aquele irmão idiota dele retirou a rosa do peito dele e me derrotou. Acho que também gostaria de me vingar do Ikki, depois de vencer o Shun.

Rina já não conseguia escutar Afrodite; seus sentidos estavam abandonando-a aos poucos. Logo, tudo ficou escuro... A amazona apagou de vez.

Até que ela viu algo – um brilho avermelhado, vindo do céu em direção a ela.

Afrodite também avistou o brilho; recuou com receio, bem na hora em que algo brilhante, vermelho e dourado, irrompeu na Casa de Peixes e iluminou-a com sua luz.

A Armadura de Ouro de Escorpião.

A armadura de Andrômeda finalmente havia se espatifado por completo. A armadura de Escorpião cobriu Rina e arrancou a rosa de seu peito. Então, ela conseguiu se levantar, e a armadura dourada a vestiu.

Afrodite não conseguia acreditar no que via.

— Estamos em pé de igualdade agora, Afrodite – exclamou Rina.

— Céus! Isso é impossível...

Mesmo apavorado, ele sacou mais uma rosa branca. Porém, ao mesmo tempo, o cavaleiro de Peixes olhou para a mão de Rina e se espantou ainda mais.

A unha do dedo indicador da mão esquerda da amazona cresceu assustadoramente, e começou a emitir um brilho vermelho, até se tornar totalmente avermelhada.

— Ora, isso deve ser alguma ilusão... – rosnou Afrodite. – Tome isso! ROSA SANGRENTA!!

AGULHA ESCARLATE!! – respondeu Rina.

A rosa de Afrodite foi perfurada pela Agulha Escarlate. Rina disparou todas as Agulhas que conseguiu, e Afrodite teve sua armadura Surplice perfurada, caindo ao chão e vendo-a se partir.

Rina caiu de joelhos, sem forças. A armadura de Escorpião saiu dela e voltou para sua casa. A amazona apagou novamente.

Na Casa de Escorpião, Milo viu sua armadura voltar ao lar. Pelo visto, sua ajuda havia sido útil para Rina.

— Espero que você volte a se levantar e a lutar, minha irmã – suspirou Milo.

...

...

...

...

Dohko suspirou profundamente. Os Cavaleiros de Bronze estavam dando suas vidas, literalmente, nessas batalhas - porém, ele detinha o alento de saber que havia alguém olhando por eles.

— Shiryu e Hyoga... Depois Javier e agora Koji... Todos se compadeceram desses cavaleiros que agonizam... Espero que isso seja o suficiente para garantir o sucesso do Santuário em sair dessa crise.

Ele olhou de esguelha para a Armadura de Libra, que havia regressado para sua Casa em vez de voltar para Shiryu. Para Dohko, o significado daquilo estava claro: a batalha ainda estava longe de acabar.

...

...

...

...

Thiago ofegou de súbito, saindo de seu torpor. Olhou em volta. Ainda estava na escadaria de entrada da Casa de Aquário. Suas costas doíam, mas, pelo menos, estava vivo.

Olhou em volta. A armadura de Aquário havia retornado à Casa, postada ao lado do corpo inerte de Camus. Então Matt já havia passado por ali, provavelmente após ter voltado da Casa de Capricórnio. Por não estar vendo o amigo em lugar nenhum, Thiago julgou que ele havia regressado ao Salão do Mestre, onde Isabella estaria.

Thiago não via sinal da Armadura de Libra em lugar algum. Talvez ela também tivesse retornado para sua respectiva Casa, a exemplo da de Aquário. Por que ambas teriam permanecido no Santuário ao invés de voltar para seus donos atuais era algo que Thiago não compreendia. Mas não podia ficar pensando nisso por mais tempo.

Lembrou-se subitamente de como viera parar na Casa de Aquário. Saga!! Thiago se levantou e desatou a correr, mesmo ainda dolorido. Precisava acertas as contas contra o cavaleiro de Gêmeos. Afinal, seu oponente inicial havia sido ele.

No meio do caminho, a armadura de Cisne juntou-se novamente a ele, mesmo ainda estando em pedaços, demasiadamente avariada. Mesmo assim, Thiago admirou a lealdade de sua armadura.

Passou pela Casa de Capricórnio, onde avistou o corpo inerte de Shura. Então Matt o havia derrotado mesmo. Isso encerrou as poucas dúvidas que ainda restavam dentro de Thiago. Como não sentia mais cosmos em batalha oriundos nem da Casa de Peixes nem da Casa de Câncer, isso indicava que Aldebaran e Saga eram os únicos cavaleiros espectros que ainda restavam para enfrentar. Ele continuou rumando firmemente em direção à Casa de Gêmeos.

...

...

De pé, observando tudo atrás da Sala do Mestre, Shion sentiu o cosmo de Rina sumir. Pouco tempo depois, sentiu o cosmo de Gustavo sumir na Casa de Câncer.

Não era possível. Ele contemplou o corpo de Matt, que jazia aos pés da estátua de Atena. Isabella estava lá fora com Saori. A deusa tinha dito que Shion deveria esperar até que chegasse a hora. Ela sabia que só o Grande Mestre entenderia aquele recado. Shion refletiu; estava aparentemente calmo, sem deixar transparecer a enorme preocupação que tomava conta dele. Três Cavaleiros de Bronze mortos. Restava confiar na capacidade dos Cavaleiros de Cisne e de Pégaso.

Então, Shion sentiu. Na Casa de Touro, dois cosmos haviam se lançado em batalha.


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Notas finais do capítulo

Revisão concluída em 29.05.2020



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