New Legends escrita por Matt Wagner 27


Capítulo 8
Gelo e Fogo!


Notas iniciais do capítulo

Pessoal, possivelmente este é o último capitulo de hoje! Usuário Archer Shiro, se ler isso mande uma MP (pode ser curtinha) , e gostaria que você me descrevesse de novo aqueles golpes que você tinha sugerido. Valeu


Os cavaleiros Thiago de Cisne e Matt de Fênix sobem na arena e demonstram uma pequena amostra de suas habilidades em seus respectivos duelos.



O público aplaudiu o Cavaleiro de Pégaso; aqueles que haviam apostado nele no começo da competição debochavam dos amigos que haviam colocado fichas nos outros cavaleiros. Betinho observou aquilo pasmo, mas conseguiu dirigir um aceno à multidão.

Enquanto Cícero era levado pelos paramédicos, Betinho reparou nos outros cavaleiros que o observavam da arena. Eram agora oito participantes concorrendo às armaduras de ouro. Todos olhavam para ele com um misto de respeito e apreensão, sabendo que o Cavaleiro de Pégaso havia acabado de mostrar seu potencial em combate e todos os outros estavam desafiados a superá-lo.

Betinho encarou-os de volta, mesmo ciente da presença de Elias e de Thiago no meio do grupo. Todos eles precisavam que saber que ele havia chegado para vencer e não estava disposto a brincar no serviço.

— Depois dessa estrondosa luta entre Pégaso e Urso – ia dizendo Bore – que culminou na vitória do primeiro, chegamos ao final do primeiro dia de competições da Guerra Galáctica! Espero vocês logo mais à noite, quando iniciaremos as transmissões dos combates do UFC 198, comigo e com meus colegas Lobo e Rodrigo! E amanhã teremos o segundo dia de confrontos da nossa competição de Cavaleiros! Até mais pessoal!

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Ao invés de voltarem para a Mansão Kido, os cavaleiros permaneceram nas dependências do Coliseu, onde havia pequenos quartos individuais numa seção do estádio. Os cavaleiros tomaram banho e se recolheram para dormir. Thiago foi até Tatsumi, que descera para mostrar os quartos, e perguntou como estavam Jonathan e Cícero.

— Eles sofreram avarias relativamente leves para cavaleiros – disse Tatsumi. – Acredito que terão alta, no mais tardar, amanhã após as lutas. São fortes, embora tenham tido pouca sorte em suas lutas.

— Bom, com todo o respeito, senhor, o Cícero enfrentou meu irmão, e se tem alguém em quem eu admiro como guerreiro é o Betinho – declarou Thiago. – Seria perigoso tê-lo como adversário. Já o Jonathan subiu no ringue achando que já tinha ganhado o combate.

— Devo concordar com você – refletiu o diretor. – É melhor você dormir cedo, Cisne, pois se não me engano um dos combates de amanhã é o seu. Para todos os efeitos, porém, aja como se eu não tivesse lhe dito.

— Hm – fez Thiago. – Pode deixar, senhor.

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Os oito cavaleiros restantes levantaram cedo e foram tomar café; a maioria seguiu para o centro de treinamentos após a refeição, pois não sabiam quais deles iriam se enfrentar nas primeiras duas partidas das quartas de final, exceto Thiago que ouvira de Tatsumi que provavelmente um dos duelos era o dele. Somente Lauro e Betinho não foram treinar, pois Tatsumi avisara que ambos só iriam lutar de novo no dia seguinte, o que acabou dando aos dois um dia de folga. Lauro ficou observando o irmão, John, preparar-se para o eventual combate; Betinho, por sua vez, passeou pela interior do Coliseu, planejando retornar para a área comum na hora do almoço para depois seguir para a arena e assistir às lutas. Nem se dera ao trabalho de vestir a armadura; usava sua camiseta marrom e calça jeans.

Ele acabou chegando à enfermaria. Hesitou à porta, pois sabia que ia encontrar Cícero ali, e não sabia se o primo já estava pronto para vê-lo depois da luta entre eles. Abriu a porta levemente, sem fazer barulho. Espreitou o interior e deslocou-se para dentro do recinto.

A cama de Cícero era uma das primeiras. Ele estava com o tronco enfaixado devido à sequência de golpes de Betinho, mas, afora isso, estava com uma aparência ótima. Naquele momento ele dormia tranquilamente. Betinho contemplou-o por alguns instantes e então se virou para sair, quando uma voz disse:

— Não veio me visitar também, amigo?

Ele se virou e deparou com Jonathan, numa cama do lado oposto da enfermaria, que o olhava com um sorriso amistoso.

— Ouvi dizer que você acabou com ele ontem. – Ele indicou Cícero com a cabeça, em voz baixa para não acordar o outro paciente. Jonathan usava apenas uma camisola de enfermo; nem parecia que havia sido derrotado tão duramente por Lauro de Unicórnio. Quase não havia ferimentos visíveis no Cavaleiro de Lionet. – Uma pena eu não ter visto. Puxa, queria ter vencido minha luta. Não sei o que deu em mim...

— Ah, o Thiago com certeza sabe – declarou Betinho. – Se ele não se cuidar, pode acabar vindo fazer companhia para vocês hoje.

— Ele vai lutar hoje? – perguntou Jonathan.

— Não sei. Os únicos que não lutarão hoje serão o Unicórnio e eu. Os demais estão esperando para ver Tatsumi divulgar os próximos confrontos. Estava dando uma volta por aí e pensei que o Cícero quisesse falar comigo.

— Ele estava acordado quando vieram dar o café da manhã, mas estava tão arrasado consigo mesmo que resolveu tirar um cochilo. – Jonathan bocejou. – Não se preocupe, ele está orgulhoso de ter te enfrentado. Queria vencer, mas está feliz com o fato de que um membro da família tenha avançado. Colocar vocês para lutar logo na primeira luta... Eu gostaria de tirar uns esclarecimentos com o Tatsumi sobre isso.

Betinho riu baixinho.

— Poupe seu fôlego – ele advertiu o primo. – O que está feito está feito.

— Eu também estou feliz por você, cara – disse Jonathan, sorridente. – É muito bom que um membro da família esteja avançando na competição. Nossa torcida está com você. E com Thiago e Elias. Se eles forem lutar hoje, deseje sorte a eles por mim e pelo Cícero.

— Pode deixar, chefe – disse Betinho, saudando Jonathan com um gesto militar e saindo da enfermaria.

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Depois do almoço, Tatsumi estava de volta ao camarote VIP. Bore Sutto já estava posicionado com seu microfone. Lobo Teses e Rodrigo Santos estavam sentados perto de Tatsumi, e ao lado de Bore estavam dois novos comentaristas convidados.

— Boa tarde, amigos! – saudou Bore. – Tenho a honra de dar-lhes as boas vindas ao segundo dia de competições da Guerra Galáctica! E estou lisonjeado em anunciar nossos novos convidados para o torneio, os senhores Rob Shchenko e James Loob.

Do lado esquerdo de Bore, estava o ucraniano Shchenko, conhecido por narrar a final da Eurocopa de 2012, jogada na Ucrânia. Era de estatura mediana, louro, gorducho, com um farto bigode, olhos verdes e um cabelo ondulado. Do lado direito, estava o inglês Loob, comentarista renomado dos torneios de tênis como os de Wimbledon. Era alto, forte, de cabelos lisos e escuros, olhos castanhos e pele bronzeada.

— Foi uma honra aceitar o convite da Fundação Graad e estar aqui hoje para este grande evento, Bore – disse Loob.

— É um prazer participar deste torneio fabuloso e compartilhar a transmissão com estes grandes profissionais – disse Shchenko. – Agradeço ao Sr. Tatsumi por essa oportunidade.

— Agora que nossos ilustres convidados já se apresentaram, quero saudar nossas estrelas, os Cavaleiros do Zodíaco! – anunciou Bore, e o público aplaudiu loucamente quando os oito cavaleiros entraram na arena. Lauro e Betinho entraram por último, por estarem sem as armaduras.

Matt de Fênix e Gustavo de Dragão estavam um ao lado do outro, com suas respectivas armaduras, na expectativa de serem chamados para o combate. A armadura de Matt era azul e prateada com detalhes em laranja, com três caudas de penas de fênix azuladas com pontos vermelhos pendendo das costas da armadura. Era o mesmo modelo que outrora fora utilizado por Ikki de Fênix. Matt usava uma camiseta azul-clara por baixo da armadura. A armadura de Gustavo era verde com detalhes em dourado; era a mesma que outrora fora utilizada por Shiryu de Dragão. Por baixo, Gustavo usava uma camisa preta.

— Finalmente estou te vendo direito com a armadura, primo! – disse Gustavo. – Francamente, você fica parecendo um pavão com essas penas aí.

— Vai, pode debochar – retrucou Matt. – Depois eu mostro o que essas penas de pavão podem fazer com sua preciosa armadura.

— Um arranhão, primo – disse Gustavo, erguendo seu escudo no braço esquerdo. – Tente fazer um arranhão nesta armadura. Este escudo é impenetrável! A melhor defesa que existe.

— Hmpf – fez Matt. – Não mostrei meu poder a você ainda. Talvez, na luta, eu nem precise usá-lo por completo.

— Mudando de assunto, você ainda não me disse porque demorou tanto para voltar pro quarto anteontem.

Matt desviou os olhos.

— A mansão é enorme. Por isso, demorei.

— Ah, claro! – Gustavo fez um gesto com a mão, como se não desse importância à resposta de Matt, mas deixando claro que não acreditara no que o primo dissera.

No camarote, Tatsumi estava raspando os nomes dos guerreiros que iam se enfrentar nas quartas de final.

— Muito bem, Sr. Tatsumi, mostre-nos os próximos combatentes! – pediu Bore. – Antes de conhecermos os lutadores, Rob, James, poderiam dizer suas expectativas sobre os duelos para o público?

— Levando em conta as performances dos Cavaleiros que lutaram ontem – começou James Loob -, diria que os demais cavaleiros estão ansiosos para mostrar serviço.

— Isso porque precisam mostrar aos adversários todo o seu potencial, e provar que não estão de brincadeira! – complementou Rob Shchenko. – Todos querem vencer o torneio.

— Após as análises dos meus colegas – continuou Bore -, vamos conhecer os oponentes. A primeira luta das quartas de final será entre... Hidra e Cisne!

O visor do Coliseu registrou os nomes de John e de Thiago em duas lacunas das quartas de final.

— E a segunda batalha das quartas de final será entre... Lobo e Fênix! – anunciou Bore.

Tatsumi não reparou, ocupado em checar a ordem dos confrontos, mas Isabella saiu andando devagarzinho do lado dele e postou-se na frente do camarote, após ouvir o anúncio da segunda luta. Ela segurava um tablet, com o qual conferia todas as atualizações da organização do evento.

O árbitro do torneio subiu novamente em seu pedestal ao lado do ringue.

— Cavaleiros de Hidra e de Cisne, subam – pediu ele.

A armadura de John era lilás, com detalhes negros e com pérolas verdes no elmo. Era o mesmo modelo utilizado por seu mentor, Ichi de Lagarto, quando fora um cavaleiro de bronze. Por baixo ele usava uma camisa verde.

A armadura de Thiago era totalmente prateada. Seu mentor Hyoga usou esse mesmo modelo quando foi cavaleiro de bronze. A roupa de Thiago era azul.

Quando ambos subiram no ringue, a diferença de altura entre ambos era muito visível. John não chegava ao peito de Thiago. Mas o Cavaleiro de Hidra não parecia ligar. Olhava fixamente para o adversário como se sua vida dependesse da derrota do outro.

Thiago estava tranquilo. A altura do meu oponente conspira a meu favor. Vai ser moleza!

O Cavaleiro de Cisne estava confiante, mas de repente foi tomado por um temor. Jonathan também se sentiu confiante demais antes de seu embate, e agora estava deitado na enfermaria. Não. Thiago não podia cantar vitória antes da hora. Começou a suar. Tenho que ser melhor do que Jonathan...

A voz de Bore Sutto tirou Thiago de seus pensamentos.

— O árbitro ergue o braço... E aponta para o ringue! Que comece a luta!

— Tome isso, Cisne! – John avançou sem hesitar, com o punho à frente. Thiago esperava um golpe direto, por isso posicionou-se para defender.

Porém, três garras brotaram da mão esquerda de John e cravaram-se no braço direito de Thiago.

— Hah! Presas Venenosas! O veneno da Hidra vai se espalhar pelo seu corpo, Cisne!

— Não tão rápido, Hidra – disse Thiago. Apesar do susto, ele tinha como reverter a situação. Segurou as presas de John com a outra mão e lançou-as longe.

John foi jogado contra as cordas. Ao se levantar, olhou admirado para o oponente.

— Como...?

— Esta armadura permaneceu anos presa no gelo da Sibéria. Não é qualquer veneno que pode penetrá-la quando sua temperatura normal beira os -100° C!

Thiago ergueu a mão. Flocos de neve começaram a cair no chão do Coliseu, embora já estivessem no início da primavera no Japão.

— Oho! O primeiro golpe de Hidra não afetou o Cisne, e este está interferindo nas condições climáticas da arena! – bradou Bore.

— Há alguma regra sendo violada? – indagou Shchenko.

— De maneira nenhuma – informou Tatsumi. – Os cavaleiros podem utilizar de todos os poderes de que dispõem.

John olhava pasmo para a neve que caía levemente ao seu redor.

— Enfrente-me agora Hidra, com o clima a meu favor! – desafiou Thiago.

John não se intimidou. Avançou novamente, e novas presas brotaram em sua mão direita. Contudo, Thiago aprendera a lição. Desviou-se do golpe, flutuando na neve como se andasse de patins. John tentava acertá-lo e acompanhá-lo, mas a neve diminuía a rapidez de seus movimentos.

Quando ficou claro que John não conseguia traspassar a neve, Thiago deixou que ele se aproximasse o suficiente, então acertou com um chute no peito, afastando o oponente. Thiago convocou a neve para si, concentrado-a com seu cosmo na mão.

— O gelo é um grande oponente. Não se deve subestimá-lo! – alertou. – Pó de Diamante!!

A neve voou na direção de John e cobriu sua armadura. O garoto caiu no chão, incapaz de se mover devido ao gelo que o prendia.

O árbitro foi até John e tocou o gelo. Fez uma careta e ergueu os braços.

— Acabou! – anunciou Bore. – E o vencedor... É O CISNE!!

A plateia ovacionou Thiago. A neve parou de cair enquanto o cavaleiro acenava de volta para o público. No visor, o nome do Cisne era deslocado para a fase seguinte.

Ele desceu do ringue e foi ao encontro do irmão. Betinho apertou firmemente a mão de Thiago.

— Meus parabéns! Você foi genial.

— Obrigado, irmão – respondeu Thiago. – Agora, concentre-se em passar de fase como eu. Quero enfrentá-lo na final.

Seu irmão riu.

Thiago teria continuado a falar, mas sentiu alguém o observando. Olhou para os lados e reparou que Matt de Fênix fitava-o sem piscar. A expressão do cavaleiro era dura, sem emoções. Se não estivesse muito errado, Thiago poderia adivinhar que o cavaleiro de Fênix acabara de defini-lo como um adversário perigoso.

Não soube se ficava orgulhoso ou preocupado. Não sabia que juízo fazer daquele cavaleiro. Atrás deles, a equipe médica conduziu John em uma maca.

Tentando organizar os pensamentos, ele procurou por Elias com o olhar.

— Onde está Elias? – perguntou.

— Ali, se alongando – disse Betinho, indicando o cavaleiro de Lobo que se flexionava próximo ao ringue.

— Pois é, amigos! – disse Bore Sutto. – Vimos a esplêndida vitória do Cisne sobre o Hidra. O que esperar do próximo confronto?

— Bore, o Cisne mostrou um diferencial, uma técnica de controle climático que os cavaleiros terão dificuldade em neutralizar – disse Rob Shchenko.

— O vencedor do confronto entre Fênix e Lobo terá que demonstrar que também possui técnicas incríveis, para estar à altura do Cisne – completou James Loob.

— Muito bem, sem mais delongas agora, vamos ao segundo confronto das quartas de final, entre os Cavaleiros de Lobo e de Fênix! – anunciou Bore.

Matt de Fênix saiu de sua posição de recostado na parede e andou em direção ao ringue calmamente. Elias, após terminar sua série de flexões, pulou para dentro do ringue.

O árbitro ergueu o braço.

— O árbitro vai dar o sinal! – bradou Bore. – Acho melhor o cavaleiro de Fênix entrar logo nesse ringue!

Tatsumi e Isabella olharam, incrédulos, para a arena. Matt andava a passos lentos na direção do ringue, como se estivesse entediado.

Ele subiu no ringue sem alarde e ficou encarando o oponente. Elias não podia imaginar outra forma de alguém mostrar logo de cara o quanto era cara-de-pau.

— E o árbitro aponta para o ringue! – bradou Bore. – Que a luta comece!

Com as palavras de Bore, Matt pareceu sair de seu estado silencioso. Avançou ao mesmo tempo em que Elias, e os dois trocaram golpes. Porém, não tardou muito para que Matt começasse a desviar, fazendo Elias errar e perder o equilíbrio, permitindo que o cavaleiro de Fênix acertasse um golpe, outro golpe, mais um golpe... Logo, Elias estava dominado. O cavaleiro de Lobo estava cansado e ferido, enquanto seu adversário ainda parecia 100% disposto.

Elias, no entanto, não estava entregue. Seu cosmo se acendeu. Ele estendeu a mão como uma garra de um lobo e atacou.

— Uivo Mortal do Lobo!!

Mas o outro estava preparado. Ao invés de tentar se esquivar, Matt atacou de volta.

— Ave Fênix!!

Os dois golpes colidiram, um tentando superar o outro, até que começaram a surgir chamas dos braços de Matt, que avançam para Elias, queimando seus braços lentamente, o que o golpe do Lobo vacilar, e o golpe de Matt o superou. Elias foi jogado contra as cordas, e estava com queimaduras de primeiro grau nos braços e seriamente avariado.

— Viram aquilo?!? – fez Bore. – O Fênix evocou chamas, claramente, e disparou contra o Lobo! Não tenho dúvidas do que vi!

Loob e Shchenko também olhavam estupefatos para a arena. Tatsumi deu uma leve risadinha.

— Haha... Esse seu namorado é de fogo mesmo, minha querida!

Isabella empalideceu mais do que o normal e virou-se para Tatsumi.

— Ele não é meu...

— Ora, não me venha com essa! Não tente enganar um homem maduro como eu. Além do mais, as câmeras noturnas da mansão não mentem!

Isabella corou intensamente e passou a olhar para o chão.

Lá em baixo, na arena, Matt contemplava Elias com um ar que beirava a piedade. Contudo, o outro cavaleiro de bronze acabou se erguendo.

— Desista – disse Matt. – Você já está muito ferido. Se insistir em lutar, vai acabar morrendo.

— Ah, é? – desafiou Elias. – Vamos ver se você está realmente falando sério...! Meu cosmo ainda...

Enquanto Elias falava, Matt ergueu o punho esquerdo e apontou-o para o adversário.

— Golpe Fantasma de Fênix!!

Foi como se um raio dourado saísse da mão de Matt e voasse em direção ao cérebro de Elias. Por um momento, nada aconteceu.

Então Elias teve uma visão. Ele estava lutando, atacando Matt com toda a sua força que seu cosmo lhe fornecia. Mas ele errou o golpe e caiu; mas, ao invés de cair no chão, caiu num imenso poço sem fundo, e continuou caindo por uma eternidade.

No ringue, depois de receber a ilusão, Elias havia se atirado ao chão e começado a se contorcer como se estivesse tendo uma convulsão. Matt estalou os dedos e ele parou de tremer, mas ficou estatelado no chão, como se estivesse em coma.

O árbitro foi até Elias, avaliou-o e então ergueu os braços.

— Acabou, amigos! – disse Bore. – E o vencedor... É O FÊNIX!!!

A multidão explodiu. Gritaram o nome do cavaleiro de Fênix e o aplaudiram. O cavaleiro havia saído ileso do confronto, sem sequer um arranhão. Pela primeira vez, Matt estava sem jeito. Aplaudiu-os de volta e em seguida virou-se para sair do ringue.

Gustavo correu ao encontro dele e deu-lhe um forte abraço.

— Primo! Você conseguiu – disse ele, muito feliz. – Fiquei muito surpreso.

— Cale a boca, Guga – disse Matt em tom de provocação, usando o apelido que Gustavo não gostava de ouvir.

Gustavo deu-lhe um pequeno empurrão.

— Ora, primo, você se saiu espetacularmente bem! Agora, você tem que me aguardar nas semifinais para que nos encontremos na finalíssima!

Matt conseguiu sorrir, e foi um sorriso prazeroso. Estava feliz, e o primo conseguia fazê-lo se sentir ainda melhor.

— Ei, Fênix! – chamou alguém.

Matt olhou em volta. Betinho de Pégaso havia colocado a armadura e estava parado, encostado na parede, exatamente como Matt estivera antes do duelo, só que com a cabeça baixa.

— Pégaso? – fez Matt.

Betinho ergueu a cabeça e olhou desafiador para Matt. Depois abriu um largo sorriso.

— Bom trabalho – disse ele. – Mas você passou por cima de um parente meu. Acredite, quando eu te enfrentar, vou lutar pelo Elias também. Você é sinistro e tudo o mais, mas ninguém é invencível. Eu dou um jeito em você.

Matt sorriu de volta, como se aceitasse a provocação.

— Belas palavras, Pégaso. Mas, se você entrar no ringue com a mesma disposição do seu primo, já sabe o que vai acontecer.

— Agora, escute aqui... – começou Betinho.

— Chega – fez Thiago, juntando-se a eles. – Fênix, não sei o que você fez com o Elias, mas você não me dá medo. Antes de querer posar de marrento para cima de alguém, saiba que eu vou vencê-lo.

— Ei! Estão achando que vão chegar ao Matt facilmente? – Gustavo se enfiou na discussão. – Terão que passar por mim, o Dragão de Rozan!, para enfrentá-lo! E vocês ainda não me viram em ação. Ai daquele que tiver de me enfrentar! Mal sabe o que o espera.

— OK, já entendemos, Dragão – interrompeu Betinho. – Mas uma luta não se vence com diálogo e sim com cosmo! Eu e meu irmão acendemos nosso cosmo para mostrar nossa força sublime nos combates. Vocês são capazes de fazer o mesmo?

Os quatro se encaravam, até que o árbitro, pressentindo confusão, afastou-os e dispersou-os. Os paramédicos levaram o atordoado Elias para a enfermaria.

O visor do Coliseu fizera o nome do Matt subir para as lacunas das semifinais com havia feito com o de Thiago. Mas não era agora que os dois iam se enfrentar.

— Hm, que interessante – fez Tatsumi. – O Fênix, o Cisne, o Dragão e o Pégaso estavam discutindo ali embaixo agora há pouco...

— E...? – fez Isabella.

— Nada demais. Uma conversa entre cavaleiros é boa para aumentar a tensão do torneio...

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— Puxa! Vocês viram o Fênix e aquelas chamas? – disse Bore. – E depois aquilo que ele fez para que o Lobo se contorcesse... Se o Cisne e os outros cavaleiros estavam procurando um adversário à altura, acho que finalmente o encontraram! Enfim, pessoal, infelizmente chegamos ao final de mais um dia de disputa na Guerra Galáctica. Aos que permanecerão para o UFC de logo mais: Até daqui a pouco! Aos que só voltam amanhã para o segundo dia das quartas de final: boa noite e até amanhã!



Notas finais do capítulo

valeu gente.



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