New Legends - Cavaleiros do Zodíaco escrita por Phoenix Matt Marques W MWU 27


Capítulo 78
O terrível Escudo da Medusa!


Notas iniciais do capítulo

Na versão original desta fanfic, este era o capítulo 57.

O terrível cavaleiro Algol de Perseu também voltou à vida, e agora faz frente aos cavaleiros de Bronze, após ver seus companheiros de batalha serem derrotados.



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Algol encarava cada um dos cavaleiros de Bronze com uma expressão gélida. Então Rina disse:

— Seus colegas se foram perante nossa força. O que você pode fazer contra nós?

Algol sorriu.

— Sou muito diferente de meus colegas – disse ele.

— Veremos – disse Rina, descrente. – CORRENTE DE ANDRÔMEDA!

A corrente partiu em direção de Algol; este, porém, deu as costas à corrente. Quando ela aproximou-se de seu corpo, algo brilhou nas costas de Algol e a corrente parou de se mexer, caindo no chão.

— Não é possível!! – exclamou Rina. – A corrente está... sem vida!

Rina adiantou-se para apanhar a corrente. Thiago e Betinho a acompanharam, mas Matt ficou atrás.

            Algol virou a cabeça parcialmente, ainda de costas, observando o movimento dos Cavaleiros de Bronze com o canto do olho.

— Tolos.

            A luz que vinha das costas de Algol começou a brilhar novamente; nesse momento, Jamian de Corvo reapareceu, parcialmente recuperado e levando a mão ao buraco feito anteriormente em sua armadura, mas, sob outros aspectos, parecia disposto e pronto para outra batalha. Quase ignorando Matt, ele correu em direção aos outros três, que seguiam em direção ao estranho brilho produzido pelo cavaleiro de Perseu.

— Rah! Muito bom, Algol! – exclamou ele. – Atraiu os três para sua armadilha, agora poderemos dar cabo de tod...

— Tolo!! – gritou Algol, aparentemente se dando conta da presença de Jamian e de que ele estava acompanhando o passo dos cavaleiros de Bronze de muito perto.

            Matt, sentindo que algo de muito ruim estava para ocorrer, tentou gritar:

— Não...!

            Mas sua voz falhou. Já era tarde demais.

No momento em que todos os outros olharam na direção de Algol, tentando ver o que havia paralisado a corrente, o mesmo fenômeno voltou a ocorrer.

A luz forte que saía das costas de Algol quase cegou os olhos de Matt, e este cobriu-os com a mão. Quando a luz sumiu, Matt contemplou seus amigos estancados e petrificados. Jamian também não havia escapado: também se tornara uma estátua de pedra.

— O que houve com eles?? – indagou Matt. – Algol!!

— Eles olharam para isto – disse Algol, tirando de suas costas um escudo com uma imagem gravada na frente. – Este é o Escudo da Medusa; quem olhar diretamente para ele vira pedra. – Matt olhou para a imagem da mulher com cabelos de serpente e dentes de javali, com os olhos fechados, e em seguida para os colegas petrificados. – Perseu foi o herói que matou Medusa na mitologia grega. Para não olhar diretamente para ela, pediu emprestado o escudo de Atena e cortou a cabeça do monstro vendo seu reflexo no escudo. – Algol colocou o escudo no braço esquerdo e se pôs em posição de combate. – Foi uma idiotice do Jamian ter interferido, quando eu os tinha na palma da mão. Também não era para você ter escapado, pelo jeito você foi rápido o bastante para cobrir a visão a tempo. Mas isso não importa. Agora, estou bem perto da vitória. Pronto para o combate, Fênix?

— Venha, Algol! – disse Matt. – Vou derrotá-lo e forçá-lo a trazer meus amigos de volta.

— Só se pode quebrar o encanto da Medusa me vencendo – disse Algol -, o que acho bem difícil de ocorrer.

— Pois bem, você pediu! – exclamou Matt. – AVE FÊNIX!!

Matt veio na direção de Algol com o punho em riste; porém, a luz do escudo começou a aparecer e Matt fechou os olhos. Algol foi golpeado, mas logo estava novamente em pé, como se o golpe de Matt não tivesse surtido efeito.

— Como? – disse Matt ao ver Algol se levantando. – O golpe não surtiu efeito?

— Você não pode querer me acertar em cheio sem olhar para o alvo, não é, Fênix? – disse Algol convencido. – Sem olhar para onde está atacando, nunca irá me ferir.

Então Algol saltou para o alto, na direção do sol; Matt não conseguiu enxergá-lo, e só teve tempo de ouvir:

— Aqui em cima, Fênix! GÓRGONA DEMONÍACA!

O golpe de Algol atingiu Matt em cheio na cabeça; Matt tombou ao chão sangrando muito e quase inconsciente.

...

...

Não longe dali, o cavaleiro Gustavo de Dragão tentava chegar ao vale onde aparentemente ocorria uma batalha. Já não sentia mais os cosmos de Rina, Thiago e Betinho, quando então o cosmo de Matt também desapareceu subitamente. Apressou-se em correr; será que esse cavaleiro de Prata, cujo cosmo solitário era o único que Gustavo conseguia sentir no vale mais adiante, era tão poderoso a ponto de vencer, sozinho, quatro cavaleiros de Bronze? Porém, ele bateu em algo sólido e invisível, que bloqueava sua passagem.

— Droga, o que foi isso? – xingou Gustavo. Precisava chegar logo ao vale à frente dele para ajudar seus amigos; então uma risadinha maléfica soou à sua volta. – Quem está aí? Apareça!!

Nisso surgiu um cavaleiro baixo, de armadura negro-prateada, à sua frente, do outro lado do muro invisível.

— Sou Spartan de Bússola, Cavaleiro de Prata ressuscitado por Hades para acabar com o Santuário. Vejo que você já viu minha técnica de telecinese... ou melhor, sentiu, pois ela é invisível – disse ele.

Gustavo não hesitou – saltou para o lado, buscando desvencilhar-se de Spartan – porém, o muro se estendeu e barrou o cavaleiro. Gustavo saltou para o outro lado, para trás, para o alto, para todas as direções; porém Spartan estendia sua muralha sólida e transparente cada vez mais.

— Estou preso! – exclamou Gustavo. Spartan riu.

— Não há como me ultrapassar, Dragão. Meus colegas, a essa altura, já devem ter exterminado seus amigos.

— Não mesmo! – exclamou Gustavo. – Deve haver uma saída...

Gustavo refletiu. Shiryu uma vez lhe falara sobre uma luta que ele travou contra um guerreiro que controlava forças que impediam que o adversário se mexesse. Mas o que Shiryu fizera para derrotar tal guerreiro?

Gustavo pensou... pensou... e lembrou-se de um dos ensinamentos de seu mestre.

Fechou os olhos e manteve-se calmo. Nesse instante, tudo à sua volta pareceu sumir: Spartan, os cosmos da batalha no vale à frente, o vento mediterrânico que acometia a Ilha de Creta... ele não escutava, não sentia, não via, não sentia cheiros; todos os seus sentidos haviam desaparecido por conta própria. Então começou a andar em frente.

Spartan, surpreso, observou o Dragão atravessar seu muro, de olhos fechados, vindo em sua direção. Gustavo só abriu os olhos ao ficar cara a cara com Spartan.

— O-o que você f-fez!?! – gaguejou Spartan. – Passou pelo muro telecinético!

— É uma técnica ensinada pelo meu mestre, Shiryu de... Libra – disse Gustavo, ainda desacostumado a chamar seu mestre assim. – Agora, eu vou passar por você! CÓLERA DO DRAGÃO!!!

O golpe atingiu Spartan bem no peito; ele foi lançado longe e caiu nas rochas; deu um último gemido e expirou. Gustavo correu para o vale com toda a pressa do mundo.

Quando chegou ao vale, viu o cavaleiro de Prata Algol pisando em cima do corpo de Matt.

— Sai de cima dele, seu encosto! – berrou Gustavo. Algol se virou para olhá-lo com fúria; ele parecia reconhecer a armadura de Dragão, e não parecia nada contente ao ver o novo portador da armadura em frente a ele.


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Notas finais do capítulo

revisão do capítulo concluída em 08.05.2020



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