New Legends escrita por Matt Wagner 27


Capítulo 72
Últimos dias de paz


Notas iniciais do capítulo

Agradeço pelos comentários deixados no último capítulo. O período de aulas dos cavaleiros chegou ao fim.


Rina e Marília conversam sobre os garotos e sobre a rotina do Santuário. Elas notam Isabella próxima ao lugar onde estão, e a menina está aos prantos.
Ela ainda não se conformou com o novo relacionamento de Matt. Diandra se junta a elas, e começam a tentar consolar a amazona de Taça. Depois, elas seguem para o treinamento sob o olhar atento de Paulo de Órion.

Os cavaleiros de Bronze, após se preparem para os exames finais, conseguem sucesso em ser aprovados. Em seguida eles começam a planejar uma festa de encerramento do semestre, e apresentam a ideia da criação da Ordem de Atena para a própria Saori, que recebe o projeto com aprovação.



Rina e Marília estavam sentadas numa das arenas de treinamento, usando suas armaduras, esperando serem chamadas para treinar. As duas conversavam sobre a rotina no Santuário.

— Gostei de como você fez aqueles cavaleiros de Aço pararem de dar em cima de você – ia dizendo Rina.

— Ah, nada demais – disse Marília. – Achei que eu tinha exagerado quando puxei e quebrei o nariz de um deles no almoço, mas nem o mestre Gomes fez caso disso, então não dei muita importância. Na verdade, acho até que fui generosa com eles... Poderia ter sido mais dura.

— Eu não duvido. Mas eu reparei que eles não eram os únicos que ficavam te olhando. Você não enxerga nenhum deles como, sei lá, potenciais ficantes?

— Na real, não mesmo. A maioria desses cavaleiros de Aço, e mesmo alguns dos de Bronze, é composta por babacas. Só querem saber de sexo. Não vejo em nenhum deles alguém em que valha a pena investir num relacionamento. – Marília olhou de esguelha para Paulo ao dizer isso; o menino se encontrava na arquibancada da arena, um pouco distante delas, e estava estudando um livro.

Embora tivesse acabado de criticar os garotos do Santuário por pensarem exclusivamente em sexo, Marília secretamente desejava que Paulo começasse a pensar em sexo com ela. Ela esperava que Rina não tivesse percebido o olhar dela na direção do garoto, mas Rina não era boba.

— Ninguém? – ela estranhou o comentário da amiga. – OK... Bom, nesse ponto eu concordo com você. Também não vejo nenhum cara interessante aqui pelo Santuário nas turmas da nossa idade.

— Ao menos, nossos amigos aparentemente estão se dando bem. – Marília apontou para um grupo de garotas do outro lado da arena, que deveriam estar treinando, mas na verdade estavam conversando sentadas, confabulando sobre algo. – Vê aquelas garotas de Aço? Duas delas vieram me abordar ontem no banheiro, perguntando qual era a comida preferida do Thiago. – Ela revirou os olhos ao dizer o nome do amigo.

— Francamente, o que elas veem no Thiago? – indagou Rina. – Sem ofensa, ele é uma ótima pessoa, já tive várias missões com ele, mas não é o tipo de cara por quem eu brigaria.

— Vai ver são os músculos – sugeriu Marília. – Ou a rotina de treinos pesados. Ou simplesmente o narcisismo.

— De que adianta namorar um cara forte e saradão se ele não tiver nada na cabeça? – disparou Rina, se referindo à falta de interesse nos estudos por parte do cavaleiro de Cisne.

Marília riu.

— Pega leve, Rina. As notas dele estão melhorando.

— Porque Gustavo está ajudando ele – Rina fez questão de enfatizar, sublinhando gestualmente o nome do cavaleiro de Dragão. Era sabido, pelos amigos da turma dos cavaleiros de Bronze, que Rina e Gustavo não se davam bem. – Assim, até eu ganharia o Nobel de Medicina.

— Enfim, Gustavo parece-me que está sendo a exceção dessa regra, no que me refiro aos nossos amigos – comentou Marília. – Não teve sorte com nenhuma garota ainda, e olha que já deu em cima de várias.

— Conte uma novidade – ironizou Rina.

— Os outros... Lauro está namorando, John está namorando, Elias está namorando, Jonathan está ficando com várias garotas ao mesmo tempo... Cícero está correndo atrás da mesma garota há semanas, mas parece que ela não dá bola pra ele. Betinho estava conversando bem animado com uma das novatas ontem, mas não vi nada de concreto rolar entre eles. E Matt...

Rina fez sinal para que Marília se calasse. Ela apontou para um ponto mais abaixo na arquibancada, e a amazona de Grou direcionou seu olhar para a direção que ela indicava. Isabella de Taça havia se sentado por ali, com as mãos cobrindo o rosto e indo de encontro aos joelhos. Não havia esboçado qualquer sinal de que havia notado a presença das duas amigas.

— Cara, o Matt está sendo um grande problema para ela. – Marília disse num sussurro, de modo que só Rina a escutasse.

— Estou ficando com vontade de matar o Matt, sério – confidenciou Rina para a amiga, também falando baixo. – Como alguém pode preferir ficar com aquele lixo da Fernanda e dispensar uma pessoa ótima como a Bella? Eu sei que foi engraçado quando nós flagramos o Matt aos beijos com aquela outra, mas mesmo assim, eu nunca pensei que ele fosse simplesmente ser tão idiota a ponto de fazer essa burrada. Da próxima vez que eu vir esse garoto por aí, vou enfiar minha corrente bem no...

— Contenha-se, Rina – Marília cortou-a. – Não culpe o Matt por seguir seus instintos de homem. Eu concordo com você que não foi nada legal o que ele fez com a Bella. Mas você tem que levar em conta que o Matt não estava raciocinando direito naquele dia, ou ao menos foi o que eu pensei na hora em que vi os dois se agarrando. Acho que é seguro dizer que ele não estava pensando com a cabeça de cima naquele momento...

— Deuses do Olimpo – exclamou Rina, revirando os olhos. – Esses garotos e suas manias sexuais. Estamos perdidas.

— Bom, ter uma bunda daquele tamanho ajuda a atrair a atenção da maioria dos caras – comentou Marília, se referindo a Fernanda.

— A sua bunda também é grande e nem por isso algum garoto fez com você a burrada que o Matt fez – retrucou Rina, irônica.

— Modos, Andrômeda – disse Marília, brincando. – Mas, se você se lembrar, não fizeram nada comigo porque eu não deixei, né? Já ela... É difícil a gente imaginar o quê que ela NÃO vai deixar o Matt fazer com ela.

— Argh – fez Rina, enojada. – Coitada da Isabella. Eu acho que a gente devia ir falar com ela, sabe. Pra confortá-la, pelo menos.

— Concordo.

— Mas antes, você falou de todos os nossos amigos, mas não falou sobre o Paulo. Ele está saindo com alguém? – Rina perguntou de supetão, querendo deixar a amiga encabulada.

— Ele está solteiro, até onde sei. – Marília corou levemente ao dizer isso, e desviou os olhos da amiga.

— Hm, sei – disse Rina. – Uma boa notícia pra você, então.

— Como é? Do que está falando? – Marília ainda estava corando.

— Nada – disse Rina por fim, desistindo de sacanear a melhor amiga. – Vamos falar com a Bella.

Marília ficou olhando torto para Rina, mas seguiu-a até onde a amazona de Taça estava sentada. Quando elas se sentaram uma de cada lado da garota, Isabella ergueu a cabeça; seus olhos estavam avermelhados e molhados, e seu rosto estava um pouco inchado.

— Ei, Bella – disse Rina, puxando a cabeça de Isabella para junto de si. – Tá tudo bem, estamos com você.

— É gata, vai ver você era boa demais para ele. – Marília abraçou a amazona de Taça e massageou-a nas costas.

Isabella fungou.

— E-Eu estou bem, meninas. Sério...

— Não precisa esconder o jogo conosco, Bella – disse Rina. – Somos suas amigas. Pode contar conosco pro que der e vier. Diga-nos o que está te afligindo.

— É que... E-Eu sei q-que a gente estava meio afastado, mas eu tinha esperança de que ele fosse cair em si – dizia ela. – Não há problema algum em dois cavaleiros namorarem. Mas pelo visto ele preferiu descobrir isso com outra pessoa. Vai ver eu não fui boa o bastante para ele. Vai ver...

— Deixe de besteira – retrucou Marília. – Você É SIM muito boa para ele sim, Isabella de Taça. Ele é que talvez não tenha visão suficiente para enxergar isso.

— Talvez, não. Com toda a certeza, ele não tem – completou Rina, beijando o topo da cabeça da amiga e acariciando os braços dela.

— O que mais me entristece... – Ela fungou novamente e enxugou uma lágrima antes de continuar. – Todo lugar que eu vou, eles dois surgem de repente, sempre estão por perto... Parece até que eles precisam esfregar na minha cara, e mostrar para todos, quão enorme é a felicidade deles...

— Bella, escute. Ele é um babaca – afirmou Rina. – Não ligue para eles.

— Você é uma grande guerreira – disse Marília. – Você é maior do que tudo isso.

— Você é maior que eles dois. – Rina segurou Isabella pelos lados da cabeça, fazendo-a olhar diretamente nos olhos da guerreira de Andrômeda. – Você é muito forte. Logo, tudo isso vai passar. Você vai encontrar alguém que realmente mereça você. Até lá, nós duas... Melhor dizendo, nós três – ela se apressou em se corrigir, olhando para a cara feia que Marília havia feito para ela, e incluiu rapidamente a garota Grou no assunto -... Nós três poderemos curtir nossa solteirice juntas, afinal, somos todas garotas livres, fortes e desimpedidas.

— O-Obrigada, meninas. – Isabella afastou as duas suavemente, e enxugou os restos do líquido lacrimal em seu rosto. – Eu só estou... Decepcionada.

— Vai passar – disse Marília. – Você é mais forte do que isso.

Nesse momento, Diandra de Caçadora se aproximou delas.

— Oi, meninas – disse ela. – Os instrutores disseram pra eu chamar vocês. Disseram que vocês já podem ir se apresentar para o treino de hoje.

— Olha, Dih, não sei se é uma boa... – Rina ia dizendo, mas Isabella ergueu a cabeça, se levantou de um salto e cortou a fala da amiga.

— É uma ótima ideia. Preciso bater em alguma coisa ou em alguém. Vou me sentir melhor. Obrigada por nos chamar, Diandra. – A amazona de Caçadora abriu um largo sorriso para a amazona de Taça.

— Tem razão – disse Marília, também sorrindo para a amiga. – Vamos, Bella... Que tal a gente desafiar aquela turminha de amazonas de Aço para uma luta básica? Elas estão confiantes demais pro meu gosto.

— Sem falar que elas estão cabulando a maior parte do treino – acrescentou Diandra.

— Então vamos, garotas. – Rina sorriu perversamente para suas amigas, contemplando as amazonas de Aço com um olhar de lobo faminto. – Vamos ensinar umas lições básicas de amazonas para aquelas amadoras.

Rina passou o braço pelas costas de Isabella, e a conduziu em direção à área de treinamento. Marília passou o braço pelo outro lado de Isabella, e fez o mesmo com Diandra, e as quatro amigas se dirigiram até seus instrutores.

Paulo de Órion havia prestado atenção à maior parte da conversa das garotas enquanto fingia estar atento ao seu livro. Quando elas se afastaram, ele voltou a ler; mas quando ele ouviu o impacto do mega-soco que Isabella desferiu contra uma das amazonas de Aço que a havia desafiado (a amazona acabou indo parar na arquibancada e abrindo uma pequena cratera na mesma), o jovem cavaleiro de Órion desistiu da leitura e foi assistir ao treino delas, que estava visivelmente mais interessante. Marília passou a se exibir um pouco mais perante suas adversárias de treino quando percebeu que o colega havia se sentado ali perto para acompanhar as lutas.

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Chegou a semana dos exames. Os cavaleiros jovens tiveram três dias para responder aos testes vocacionados de seleção para o ensino superior. No primeiro dia, tiveram que responder às questões de Ciências Humanas e de Ciências da Natureza. No segundo dia, foi a vez de se debruçarem sobre os assuntos de Matemática e de Linguagens. No terceiro e último dia de provas, tiveram que produzir uma redação argumentativa.

Os testes terminaram numa quarta-feira. Após a realização dos mesmos, os alunos foram liberados das aulas até o fim de semana. No sábado, foram divulgados os resultados, que em geral foram positivos, com a maioria dos cavaleiros de Bronze (inclusive Thiago) e de Aço conquistando a aprovação nos cursos de graduação desejados. Alguns dos cavaleiros jovens tiveram desempenho baixo e teriam que se submeter a um curso de férias para prestarem novamente os exames, mas a maioria dos cavaleiros recém-ingressados na escola e no Santuário já podia começar a planejar sua rotina como alunos do ensino superior. Mas é claro que, primeiro, os jovens cavaleiros queriam desfrutar das férias escolares (embora muitos fossem ter que se dedicar aos serviços do Santuário naquele período), e também da grande festa de encerramento do curso de ensino médio que a turma dos cavaleiros de Bronze estava planejando.

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Antes de receberem os resultados dos exames, os cinco cavaleiros de Bronze tiveram mais um desafio: subiram até o Salão do Mestre para apresentar a ideia da Ordem de Atena. Haviam conseguido reservar um horário para essa audiência com o Mestre, por meio do professor Gomes de Altar. Traziam consigo um pequeno dossiê, contendo as propostas de atuação do grupo da Ordem de Atena junto à comunidade escolar e à comunidade dos cavaleiros, juntamente com uma lista de assinaturas de cavaleiros de Bronze, de Aço e de Prata que eram favoráveis à criação da Ordem; boa parte dos cavaleiros que haviam colocado seus nomes no abaixo-assinado também havia manifestado o desejo de atuar como membros do grupo. Os cinco haviam assumido a vanguarda da criação do grupo, por sugestão de Elias de Lobo e dos outros cavaleiros de Bronze que haviam concebido a ideia junto com ele.

— Será que o Mestre vai gostar da ideia? – quis saber Betinho. Os cinco estavam parados do lado de fora do Salão, esperando que o Mestre autorizasse a entrada deles.

— Ora, ele vai gostar. – Rina parecia confiante. – Ele não nos chamaria até aqui só para negar a proposta.

— Não sei... O humor do Mestre é algo difícil de precisar. – Thiago cofiou a barba.

— Ânimo, pessoal – disse Matt em tom de incentivo. – Já conseguimos elaborar o plano de atuação da Ordem e colher as assinaturas da maioria dos cavaleiros jovens. Eles todos contam conosco.

— Qualquer coisa a gente organiza uma rebelião se o Mestre não autorizar – disse Gustavo, brincando.

— Menos, Gustavo – Thiago o censurou. – Também não precisamos apelar.

Assim que ele disse isso, as portas do Salão se abriram sem aviso. Eles espiaram o interior do salão. Alguém os estava aguardando, sentado no trono do Grande Mestre, mas não era o Mestre Shion.

Era Saori.

— Entrem, meninos – disse Atena em tom fraternal. – Estou aqui para ouvi-los.

Hesitantes, os cinco entraram no salão e marcharam rumo à deusa.

— Senhora, se me permite – começou Rina -, não devia ser o Mestre Shion a estar nos recebendo?

Atena sorriu.

— O Shion e o Gomes conversaram comigo sobre a ideia de vocês, e nós achamos por bem que eu seria a melhor pessoa para ouvir o que vocês têm a nos apresentar. Qualquer ideia vinda dos cavaleiros da nova geração é bem-vinda, e deverá ser aceita caso seja bem-intencionada. E Rina, não precisa me chamar de “senhora”. Atena tem vários éons de existência, mas eu ainda sou Saori Kido. Não precisam ser tão formais comigo, afinal não sou o Grande Mestre do Santuário.

Rina assentiu timidamente, e ofereceu o dossiê a Saori.

— Senh... Saori, este é o dossiê que produzimos em conjunto sobre a proposta de implantação e atuação da Ordem de Atena.

— Ordem de Atena? – Saori pegou o dossiê e o abriu. – É esse o nome que querem dar à organização de vocês? É um belíssimo nome.

Ela folheou as páginas do documento por alguns minutos; por ser a deusa da sabedoria, é claro que conseguia absorver todas as informações do manuscrito numa velocidade considerável. Ao final da leitura, ela fechou o dossiê e sorriu para os cavaleiros de Bronze.

— Devo dizer que é magnífico. Está mais do que aprovado.

— Sério? – disse Betinho. – Puxa, obrigado.

— Será uma honra poder te servir ainda mais por meio da organização, Srta. Saori – disse Thiago, curvando-se perante a deusa.

— Não tem de quê, meninos! – disse Atena, se levantando e olhando para cada um deles. – Precisam de mais alguma coisa?

— Ah, eu creio que não, Saori – disse Rina. – Já andamos conversando um bocado sobre como iríamos conduzir a atuação da Ordem. Poderemos começar utilizando nosso dormitório como sede provisória...

— Ah, então precisam de mais algo. – Saori sorriu para eles. – Acho que uma iniciativa dessas merece um apoio mais consistente da direção do Santuário e da Palaestra. Vou providenciar um dormitório novo, exclusivo para a Ordem de Atena. Com um pouco de sorte, vou conseguir convencer o Shion, e vocês terão um dormitório tão bom ou até mesmo melhor do que o dos cavaleiros de Prata... Assim poderão atuar numa sede mais apropriada. Um dormitório com uma sala de reuniões anexa, e algumas coisinhas mais... Deixem comigo.

— Obrigado, Saori – disseram Matt e Gustavo ao mesmo tempo.

— E para quando vocês planejam iniciar as atividades da Ordem? – perguntou Atena.

— Bom, nós decidimos que iríamos fazer nossos planejamentos nesse período das férias da escola, e quando o semestre letivo recomeçasse, nós daríamos início às atividades da Ordem de maneira oficial – disse Matt.

— Ah, então está bom. Vocês bem que precisam de um descanso após tanto estudo – disse Atena; Thiago comemorou discretamente em concordância com o que ela havia dito. – O próximo semestre será um bom momento para que vocês deem início às atividades da Ordem. Além disso, não é sempre que se tem um período de paz no Santuário... Até outro dia, vocês estavam lutando para recuperar as armaduras de Ouro roubadas.

Os cinco assentiram. Parecia que aquilo havia acontecido há muitos milênios.

— Acho que também será um tempo mais do que suficiente para nós concluirmos a sede da Ordem de Atena para que vocês possam se instalar nela. – Atena então mudou seu tom doce para um tom mais severo. – Contudo, espero que vocês estejam cientes da responsabilidade que estão assumindo a partir de agora. Como guardiã e protetora do Santuário, é meu dever perguntar: vocês estão prontos para atender aos interesses dos seus colegas estudantes cavaleiros?

— Sim, estamos – responderam os cinco em uníssono.

— Vocês juram utilizar a Ordem de Atena apenas para defender os interesses dos alunos e cavaleiros de Palaestra e do Santuário como um todo, e também representa-los nas questões cabíveis, e não para satisfazer seus interesses pessoais?

— Sim, juramos! – disseram os cinco de uma só vez.

— Obrigado, minhas crianças – disse Atena, sorrindo novamente. – Vou guardar as palavras de vocês com carinho e com atenção. Até hoje, vocês nunca me decepcionaram enquanto cavaleiros. Vou torcer e esperar para que continuem assim pelo restante de suas caminhadas como defensores da paz e da justiça.

— Obrigado, Saori – os cinco agradeceram juntos, antes de Atena lhes devolver o dossiê e liberá-los da audiência.



Notas finais do capítulo

Espero ansiosamente pelos reviews de voces. Sugestões e críticas serão bem - vindas. Agradeço a Archer Shiro e Bills o Destruidor pelos comentários, sugestões e dicas deixadas nos últimos capítulos.



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