New Legends - Cavaleiros do Zodíaco escrita por Phoenix Matt Marques W MWU 27


Capítulo 6
A nova Guerra Galáctica


Notas iniciais do capítulo

Pessoal eu já tinha postado esse capitulo mas decidi colocá-lo novamente :)


Uma nova Guerra Galáctica é iniciada e os cavaleiros terão pela frente uns aos outros em seu primeiro teste como guerreiros.



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No dia seguinte, pela manhã, os cavaleiros de bronze estavam alheios ao que quer que seus colegas houvessem feito durante a noite. Tatsumi os aguardava na sala de estar, onde no dia anterior eles haviam aguardado as entrevistas. As urnas das dez armaduras estavam dispostas sobre uma grande mesa ao centro da sala. Isabella não estava presente, embora o único que tenha notado sua ausência foi Matt de Fênix.

— Bom dia, cavaleiros – saudou Tatsumi. – Vocês irão saborear seu café da manhã no Coliseu Graad, onde ocorrerá o nosso evento. Devo lembrar-lhes que dividiremos o espaço com alguns atletas do UFC, portanto eu gostaria de pedir-lhes que não provoquem confusão alguma com os lutadores, embora todos saibam que atletas de MMA não sejam capazes de arranhar um Cavaleiro de Atena.

Todos os cavaleiros riram. Tatsumi instruiu os jovens a levarem suas armaduras, e os conduziu ao ônibus da Fundação Graad, que era capaz de fazer inveja aos maiores ônibus das empresas de turismo. Os cavaleiros se acomodaram nos mesmos grupinhos que haviam ficado juntos nos quartos, à exceção de Rina que ficaria sozinha, não fosse o fato de que Tatsumi convidou-a para sentar ao lado dele. Na prática, porém, não fez muita diferença, uma vez que o diretor passou a maior parte do trajeto em pé, passando últimas orientações sobre o evento.

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Ao chegarem ao Coliseu, os cavaleiros de bronze já estavam a par de tudo o que ia acontecer. Seria organizada ali uma nova edição da Guerra Galáctica, um torneio de cavaleiros que havia sido cancelado pelo roubo da Armadura de Ouro que serviria de prêmio, e que o Santuário não havia autorizado à época. No entanto, o Grande Mestre atual permitiu que o torneio voltasse, desta vez sob a tutela do Santuário. Três armaduras de Ouro serviriam de prêmio para o torneio daquele ano, mas os cavaleiros de bronze não sabiam quais eram as armaduras.

Outra coisa que os cavaleiros não sabiam era qual seria a ordem dos confrontos. Havia uma tabela de combates sendo organizada por Tatsumi e pelos patrocinadores, mas os próprios combatentes só ficariam sabendo quem enfrentaria quem na hora do confronto.

Não haveria lutas pela manhã. Após o café, os dez cavaleiros foram conduzidos a uma sala de treinamentos, onde, como o diretor da Fundação havia alertado, eles dividiriam espaço com lutadores de MMA – o Coliseu Graad estava sediando o UFC 198 Japão. As lutas da Guerra Galáctica ocorreriam pela tarde, enquanto os combates do UFC seriam à noite.

Os cavaleiros de bronze esforçaram em seguir a orientação de Tatsumi, e não fizeram confusão alguma com os atletas. Alguns cavaleiros até arriscaram pedir autógrafos aos lutadores mais famosos, como o americano Chael Sonnen.

Na sala (que mais parecia um salão) de treinamentos, os cavaleiros dispunham de várias plataformas de treino. Havia alteres, sacos de boxe, esteiras, camas elásticas e mesas flexoras. Cada um dos jovens escolhia a forma de preparação que melhor lhe convinha, mas os cavaleiros tentavam não demonstrar suas habilidades ou seus golpes secretos.

Ao meio dia os dez jovens tiveram um almoço leve, pois já tinham comido muito no café, e a maioria se preservara nos treinos. Além disso, o diretor havia informado de que apenas quatro deles lutariam no primeiro dia.

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O diretor Tatsumi não medira esforços para tornar o evento atrativo para o público. Além de compartilhar o mesmo palco do UFC, os Cavaleiros de Bronze teriam seus combates comentados por ninguém menos que Bore Sutto.

Bore Sutto era um famoso comentarista esportivo japonês, conhecido por ser o locutor de futebol mais prestigiado do país, uma espécie de Galvão Bueno japonês (se Galvão Bueno tivesse mantido o respeito e o status que havia conquistado após seu desempenho nas Copas do Mundo de 1994 e 1998). Mas Bore não se limitava apenas ao futebol. Ao longo de sua carreira, havia atuado como locutor e comentarista de eventos de Beyblade, de Monstros de Duelo, de Pokémons e de automobilismo. Recentemente também havia começado a dedicar-se às transmissões do UFC que ocorriam no Japão e nos países do Oriente Próximo, como Coréia do Sul e China. A presença do comentarista era um grande imã de público. Tatsumi estava certo de que alguns cavaleiros (como Thiago e Jonathan) ficariam muito motivados com a presença de um grande público. Além disso, a Fundação Graad havia vendido os direitos de exibição do torneio para grandes transmissoras internacionais, como ESPN e Fox Sports.

Apesar da fama, o próprio Bore não era uma figura imponente. Tinha uma estatura mediana, uma barriga saliente que tentava disfarçar com seu terno, cabelo calvo e olhos miudinhos. Podia ser confundido como um tio inofensivo no metrô de Tóquio.

Tatsumi encarregou-o de fazer a abertura do evento. E Bore adorava aberturas.

— Boa tarde, senhoras e senhores! – ele saudou o público. – Sejam todos bem-vindos ao retorno deste grande evento das artes marciais, a Guerra Galáctica, de volta após mais de três décadas de ausência!

O público vibrou. A maioria havia ouvido falar da Guerra Galáctica através dos pais ou tios, e estavam ansiosos para acompanhar a nova edição.

— Esqueçam o UFC! A bola da vez são os Cavaleiros do Zodíaco! – anunciou Bore, enquanto as luzes recaíam sobre os dez cavaleiros, todos já com suas armaduras e aguardando no centro do Coliseu, onde um ringue estava circundado por uma área comum. – Eles são as estrelas da nossa Guerra Galáctica!

O público vibrava cada vez mais; a maioria dos expectadores conhecia a história e as lendas em torno dos Cavaleiros. Alguns já pediam pelo começo dos combates; outros já davam seus palpites.

— Ouvi dizer que o Cavaleiro de Dragão é o mais forte! Ele possui os níveis mais altos de ataque e de defesa!

— Que nada, o melhor é o Cavaleiro de Pégaso! É a armadura mais prestigiada e mais surpreendente!

— Olhem a armadura do Cavaleiro de Urso! É grande e com certeza muito resistente!

— O Cavaleiro de Fênix tem a melhor armadura, pois ela é indestrutível! Até parece que ela solta chamas!

Os comentários eram bastante variados. Bore teve que fazer um pequeno esforço para fazer sua voz se sobrepor à balbúrdia da plateia.

— Hehehe, desculpem-me, atletas de MMA! Vocês sabem da admiração que tenho por vocês. Mas estes jovens guerreiros também prometem muito para este público! A torcida já entrou no clima da competição!

“E para aumentar o interesse do público que compareceu ao Coliseu e do pessoal que está assistindo em casa, tomei a liberdade de convidar um grande colega de profissão para acompanhar comigo este grande evento. Senhoras e senhores, tenho a honra de lhes apresentar o senhor Rodrigo Santos!”

Rodrigo Santos era um dos comentaristas mais promissores do esporte brasileiro e sul-americano. Apesar de ser jovem para alguém do ramo, já havia comentado finais da Copa do Brasil de Futebol, da Taça Libertadores da América e da Copa América de Seleções. Era alto e com uma pele amarelada, herdada de seus ancestrais japoneses. Em consequência disso, Rodrigo falava japonês fluentemente. Tinha olhos escuros e cabelo curto, e veio ao evento com seu terno branco de seda.

Foi conduzido até o camarote VIP, onde se localizavam Bore, Tatsumi e os patrocinadores, por Isabella Barros, a assistente do diretor da Fundação. Os cavaleiros não sabiam, mas ela havia sido despachada para o Coliseu cedo, antes dos cavaleiros acordarem, para representar Tatsumi nas conversas com os patrocinadores, e cuidou da documentação e do transporte de Rodrigo Santos e de outros convidados especiais até a arena. Apesar de jovem, a menina tinha um olho clínico para finanças e negócios.

Rodrigo Santos foi cumprimentado com um aperto de mão por Tatsumi, e dirigiu-se para o lado de Bore. Este estava em pé, com seu microfone e seus fones de ouvido que lhe permitiam se comunicar com a produção do evento e com os repórteres espalhados pela torcida. Do camarote, tinha uma visão privilegiada da plateia, bem como do ringue. Acima do público, as dez urnas das armaduras de bronze estavam enfileiradas numa plataforma e, acima delas, as três armaduras de ouro desconhecidas em outra plataforma.

A equipe técnica ofereceu ao comentarista brasileiro um pequeno microfone e um par de fones de ouvido.

— Boa noite, público da Guerra Galáctica! – disse ele aos espectadores. – É uma honra estar aqui na transmissão deste evento ao lado de meu amigo Bore Sutto.

— É um honra tê-lo conosco, Rodrigo! – disse Bore. – Mas ele não será a única atração da noite. Que entre o nosso segundo convidado especial, Lobo Teses!

Isabella conduziu o segundo comentarista convidado até o camarote. Lobo Teses era um ex-radialista e atualmente comentarista esportivo português. Era da mesma altura de Bore. Tinha olhos verdes, uma pele escura e cabelo com corte militar, e usava um terno cinza.

Ele se postou do outro lado de Bore, fazendo com que os três comentaristas ficassem à vista do público.

— Obrigado, Bore, obrigado, aos organizadores da competição, por tornar possível a minha presença hoje – disse Teses com seu sotaque lusitano.

— É sempre um prazer recebê-lo, Lobo! – retrucou Bore. – Agora, vamos às previsões de vocês para hoje. Rodrigo, reparei que os dez cavaleiros inscritos são nascidos no Brasil! Que influência essa origem em comum pode causar nos embates?

— Bore, os brasileiros são um povo perseverante, que encara suas dificuldades. É de se esperar que esses jovens deem tudo de si nas batalhas, pois eles com certeza não desistirão facilmente.

— Lobo, o fato de eles falarem o mesmo idioma materno, pode facilitar eventuais provocações durante o embate?

— Creio que não, Bore. Não é da natureza de um cavaleiro de Atena deixar o ambiente do combate com mais tensão com provocações dirigidas a um colega. Lembre-se que estamos falando de um combate entre cavaleiros.

— Bom, após as análises preliminares dos meus colegas, quero pedir aplausos para o senhor Tokumaru Tatsumi, diretor da Fundação Graad e idealizador deste evento!

O público aplaudiu respeitosamente o diretor.

— O senhor Tatsumi teve a bondade de preparar uma tabela justa e imparcial para o evento – prosseguiu Bore. – De acordo com o quadro que aqui temos, teremos hoje dois combates da fase preliminar, que classificarão dois cavaleiros para as quartas de final. Pessoal, olho no telão!

Do outro lado da arena, de frente para o camarote VIP, um visor continha os nomes e as fotos dos dez cavaleiros, e as lacunas que indicavam a ordem dos confrontos. Quatro delas estavam mais abaixo no monitor, por indicarem as duas lutas da preliminar. Acima delas, havia oito espaços, os das quartas de final, que eram ligados por linhas que subiam no monitor a quatro espaços, os das semifinais. Por fim, restavam dois espaços no alto, que ligavam-se a um último, que ficaria com o nome do campeão do torneio.

— Agora, vamos conhecer os primeiros combatentes! – disse Bore. Tatsumi usou uma caneta esferográfica para riscar o preto das primeiras quatro lacunas. Primeiro, exibiu os nomes dos primeiros quatro cavaleiros a se enfrentar.

— E o primeiro confronto – anunciou Bore – será entre os cavaleiros de Lionet e de Unicórnio!

Tatsumi limpou as outras duas lacunas e mostrou o segundo confronto.

— E o segundo confronto será entre os cavaleiros de Urso e de Pégaso! – bradou Bore.


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Notas finais do capítulo

Agradeço pela leitura.



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