New Legends - Cavaleiros do Zodíaco escrita por Phoenix Matt Marques W MWU 27


Capítulo 58
Os novos Cavaleiros Negros


Notas iniciais do capítulo

Hoje estou incansável. Mais capítulos para vocês!! Espero que gostem. Mais ação e mais combates... mais desafios para nossos cavaleiros de Bronze.
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Gildson volta a se encontrar com os Cavaleiros de Bronze, mas, desta vez, está munido de um grupo de assalto composto pelos verdadeiros Cavaleiros Negros da geração atual, que são bem mais jovens e mais bem treinados do que os Cavaleiros Negros que eles haviam enfrentado antes, no Japão. Os Cavaleiros de Bronze se unem para fazer frente ao novo grupo de oponentes, liderados por um Cavaleiro de Ouro rebelde.



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No dia seguinte, Matt, Betinho, Thiago, Gustavo, Lauro, John, Elias, Jonathan e Cícero foram até a mesma área deserta em que haviam enfrentado os Cavaleiros de Aço, perto da casa de Berto, no bairro da Redinha, na zona norte de Natal, próximo à praia de mesmo nome. A noite já caía; o grupo havia passado o dia treinando, se preparando para o combate. O cavaleiro de Prata ia à frente, atento ao menor ruído.

— Fiquem atentos – alertou ele. – Não sabemos do que Gildson é capaz.

No mesmo instante, uma gargalhada soou alto nos ouvidos deles, e duas dezenas de vultos escuros surgiram ao redor deles.

— Bem-vindos, Cavaleiros! – disse uma voz irônica: Gildson era o único do grupo que vestia uma armadura dourada, no meio de tantos cavaleiros negros. – Hoje é o dia em que serão derrotados por mim... Ou melhor, pelos meus homens, os Cavaleiros Negros!!

— Mais Cavaleiros Negros? – exclamou Matt.

— Estes são os legítimos cavaleiros negros – anunciou Gildson. – Não são como aqueles duplicados que vocês enfrentaram no Japão, as cobaias de Marte. Estes seguem os próprios ideais, independentes dos deuses, e eu apenas me ofereci para guia-los no caminho até a glória.

— Gildson, isso é loucura – ponderou Berto. – Pare com isso e devolva a armadura!

— Vocês querem a armadura? – perguntou ele, dando outra risada irônica. Então, saltou para cima do telhado da casa ao lado. – Venham pegar! Matem-nos, meus homens!!

E a luta começou. Lauro encarou o Unicórnio Negro; John enfrentou o Hidra Negro.

— GARRAS NEGRAS! – berrou o Hidra Negro. John o desviou rapidamente e perfurou o cavaleiro com suas presas.

— Rá! Sinta o poder das autênticas garras de Hidra!

— CHIFRE NEGRO!!

— GALOPE DO UNICÓRNIO!!

BUM!! O chute de Lauro foi mais potente do que o soco do rival; agora, Jonathan, Cícero e Elias enfrentavam seus sósias negros:

— BOMBARDEIO DE LIONET! – e derrubou o Leão Negro.

— ABRAÇO DO URSO! – e derrubou o Urso Negro.

— UIVO MORTAL DO LOBO! – e derrubou o Lobo Negro.

CABUM! Com um combo de três golpes, já haviam caído cinco cavaleiros negros. Gildson observava tudo do alto; porém, não parecia nem um pouco preocupado.

O Lince Negro enfrentava Matt, que tinha dificuldade em desviar-se dos ataque rápidos do oponente. Aproveitando um momento de descuido do Lince, Matt atacou:

— AVE FÊNIX!!

— MURO NEGRO DE VENTO!!

Ventos como os de um tufão cercaram o Lince Negro, impedindo Matt de atacá-lo. Porém, o Fênix abriu um largo sorriso.

— Qual é a graça? – perguntou o Lince Negro.

— Esse Muro de Vento, pode te proteger de ataques diretos – disse Matt. – Mas não te protegerá disto... GOLPE FANTASMA DE FÊNIX!

O Lince Negro foi pego de surpresa; então, começou a espumar pela boca e desmaiou. Matt estava prestes a dar as costas a ele quando ouviu o oponente murmurar.

— A-Apreciem bem este momento de glória, Cavaleiro de Fênix... Ele não será duradouro, esteja certo d-disso...

— Do que está falando, infeliz? - retrucou o garoto. - Quer levar outro Golpe Fantasma?

— Os ciclos continuarão a se repetir - disparou o Lince Negro, sua voz já quase sem forças. - Você ouviu a mensagem de Jango. Você e seus amigos continuarão presos nesse loop até se exaurirem, até que nosso Mestre tenha sua vitória definitiva... Hahaha...

— Seu mestre? Nós estamos prestes a confiscar a armadura que seu mestre roubou, miserável. Então não fique tão cheio de si, especialmente perto da morte.

— Acha que G-Gildson é o Mestre?? Seu tolo... - O Lince Negro tossiu antes de continuar. - Gildson é apenas um fantoche. T-Todos foram fantoches... Os Cavaleiros Negros da Guerra Galáctica, os Quatro Veteranos... Mesmo os Cavaleiros de Aço momentaneamente... Os cavaleiros que Gildson recrutou para enfrenta-los hoje, também... O Mestre está apenas observando tudo, de longe, enquanto vocês vão se movendo pelo t-tabuleiro que ele montou, dando voltas em círculos para o entretenimento dele. M-Marque o que estou dizendo, Fênix. Você e seus amigos estão presos nesse ciclo de repetições... Quando entenderem o propósito de tudo ou acharem que estão entendendo... Já será tarde demais. Gostaria de p-poder viver para ver a sua derrocada... Mas sei que o Mestre nos trará todos de volta quando o dia de sua vitória chegar. Quando tiver exterminado todos vocês, Cavaleiros de Atena, da face da terra...! Até breve, Cavaleiro de Fênix. Seu fim e o de seus amigos está mais próximo do que você imagina...

E finalmente, os olhos do Lince Negro giraram nas órbitas e ele parou de se mover.

O estranho fenômeno que Matt observara no dia em que enfrentou Jango aconteceu novamente: o tempo pareceu desacelerar, seus amigos e os oponentes estavam se movendo em "câmera lenta" e apenas Matt parecia perceber aquilo. O garoto não gostava nada da constatação e do fato de aquela mensagem ter se repetido diante dele, em circunstâncias muito similares, e especialmente por só ele ter percebido o estranho fenômeno.

Também não o agradava o fato de que haviam sido dois Cavaleiros Negros, já em seus últimos esforços de vida, os responsáveis por lhe passar aquela estranha e misteriosa mensagem. A história de Matt com os Cavaleiros Negros já era longa, e ele não ansiava em vê-la se estender. Assim que o Lince Negro cessou de falar, de respirar e de se mover, o fenômeno diminuiu de intensidade, até o tempo voltar ao normal.

Matt tentou deixar aquilo de lado, mas a mensagem realmente o havia deixado com um péssimo pressentimento. Prometeu a si mesmo que pensaria nisso depois, e que traria essa informação aos amigos assim que fosse possível. Gustavo, vendo que Matt também vencera sua luta, recomeçou a enfrentar os inimigos.

Betinho e Thiago enfrentavam, ao mesmo tempo, a Serpente Negra, o Bússola Negro, o Golfinho Negro, o Medusa Negro e o Serpente Marinha Negro. Em meio a patadas, golpes de caudas e choques térmicos, os dois irmãos resistiam firmemente, até que...

— PÓ DE DIAMANTE!!

BUM!! Berto juntou-se a eles e derrubou alguns dos oponentes; agora seus filhos faziam sua parte:

— TROVÃO AURORA ATAQUE!!

— COMETA DE PÉGASO!!

BUM!! Com mais esse golpe, os cavaleiros remanescentes foram derrotados. Gustavo, porém, ainda enfrentava o Tigre Negro.

— FURACÃO DO INFERNO!

— CÓLERA DO DRAGÃO!!

O punho do Dragão penetrou o furacão do Tigre, e Gustavo derrotou o cavaleiro negro. Berto e os outros, então, voltaram-se para Gildson.

— Acabou, Gildson – sentenciou Beto. – Seus servos já se foram. Você está sozinho, sem chance de vencer.

— Ah, é mesmo? – riu Gildson. – Aqueles cinco ali não acham isso...

Sem terem tempo de olhar na direção que Gildson apontava, os cavaleiros de Bronze e Berto foram pegos de surpresa por um enorme chicote. Um cavaleiro negro olhava furioso para eles; e atrás dele, outros quatro ainda estavam de pé. Pareciam ter se escondido durante a luta e agora, haviam retornado.

— Deixei que meus melhores lutadores e lutadoras entrassem apenas no final – explicou Gildson. – Os cavaleiros Negros Camaleão e Cão Menor, e as amazonas negras, Girafa, Formiga e Lebre! Ataquem, meus servos!

Os cavaleiros de Bronze estava exaustos. Não conseguiriam deter mais cinco cavaleiros negros. Eles riam, esnobavam, o Camaleão Negro esticou o chicote para eles...

Uma corrente longa e dura prendeu-se ao chicote; uma amazona havia vindo ajudar – Rina chegara a tempo para a luta.

— Copiando minha mestra June, não deixarei que saia vivo – disse ela.

— Ora, cale a boca, garota tola – respondeu o Camaleão Negro.

— Ela não está sozinha – disse uma voz; Isabella surgiu atrás de Rina. Gildson, ao ver a garota de prata, levantou-se e encarou-a.

Sem darem atenção ao Câncer, as duas partiram para a luta.

— ONDA RELÂMPAGO!!

— EXTINÇÃO ESTELAR!!

O corpo do Camaleão foi perfurado e envolvido na chuva de estrelas e correntes, e desapareceu. Mas os outros quatro cavaleiros ainda as encaravam. As três amazonas, Girafa, Formiga e Lebre, atacaram:

— FORMAÇÃO TRIPLA NEGRA!!

Com as garras da Lebre, as presas da Formiga e o punho da Girafa, o ataque triplo, porém, foi cortado pela Muralha de Cristal e pela Defesa Circular. Pelo visto, Gildson fora mais esperto: deixá-los exaustos para guardar os melhores Cavaleiros Negros para o final fora uma boa estratégia, mesmo com a aparição repentina de Rina e Isabella.

As defesas das amazonas eram inúteis contra o Golpe Triplo; Gildson dava risadas gostosas, e lançava olhares ambiciosos para as garotas. Estava certo da vitória, certo de que nada iria impedi-lo.

— Hehe! Logo, terei todas as suas armaduras na minha coleção! Poderei mobilizar um exército de Cavaleiros Negros e Cavaleiros de Bronze para tomar o Santuário! – bradava ele. Então...

Uma rajada de ar frio penetrou o local; então, um novo cavaleiro, que também possuía uma armadura negra, mas com aspecto de aço, surgiu das sombras, e atacou o Cão Menor Negro, cravando nele suas presas.

— Quem é você?? – bradou Gildson, furioso.

O jovem se virou e disse:

— Sou Pedro, cavaleiro de Tigre. Conheça os Cavaleiros de Aço!


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Notas finais do capítulo

Revisão concluída em 01.05.2020



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