New Legends - Cavaleiros do Zodíaco escrita por Phoenix Matt Marques W MWU 27


Capítulo 57
O reencontro com um velho amigo: Gildson


Notas iniciais do capítulo

Eeeeeeehhhh temos uma nova missão para os cavaleiros de Bronze cumprirem!!! esses meninos não tem descanso. vamo dar uma forcinha pra eles, bora?? rs
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Após serem efetivados pelo mestre Shion e receberem as felicitações dos Cavaleiros de Ouro, os cavaleiros de Bronze são enviados novamente ao Brasil para deter Gildson, o antigo amigo e companheiro de treinos de Betinho e Thiago que os havia enfrentado na Casa de Câncer. Encabeçando os novos Cavaleiros Negros, Gildson se torna a nova ameaça que faz frente ao Santuário.



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Levou algum tempo até que os cavaleiros de Bronze entendessem o que Shion quis dizer.

— Armadura de Câncer?? Mas então... – refletiu Thiago. Então, lembrou-se da luta na casa de Câncer. – Ah! O Gildson!!

— Sim, aquele ladrão foi visto no Brasil com a armadura de Câncer – informou Shion. – Em poucas horas desde que saiu do Santuário, conseguiu chegar lá em tempo recorde. Parece que recrutou alguns capangas.

— É a cara dele, ter capangas – disse Betinho. – Quando iremos?

— Irão amanhã bem cedo – disse Shion.

— Como? – perguntou Matt.

— No avião particular da Fundação Graad – disse uma voz. Os cinco cavaleiros observaram uma jovem entrar no salão por uma porta atrás do trono de Shion, e imediatamente a reconheceram.

— Saori! – exclamaram os cinco juntos.

— Vocês falaram igual ao Seiya – comentou ela, sorrindo. – Que fofos. Vejo que conseguiram chegar até o Grande Mestre... Meus parabéns. Seus mestres, é claro, estão bem orgulhosos, não é mesmo?

E ela apontou para a porta da frente. Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki entraram no salão do Mestre, todos exibindo largos sorrisos.

— Parabéns a vocês, novos cavaleiros de Bronze – disse Hyoga.

— Depois desta, vocês estão prontos para cumprir missões maiores – disse Shun.

— Agora, estão realmente parecidos conosco! – completou Seiya.

— Parecidos demais, até, para o meu gosto – disse uma voz severa, e Kanon entrou no salão, acompanhado de Kiki, Josafá, Koji, Javier e Liège.

— Está todo mundo aqui! – disse Matt. Ele notou que os 11 Cavaleiros de Ouro atuais estavam presentes, e todos deviam já estar sabendo do roubo de Gildson. Isso explicaria as expressões pouco felizes, principalmente de Kanon.

— Estão aqui para parabenizar vocês, em primeiro lugar. Mas chamei-os para dar um esclarecimento a vocês, novos cavaleiros de Bronze – disse Shion.

— E o que seria, mestre Shion? – perguntou Gustavo.

— Como podem ver, Ikki possui a armadura de Leão há bastante tempo – começou Shion. – Seu irmão Shun, hoje veste a armadura de Virgem. Quanto aos outros dois, Shiryu e Hyoga, receberam as armaduras que seus aprendizes recuperaram dos Cavaleiros Negros e dos Cavaleiros de Aço: as armaduras de Aquário e Libra. Eles mesmos se dispuseram a emprestar as próprias armaduras para a Guerra Galáctica, como forma de incentivo para testá-los. O Santuário será eternamente grato a vocês, antigos cavaleiros de Bronze, pela nobre atitude de serviço em prol da continuidade do treinamento de seus pupilos.

O mestre, então, após parabenizar cada um dos ex-cavaleiros de Bronze que haviam se tornado cavaleiros de Ouro, dirigiu a palavra a Seiya.

— Quanto ao Seiya, que também recebeu sua armadura, também devemos parabenizar, mas não antes de explicarmos aos cavaleiros de Bronze o motivo do sucesso deles na travessia das 12 Casas. Vocês estiveram – disse o mestre, dirigindo-se aos cavaleiros de Bronze – por muitas vezes, próximos de morrer, lutando nas 12 Casas. Além de terem elevado seus cosmos a um ponto muito próximo do Sétimo Sentido, o cosmo supremo dos Cavaleiros de Ouro, também estavam protegidos pelo espírito de Aiolos, que os guiou como novos Cavaleiros da Esperança.

Shion fez uma pequena pausa. Matt, Gustavo, Betinho, Thiago e Rina o fitavam, e de vez em quando lançavam um olhar para seus mestres, mas estes também estavam surpresos.

— Nunca se perguntaram onde estava a Armadura de Sagitário? – continuou ele. – Nunca ficaram surpresos ao descobrir que os Cavaleiros de Aço não a encontraram, quando atacaram os Cavaleiros Negros que levavam a armadura de Libra? A armadura esteve protegendo vocês, dos Cavaleiros Negros, dos Cavaleiros de Aço e, agora, dos Cavaleiros de Ouro, seus mestres. E hoje, ela reapareceu, para voltar a auxiliar o Seiya.

Shion calou-se, e os cavaleiros de Bronze contemplaram as onze armaduras de Ouro presentes no salão.

— Depois dessas observações, creio que os seis tenham que ir dormir – disse Shion. - Cada um dormirá com seu mestre, na respectiva casa, já que agora já fazem parte oficialmente das fileiras do Santuário. Amanhã, irão bem cedo ao Brasil. Só voltem de lá com a armadura de Câncer, por tudo que é mais sagrado. As outras 11 armaduras irão lamentar eternamente se não recuperarmos a armadura de Câncer. Boa sorte!

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Após dispensar os Cavaleiros de Bronze, Shion se recolheu para Star Hill. Precisava refletir. Há tempos não visitava o monte sagrado para se orientar, mas não iria consultar as estrelas hoje. Precisava apenas de um tempo para si.

Ele soubera que o fugitivo, Gildson, ainda não controlava por completo a habilidade de velocidade da luz inerente aos Cavaleiros de Ouro, mas que havia conseguido utiliza-la adequadamente o bastante para chegar ao Brasil em um tempo praticamente impossível para um ser humano comum, quem dirá para um cavaleiro com experiência. Certamente os planos daquele sujeito para com a armadura de Câncer já haviam sido traçados há um bom tempo, e o fato de ele ter sido um dos alunos do pai dos cavaleiros de Pégaso e Cisne apenas inquietava ainda mais o Grande Mestre. Talvez se tratasse de alguém forte demais, até mesmo para esses jovens cavaleiros novatos e promissores. Afinal, Fênix mal havia conseguido sobreviver ao embate contra Gildson no Santuário, e ele fora o único dos cavaleiros de Bronze que havia conseguido encara-lo de igual para igual, ainda que momentaneamente. Shion se perguntava se poderia consultar as estrelas eventualmente para tentar saber mais sobre esse Gildson e suas reais intenções.

Evidentemente, depois dessas ponderações, logo não estava sozinho ali.

— Imaginei que o encontraria aqui - disse Saori, ainda com um leve sorriso.

— Atena. Eu precisava mesmo vir refletir. Mas talvez a sua companhia me ajude a encontrar as questões com as quais me defronto.

— As mesmas que tem me afligido ultimamente, eu imagino.

— Com certeza. Acredito que todos esses eventos estão interligados. Precisávamos testar esses jovens na Guerra Galáctica e nas 12 Casas. Mas a aparição dos Cavaleiros Negros e a revolta dos Cavaleiros de Aço... Esses foram eventos que não podíamos antever.

— De certa forma, Shion, nós podíamos sim... E acho que foi o que fizemos. - Saori se ajoelhou, apoiada ao cetro, como se fosse fazer uma prece. - Creio que esses eventos apenas confirmaram as nossas suspeitas. Foi bom termos lançado os cavaleiros de Bronze nesses testes. Assim eles puderam se preparar adequadamente para essas "surpresas" pelo caminho... Mas receio que não será a última vez que teremos que exigir isso deles. Os pressentimentos e as inquietações que venho sentindo há meses... Enfim parecem estar se cumprindo.

— Então, se eles conseguirem deter o tal Gildson...? - começou Shion, sem saber como finalizar o questionamento.

— Não sei, Shion. Sei que há problemas a vista. Mas que problemas, quais serão... Isso eu não consigo ver. Uma coisa é certa. Os cavaleiros de Bronze estão sendo preparados para algo... Algo muito maior. Tenho receio de que...

— Atena, se estiver pensando no que acho que estou pensando, não se torture desse jeito. Não devemos pensar no pior, pelo menos não por enquanto.

— Será, Shion? Você é um veterano de guerra. De guerras, no plural. Deveria estar considerando todos os cenários possíveis...

— Atena, sei que isso é diferente de tudo o que já vivenciamos, mas não é como se uma Guerra Santa estivesse nos esperando no horizonte - insistiu Shion, mas havia dúvida em sua voz.

— Não podemos afirmar isso, Shion. Pode ser que seja exatamente isso que nos espera. E se minhas inquietações se comprovarem... Os Cavaleiros de Bronze terão uma batalha talvez maior do que eles consigam aguentar diante de si. E você e eu muito provavelmente teremos que nos lançar no campo de batalha, mais uma vez, e de forma ainda mais enérgica do que em ocasiões anteriores.

Shion contemplou o céu.

— Talvez eu deva me retirar por uns dias, consultar as estrelas pelo tempo máximo possível.

— Mesmo que você faça isso, Shion, a situação já fugiu ao nosso controle há tempos. É como se alguém brincasse conosco constantemente. Lançou os Cavaleiros Negros, lançou os Cavaleiros de Aço, e agora lançou Gildson... Sabe-se lá o que lançarão contra nós em seguida.

— Quando Tatsumi nos contou que os Cavaleiros Negros afirmaram estar agindo por ordens de Marte, eu quase me aliviei - disse o Grande Mestre. - Se fosse realmente Marte, ele não estaria ainda totalmente desperto e talvez pudéssemos lidar com ele tranquilamente, sem nem precisarmos dos Cavaleiros de Bronze. Os Cavaleiros de Ouro mesmo poderiam ser designados para esse fim. Mas, devido a todas essas circunstâncias...

— Não é Marte - declarou Saori. - Isso ficou claro. Os Cavaleiros Negros podem até ter achado que estavam seguindo Marte, mas não tinha como ser ele. Alguém se fez passar por ele, ou mesmo fez o cosmo adormecido de Marte se agitar de tal forma que seus capangas acharam que fosse o deus da guerra em pessoa. De qualquer forma, é preocupante. Estamos lidando com alguém com habilidades notórias, alguém que parece estar sempre um passo a nossa frente, alguém com quem talvez não estejamos prontos para lidar.

— Agora começo a entender sua preocupação melhor - declarou Shion. - Mesmo eu, com todos esses anos de experiência, não consigo me recordar de algum precedente para isso em nossa história.

— E é exatamente isso que nos deixa apreensivos. Se já tememos o que conhecemos, tememos mais ainda o que não conhecemos. Talvez se colocássemos um rosto nessa ameaça, minha preocupação diminuísse e talvez tivéssemos um direcionamento sobre como agir em uma eventual crise. Talvez se pedirmos a Shiryu ou Kiki que averiguem a Torre das 108 Estrelas, eu...

— Atena. A Torre das 108 Estrelas está intacta. Se houvesse ocorrido algo com ela, a essa altura, já estaríamos sabendo.

— É, é claro. Talvez seja apenas um pressentimento ruim. Mas, de qualquer forma, vamos nos manter atentos, Shion. Se os Cavaleiros de Bronze retornarem do Brasil com a armadura de Câncer, provavelmente vamos precisar começar a prepara-los para uma situação ainda mais crítica do que Gildson, os Cavaleiros Negros e os Cavaleiros de Aço foram até agora. Só o tempo nos dirá exatamente com o que estamos lidando.

— Com certeza - afirmou o mestre. - Devemos ficar atentos, Atena. Muito atentos...

Saori ficou em silêncio por alguns momentos. Shion voltou a contemplar o céu. Em seguida, a moça se levantou, meneou levemente a cabeça para o Grande Mestre, e deixou o local.

Na manhã seguinte, os seis jovens (inclusive Isabella) foram pegar o avião particular da Fundação, que os levaria ao Brasil. Na hora do embarque, Matt virou-se para lançar um último olhar ao Santuário, e percebeu alguns cavaleiros trabalhando nas divisas do Santuário.

— Quem são aqueles? – perguntou ele a Isabella, que estava há mais tempo no Santuário.

— Ora, são os Cavaleiros de Aço – disse ela.

— Os cavaleiros de Aço estão trabalhando no Santuário? – perguntou Betinho. - Pelo jeito estão reconstruindo as fronteiras.

— Talvez para evitar novas invasões, como a do Gildson, ou mesmo a deles próprios já que eles chegaram bem perto da fronteira do Santuário durante a rebelião - ponderou Rina.

— Sim – informou Isabella. – Esse é o castigo deles: trabalhos pesados e vigiar e reconstruir as fronteiras do Santuário. Mas o mestre Shion diz que logo eles serão poupados dos trabalhos pesados, e só irão cumprir outras missões menos pesadas e vigiar as divisas. Estão muito arrependidos.

— Ou com medo de levarem outra surra da gente – disse Gustavo. O olhar fulminante de Isabella fez ele se calar.

— Não exagere. Se for enfrenta-los de novo, pode ser que não possa abusar da sorte uma segunda vez. Acredite, eles agora estão recebendo um acompanhamento diferenciado no Santuário, para intensificar os treinamentos deles... Mestre Shion enxergou um potencial em alguns deles.

Alguns deles? Matt ficou curioso com essa sentença. Será que Fernanda estava incluída nessa conta? Certamente ela havia demonstrado um nível de poder bem acima até mesmo de seus colegas Líderes de Aço durante a rebelião. Ainda mais agora, com o cosmo despertado e fortalecido... Ele imaginava se a veria em breve, estava até ansiando por isso. Mas ter Isabella viajando ao lado dele dificultava as coisas. Ele não sabia para qual lado deveria apontar seu coração.

Gustavo deu de ombros após a fala de Isabella e lançou um olhar incrédulo para os cavaleiros que trabalhavam lá embaixo. Quando já estavam dentro do avião, Matt olhou pela janela e falou:

— Quer dizer que os cavaleiros de Aço agora estão aqui no Santuário. Interessante...

E ele abriu um sorriso convencido. Os outros desconfiaram.

— Matt? – perguntou Thiago. – O que é interessante?

— Nada, nada – retrucou ele.

— Hum, sei – disseram juntos Betinho, Gustavo e Rina. Matt lançou um olhar irônico aos três, e voltou a contemplar a janela. Ele não notou o olhar vigilante de Isabella, às costas dele, observando atentamente a conversa.

À noite, chegaram a Natal, e Matt, Betinho, Thiago e Gustavo seguiram para a casa do mestre Berto de Coroa Boreal, que os esperava, tendo sido avisado previamente por Shion. Gildson havia sido avistado perto de sua casa – o que não era surpresa, afinal fora seu aprendiz e poderia querer retaliar contra o antigo mestre e seus antigos colegas de treinos. Rina e Isabella ficaram hospedadas na casa dos tios da garota de Andrômeda.

Os outros cinco cavaleiros de Bronze também estavam com Berto; haviam chegado ali no dia anterior ao grupo que viera do Santuário. Berto planejava procurar Gildson no dia seguinte à noite, quando, segundo boatos da região, Gildson planejava assaltar algumas mansões perto da praia com seu grupo. Na zona norte de Natal, havia algumas casas de alto padrão aquisitivo, que pertenciam às famílias que moravam nas outras zonas da cidade e mesmo em outros lugares do estado e do país, e que escolhiam passar seus períodos de descanso naquela área, e essas mansões interessavam às gangues de assaltantes, e pelo visto, o grupo encabeçado por Gildson incluía membros antigos dessas gangues.

— Gildson está com um exército de cavaleiros renegados – disse ele, após ter convocado seus filhos e os demais cavaleiros de Bronze ali presentes para uma reunião estratégica. – Precisaremos de todas as nossas forças para derrotá-lo. Descansem, a viagem deve ter sido exaustiva. Soube do sucesso de vocês nas batalhas das 12 Casas, e creio que terão de usar esse conhecimento adquirido nessas batalhas contra Gildson, pois ele está em posse de uma armadura de ouro. Mesmo não sendo um cavaleiro de Ouro legítimo, temos que ter todo o cuidado. Até um cavaleiro de Prata como eu deve ter cuidado com ele, mesmo tendo sido seu treinador.

Com isso, Berto dispensou-os, e eles foram dormir.


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Notas finais do capítulo

Revisão do capítulo concluída em 01.05.2020



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